Fatores associados ao estado nutricional de crianças indígenas de Alagoas
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-25022025-141626/ |
Resumo: | A infância é uma fase crítica para o crescimento e o desenvolvimento humano, com repercussões duradouras na saúde e produtividade. O estado nutricional infantil expressa esse desenvolvimento, e evidências indicam que ganhos adequados de estatura e peso nos primeiros anos estão associados a desfechos positivos ao longo da vida. Em regiões de baixa e média renda, problemas no crescimento infantil são frequentes e ocorrem de forma acentuada em grupos populacionais vulnerabilizados, como os povos indígenas que, no Brasil, enfrentam maiores desigualdades que dificultam o acesso a um padrão adequado de alimentação e saúde. O estudo objetivou investigar fatores associados ao estado nutricional de crianças indígenas menores de 5 anos em Alagoas, utilizando dados demográficos, socioeconômicos, maternos, perinatais e antropométricos de 329 crianças e suas mães coletados no inquérito domiciliar transversal \"Estudo de Nutrição, Saúde e Segurança Alimentar de Indígenas de Alagoas\" (ENSSAIA), realizado em 13 comunidades indígenas do estado. Foram calculados os escores z de altura para idade (A/I) e índice de massa corporal para idade (IMC/I), modelos de regressão linear múltipla foram usados para estimar coeficientes (β) e intervalos de confiança (IC95%) de fatores associados ao crescimento linear e peso alcançados aos 5 anos de idade. Entre 329 crianças indígenas (52% meninos, idade média: 2,4 anos), a média do A/I foi de -0,38 (6,1% de baixa estatura) e o IMC/I foi de 0,50 (9,5% de sobrepeso). O crescimento linear mostrou-se negativamente associado à insegurança alimentar moderada ou grave (β: -0,37; IC 95%: -0,71; -0,03). Crianças que viviam em domicílios de alvenaria (β: 0,71; IC 95%: 0,10; 1,32) e com mães mais altas (β: 0,54; IC 95%: 0,24; 0,85) apresentaram escore z de A/I mais elevado. Em relação ao peso atingido até 5 anos, o baixo peso materno (β: -1,02; IC 95%: -2,00; -0,03) mostrou-se inversamente associado ao IMC/I das crianças, e parto cesárea (β: 0,38; IC 95%: 0,14; 0,63) foi positivamente associado. Os achados reforçam a importância de monitorar o estado nutricional de crianças indígenas e de considerar intervenções adequadas culturalmente para abordar o crescimento abaixo do ideal e o aumento do ganho de peso nessa população. |
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Fatores associados ao estado nutricional de crianças indígenas de AlagoasFactors associated with the nutritional status of indigenous children in AlagoasCrescimento LinearCrianças IndígenasEstado NutricionalGanho de PesoIndigenous ChildrenLinear GrowthNutritional StatusWeight GainA infância é uma fase crítica para o crescimento e o desenvolvimento humano, com repercussões duradouras na saúde e produtividade. O estado nutricional infantil expressa esse desenvolvimento, e evidências indicam que ganhos adequados de estatura e peso nos primeiros anos estão associados a desfechos positivos ao longo da vida. Em regiões de baixa e média renda, problemas no crescimento infantil são frequentes e ocorrem de forma acentuada em grupos populacionais vulnerabilizados, como os povos indígenas que, no Brasil, enfrentam maiores desigualdades que dificultam o acesso a um padrão adequado de alimentação e saúde. O estudo objetivou investigar fatores associados ao estado nutricional de crianças indígenas menores de 5 anos em Alagoas, utilizando dados demográficos, socioeconômicos, maternos, perinatais e antropométricos de 329 crianças e suas mães coletados no inquérito domiciliar transversal \"Estudo de Nutrição, Saúde e Segurança Alimentar de Indígenas de Alagoas\" (ENSSAIA), realizado em 13 comunidades indígenas do estado. Foram calculados os escores z de altura para idade (A/I) e índice de massa corporal para idade (IMC/I), modelos de regressão linear múltipla foram usados para estimar coeficientes (β) e intervalos de confiança (IC95%) de fatores associados ao crescimento linear e peso alcançados aos 5 anos de idade. Entre 329 crianças indígenas (52% meninos, idade média: 2,4 anos), a média do A/I foi de -0,38 (6,1% de baixa estatura) e o IMC/I foi de 0,50 (9,5% de sobrepeso). O crescimento linear mostrou-se negativamente associado à insegurança alimentar moderada ou grave (β: -0,37; IC 95%: -0,71; -0,03). Crianças que viviam em domicílios de alvenaria (β: 0,71; IC 95%: 0,10; 1,32) e com mães mais altas (β: 0,54; IC 95%: 0,24; 0,85) apresentaram escore z de A/I mais elevado. Em relação ao peso atingido até 5 anos, o baixo peso materno (β: -1,02; IC 95%: -2,00; -0,03) mostrou-se inversamente associado ao IMC/I das crianças, e parto cesárea (β: 0,38; IC 95%: 0,14; 0,63) foi positivamente associado. Os achados reforçam a importância de monitorar o estado nutricional de crianças indígenas e de considerar intervenções adequadas culturalmente para abordar o crescimento abaixo do ideal e o aumento do ganho de peso nessa população.Childhood is a critical phase for human growth and development, with lasting repercussions on health and productivity. Childrens nutritional status reflects this development, and evidence indicates that adequate height and weight gains in the early years are associated with positive outcomes throughout life. In low- and middle-income regions, issues with child growth are common and occur more markedly among vulnerable populations, such as Indigenous peoples who, in Brazil, face greater inequalities that hinder access to adequate standards of nutrition and health. This study aimed to investigate factors associated with the nutritional status of Indigenous children under 5 years of age in Alagoas, using demographic, socioeconomic, maternal, perinatal, and anthropometric data from 329 children and their mothers, collected in the cross-sectional household survey \"Study of Nutrition, Health, and Food Security of Indigenous People in Alagoas\" (ENSSAIA), conducted in 13 Indigenous communities in the state. Z-scores for height-for-age (HAZ) and body mass index-for-age (BAZ) were calculated, and multiple linear regression models were used to estimate coefficients (β) and confidence intervals (95% CI) for factors associated with linear growth and weight achieved by age 5. Among 329 Indigenous children (52% boys, mean age: 2.4 years), the mean HAZ was -0.38 (6.1% with stunting) and BAZ was 0.50 (9.5% with overweight). Linear growth was negatively associated with moderate or severe food insecurity (β: -0.37; 95% CI: -0.71; -0.03), while children living in brick homes (β: 0.71; 95% CI: 0.10; 1.32) and whose mothers were taller (β: 0.54; 95% CI: 0.24; 0.85) had higher H/A z-scores. Regarding weight achieved up to 5 years of age, low maternal weight (β: -1.02; 95% CI: -2.00; -0.03) was inversely associated with children\'s BMI/A. In contrast, cesarean delivery (β: 0.38; 95% CI: 0.14; 0.63) was positively associated. The findings reinforce the importance of monitoring the nutritional status of indigenous children and considering culturally appropriate interventions to address suboptimal growth and increased weight gain in this population.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLourenço, Bárbara HatzlhofferAnjos, Ana Beatriz Sousa Luz dos2024-12-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-25022025-141626/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-25T17:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-25022025-141626Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-25T17:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A infância é uma fase crítica para o crescimento e o desenvolvimento humano, com repercussões duradouras na saúde e produtividade. O estado nutricional infantil expressa esse desenvolvimento, e evidências indicam que ganhos adequados de estatura e peso nos primeiros anos estão associados a desfechos positivos ao longo da vida. Em regiões de baixa e média renda, problemas no crescimento infantil são frequentes e ocorrem de forma acentuada em grupos populacionais vulnerabilizados, como os povos indígenas que, no Brasil, enfrentam maiores desigualdades que dificultam o acesso a um padrão adequado de alimentação e saúde. O estudo objetivou investigar fatores associados ao estado nutricional de crianças indígenas menores de 5 anos em Alagoas, utilizando dados demográficos, socioeconômicos, maternos, perinatais e antropométricos de 329 crianças e suas mães coletados no inquérito domiciliar transversal \"Estudo de Nutrição, Saúde e Segurança Alimentar de Indígenas de Alagoas\" (ENSSAIA), realizado em 13 comunidades indígenas do estado. Foram calculados os escores z de altura para idade (A/I) e índice de massa corporal para idade (IMC/I), modelos de regressão linear múltipla foram usados para estimar coeficientes (β) e intervalos de confiança (IC95%) de fatores associados ao crescimento linear e peso alcançados aos 5 anos de idade. Entre 329 crianças indígenas (52% meninos, idade média: 2,4 anos), a média do A/I foi de -0,38 (6,1% de baixa estatura) e o IMC/I foi de 0,50 (9,5% de sobrepeso). O crescimento linear mostrou-se negativamente associado à insegurança alimentar moderada ou grave (β: -0,37; IC 95%: -0,71; -0,03). Crianças que viviam em domicílios de alvenaria (β: 0,71; IC 95%: 0,10; 1,32) e com mães mais altas (β: 0,54; IC 95%: 0,24; 0,85) apresentaram escore z de A/I mais elevado. Em relação ao peso atingido até 5 anos, o baixo peso materno (β: -1,02; IC 95%: -2,00; -0,03) mostrou-se inversamente associado ao IMC/I das crianças, e parto cesárea (β: 0,38; IC 95%: 0,14; 0,63) foi positivamente associado. Os achados reforçam a importância de monitorar o estado nutricional de crianças indígenas e de considerar intervenções adequadas culturalmente para abordar o crescimento abaixo do ideal e o aumento do ganho de peso nessa população. |
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