A territorialização do baile funk e a construção do problema público: mobilização social, violência de Estado e genocídio da juventude negra no Massacre na Dz7
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-23022026-171130/ |
Resumo: | Este trabalho analisa as intersecções entre raça, gênero, território e violência a partir do Massacre do Baile da Dz7, ocorrido em 2019 na favela de Paraisópolis, em São Paulo, que resultou na morte de nove jovens durante uma operação policial. A pesquisa tem como fontes notícias jornalísticas sobre o caso, a produção documental do Movimento de Mães e Familiares das Vítimas de Paraisópolis e a observação de audiências públicas que reuniram diferentes movimentos de mães no estado paulista. Examina-se como o massacre é disputado publicamente e como as mobilizações sociais passam a enquadrá-lo como expressão do genocídio da juventude negra e da criminalização da cultura negra e periférica, especialmente o funk. Em diálogo com a sociologia dos problemas públicos (Gusfield, 1984), o estudo demonstra como essas mortes são retiradas do registro do \"acidente\" ou de consequências de um \"tumulto\" e politizadas como violência de Estado. A análise articula contribuições sobre genocídio antinegro (Flauzina; Vargas, 2017), violência policial antinegritude e práticas de policiamento racializado no Brasil (Alves, 2017), bem como a perspectiva interseccional de Lélia Gonzalez e Patricia Hill Collins. Conclui-se que o protagonismo das mães produz contranarrativas centrais para a denúncia pública da violência racial e para a reconstrução política da memória das vítimas |
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A territorialização do baile funk e a construção do problema público: mobilização social, violência de Estado e genocídio da juventude negra no Massacre na Dz7The territorialization of the Baile Funk and the construction of the public problem: social mobilization, State violence, and the genocide of black youth in the Dz7 MassacreBlack genocideBlack youthGenocídio negroInterseccionalidadeIntersectionalityJuventude negraParaisópolisParaisópolisState violenceViolência de EstadoEste trabalho analisa as intersecções entre raça, gênero, território e violência a partir do Massacre do Baile da Dz7, ocorrido em 2019 na favela de Paraisópolis, em São Paulo, que resultou na morte de nove jovens durante uma operação policial. A pesquisa tem como fontes notícias jornalísticas sobre o caso, a produção documental do Movimento de Mães e Familiares das Vítimas de Paraisópolis e a observação de audiências públicas que reuniram diferentes movimentos de mães no estado paulista. Examina-se como o massacre é disputado publicamente e como as mobilizações sociais passam a enquadrá-lo como expressão do genocídio da juventude negra e da criminalização da cultura negra e periférica, especialmente o funk. Em diálogo com a sociologia dos problemas públicos (Gusfield, 1984), o estudo demonstra como essas mortes são retiradas do registro do \"acidente\" ou de consequências de um \"tumulto\" e politizadas como violência de Estado. A análise articula contribuições sobre genocídio antinegro (Flauzina; Vargas, 2017), violência policial antinegritude e práticas de policiamento racializado no Brasil (Alves, 2017), bem como a perspectiva interseccional de Lélia Gonzalez e Patricia Hill Collins. Conclui-se que o protagonismo das mães produz contranarrativas centrais para a denúncia pública da violência racial e para a reconstrução política da memória das vítimasThis dissertation examines the intersections of race, gender, territory, and violence through the case of the Dz7 Funk Party Massacre, which occurred in 2019 in the Paraisópolis favela, São Paulo, and resulted in the deaths of nine young people during a police operation. The study draws on journalistic coverage of the case, documentary materials produced by the Movement of Mothers and Family Members of the Victims of Paraisópolis, and the observation of public hearings involving other mothers\' movements in the state of São Paulo. It analyzes how the massacre has been publicly disputed and how social mobilizations have framed it as an expression of the genocide of Black youth and the criminalization of Black and peripheral culture, particularly funk. In dialogue with the sociology of public problems (Gusfield, 1984), the research demonstrates how these deaths are removed from narratives of \"accident\" or \"disorder\" and politicized as State violence. The analysis engages with scholarship on anti-Black genocide (Flauzina & Vargas, 2017), anti-Black police violence and racialized policing practices in Brazil (Alves, 2017), as well as intersectional perspectives developed by Lélia Gonzalez and Patricia Hill Collins. The findings highlight the central role of mothers\' activism in producing counter-narratives that publicly denounce racial violence and politically reconstruct the memory of the victimsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMedeiros, Bianca Stella Pinheiro de FreireCosta, Sofia Helena Monteiro de Toledo2025-09-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-23022026-171130/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-23T20:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-23022026-171130Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-23T20:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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