Desequilíbrios posturais, cognição, flexibilidade, qualidade de movimento e efeitos de diferentes programas de treinamento físico em mulheres fisicamente inativas de 60 a 70 anos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva Sobrinho, Andressa Crystine da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04082021-135114/
Resumo: Introdução: O envelhecimento é marcado por um progressivo declínio nas funções fisiológicas e morfológicas, podendo levar ao desenvolvimento das alterações posturais, e perda na qualidade de movimento que podem estar envolvidos com a redução da flexibilidade e declínio cognitivo, que vem com o processo de envelhecer. Todos esses fatores contribuem para as principais causas que se associam com as dores crônicas, quedas e gastos no serviço de saúde pública. A prática regular de exercício físico tem sido recomendada neste contexto, porém qual a melhor intervenção e seus benefícios, variam de pessoa para pessoa, além da escassez na literatura sobre a flexibilidade, seus reais benefícios sobre a inatividade física e sobre exercícios que colaboraram para a manutenção postural. Objetivo: Comparar o efeito do treinamento multicomponente com e sem ênfase em um programa individualizado de flexibilidade em aspectos posturais, amplitude e qualidade de movimento, e nas demais capacidades físicas, além de observar associação entre qualidade de movimento e aspectos cognitivos em mulheres idosas. Sua relevância justifica-se porque não há na literatura análises da eficácia de intervenções deste grupo neste contexto. Método: Foram selecionadas 142 mulheres, entre 60 e 70 anos, para participar de um programa de treinamento físico na EEFERP-USP, randomizadas em 3 grupos: Grupo de Treinamento Multicomponente (TM) (n=52), Grupo de Treinamento Multicomponente com Ênfase em Flexibilidade (TMF) (n=43) e Grupo Controle (GC) (n=47), durante 3 meses, sendo os treinamentos duas vezes por semana e com duração de 90 minutos cada sessão, a intensidade de 5 a 10 na escala de Borg (um pouco moderado a intenso). Este projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da EEFERP-USP (CAAE: 63681517.3.0000.5659, REBEC: RBR-8hqwmx). Para caracterização da amostra, utilizamos o Critério de Classificação Socioeconômica Brasil (CCEB). Foram realizadas medidas antropométricas e pressão arterial. O nível de atividade física foi avaliado por meio do Questionário de Baecke Modificado para Idosos (QBMI) e por meio de acelerometria. A cognição foi avaliada por meio do Montreal Cognitive Assessment (MoCA). O nível de flexibilidade foi avaliado por meio dos testes Mãos nas Costas (MNC) e Sentar e Alcançar (SEA); a função cardiorrespiratória por meio do Teste de Caminhada de 6 Minutos; o padrão postural pela fotogrametria (SAPO); a qualidade de movimento pelo Functional Movement Screen (FMS); e a amplitude de movimento articular por meio da goniometria. Teste de aptidão física de Rikli e Jones para as demais capacidades funcionais. A análise estatística considerou os grupos, utilizando o Anova de medidas repetidas, teste t, regressões lineares e magnitude do efeito de D Cohen (TE). Resultados: em relação à cognição e qualidade do movimento na análise de regressão mostrou-se uma associação entre idade (&beta;: -0,11; IC: -0,10- 0,30; p = 0,03), habilidades visuoespaciais (&beta;: 0,36; IC: 0,24-1,23; p <0,001), linguagem (&beta;: 0,23; IC: 0,20-1,08; p <0,001) e domínios de orientação (&beta;: 0,13; IC: 0,11-1,22; p = 0,016) do MoCA com FMS. Quando observamos a flexibilidade e a postura percebemos que o grupo TMF apresentou tamanho do efeito (TE) >0.5 na maioria das variaveis estudadas em relação aos demais grupos. Por fim, o grupo TMF apresentou melhoras posturais e flexibilidade (TE > 0.5 em 24 variáveis) maiores do que o grupo TM (TE > 0.5 em nove variáveis). O GC apresentou TE > 0.5 em apenas oito das 31 variáveis analisadas na biofotogrametria. Ambas as intervenções melhoraram a qualidade do movimento. Quando observamos as demais capacidades físicas, os dois tipos de treinamento, multicomponente e multicomponente com flexibilidade, se mostraram efetivos. No entanto, o treinamento multicomponente com flexibilidade apresentou tamanho do efeito muito grande nas variáveis de força, agilidade e aptidão aeróbia, enquanto o treinamento multicomponente apresentou tamanho do efeito médio na agilidade e grande/muito grande nas variáveis de força. Conclusões: A qualidade do movimento foi relacionada à idade e ao desempenho cognitivo em idosas fisicamente inativas, principalmente nos domínios das habilidades visuoespaciais, linguagem e orientação. Além disso, 14 semanas de treinamento multicomponente e flexibilidade em uma intervenção em grupo podem melhorar os níveis de flexibilidade e posturais em idosas fisicamente inativas. Por fim, podemos notar que o treinamento multicomponente com flexibilidade é um potencializador para o desenvolvimento de outras capacidades físicas.
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spelling Desequilíbrios posturais, cognição, flexibilidade, qualidade de movimento e efeitos de diferentes programas de treinamento físico em mulheres fisicamente inativas de 60 a 70 anosPostural imbalances, cognition, flexibility, quality of movement and effects of different physical training programs in physically inactive women aged 60 to 70 yearsAgingEnvelhecimentoFlexibilidadeFlexibilityIdososMovementMovimentoMulticomponent trainingSeniorsTreinamento multicomponenteIntrodução: O envelhecimento é marcado por um progressivo declínio nas funções fisiológicas e morfológicas, podendo levar ao desenvolvimento das alterações posturais, e perda na qualidade de movimento que podem estar envolvidos com a redução da flexibilidade e declínio cognitivo, que vem com o processo de envelhecer. Todos esses fatores contribuem para as principais causas que se associam com as dores crônicas, quedas e gastos no serviço de saúde pública. A prática regular de exercício físico tem sido recomendada neste contexto, porém qual a melhor intervenção e seus benefícios, variam de pessoa para pessoa, além da escassez na literatura sobre a flexibilidade, seus reais benefícios sobre a inatividade física e sobre exercícios que colaboraram para a manutenção postural. Objetivo: Comparar o efeito do treinamento multicomponente com e sem ênfase em um programa individualizado de flexibilidade em aspectos posturais, amplitude e qualidade de movimento, e nas demais capacidades físicas, além de observar associação entre qualidade de movimento e aspectos cognitivos em mulheres idosas. Sua relevância justifica-se porque não há na literatura análises da eficácia de intervenções deste grupo neste contexto. Método: Foram selecionadas 142 mulheres, entre 60 e 70 anos, para participar de um programa de treinamento físico na EEFERP-USP, randomizadas em 3 grupos: Grupo de Treinamento Multicomponente (TM) (n=52), Grupo de Treinamento Multicomponente com Ênfase em Flexibilidade (TMF) (n=43) e Grupo Controle (GC) (n=47), durante 3 meses, sendo os treinamentos duas vezes por semana e com duração de 90 minutos cada sessão, a intensidade de 5 a 10 na escala de Borg (um pouco moderado a intenso). Este projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da EEFERP-USP (CAAE: 63681517.3.0000.5659, REBEC: RBR-8hqwmx). Para caracterização da amostra, utilizamos o Critério de Classificação Socioeconômica Brasil (CCEB). Foram realizadas medidas antropométricas e pressão arterial. O nível de atividade física foi avaliado por meio do Questionário de Baecke Modificado para Idosos (QBMI) e por meio de acelerometria. A cognição foi avaliada por meio do Montreal Cognitive Assessment (MoCA). O nível de flexibilidade foi avaliado por meio dos testes Mãos nas Costas (MNC) e Sentar e Alcançar (SEA); a função cardiorrespiratória por meio do Teste de Caminhada de 6 Minutos; o padrão postural pela fotogrametria (SAPO); a qualidade de movimento pelo Functional Movement Screen (FMS); e a amplitude de movimento articular por meio da goniometria. Teste de aptidão física de Rikli e Jones para as demais capacidades funcionais. A análise estatística considerou os grupos, utilizando o Anova de medidas repetidas, teste t, regressões lineares e magnitude do efeito de D Cohen (TE). Resultados: em relação à cognição e qualidade do movimento na análise de regressão mostrou-se uma associação entre idade (&beta;: -0,11; IC: -0,10- 0,30; p = 0,03), habilidades visuoespaciais (&beta;: 0,36; IC: 0,24-1,23; p <0,001), linguagem (&beta;: 0,23; IC: 0,20-1,08; p <0,001) e domínios de orientação (&beta;: 0,13; IC: 0,11-1,22; p = 0,016) do MoCA com FMS. Quando observamos a flexibilidade e a postura percebemos que o grupo TMF apresentou tamanho do efeito (TE) >0.5 na maioria das variaveis estudadas em relação aos demais grupos. Por fim, o grupo TMF apresentou melhoras posturais e flexibilidade (TE > 0.5 em 24 variáveis) maiores do que o grupo TM (TE > 0.5 em nove variáveis). O GC apresentou TE > 0.5 em apenas oito das 31 variáveis analisadas na biofotogrametria. Ambas as intervenções melhoraram a qualidade do movimento. Quando observamos as demais capacidades físicas, os dois tipos de treinamento, multicomponente e multicomponente com flexibilidade, se mostraram efetivos. No entanto, o treinamento multicomponente com flexibilidade apresentou tamanho do efeito muito grande nas variáveis de força, agilidade e aptidão aeróbia, enquanto o treinamento multicomponente apresentou tamanho do efeito médio na agilidade e grande/muito grande nas variáveis de força. Conclusões: A qualidade do movimento foi relacionada à idade e ao desempenho cognitivo em idosas fisicamente inativas, principalmente nos domínios das habilidades visuoespaciais, linguagem e orientação. Além disso, 14 semanas de treinamento multicomponente e flexibilidade em uma intervenção em grupo podem melhorar os níveis de flexibilidade e posturais em idosas fisicamente inativas. Por fim, podemos notar que o treinamento multicomponente com flexibilidade é um potencializador para o desenvolvimento de outras capacidades físicas.Introduction: Aging is marked by a progressive decline in physiological and morphological functions, which can lead to the development of postural changes, and loss in the quality of movement that may be involved with the reduction of flexibility and cognitive decline, which comes with the process of aging. All of these factors contribute to the main causes that are associated with chronic pain, falls and expenses in the public health service. The regular practice of physical exercise has been recommended in this context, but which is the best intervention and its benefits, vary from person to person, in addition to the scarcity in the literature on flexibility, its real benefits on physical inactivity and on exercises that contributed to the postural maintenance. Objective: To compare the effect of multicomponent training with and without emphasis on an individualized program of flexibility in postural aspects, range and quality of movement, and in other physical capacities, in addition to observing an association between quality of movement and cognitive aspects in elderly women. Its relevance is justified because there is no analysis in the literature of the effectiveness of interventions by this group in this context. Methods: 142 women, between 60 and 70 years old, were selected to participate in a physical training program at EEFERP-USP, randomized into 3 groups: Multicomponent Training Group (TM) (n = 52), Multicomponent Training Group with Emphasis in Flexibility (MPT) (n = 43) and Control Group (CG) (n = 47), for 3 months, with training twice a week and lasting 90 minutes each session, the intensity of 5 to 10 on the scale of Borg (a little moderate to intense). This project was submitted to and approved by the Research Ethics Committee of EEFERP-USP (CAAE: 63681517.3.0000.5659, REBEC: RBR-8hqwmx). To characterize the sample, we used the Brazil Socioeconomic Classification Criterion (CCEB). Anthropometric measurements and blood pressure were performed. The level of physical activity was assessed using the Modified Baecke Questionnaire for the Elderly (QBMI) and through accelerometry. Cognition was assessed using the Montreal Cognitive Assessment (MoCA). The level of flexibility was assessed using the Hands on Back (MNC) and Sit and Reach (SEA) tests; cardiorespiratory function through the 6-minute walk test; the postural pattern by photogrammetry (SAPO); the quality of movement by the Functional Movement Screen (FMS); and the range of articular movement through goniometry. Physical fitness test by Rikli and Jones for other functional capacities. The statistical analysis considered the groups, using the ANOVA of repeated measures, t test, linear regressions and magnitude of the D Cohen effect (TE). Results: in relation to cognition and quality of movement in the regression analysis, there was an association between age (&beta;: -0.11; CI: -0.10-0.30; p = 0.03), visuospatial skills (&beta;: 0.36; CI: 0.24-1.23; p <0.001), language (&beta;: 0.23; CI: 0.20-1.08; p <0.001) and orientation domains (&beta;: 0.13; CI: 0.1-1.22; p = 0.016) of MoCA with FMS. When we observed flexibility and posture, we noticed that the TMF group had an effect size (TE)> 0.5 in most of the variables studied in relation to the other groups. Finally, the TMF group showed greater postural and flexibility improvements (TE> 0.5 in 24 variables) than the TM group (TE> 0.5 in nine variables). The CG presented TE> 0.5 in only eight of the 31 variables analyzed in biophotogrammetry. Both interventions improved the quality of the movement. When we look at the other physical capacities, the two types of training, multicomponent and multicomponent with flexibility, proved effective. However, multicomponent training with flexibility had a very large effect size on the variables of strength, agility and aerobic fitness, while multicomponent training had a medium effect size on agility and large / very large on strength variables. Conclusions: The quality of the movement was related to age and cognitive performance in physically inactive elderly women, mainly in the domains of visuospatial skills, language and orientation. In addition, 14 weeks of multicomponent training and flexibility in a group intervention can improve the levels of flexibility and posture in physically inactive elderly women. Finally, we can notice that multicomponent training with flexibility is an enhancer for the development of other physical abilities.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBertani, Rodrigo FennerJúnior, Carlos Roberto BuenoSilva Sobrinho, Andressa Crystine da2021-05-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04082021-135114/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2021-08-10T13:15:02Zoai:teses.usp.br:tde-04082021-135114Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212021-08-10T13:15:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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