Estudos de estacas escavadas de pequeno diâmetro, com bulbos, instrumentadas em profundidade, em terrenos sedimentares.
| Ano de defesa: | 2004 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3145/tde-10112025-145504/ |
Resumo: | Este trabalho apresenta os resultados de estudos sobre estacas escavadas com lama, com bulbos, executadas em algumas regiões do nordeste brasileiro. Os bulbos são alargamentos propositais do fuste, executados logo após a etapa de perfuração da estaca, quando há a transição de camadas de baixas e altas resistências. Normalmente são executados um ou dois bulbos por estaca, a depender do perfil do terreno, que trabalham como bases múltiplas ao longo do fuste. Para quantificar a contribuição dos bulbos no aumento da capacidade de carga desse tipo de estaca foram realizadas provas de carga à compressão, lentas e rápidas, em cinco estacas-teste, instrumentadas em profundidade com extensômetros elétricos, executadas em um terreno localizado na região praieira de Maceió-AL, em local onde ocorria camada superficial de areia compacta; a maior profundidade, o solo apresentava menor resistência. As estacas-teste tinham diâmetro nominal de 30cm e comprimento de 9m. Três delas (E1BS, E2B1 e E2B2) tinham bulbos superiores e inferiores (pontas); as outras duas (E0B e E1BI) possuíam apenas bulbos inferiores (pontas). A estaca E0B, idealizada para ser sem bulbos, ficou com ponta com pequeno diâmetro. Cada estaca-teste foi instrumentada em profundidade com seis \"strain-gages\". As primeiras análises dos dados instrumentados mostraram uma série de resultados anômalos, que foram atribuídos ao posicionamento dos \"strain-gages\" em seções com alargamento (bulbos), denominadas \"seçõescríticas\", e a uma possível variação do módulo de elasticidade da argamassa, entre o fuste e a aba do bulbo. Através de análises com o Método dos Elementos Finitos, constatou-se a ocorrência de concentração de tensões nas seções críticas e apresentou-se um procedimento para a adoção de fatores de concentração de tensões (FCTs) para a correta interpretação das leituras dos extensômetros elétricos. ) Após a realização de provas de carga, as cinco estacas-teste foram extraídas do terreno, possibilitando caracterizar, com precisão, a geometria de cada estaca, o que se revelou decisivo no entendimento dos mecanismos de transferência de carga ao subsolo. As provas de carga mostraram a eficiência dos bulbos superiores no ganho de carga. As estacas com bulbos superiores e pontas tiveram suas capacidades de carga mais que triplicadas quando comparadas com a estaca E0B, idealizada sem bulbos. Confirmando essa eficiência, para as estacas com bulbos superiores e pontas, a instrumentação em profundidade mostrou que a contribuição do atrito lateral foi de 20 a 40% da carga total de ruptura; para as estacas sem bulbos superiores, essa cifra foi, em geral, superior a 50%. Através das funções de transferência de carga verificou-se que, para a mobilização plena do atrito lateral, foram necessários pequenos deslocamentos, que variaram entre 1 e 7mm. Já a mobilização de resistência de apoio (bulbo ou ponta) ocorreu para grandes deslocamentos, da ordem de 40 a 90mm.Verificou-se também que para um deslocamento praticamente nulo as reações de bulbo e ponta não foram nulas, sendo esse valor de reação inicial de apoio incluído, posteriormente, em modelo matemático (MDRM). Foram também propostas correlações dos parâmetros de Cambefort em função do SPT. Através dessas correlações foi possível verificar a consistência entre os resultados da instrumentação em profundidade e um método empírico divulgado na literatura técnica nacional para estacas escavadas sem bulbos. Desenvolveu-se um modelo matemático simples, denominado \"Método das Duas Retas Modificado\" (MDRM), para a interpretação da curva carga-recalque do topo, de estacas rígidas com bulbos. ) O MDRM foi aplicado às cinco estacas-teste e em outras 30 estacas executadas em Maceió, Recife, Aracaju e João Pessoa, mostrando sua eficácia na estimativa dos parâmetros µAlr+AS (atrito lateral na ruptura + parcela inicial da reação de ponta) e RS (parcela de reação de apoio, bulbo + ponta, para deslocamento unitário da ponta). Compararam-se os parâmetros µAlr+AS e R,S obtidos através do MDRM, com os obtidos diretamente da instrumentação em profundidade, obtendo-se boa concordância entre os resultados, comprovando novamente a consistência das medições efetuadas. Com os dados da extração das estacas e das análises da instrumentação, foram feitos ajustes e adaptações num método de cálculo semi-empírico, que havia sido desenvolvido anteriormente e que permite estimar a capacidade decarga de estacas escavadas com bulbos, com base no SPT. Por fim, a pesquisa permitiu um aprofundamento nos conhecimentos do comportamento de estacas escavadas com lama, com bulbos. Foi comprovada a eficiência dos bulbos superiores, apoiados em areia superficial compacta, justificando o sucesso de inúmeros projetos de fundações, com esse tipo de estaca, no Nordeste Brasileiro. |
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Estudos de estacas escavadas de pequeno diâmetro, com bulbos, instrumentadas em profundidade, em terrenos sedimentares.Untitled in englishCapacidade de carga lateralEstacasInstrumentação (Física)Instrumentation (Physics)Lateral bearing capacityMathematical modelsModelos matemáticosPilesEste trabalho apresenta os resultados de estudos sobre estacas escavadas com lama, com bulbos, executadas em algumas regiões do nordeste brasileiro. Os bulbos são alargamentos propositais do fuste, executados logo após a etapa de perfuração da estaca, quando há a transição de camadas de baixas e altas resistências. Normalmente são executados um ou dois bulbos por estaca, a depender do perfil do terreno, que trabalham como bases múltiplas ao longo do fuste. Para quantificar a contribuição dos bulbos no aumento da capacidade de carga desse tipo de estaca foram realizadas provas de carga à compressão, lentas e rápidas, em cinco estacas-teste, instrumentadas em profundidade com extensômetros elétricos, executadas em um terreno localizado na região praieira de Maceió-AL, em local onde ocorria camada superficial de areia compacta; a maior profundidade, o solo apresentava menor resistência. As estacas-teste tinham diâmetro nominal de 30cm e comprimento de 9m. Três delas (E1BS, E2B1 e E2B2) tinham bulbos superiores e inferiores (pontas); as outras duas (E0B e E1BI) possuíam apenas bulbos inferiores (pontas). A estaca E0B, idealizada para ser sem bulbos, ficou com ponta com pequeno diâmetro. Cada estaca-teste foi instrumentada em profundidade com seis \"strain-gages\". As primeiras análises dos dados instrumentados mostraram uma série de resultados anômalos, que foram atribuídos ao posicionamento dos \"strain-gages\" em seções com alargamento (bulbos), denominadas \"seçõescríticas\", e a uma possível variação do módulo de elasticidade da argamassa, entre o fuste e a aba do bulbo. Através de análises com o Método dos Elementos Finitos, constatou-se a ocorrência de concentração de tensões nas seções críticas e apresentou-se um procedimento para a adoção de fatores de concentração de tensões (FCTs) para a correta interpretação das leituras dos extensômetros elétricos. ) Após a realização de provas de carga, as cinco estacas-teste foram extraídas do terreno, possibilitando caracterizar, com precisão, a geometria de cada estaca, o que se revelou decisivo no entendimento dos mecanismos de transferência de carga ao subsolo. As provas de carga mostraram a eficiência dos bulbos superiores no ganho de carga. As estacas com bulbos superiores e pontas tiveram suas capacidades de carga mais que triplicadas quando comparadas com a estaca E0B, idealizada sem bulbos. Confirmando essa eficiência, para as estacas com bulbos superiores e pontas, a instrumentação em profundidade mostrou que a contribuição do atrito lateral foi de 20 a 40% da carga total de ruptura; para as estacas sem bulbos superiores, essa cifra foi, em geral, superior a 50%. Através das funções de transferência de carga verificou-se que, para a mobilização plena do atrito lateral, foram necessários pequenos deslocamentos, que variaram entre 1 e 7mm. Já a mobilização de resistência de apoio (bulbo ou ponta) ocorreu para grandes deslocamentos, da ordem de 40 a 90mm.Verificou-se também que para um deslocamento praticamente nulo as reações de bulbo e ponta não foram nulas, sendo esse valor de reação inicial de apoio incluído, posteriormente, em modelo matemático (MDRM). Foram também propostas correlações dos parâmetros de Cambefort em função do SPT. Através dessas correlações foi possível verificar a consistência entre os resultados da instrumentação em profundidade e um método empírico divulgado na literatura técnica nacional para estacas escavadas sem bulbos. Desenvolveu-se um modelo matemático simples, denominado \"Método das Duas Retas Modificado\" (MDRM), para a interpretação da curva carga-recalque do topo, de estacas rígidas com bulbos. ) O MDRM foi aplicado às cinco estacas-teste e em outras 30 estacas executadas em Maceió, Recife, Aracaju e João Pessoa, mostrando sua eficácia na estimativa dos parâmetros µAlr+AS (atrito lateral na ruptura + parcela inicial da reação de ponta) e RS (parcela de reação de apoio, bulbo + ponta, para deslocamento unitário da ponta). Compararam-se os parâmetros µAlr+AS e R,S obtidos através do MDRM, com os obtidos diretamente da instrumentação em profundidade, obtendo-se boa concordância entre os resultados, comprovando novamente a consistência das medições efetuadas. Com os dados da extração das estacas e das análises da instrumentação, foram feitos ajustes e adaptações num método de cálculo semi-empírico, que havia sido desenvolvido anteriormente e que permite estimar a capacidade decarga de estacas escavadas com bulbos, com base no SPT. Por fim, a pesquisa permitiu um aprofundamento nos conhecimentos do comportamento de estacas escavadas com lama, com bulbos. Foi comprovada a eficiência dos bulbos superiores, apoiados em areia superficial compacta, justificando o sucesso de inúmeros projetos de fundações, com esse tipo de estaca, no Nordeste Brasileiro.This thesis presents the results of a study of slurry bored piles, with bulbs, built in some regions at the Northeast of Brazil. The bulbs are pre-defined enlargements of the shaft, executed after drilling the piles. These enlargements are executed when there is a transition between low and high resistance soil layers. Normally one or two bulbs are executed for each pile. The number of bulbs depends on the soil profile and it works as a multiple base along the shaft. To quantify the contribution of the bulbs in the bearing capacity of this type of pile, SML and QML tests were carried out in five piles. These tests were performed in piles installed in a ground located at the coast of Maceió-AL (Brazil). The piles had nominal diameter of 30cm and length of 9m. Each pile was instrumented along the shaft using six electrical strain-gages. The first analysis of the instrumented data showed anomalous results that were attributed to the position of the strain-gages in sections with enlargements (bulbs), called critical sections, and to a possible variation of the Young Modulus between the shaft and the border of the bulb. Finite Elements analysis showed stress concentration in the critical sections. A rational procedure was used for the adoption of stress concentration factors aiming to a sound interpretation of the strain gage records. After the accomplishment of load tests, the five instrumented piles were extracted from the ground. This procedure allowedcharacterizing the geometry of each pile, which was the key to the understanding of the load transfer mechanisms. The load tests showed the efficiency of the upper bulbs in increasing the pile bearing capacity by a factor greater than 3 when compared to E0B pile, conceived to be without bulbs. ) Confirming these results, the contribution of friction load in the bearing capacity ranged between 20 and 40% for the piles with upper bulbs against a figure of more than 50% for the piles without upper bulbs. Using the load transfer functions it was observed that the full lateral friction mobilization required displacements ranging from 1 to 7mm. For the overall bulb or tip resistance, displacements of the order of 40 to 90mm were necessary. Besides, it was verified that for a very small displacement, the initial bulb and tip reactions were greater than zero. This result was the basis for the development of a mathematical model (MDRM) for piles with bulbs. Correlations between the parameters of Cambefort and the SPT. were proposed. They allowed comparing some pile-soil parameters obtained both with the strain gages and an empirical Brazilian method. This was a first validation of the results given by the strain gages. A simple mathematical model was developed, called Modified Method of the Two Straight Lines (MDRM), for the interpretation of the load - settlement curve of rigid piles with bulbs. The MDRM was applied to the 5 instrumented piles as well as to 30 pilesexecuted in Maceió, Recife, Aracaju and João Pessoa, in the NE of Brazil, demonstrating its effectiveness in estimating the parameters µAlr+AS (ultimate lateral friction + initial bulb and tip reaction) and RS (bulb + tip reaction for a unitary pile displacement). For the 5 instrumented piles, these parameters, computed through the MDRM and by means of the strain gages, were in good agreement. This was a second validation of the results set by the strain gages. With the knowledge of both the factors that affected the pile geometry and the load transfer mechanisms, an improvement was made in a current empirical method to evaluate the bearing capacity of slurry bored piles, with bulbs, based on SPT values. ) Finally, the research allowed deepening the knowledge of the behavior of the bored piles with bulbs, proving the efficiency of the bulbs, and justifying the success of many projects of foundations, with this type of pile, at Northeast of BrazilBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMassad, FaiçalMarques, Juliane Andréia Figueiredo2004-05-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3145/tde-10112025-145504/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-10T17:00:03Zoai:teses.usp.br:tde-10112025-145504Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-10T17:00:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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