Prontidão organizacional para implementação de rastreio e intervenção breve para o uso de álcool entre profissionais da Atenção Primária do município de Botucatu, SP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Volpato, Rosa Maria Jacinto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-23092025-154212/
Resumo: Introdução: O consumo de bebida alcoólica é responsável por inúmeras consequências negativas, tanto de ordem social quanto física, podendo levar à incapacidade e à morte. A prevenção do uso de álcool é importante para mitigar essas consequências. Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a realização do rastreio com instrumentos validados e a oferta de Intervenção Breve (IB). No Brasil, essa alternativa de prevenção faz parte das recomendações para o cuidado ofertado na Atenção Primária à Saúde (APS), mas é pouco utilizada pelos profissionais. A investigação da prontidão organizacional para implementação de mudança pode possibilitar um novo olhar sobre a implementação do rastreio do uso de álcool e da IB no contexto da APS. Objetivo: Avaliar o nível de prontidão organizacional para a implementação de rastreio e IB, para o uso de álcool, entre profissionais de saúde da APS. Método: Trata-se de um estudo transversal descritivo, realizado em serviços de APS em cidade do interior de São Paulo, com amostra composta por profissionais de saúde. Foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário sociodemográfico e percepções sobre a prática clínica; questionário sobre conhecimento; questionário sobre prontidão organizacional (ORIC-Br); e Escala de Atitudes Frente ao Álcool, ao Alcoolismo e às Pessoas com Transtornos Relacionados ao Uso de Álcool (EAFAAA). Os resultados foram apresentados por estatística descritiva; os testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher foram usados para verificar a associação (conhecimento, atitude, prontidão e padrão do uso de álcool), com significância de p< 0,05. Resultados: Nove serviços da APS e 176 profissionais de saúde participaram, em sua maioria do sexo feminino. O questionário de conhecimento apresentou média de acertos de 5,63 (DP=1,49), em 12 questões; e apenas 51,7% (n=91) acertaram seis ou mais questões. Quanto à atitude, observou-se um escore médio global de 3,21 (DP=0,32), com cerca de 56,8% (n=100) dos participantes com atitude positiva. Quanto à prontidão organizacional para implementação da mudança, foi encontrada média de 3,42 (DP=1,1) em cerca de 65,3% dos profissionais de saúde considerada baixa. Conclusões: Os profissionais de saúde que atuam na APS apresentam baixos níveis de prontidão organizacional e conhecimento, indicando a necessidade da realização de um planejamento de ações, como capacitação, para que a implementação da mudança seja viabilizada e percebida como fator positivo na oferta do cuidado. Por outro lado, o escore global desses profissionais demostrou atitude positiva frente ao consumo de álcool. Impactos da pesquisa e implicações para a prática: Os gestores e pesquisadores podem utilizar essas descobertas para propor ações voltadas aos profissionais de saúde dos serviços de APS, buscando melhorias para a implementação do cuidado em relação ao consumo de álcool em seus territórios, afinal a APS deve ser um serviço destinado à prevenção de agravos a saúde.
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No Brasil, essa alternativa de prevenção faz parte das recomendações para o cuidado ofertado na Atenção Primária à Saúde (APS), mas é pouco utilizada pelos profissionais. A investigação da prontidão organizacional para implementação de mudança pode possibilitar um novo olhar sobre a implementação do rastreio do uso de álcool e da IB no contexto da APS. Objetivo: Avaliar o nível de prontidão organizacional para a implementação de rastreio e IB, para o uso de álcool, entre profissionais de saúde da APS. Método: Trata-se de um estudo transversal descritivo, realizado em serviços de APS em cidade do interior de São Paulo, com amostra composta por profissionais de saúde. Foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário sociodemográfico e percepções sobre a prática clínica; questionário sobre conhecimento; questionário sobre prontidão organizacional (ORIC-Br); e Escala de Atitudes Frente ao Álcool, ao Alcoolismo e às Pessoas com Transtornos Relacionados ao Uso de Álcool (EAFAAA). Os resultados foram apresentados por estatística descritiva; os testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher foram usados para verificar a associação (conhecimento, atitude, prontidão e padrão do uso de álcool), com significância de p< 0,05. Resultados: Nove serviços da APS e 176 profissionais de saúde participaram, em sua maioria do sexo feminino. O questionário de conhecimento apresentou média de acertos de 5,63 (DP=1,49), em 12 questões; e apenas 51,7% (n=91) acertaram seis ou mais questões. Quanto à atitude, observou-se um escore médio global de 3,21 (DP=0,32), com cerca de 56,8% (n=100) dos participantes com atitude positiva. Quanto à prontidão organizacional para implementação da mudança, foi encontrada média de 3,42 (DP=1,1) em cerca de 65,3% dos profissionais de saúde considerada baixa. Conclusões: Os profissionais de saúde que atuam na APS apresentam baixos níveis de prontidão organizacional e conhecimento, indicando a necessidade da realização de um planejamento de ações, como capacitação, para que a implementação da mudança seja viabilizada e percebida como fator positivo na oferta do cuidado. Por outro lado, o escore global desses profissionais demostrou atitude positiva frente ao consumo de álcool. Impactos da pesquisa e implicações para a prática: Os gestores e pesquisadores podem utilizar essas descobertas para propor ações voltadas aos profissionais de saúde dos serviços de APS, buscando melhorias para a implementação do cuidado em relação ao consumo de álcool em seus territórios, afinal a APS deve ser um serviço destinado à prevenção de agravos a saúde.Introduction: Alcohol consumption is responsible for numerous negative social and physical consequences and can lead to disability and death. Preventing alcohol use is important to mitigate these consequences. In this sense, the World Health Organization (WHO) recommends screening with validated instruments and offering Brief Intervention (BI). In Brazil, this prevention alternative is part of the recommendations for care offered in Primary Health Care (PHC), but it is little used by professionals. Investigating organizational readiness to implement change can enable a new look at the implementation of alcohol screening and BI in the context of PHC. Objective: To assess the level of organizational readiness to implement screening and Brief Intervention for alcohol use among health professionals in Primary Care. Method: This is a descriptive cross-sectional study. Conducted in PHC services in a city in the interior of São Paulo, with a sample composed of health professionals. We used the following questionnaires: sociodemographic and perceptions about clinical practice; a questionnaire on knowledge; a questionnaire on organizational readiness (ORIC-Br); Scale of Attitudes Towards Alcohol, Alcoholism and People with Alcohol-Related Disorders (EAFAAA). The results were presented by descriptive statistics, the Chi-square test and Fisher\'s exact test were used to verify the association (knowledge, attitude, readiness and pattern of alcohol use), with significance of p < 0.05. Results: Nine PHC services and 176 health professionals participated, most of them female. The knowledge questionnaire had an average of 5.63 correct answers (SD = 1.49) in 12 questions and only 51.7% (n = 91) answered six or more questions correctly. Regarding attitude, we observed an overall mean score of 3.21 (SD=0.32), with approximately 56.8% (n=100) of participants having a positive attitude. Regarding organizational readiness to implement change, we found an average of 3.42 (SD=1.1) in approximately 65.3% of health professionals, which is considered low. Conclusions: Health professionals working in PHC have low levels of organizational readiness and knowledge, which indicates the need to carry out action planning such as training so that the implementation of change is feasible and perceived as a positive factor in the provision of care. On the other hand, the overall score of these professionals demonstrated a positive attitude towards alcohol consumption. Impacts of the Research and Implications for Practice: Managers and researchers can use these findings to propose actions aimed at health professionals in PHC services, seeking improvements for the implementation of care in relation to alcohol consumption in their territories, after all, PHC should be a service aimed at preventing health problems.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVargas, Divane deVolpato, Rosa Maria Jacinto2025-02-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-23092025-154212/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-20T17:23:02Zoai:teses.usp.br:tde-23092025-154212Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-20T17:23:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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