Limite do morfoespaço e estresse térmico: a instabilidade do desenvolvimento em Drosophila buzzatii

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Zichinelli, Ana Beatriz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-21022025-113346/
Resumo: A estabilidade no desenvolvimento é marcada por garantir a constância fenotípica sob condições genéticas e ambientais alteradas durante o processo de desenvolvimento. Pelo pressuposto de que ambos os lados de um organismo simétrico são regulados pelos mesmos genes e submetidos a condições ambientais idênticas, o desvio aleatório da simetria perfeita retrata erros aleatórios no desenvolvimento. Desse modo, a assimetria flutuante (AF) tem sido frequentemente apontada como um indicador de estresse no desenvolvimento dos organismos, indicando instabilidade. O objetivo desse trabalho é analisar a influência de diferentes temperaturas durante o estágio de desenvolvimento em características relacionadas a aptidão: viabilidade e tempo de desenvolvimento, que são características referentes a aptidão inicial e tamanho e forma das asas, que são características morfológicas referentes a aptidão dos adultos. Todas as características analisadas estão relacionadas à estabilidade do desenvolvimento. Com isso, relacionamos essas características com AF para verificar se é um indicador confiável de estresse nessas linhagens. Com esse objetivo, utilizamos três isolinhagens de Drosophila buzzatii: Jequitinhonha (MG), Lajes Pintadas (RN) e Sertãozinho (SP) - em diferentes temperaturas: 14ºC, 22ºC e 30ºC (± 1ºC). Nosso modelo biológico foi escolhido por já ter sido analisado anteriormente, em populações de Granchester, na Austrália, com as mesmas temperaturas deste trabalho e, manifestado AF como indicador de estresse térmico, principalmente em temperaturas mais altas. As isolinhagens foram escolhidas por pertencerem as regiões nordeste e sudeste do Brasil. As asas foram montadas em lâminas com água, fotografadas com 5x zoom e analisadas através da forma e tamanho por marcos homólogos. A variação da forma e tamanho foram analisadas com ANOVA Procrustes e ANOVA, respectivamente. Análises morfoespaciais foram realizadas para discriminar as linhagens em cada temperatura estudada. A viabilidade larval foi estimada como a proporção de adultos emergidos em relação ao número de larvas semeadas em cada frasco e o tempo de desenvolvimento foi medido como o tempo (em dias) decorrido desde a transferência das larvas de primeiro instar até a emergência dos adultos, ambos analisados com ANOVA. Nossos resultados sugerem que, apesar da instabilidade no desenvolvimento ter sido apontada em todas as características analisadas, a simetria mantém-se. Concluímos que a AF pode não ser um bom indicador de estresse térmico para essas linhagens.
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O objetivo desse trabalho é analisar a influência de diferentes temperaturas durante o estágio de desenvolvimento em características relacionadas a aptidão: viabilidade e tempo de desenvolvimento, que são características referentes a aptidão inicial e tamanho e forma das asas, que são características morfológicas referentes a aptidão dos adultos. Todas as características analisadas estão relacionadas à estabilidade do desenvolvimento. Com isso, relacionamos essas características com AF para verificar se é um indicador confiável de estresse nessas linhagens. Com esse objetivo, utilizamos três isolinhagens de Drosophila buzzatii: Jequitinhonha (MG), Lajes Pintadas (RN) e Sertãozinho (SP) - em diferentes temperaturas: 14ºC, 22ºC e 30ºC (± 1ºC). Nosso modelo biológico foi escolhido por já ter sido analisado anteriormente, em populações de Granchester, na Austrália, com as mesmas temperaturas deste trabalho e, manifestado AF como indicador de estresse térmico, principalmente em temperaturas mais altas. As isolinhagens foram escolhidas por pertencerem as regiões nordeste e sudeste do Brasil. As asas foram montadas em lâminas com água, fotografadas com 5x zoom e analisadas através da forma e tamanho por marcos homólogos. A variação da forma e tamanho foram analisadas com ANOVA Procrustes e ANOVA, respectivamente. Análises morfoespaciais foram realizadas para discriminar as linhagens em cada temperatura estudada. A viabilidade larval foi estimada como a proporção de adultos emergidos em relação ao número de larvas semeadas em cada frasco e o tempo de desenvolvimento foi medido como o tempo (em dias) decorrido desde a transferência das larvas de primeiro instar até a emergência dos adultos, ambos analisados com ANOVA. Nossos resultados sugerem que, apesar da instabilidade no desenvolvimento ter sido apontada em todas as características analisadas, a simetria mantém-se. Concluímos que a AF pode não ser um bom indicador de estresse térmico para essas linhagens.Stability in development is marked by ensuring phenotypic constancy under altered genetic and environmental conditions during the development process. Under the assumption that both sides of a symmetrical organism are regulated by the same genes and subjected to identical environmental conditions, random deviation from perfect symmetry portrays random errors in development. Thus, fluctuating asymmetry (FA) has often been pointed out as an indicator of stress in the development of organisms, indicating instability. The aim of this work is to analyze the influence of different temperatures during the development stage on fitness-related traits: viability and development time, which are traits referring to initial fitness, and wing size and shape, which are morphological traits referring to adult fitness. All the characteristics analyzed are related to developmental stability. We therefore related these characteristics to FA to see if it is a reliable indicator of stress in these strains. To this end, we used three isolates of Drosophila buzzatii: Jequitinhonha (MG), Lajes Pintadas (RN) and Sertãozinho (SP) - at different temperatures: 14ºC, 22ºC and 30ºC (± 1ºC). Our biological model was chosen because it had already been analyzed previously in populations in Granchester, Australia, at the same temperatures as this work, and showed FA as an indicator of heat stress, especially at higher temperatures. The isolates were chosen because they belong to the northeast and southeast regions of Brazil. The wings were mounted on slides with water, photographed with a 5x zoom and analyzed for shape and size by homologous landmarks. The variation in shape and size was analyzed using Procrustes ANOVA and ANOVA, respectively. Morphospatial analyses were carried out to discriminate between the strains at each temperature studied. Larval viability was estimated as the proportion of emerged adults in relation to the number of larvae sown in each flask and development time was measured as the time (in days) elapsed from the transfer of first instar larvae to the emergence of adults, both analyzed with ANOVA. Our results suggest that, although developmental instability was noted in all the characteristics analyzed, symmetry is maintained. We conclude that FA may not be a good indicator of thermal stress for these strains.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPManfrin, Maura HelenaZichinelli, Ana Beatriz2024-11-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-21022025-113346/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-25T19:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-21022025-113346Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-25T19:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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