A psicanálise e o discurso da ciência
| Ano de defesa: | 2011 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20072011-154352/ |
Resumo: | O presente trabalho aborda a incompatibilidade radical entre o discurso analítico e os imperativos contemporâneos surgidos da difusão social do discurso da ciência. De fato, a ciência tornou-se uma forma explicativa dominante, atingindo até mesmo esferas cotidianas da existência humana. Trata-se de um bem-sucedido projeto, iniciado com a modernidade, que aliou concepções metodológicas inéditas, que dariam origem à ciência moderna, com as estruturas de um novo sistema de trocas comerciais, denominado, com Marx, de capitalismo. Essa junção moderna permitiu o surgimento do sujeito, conceito filosófico, posteriormente incorporado à psicanálise por Lacan. O sujeito tem íntima relação com a concepção de linguagem com a qual trabalha Lacan. Nela fica evidente que, enquanto houver linguagem, haverá sujeito. No entanto, nos tempos atuais, o avanço da ciência, em sua face utilitária, e do capitalismo, representa aquilo que Lacan denominou de ideologia da supressão do sujeito. Um verdadeiro ataque ao sujeito que se manifesta, então, na forma de sintoma. A psicanálise, de orientação lacaniana, dessa forma, só pode ser um discurso e uma práxis em conflito com a ciência e com o capitalismo. Ela só pode refutar tentativas como a da neuropsicanálise, que tentam retirar-lhe seu caráter de subversão. Com a psicanálise se pode sair do capitalismo, disse Lacan, e da ingerência autoritária da ciência. Não para propor um novo mundo, a psicanálise não serve para isso, mas como forma de sair dos imperativos superegoicos da organização atual da civilização, como aponta Éric Laurent |
| id |
USP_4cb7ba6e2c8ba8e583ad35aecad8f767 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-20072011-154352 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
A psicanálise e o discurso da ciênciaThe psicanalysis and the science discourseCapitalismCapitalismoCiênciaConstitution of the subjectConstrução do sujeitoJacques Lacan (1901-1981)Jacques Lacan (1901-1981)PsicanálisePsychoanalysisScienceO presente trabalho aborda a incompatibilidade radical entre o discurso analítico e os imperativos contemporâneos surgidos da difusão social do discurso da ciência. De fato, a ciência tornou-se uma forma explicativa dominante, atingindo até mesmo esferas cotidianas da existência humana. Trata-se de um bem-sucedido projeto, iniciado com a modernidade, que aliou concepções metodológicas inéditas, que dariam origem à ciência moderna, com as estruturas de um novo sistema de trocas comerciais, denominado, com Marx, de capitalismo. Essa junção moderna permitiu o surgimento do sujeito, conceito filosófico, posteriormente incorporado à psicanálise por Lacan. O sujeito tem íntima relação com a concepção de linguagem com a qual trabalha Lacan. Nela fica evidente que, enquanto houver linguagem, haverá sujeito. No entanto, nos tempos atuais, o avanço da ciência, em sua face utilitária, e do capitalismo, representa aquilo que Lacan denominou de ideologia da supressão do sujeito. Um verdadeiro ataque ao sujeito que se manifesta, então, na forma de sintoma. A psicanálise, de orientação lacaniana, dessa forma, só pode ser um discurso e uma práxis em conflito com a ciência e com o capitalismo. Ela só pode refutar tentativas como a da neuropsicanálise, que tentam retirar-lhe seu caráter de subversão. Com a psicanálise se pode sair do capitalismo, disse Lacan, e da ingerência autoritária da ciência. Não para propor um novo mundo, a psicanálise não serve para isso, mas como forma de sair dos imperativos superegoicos da organização atual da civilização, como aponta Éric LaurentThis thesis focuses on the sharp incompatibility between the psychoanalytical speech and the contemporaneous commands that came from the social diffusion of the discourse of science. As a matter of fact, science is considered a main explanation even for daily aspects of human existence. This has been a successful project started in modernity, which is responsible for modern science and its firsthand methodological conceptions and has established a new system of commercial dealing, which was called, with Marx, capitalism. This modern approach brought the philosophical concept of the subject, later introduced by Lacan into psychoanalysis. The subject is intimate with the idea of language, adopted by Lacan, which means that as long as language exists, there will be subject. On the other hand, both the utilitarianism and the capitalism faces of current science, represent what Lacan called the ideology of the subject suppression. This is a real attack to the subject, which appears as symptom. The lacanian psychoanalysis can only be a discourse and a práxis in conflict with this science and the capitalism. It is necessarily against studies like neuropsychoanalysis, which intends to strip psychoanalysis off its subversive character. With psychoanalysis its possible to get out of both capitalism and authoritarianism of science, as Lacan said. So, its not a proposal of a new world, because that is not psychoanalysis purpose, but it is a way to evade superego imperatives of current civilization, as Eric Laurent saidBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva Junior, Nelson daCarvalho, Sergio Marinho de2011-04-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20072011-154352/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:30Zoai:teses.usp.br:tde-20072011-154352Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:30Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
A psicanálise e o discurso da ciência The psicanalysis and the science discourse |
| title |
A psicanálise e o discurso da ciência |
| spellingShingle |
A psicanálise e o discurso da ciência Carvalho, Sergio Marinho de Capitalism Capitalismo Ciência Constitution of the subject Construção do sujeito Jacques Lacan (1901-1981) Jacques Lacan (1901-1981) Psicanálise Psychoanalysis Science |
| title_short |
A psicanálise e o discurso da ciência |
| title_full |
A psicanálise e o discurso da ciência |
| title_fullStr |
A psicanálise e o discurso da ciência |
| title_full_unstemmed |
A psicanálise e o discurso da ciência |
| title_sort |
A psicanálise e o discurso da ciência |
| author |
Carvalho, Sergio Marinho de |
| author_facet |
Carvalho, Sergio Marinho de |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Silva Junior, Nelson da |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Carvalho, Sergio Marinho de |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Capitalism Capitalismo Ciência Constitution of the subject Construção do sujeito Jacques Lacan (1901-1981) Jacques Lacan (1901-1981) Psicanálise Psychoanalysis Science |
| topic |
Capitalism Capitalismo Ciência Constitution of the subject Construção do sujeito Jacques Lacan (1901-1981) Jacques Lacan (1901-1981) Psicanálise Psychoanalysis Science |
| description |
O presente trabalho aborda a incompatibilidade radical entre o discurso analítico e os imperativos contemporâneos surgidos da difusão social do discurso da ciência. De fato, a ciência tornou-se uma forma explicativa dominante, atingindo até mesmo esferas cotidianas da existência humana. Trata-se de um bem-sucedido projeto, iniciado com a modernidade, que aliou concepções metodológicas inéditas, que dariam origem à ciência moderna, com as estruturas de um novo sistema de trocas comerciais, denominado, com Marx, de capitalismo. Essa junção moderna permitiu o surgimento do sujeito, conceito filosófico, posteriormente incorporado à psicanálise por Lacan. O sujeito tem íntima relação com a concepção de linguagem com a qual trabalha Lacan. Nela fica evidente que, enquanto houver linguagem, haverá sujeito. No entanto, nos tempos atuais, o avanço da ciência, em sua face utilitária, e do capitalismo, representa aquilo que Lacan denominou de ideologia da supressão do sujeito. Um verdadeiro ataque ao sujeito que se manifesta, então, na forma de sintoma. A psicanálise, de orientação lacaniana, dessa forma, só pode ser um discurso e uma práxis em conflito com a ciência e com o capitalismo. Ela só pode refutar tentativas como a da neuropsicanálise, que tentam retirar-lhe seu caráter de subversão. Com a psicanálise se pode sair do capitalismo, disse Lacan, e da ingerência autoritária da ciência. Não para propor um novo mundo, a psicanálise não serve para isso, mas como forma de sair dos imperativos superegoicos da organização atual da civilização, como aponta Éric Laurent |
| publishDate |
2011 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2011-04-06 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20072011-154352/ |
| url |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20072011-154352/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1815258290801606656 |