Quem pode puxar meu tapete? Os limites entre o ordinário e o excepcional em expressões idiomáticas
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-05062025-084938/ |
Resumo: | Esta tese investiga dois fenômenos em expressões idiomáticas do português brasileiro: a elipse e o comportamento de possessivos requeridos como argumentos por essas expressões. A investigação da elipse é um estudo de caso demonstrando que, muitas vezes, o caráter excepcional assumido para as expressões idiomáticas desaparece quando descobrimos a natureza das restrições relevantes para os fenômenos em questão. Especificamente, identificamos as mesmas restrições de ordem informacional (contraste e foco) que regulam as possibilidades de elipse em contexto não-idiomático regulando as possibilidades de elipse em expressões idiomáticas. Quanto aos possessivos, identificamos três padrões diferentes de comportamento, baseados, principalmente, nos antecedentes permitidos por esses elementos e com reflexos para as manipulações sintáticas possíveis para as expressões idiomáticas que os contêm. Mais especificamente, assumindo as propostas de Floripi (2003), Rodrigues (2004) e Floripi e Nunes (2009), propomos que as expressões idiomáticas com um comportamento anafórico do possessivo são resultado de uma derivação com movimento desse argumento. Já para as expressões que requerem disjunção de referência do seu possessivo, baseamo-nos em trabalhos como os de Pylkkänen (2002), Cuervo (2003) e Torres-Morais (2007) para propor que sua estrutura possui uma projeção de aplicativo baixo. Existe ainda um grupo de expressões idiomáticas cujo possessivo apresenta características de ambos os padrões de anaforicidade. Para esse grupo, propomos a possibilidade de alternância entre uma estrutura inacusativa e uma estrutura causativa/transitiva, existente em contextos não-idiomáticos não só no português brasileiro, como em diversas línguas. Defendemos que tanto as restrições regulando a elipse em expressões idiomáticas, quanto os diferentes padrões de possessivos são derivados independentemente das estruturas das expressões relevantes; não existe uma divisão em diferentes classes de expressões idiomáticas como um primitivo teórico, nem são essas construções excepcionais estruturalmente. Os seus padrões de comportamento (sintático e semântico) se seguem em grande medida da sua estrutura sintática e essa estrutura obedece às regras de boa formação da língua a que a expressão pertence |
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Quem pode puxar meu tapete? Os limites entre o ordinário e o excepcional em expressões idiomáticasWho can pull the rug from under my feet? The boundaries between what is ordinary and what is exceptional in idiomsanaforicidadeanaphoricityBrazilian Portugueseelipseellipsisexpressões idiomáticasidiomsportuguês brasileiropossessivespossessivosEsta tese investiga dois fenômenos em expressões idiomáticas do português brasileiro: a elipse e o comportamento de possessivos requeridos como argumentos por essas expressões. A investigação da elipse é um estudo de caso demonstrando que, muitas vezes, o caráter excepcional assumido para as expressões idiomáticas desaparece quando descobrimos a natureza das restrições relevantes para os fenômenos em questão. Especificamente, identificamos as mesmas restrições de ordem informacional (contraste e foco) que regulam as possibilidades de elipse em contexto não-idiomático regulando as possibilidades de elipse em expressões idiomáticas. Quanto aos possessivos, identificamos três padrões diferentes de comportamento, baseados, principalmente, nos antecedentes permitidos por esses elementos e com reflexos para as manipulações sintáticas possíveis para as expressões idiomáticas que os contêm. Mais especificamente, assumindo as propostas de Floripi (2003), Rodrigues (2004) e Floripi e Nunes (2009), propomos que as expressões idiomáticas com um comportamento anafórico do possessivo são resultado de uma derivação com movimento desse argumento. Já para as expressões que requerem disjunção de referência do seu possessivo, baseamo-nos em trabalhos como os de Pylkkänen (2002), Cuervo (2003) e Torres-Morais (2007) para propor que sua estrutura possui uma projeção de aplicativo baixo. Existe ainda um grupo de expressões idiomáticas cujo possessivo apresenta características de ambos os padrões de anaforicidade. Para esse grupo, propomos a possibilidade de alternância entre uma estrutura inacusativa e uma estrutura causativa/transitiva, existente em contextos não-idiomáticos não só no português brasileiro, como em diversas línguas. Defendemos que tanto as restrições regulando a elipse em expressões idiomáticas, quanto os diferentes padrões de possessivos são derivados independentemente das estruturas das expressões relevantes; não existe uma divisão em diferentes classes de expressões idiomáticas como um primitivo teórico, nem são essas construções excepcionais estruturalmente. Os seus padrões de comportamento (sintático e semântico) se seguem em grande medida da sua estrutura sintática e essa estrutura obedece às regras de boa formação da língua a que a expressão pertenceThis dissertation investigates two phenomena in Brazilian Portuguese idioms: ellipsis and the behavior of possessives required as arguments by these constructions. The ellipsis investigation is a case study demonstrating that the exceptional character assumed for idioms often disappears when we consider the nature of the restrictions relevant to the phenomena being discussed. Specifically, we find the same informational restrictions (contrast and focus) regulating ellipsis in both idiomatic and non-idiomatic contexts. As for the possessives, we found three different patterns of behavior, based mainly on the antecedents allowed by these elements. Each pattern correlates with the syntactic manipulations allowed by the idioms containing the possessives. More specifically, assuming the proposals by Floripi (2003), Rodrigues (2004), and Floripi and Nunes (2009), we propose that idioms whose possessive argument displays an anaphoric behavior have a derivation involving its movement. As for idioms requiring disjunctive reference from their possessive, we based ourselves on works such as Pylkkänen (2002), Cuervo (2003) and Torres-Morais (2007) to propose that their structure has a low applicative projection. There is also a group of idioms whose possessive argument exhibits both patterns. For this group, we propose an alternation between an unaccusative and a causative/transitive structure of the type found in non-idiomatic contexts not only in Brazilian Portuguese but also in several languages. We argue that both the constraints regulating ellipsis and the different patterns of possessives in idioms are derived independently from the structures of the relevant expressions. We show that the idioms studied here are not structurally exceptional and the (syntactic and semantic) properties of their three different classes follow largely from their syntactic structure and independent well-formedness conditions applying to Brazilian PortugueseBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNunes, Jairo MoraisCoelho, Claudia Souza2025-03-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-05062025-084938/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-05T11:54:02Zoai:teses.usp.br:tde-05062025-084938Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-05T11:54:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta tese investiga dois fenômenos em expressões idiomáticas do português brasileiro: a elipse e o comportamento de possessivos requeridos como argumentos por essas expressões. A investigação da elipse é um estudo de caso demonstrando que, muitas vezes, o caráter excepcional assumido para as expressões idiomáticas desaparece quando descobrimos a natureza das restrições relevantes para os fenômenos em questão. Especificamente, identificamos as mesmas restrições de ordem informacional (contraste e foco) que regulam as possibilidades de elipse em contexto não-idiomático regulando as possibilidades de elipse em expressões idiomáticas. Quanto aos possessivos, identificamos três padrões diferentes de comportamento, baseados, principalmente, nos antecedentes permitidos por esses elementos e com reflexos para as manipulações sintáticas possíveis para as expressões idiomáticas que os contêm. Mais especificamente, assumindo as propostas de Floripi (2003), Rodrigues (2004) e Floripi e Nunes (2009), propomos que as expressões idiomáticas com um comportamento anafórico do possessivo são resultado de uma derivação com movimento desse argumento. Já para as expressões que requerem disjunção de referência do seu possessivo, baseamo-nos em trabalhos como os de Pylkkänen (2002), Cuervo (2003) e Torres-Morais (2007) para propor que sua estrutura possui uma projeção de aplicativo baixo. Existe ainda um grupo de expressões idiomáticas cujo possessivo apresenta características de ambos os padrões de anaforicidade. Para esse grupo, propomos a possibilidade de alternância entre uma estrutura inacusativa e uma estrutura causativa/transitiva, existente em contextos não-idiomáticos não só no português brasileiro, como em diversas línguas. Defendemos que tanto as restrições regulando a elipse em expressões idiomáticas, quanto os diferentes padrões de possessivos são derivados independentemente das estruturas das expressões relevantes; não existe uma divisão em diferentes classes de expressões idiomáticas como um primitivo teórico, nem são essas construções excepcionais estruturalmente. Os seus padrões de comportamento (sintático e semântico) se seguem em grande medida da sua estrutura sintática e essa estrutura obedece às regras de boa formação da língua a que a expressão pertence |
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