Ação da melatonina sobre as células da granulosa de mulheres com infertilidade por fator feminino e masculino submetidas a fertilização in vitro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Cavalcanti, Giovanna Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-23092025-153012/
Resumo: A melatonina, hormônio responsável por carrear as informações fotoperiódicas ao organismo, transmite dados sobre as variações na intensidade de luz que ocorre durante os dias e as noites ao longo do ano, sendo regulado pelo núcleo supraquiasmático do hipotálamo. Permite ao organismo responder com mudanças adaptativas às alterações do meio ambiente. Em humanos, investigadores relataram que a concentração de melatonina durante o período periovulatório está aproximadamente três vezes aumentada no líquido folicular do que a na circulação sanguínea, o que sugere a influência deste hormônio na maturação folicular. Além disso, estudos apontam que as células da granulosa expressam receptores de melatonina do tipo I e II e sua ação pode modificar conforme os níveis de estrogênio, podendo ter ação estimulatória ou inibidora sobre o AMP cíclico, modulando o metabolismo intracelular das células da granulosa, o que impacta na quantidade e na qualidade destas células. Sabe-se ainda que estas células têm grande influência no desenvolvimento oocitário. Contudo, pouco se sabe sobre sua ação sobre as células da granulosa em mulheres com infertilidade, principalmente os mecanismos moleculares envolvidos. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar as vias de ação da melatonina em duas concentrações de melatonina sobre as células da granulosa dos ovários de mulheres com infertilidade grupo fator feminina (GFF) e mulheres com infertilidade grupo fator masculino (GFM) por estudos de biologia molecular, envolvendo diversas vias de sinalização como da angiogênese, comparando as mulheres com infertilidade fator feminino com a fator masculino. Para isso, foi estabelecido cultura primária de células da granulosa, obtidas a partir de fertilização in vitro, após estimulação ovariana no Centro de Reprodução Humana Governador Mário Covas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Clínica Gera. A verificação da expressão da aromatase (Cyp19) e dos receptores de melatonina (MT1 e MT2) foi realizada por imunofluorescência nas células da granulosa. As células foram cultivadas em dosagens de melatonina em 0,1M e 10M, sendo que em todos os ensaios foi comparado com o controle (sem o fármaco). A reação de PCR em tempo real foi realizada para a análise da expressão de 84 genes envolvidos na angiogênese. Foram analisados após dados clínicos como idade, IMC, número de oócitos coletados, quantidade de oócitos maduros, oócitos imaturos e quantos fertilizaram em cada grupo. Os resultados foram tabulados no software GraphPad Prism 5.0. Resultados: Verificamos que as células da granulosa em ambos os grupos (GFF e GFM), apresentaram a expressão da aromatase e dos receptores de melatonina MT1 e MT2. A maior proliferação em ambos os grupos e em ambas as concentrações de melatonina (0,1M e 10M) ocorreu em 72 horas. Dentre os 84 genes analisados, três destacaram-se por apresentar diferença significativas de expressões. Quando comparado as concentrações de melatonina no GFM a concentração de 10 M apresentou maior expressão quando comparada a de 0,1M no gene VEGFB (p=0.031). A expressão do RNA mensageiro do gene PDGFA no GFF não apresentou diferença de expressão conforme nosso cut-off na concentração de 10M, mas quando comparada ao GFM na mesma concentração apresentou hipoexpressão (p=0.033). O HGF apresentou uma hiperexpressão na concentração de 10M no GFF mas na mesma concentração apresentou hipoexpresso no GFM (p=0.016). Conclusão: Os resultados sugerem que a melatonina age diferente sobre as expressões de RNA mensageiros (VEGFB, PDFA e HGF) relacionadas com a angiogênese entre as causas de infertilidade de mulheres submetidas a fertilização assistida e as concentrações de melatonina empregadas em cultivo celular de células da granulosa
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Em humanos, investigadores relataram que a concentração de melatonina durante o período periovulatório está aproximadamente três vezes aumentada no líquido folicular do que a na circulação sanguínea, o que sugere a influência deste hormônio na maturação folicular. Além disso, estudos apontam que as células da granulosa expressam receptores de melatonina do tipo I e II e sua ação pode modificar conforme os níveis de estrogênio, podendo ter ação estimulatória ou inibidora sobre o AMP cíclico, modulando o metabolismo intracelular das células da granulosa, o que impacta na quantidade e na qualidade destas células. Sabe-se ainda que estas células têm grande influência no desenvolvimento oocitário. Contudo, pouco se sabe sobre sua ação sobre as células da granulosa em mulheres com infertilidade, principalmente os mecanismos moleculares envolvidos. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar as vias de ação da melatonina em duas concentrações de melatonina sobre as células da granulosa dos ovários de mulheres com infertilidade grupo fator feminina (GFF) e mulheres com infertilidade grupo fator masculino (GFM) por estudos de biologia molecular, envolvendo diversas vias de sinalização como da angiogênese, comparando as mulheres com infertilidade fator feminino com a fator masculino. Para isso, foi estabelecido cultura primária de células da granulosa, obtidas a partir de fertilização in vitro, após estimulação ovariana no Centro de Reprodução Humana Governador Mário Covas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Clínica Gera. A verificação da expressão da aromatase (Cyp19) e dos receptores de melatonina (MT1 e MT2) foi realizada por imunofluorescência nas células da granulosa. As células foram cultivadas em dosagens de melatonina em 0,1M e 10M, sendo que em todos os ensaios foi comparado com o controle (sem o fármaco). A reação de PCR em tempo real foi realizada para a análise da expressão de 84 genes envolvidos na angiogênese. Foram analisados após dados clínicos como idade, IMC, número de oócitos coletados, quantidade de oócitos maduros, oócitos imaturos e quantos fertilizaram em cada grupo. Os resultados foram tabulados no software GraphPad Prism 5.0. Resultados: Verificamos que as células da granulosa em ambos os grupos (GFF e GFM), apresentaram a expressão da aromatase e dos receptores de melatonina MT1 e MT2. A maior proliferação em ambos os grupos e em ambas as concentrações de melatonina (0,1M e 10M) ocorreu em 72 horas. Dentre os 84 genes analisados, três destacaram-se por apresentar diferença significativas de expressões. Quando comparado as concentrações de melatonina no GFM a concentração de 10 M apresentou maior expressão quando comparada a de 0,1M no gene VEGFB (p=0.031). A expressão do RNA mensageiro do gene PDGFA no GFF não apresentou diferença de expressão conforme nosso cut-off na concentração de 10M, mas quando comparada ao GFM na mesma concentração apresentou hipoexpressão (p=0.033). O HGF apresentou uma hiperexpressão na concentração de 10M no GFF mas na mesma concentração apresentou hipoexpresso no GFM (p=0.016). Conclusão: Os resultados sugerem que a melatonina age diferente sobre as expressões de RNA mensageiros (VEGFB, PDFA e HGF) relacionadas com a angiogênese entre as causas de infertilidade de mulheres submetidas a fertilização assistida e as concentrações de melatonina empregadas em cultivo celular de células da granulosaMelatonin, the hormone responsible for carrying photoperiodic information to the body, transmits data on light intensity variations that occur daily and nightly throughout the year, and it is regulated by the suprachiasmatic nucleus of the hypothalamus. It allows the body to respond with adaptive changes to changes in the environment. In humans, researchers have reported that the melatonin concentration during the periovulatory period is approximately three times higher in the follicular fluid than in the bloodstream, which suggests the influence of the hormone on follicular maturation. Furthermore, studies indicate that granulosa cells express type I and II melatonin receptors whose action can change according to estrogen levels, with a potential stimulatory or inhibitory action on cyclic AMP through modulation of the intracellular metabolism of the granulosa cells, which impacts the quantity and quality of these cells. Such cells are also known to greatly influence oocyte development. However, little is known about their action in women with infertility, particularly the molecular mechanisms involved. Therefore, the aim of this study was to assess the action pathways of two melatonin concentrations by investigating and comparing the ovarian granulosa cells of women with female factor group (FFG) and women with male factor group (MFG) through molecular biology studies involving several signaling pathways, such as angiogenesis. For this purpose, a primary culture of granulosa cells obtained from in vitro fertilization after ovarian stimulation was established at the Governador Mário Covas Human Reproduction Center of the Hospital das Clínicas of the School of Medicine of the University of São Paulo and at the Gera Clinic. Determination of aromatase expression (Cyp19) and of melatonin receptors (MT1 and MT2) was performed by immunofluorescence in granulosa cells. The cells were cultured in melatonin doses of 0.1 M and 10 M, and all assays were conducted with a control group (no drug). Real-time PCR reaction was performed to analyze the expression of 84 genes involved in angiogenesis. Clinical data, such as age, BMI, number of oocytes collected, number of mature oocytes, immature oocytes, and number of oocytes fertilized in each group, were analyzed. The results were tabulated using GraphPad Prism 5.0 software. Results: In the granulosa cells of both groups, aromatase and melatonin receptors MT1 and MT2 were expressed. The greatest proliferation occurred within 72 hours in both groups and in both melatonin concentrations (0.1 M and 10 M). Among the 84 genes analyzed, three stood out for their significant expression differences. In the MFG, the concentration of 10 M showed greater expression than that of 0.1 M in the VEGFB gene (p = 0.031). The messenger RNA expression of the PDGFA gene in the FFG did not differ in expression according to our cut-off at the concentration of 10 M, but when compared to the MFG at the same concentration, it was underexpressed (p = 0.033). The HGF was overexpressed at the concentration of 10 M in the FFG (1.59), but at the same concentration, it was underexpressed in the MFG (p = 0.016). Conclusion: The results suggest that a potential cause of infertility of women undergoing assisted fertilization is that melatonin acts differently on the angiogenesis-related expressions of messenger RNA (VEGFB, PDFA, and HGF) depending on the concentrations used in the cell culture of granulosa cellsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJúnior, José Maria SoaresCavalcanti, Giovanna Santos2025-03-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-23092025-153012/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-23T18:47:02Zoai:teses.usp.br:tde-23092025-153012Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-23T18:47:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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