Leitura intertextual na escola
| Ano de defesa: | 2004 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-27022015-111254/ |
Resumo: | Este trabalho é uma proposta de prática de leitura intertextual (para os terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental) em que o fenômeno da intertextualidade, mostrado sob pontos de vista de vários autores, é considerado potencializador e enriquecedor da leitura, colaborando para a formação de um leitor mais proficiente e mais preparado para enfrentar as demandas do mundo letrado. Propõem-se, na exploração textual, atividades inferenciais (para as quais o aluno comparece com conhecimentos linguísticos e extralinguísticos) que podem levá-lo a estabelecer relações não só entre os elementos do texto em si, mas também entre esse texto e outros textos e entre esse texto e sua realidade. Muitas vezes a leitura do aluno não é plena por falta de conhecimentos prévios. A interferência do mediador, leitor mais maduro, torna-se, então, desejável e necessária, para melhoria no nível de adequação da leitura, ampliação do universo do leitor iniciante e aquisição de mecanismos metacognitivos. Ao clarificar zonas de intersecção (identificação do intertexto), por meio de procedimentos discursivos, propicia-se não só o reconhecimento do diálogo intertextual como também uma interpretação mais completa do texto (com a leitura dos implícitos), incluindo casos de polifonia (presença de vozes variadas no texto) e a busca da intencionalidade e do posicionamento ideológico do autor. O texto é considerado a principal matéria-prima do professor de Português. Paradoxalmente, o desempenho dos alunos das escolas públicas e particulares deixa a desejar no quesito leitura. Uma configuração do leitor-aprendiz em seus aspectos sociocognitivos e algumas considerações sobre o modo como são realizadas as atividades de leitura na sala de aula visam mostrar a necessidade de um interlocutor que proponha relações dialógicas e mais significativas no embate com o texto, ampliando, inclusive o leque de opções para gêneros variados, sem barreiras de tempo, de espaço, de estilo, de modalidade, de nacionalidade. Tendo por base a noção de mediação e de zona de desenvolvimento proximal em Vygotsky e a de interação verbal em Bakhtin; as análises de Marcuschi e Rocco sobre o papel da escola e do material didático na formação do leitor; bem como os princípios da Análise do Discurso, da Teoria da Enunciação e da Linguística Textual, sustentados por Genette, Maingueneau, Authier-Revuz, Brandão, Koch, Van Dijk e SantAnna, sugerem-se alguns exemplos de análise para demonstrar a exequibilidade da proposta. Finalmente, a intertextualidade é vinculada à interdisciplinaridade, concluindo-se que a leitura é, hoje, um poderoso auxiliar no intercâmbio de informações do mundo eletrônico-globalizado; na constituição de um leitor-sujeito consciente, ético e crítico; na transformação do aprendiz em cidadão; na conquista de um instrumento de busca interior. Procura-se provar, enfim, que a leitura, como senha para o conhecimento, pode levar ao poder e, como senha para o autoconhecimento, pode levar à sabedoria. |
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Leitura intertextual na escolaIntertextual reading in schoolAtividades inferenciaisDialogismDialogismoDiscourse genresGêneros do discursoInferential activitiesInterdisciplinaridadeInterdisciplinaryIntergenerical relationshipsIntertextIntertextoIntertextual readingIntertextualidadeIntertextualityLeitura dos implícitosLeitura intertextualPolifoniaPolyphonyRelações intergenéricasThe implicit readingEste trabalho é uma proposta de prática de leitura intertextual (para os terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental) em que o fenômeno da intertextualidade, mostrado sob pontos de vista de vários autores, é considerado potencializador e enriquecedor da leitura, colaborando para a formação de um leitor mais proficiente e mais preparado para enfrentar as demandas do mundo letrado. Propõem-se, na exploração textual, atividades inferenciais (para as quais o aluno comparece com conhecimentos linguísticos e extralinguísticos) que podem levá-lo a estabelecer relações não só entre os elementos do texto em si, mas também entre esse texto e outros textos e entre esse texto e sua realidade. Muitas vezes a leitura do aluno não é plena por falta de conhecimentos prévios. A interferência do mediador, leitor mais maduro, torna-se, então, desejável e necessária, para melhoria no nível de adequação da leitura, ampliação do universo do leitor iniciante e aquisição de mecanismos metacognitivos. Ao clarificar zonas de intersecção (identificação do intertexto), por meio de procedimentos discursivos, propicia-se não só o reconhecimento do diálogo intertextual como também uma interpretação mais completa do texto (com a leitura dos implícitos), incluindo casos de polifonia (presença de vozes variadas no texto) e a busca da intencionalidade e do posicionamento ideológico do autor. O texto é considerado a principal matéria-prima do professor de Português. Paradoxalmente, o desempenho dos alunos das escolas públicas e particulares deixa a desejar no quesito leitura. Uma configuração do leitor-aprendiz em seus aspectos sociocognitivos e algumas considerações sobre o modo como são realizadas as atividades de leitura na sala de aula visam mostrar a necessidade de um interlocutor que proponha relações dialógicas e mais significativas no embate com o texto, ampliando, inclusive o leque de opções para gêneros variados, sem barreiras de tempo, de espaço, de estilo, de modalidade, de nacionalidade. Tendo por base a noção de mediação e de zona de desenvolvimento proximal em Vygotsky e a de interação verbal em Bakhtin; as análises de Marcuschi e Rocco sobre o papel da escola e do material didático na formação do leitor; bem como os princípios da Análise do Discurso, da Teoria da Enunciação e da Linguística Textual, sustentados por Genette, Maingueneau, Authier-Revuz, Brandão, Koch, Van Dijk e SantAnna, sugerem-se alguns exemplos de análise para demonstrar a exequibilidade da proposta. Finalmente, a intertextualidade é vinculada à interdisciplinaridade, concluindo-se que a leitura é, hoje, um poderoso auxiliar no intercâmbio de informações do mundo eletrônico-globalizado; na constituição de um leitor-sujeito consciente, ético e crítico; na transformação do aprendiz em cidadão; na conquista de um instrumento de busca interior. Procura-se provar, enfim, que a leitura, como senha para o conhecimento, pode levar ao poder e, como senha para o autoconhecimento, pode levar à sabedoria.This essay is an intertextual reading practice proposal (for the third and fourth cycles of elementary school) in which the intertextuality phenomenon, shown by various authors opinions, enhances and enriches the reading process, contributing to develop a more proficient and prepared reader, capable of facing the literate world demands. Through textual exploration, inferential activities are proposed (for which the student has linguistic and extra linguistic knowledge) which can lead the student not only to establish relationships between elements of the text itself, but also between this text and other texts and between this text and its own reality. Often the reading process is not complete due to the lack of prior knowledge by the students. The mediator interference, a more mature reader, becomes then desirable and necessary to improve the adequacy of the reading process, to expand the beginner reader universe and to acquire metacognitive mechanisms. By clarifying intersection zones (intertext identification), through discursive procedures, there is not only the inter-textual dialogue recognition but also a more complete text interpretation (by the implicit reading) including polyphony cases (presence of various voices in the text) and the pursuit of the intentionality and the ideological positioning of the author. The text is considered the main raw material of the Portuguese teacher. Paradoxically, the performance of public and private schools students is still weak in the reading aspect. The configuration of the learner-reader in their social-cognitive aspects and a few considerations about how the reading activities are led in the classroom aim to show the need for an interlocutor who can propose dialogical and more meaningful relationships in the fight with the text, also expanding the range of options for different genres, with no time, space, style, modality, nationality barriers. Based on Vygotsky\'s notion of mediation and proximal development zone and on Bakhtins verbal interaction; Marcuschi and Roccos analysis on the role of school and didactic materials in the readers development; as well as the Discourse Analysis, the Theory of Enunciation and the Textual Linguistics principles, supported by Genette, Maingueneau, Authier-Revuz, Brandão, Koch, Van Dijk and Sant\'Anna, some examples of analysis are suggested to demonstrate the feasibility of the proposal. Finally, intertextuality is linked to interdisciplinary and the conclusion is that reading is nowadays a powerful tool to enhance information exchange in the globalized world; in the constitution of an ethical and critical reader-conscious subject; transforming learners in citizens who can conquer a tool of internal search. This document attempts to prove that reading, as a password for knowledge, can lead to power and, as the password for the self- knowledge, can lead to wisdom.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRocco, Maria Thereza FragaGonçalves, Maria Silvia2004-03-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-27022015-111254/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:11:56Zoai:teses.usp.br:tde-27022015-111254Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:11:56Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Este trabalho é uma proposta de prática de leitura intertextual (para os terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental) em que o fenômeno da intertextualidade, mostrado sob pontos de vista de vários autores, é considerado potencializador e enriquecedor da leitura, colaborando para a formação de um leitor mais proficiente e mais preparado para enfrentar as demandas do mundo letrado. Propõem-se, na exploração textual, atividades inferenciais (para as quais o aluno comparece com conhecimentos linguísticos e extralinguísticos) que podem levá-lo a estabelecer relações não só entre os elementos do texto em si, mas também entre esse texto e outros textos e entre esse texto e sua realidade. Muitas vezes a leitura do aluno não é plena por falta de conhecimentos prévios. A interferência do mediador, leitor mais maduro, torna-se, então, desejável e necessária, para melhoria no nível de adequação da leitura, ampliação do universo do leitor iniciante e aquisição de mecanismos metacognitivos. Ao clarificar zonas de intersecção (identificação do intertexto), por meio de procedimentos discursivos, propicia-se não só o reconhecimento do diálogo intertextual como também uma interpretação mais completa do texto (com a leitura dos implícitos), incluindo casos de polifonia (presença de vozes variadas no texto) e a busca da intencionalidade e do posicionamento ideológico do autor. O texto é considerado a principal matéria-prima do professor de Português. Paradoxalmente, o desempenho dos alunos das escolas públicas e particulares deixa a desejar no quesito leitura. Uma configuração do leitor-aprendiz em seus aspectos sociocognitivos e algumas considerações sobre o modo como são realizadas as atividades de leitura na sala de aula visam mostrar a necessidade de um interlocutor que proponha relações dialógicas e mais significativas no embate com o texto, ampliando, inclusive o leque de opções para gêneros variados, sem barreiras de tempo, de espaço, de estilo, de modalidade, de nacionalidade. Tendo por base a noção de mediação e de zona de desenvolvimento proximal em Vygotsky e a de interação verbal em Bakhtin; as análises de Marcuschi e Rocco sobre o papel da escola e do material didático na formação do leitor; bem como os princípios da Análise do Discurso, da Teoria da Enunciação e da Linguística Textual, sustentados por Genette, Maingueneau, Authier-Revuz, Brandão, Koch, Van Dijk e SantAnna, sugerem-se alguns exemplos de análise para demonstrar a exequibilidade da proposta. Finalmente, a intertextualidade é vinculada à interdisciplinaridade, concluindo-se que a leitura é, hoje, um poderoso auxiliar no intercâmbio de informações do mundo eletrônico-globalizado; na constituição de um leitor-sujeito consciente, ético e crítico; na transformação do aprendiz em cidadão; na conquista de um instrumento de busca interior. Procura-se provar, enfim, que a leitura, como senha para o conhecimento, pode levar ao poder e, como senha para o autoconhecimento, pode levar à sabedoria. |
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