Avaliação do perfil de resistência aos antimicrobianos de estirpes de Pasteurella multocida isoladas de suínos no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Ivan Ochin de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-13122024-160705/
Resumo: Pasteurella multocida é uma bactéria presente na microbiota do trato respiratório de diferentes espécies animais, podendo se apresentar como agente zoonótico e causador de diversas doenças importantes como a cólera aviária, septicemia hemorrágica e doença respiratória em ruminantes, rinite atrófica e pasteurelose pulmonar em suínos e infecção respiratória em coelhos. Na suinocultura P. multocida é um dos patógenos pertencentes ao complexo de doenças respiratórias dos suínos, geralmente considerada como agente oportunista. As doenças respiratórias nos suínos levam a um grande prejuízo econômico gerados pelo aumento da mortalidade, falhas no desenvolvimento dos animais, aumento de custos com medicamentos e vacinas e perdas no abate. O objetivo do presente estudo foi caracterizar o perfil genotípico e de resistência a antimicrobianos de estirpes de P. multocida isoladas de suínos entre os anos de 2010 e 2023. A partir das 215 estirpes avaliadas foi observada uma maior frequência se estirpes pertencentes ao sorogrupo capsular A (152/215), seguida por estirpes pertencentes ao sorogrupo capsular D (56/215) e um pequeno grupo de isolados não tipáveis pela PCR (7/215). Poucas estirpes foram identificadas como carreadoras do gene toxA (11/215), sendo todas do sorogrupo capsular D. Foi observada uma alta taxa de resistência aos antimicrobianos tilosina, clindamicina, doxiciclina, oxitetraciclina, e sulfadimetoxina. Os antimicrobianos com maior sensibilidade foram ceftiofur, marbofloxacina, espectinomicina, gentamicina, tulatromicina e tilmicosina. O fenômeno de multirresistência foi identificado em 90,23% (194/215) das estirpes analisadas, sendo que não foi identificada diferença significativa nas taxas de multirresistência durante os anos de isolamento analisados. A análise das estirpes pelo AFLP revelou 11 genótipos sem relação direta com o tipo capsular, ano de isolamento ou presença do gene codificador da toxina dermonecrótica. A partir dos resultados obtidos foi possível concluir que as estirpes de P. multocida que circulam no rebanho suíno apresentam uma alta diversidade genotípica e uma alta taxa de multirresistência, o que pode gerar dificuldade na seleção de estirpes para formulação de vacinas autógenas e no tratamento dos quadros clínicos causados pelo agente.
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As doenças respiratórias nos suínos levam a um grande prejuízo econômico gerados pelo aumento da mortalidade, falhas no desenvolvimento dos animais, aumento de custos com medicamentos e vacinas e perdas no abate. O objetivo do presente estudo foi caracterizar o perfil genotípico e de resistência a antimicrobianos de estirpes de P. multocida isoladas de suínos entre os anos de 2010 e 2023. A partir das 215 estirpes avaliadas foi observada uma maior frequência se estirpes pertencentes ao sorogrupo capsular A (152/215), seguida por estirpes pertencentes ao sorogrupo capsular D (56/215) e um pequeno grupo de isolados não tipáveis pela PCR (7/215). Poucas estirpes foram identificadas como carreadoras do gene toxA (11/215), sendo todas do sorogrupo capsular D. Foi observada uma alta taxa de resistência aos antimicrobianos tilosina, clindamicina, doxiciclina, oxitetraciclina, e sulfadimetoxina. 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A partir dos resultados obtidos foi possível concluir que as estirpes de P. multocida que circulam no rebanho suíno apresentam uma alta diversidade genotípica e uma alta taxa de multirresistência, o que pode gerar dificuldade na seleção de estirpes para formulação de vacinas autógenas e no tratamento dos quadros clínicos causados pelo agente.Pasteurella multocida is a bacterium present in the microbiota of the respiratory tract of different animal species, and can be a zoonotic agent and cause of several important diseases such as avian cholera, hemorrhagic septicemia and respiratory disease in ruminants, atrophic rhinitis and pulmonary pasteurellosis in swines and infection respiratory in rabbits. In swine farming, P. multocida is one of the pathogens belonging to the complex of swine respiratory diseases, generally considered an opportunistic agent. Respiratory diseases in pigs lead to great economic losses generated by increased mortality, failures in the development of animals, increased costs with medicines and vaccines and slaughter losses. The objective of the present study was to characterize the genotypic and antimicrobial resistance profile of P. multocida strains isolated from swines between the years 2010 and 2023. From the 215 strains evaluated, a higher frequency was observed in strains belonging to capsular serogroup A (152/215), followed by strains belonging to capsular serogroup D (56/215) and a small group of isolates not typeable by PCR (7/ 215). Few strains were identified as carrying the toxA gene (11/215), all of which were from capsular serogroup D. A high rate of resistance was observed against the antimicrobials tylosin, clindamycin, doxycycline, oxytetracycline and sulfadimethoxine. The antimicrobials with greater sensitivity were ceftiofur, marbofloxacin, spectinomycin, gentamicin, tulathromycin and tilmicosin. The phenomenon of multiresistance was identified in 90.23% (194/215) of the strains analyzed, and no significant difference was identified in the rates of multiresistance during the years of isolation analyzed. Analysis of the strains by AFLP revealed 11 genotypes with no direct relationship with the capsule type, year of isolation or presence of the gene encoding the dermonecrotic toxin. From the results obtained, it was possible to conclude that the strains of P. multocida that circulate in the swine herds have a high genotypic diversity and a high rate of multiresistance, which can create difficulties in the selection of strains for the formulation of autogenous vaccines and in the treatment of clinical conditions caused by the agent.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoreno, Andrea MickeSouza, Ivan Ochin de2024-08-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-13122024-160705/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-12T13:15:10Zoai:teses.usp.br:tde-13122024-160705Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-12T13:15:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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