Avaliação do efeito analgésico de baixa dose de naltrexona em pacientes portadores de síndrome dolorosa complexa regional - II

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Célia Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
TLR
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-16012025-161131/
Resumo: Introdução: Síndrome Dolorosa Complexa Regional tipo II (SDCR-II) é uma doença ocasionada por lesão neurológica e disfunção autonômica. Após injuria do nervo as células da glia são ativadas expressando os receptores de reconhecimento de antígenos 4 (TLR-4). Estes têm ação de mediar a resposta neuroinflamatória, importante na patogênese da SDCR. Como Naltrexona, em baixa dose, é capaz de modular o processo inflamatório, na célula da glia ativada, sem bloquear receptores opioides, nossa hipótese é que essa associação poderá ser de grande valor no tratamento da SDCR-II. Métodos: Após aprovação do comitê de ética e assinatura do termo de consentimento informado, 30 pacientes adultos com SDCR- II, foram prospectivamente, duplo-cego, randomizados e divididos em 2 grupos: 1) Grupo Placebo (GP) (n=15) e 2) Grupo Naltrexona (GN) (n=15). Todos os pacientes foram orientados a tomar diariamente 50- 400mg de tramadol, se necessário, combinados com 25 mg de amitriptilina à noite. Enquanto o GN tomou 5mg de naltrexona, GP tomou placebo, ambos 1 vez pela manhã. Dor (END 0-10cm), consumo de tramadol e êmese, sonolência diária foram avaliados nos dias 1, 7, 14, 28, 42 e 56; ansiedade, depressão foram avaliados em 1, 28 e 56; e catastrofização foram avaliados nos dias 1 e 56. Citocinas plasmáticas IL17, IL10, IL6, IL4 e IL2, TNF&alpha; e IFNY foram avaliadas em 1, 28 e 56. P<0,05 foi considerado insignificante. Resultados: após o 28º dia, consumo de tramadol, END e emêse foram inferiores aos dias 1, 7 e 14, se mantendo reduzido, não necessitando de doses de resgate adicionais (p<0,05), corroborado pela redução do IFNY no 56º dia (p<0,01). Contudo sonolência diária, ansiedade, depressão e catastrofização foram semelhantes durante todo o estudo (p>0,05). Discussão: Os resultados demonstram uma latência de 28 dias para alcançar o benefício analgésico da dose de 5 mg de naltrexona, que resulta em melhora da dor e redução da êmese além da manutenção durante o período avaliado. Esta latência pode estar associada ao tempo de ação anti-alodínico da medicação.
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Métodos: Após aprovação do comitê de ética e assinatura do termo de consentimento informado, 30 pacientes adultos com SDCR- II, foram prospectivamente, duplo-cego, randomizados e divididos em 2 grupos: 1) Grupo Placebo (GP) (n=15) e 2) Grupo Naltrexona (GN) (n=15). Todos os pacientes foram orientados a tomar diariamente 50- 400mg de tramadol, se necessário, combinados com 25 mg de amitriptilina à noite. Enquanto o GN tomou 5mg de naltrexona, GP tomou placebo, ambos 1 vez pela manhã. Dor (END 0-10cm), consumo de tramadol e êmese, sonolência diária foram avaliados nos dias 1, 7, 14, 28, 42 e 56; ansiedade, depressão foram avaliados em 1, 28 e 56; e catastrofização foram avaliados nos dias 1 e 56. Citocinas plasmáticas IL17, IL10, IL6, IL4 e IL2, TNF&alpha; e IFNY foram avaliadas em 1, 28 e 56. P<0,05 foi considerado insignificante. Resultados: após o 28º dia, consumo de tramadol, END e emêse foram inferiores aos dias 1, 7 e 14, se mantendo reduzido, não necessitando de doses de resgate adicionais (p<0,05), corroborado pela redução do IFNY no 56º dia (p<0,01). Contudo sonolência diária, ansiedade, depressão e catastrofização foram semelhantes durante todo o estudo (p>0,05). Discussão: Os resultados demonstram uma latência de 28 dias para alcançar o benefício analgésico da dose de 5 mg de naltrexona, que resulta em melhora da dor e redução da êmese além da manutenção durante o período avaliado. Esta latência pode estar associada ao tempo de ação anti-alodínico da medicação.Introduction: Complex Regional Pain Syndrome type II (CRPS-II) is a disease caused by neurological damage and autonomic dysfunction. After nerve injury, glial cells are activated expressing antigen recognition receptors 4 (TLR-4). These mediate the neuroinflammatory response, which is important in the pathogenesis of CRPS. As low-dose Naltrexone is capable of modulating the inflammatory process in activated glial cells, without blocking opioid receptors, our hypothesis is that this association could be of great value in the treatment of CRPS-II. Methods: After approval by the ethics committee and signing of the informed consent form, 30 adult patients with CRPS-II were prospectively, double-blind, randomized and divided into 2 groups: 1) Placebo Group (GP) (n=15) and 2) Naltrexone Group (GN) (n=15). All patients were instructed to take 50-400 mg of tramadol daily, if necessary, combined with 25 mg of amitriptyline at night. While GN took 5mg of naltrexone, GP took placebo, both once in the morning. Pain (END 0-10cm), tramadol consumption and emesis, daily drowsiness were assessed on days 1, 7, 14, 28, 42 and 56; anxiety, depression were rated at 1, 28 and 56; and catastrophizing were assessed on days 1 and 56. Plasma cytokines IL17, IL10, IL6, IL4 and IL2, TNF&alpha; and IFNY were assessed on 1, 28 and 56. P<0.05 was considered insignificant. Results: after the 28th day, tramadol consumption, END and emesis were lower than on days 1, 7 and 14, remaining reduced, not requiring additional rescue doses (p<0.05), corroborated by the reduction in IFNY on the 56th day (p<0.01). However, daily sleepiness, anxiety, depression and catastrophizing were similar throughout the study (p>0.05). Discussion: The results demonstrate a latency of 28 days to achieve the analgesic benefit of the 5 mg dose of naltrexone, which results in pain improvement and reduction in emesis in addition to maintenance during the evaluated period. This latency may be associated with the anti-allodynic action time of the medication.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLauretti, Gabriela RochaOliveira, Célia Silva2024-07-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-16012025-161131/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-25T12:30:02Zoai:teses.usp.br:tde-16012025-161131Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-25T12:30:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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