Estudo clínico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo da segurança e eficácia do alopurinol em pacientes com angina refratária na melhora dos sintomas isquêmicos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-13102025-151557/ |
Resumo: | Introdução: O alopurinol tem sido considerado como uma opção terapêutica a pacientes portadores de doença arterial coronariana (DAC) que seguem sintomáticos mesmo após otimização do tratamento clínico e esgotadas possibilidades de revascularização. Os dois principais mecanismos que explicam o possível benefício seriam a redução do estresse oxidativo e a melhora na função endotelial. No entanto, desconhece-se a contribuição do alopurinol no manuseio de pacientes com angina refratária. Objetivos: Avaliar a eficácia e a segurança do alopurinol na melhora da capacidade de exercício em pacientes com angina refratária. Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, controlado por placebo, duplo-cego, que incluiu pacientes com mais de 18 anos e diagnóstico de angina estável, pela classificação da Canadian Cardiovascular Society (CCS) 2 há pelo menos 3 meses, secundária à DAC obstrutiva confirmada por coronariografia invasiva, em uso de pelo menos 3 classes de antianginosos e com documentação de isquemia. Os pacientes foram randomizados para receber alopurinol 300 mg/dia por 4 semanas, posteriormente aumentado para 600 mg/dia, ou placebo, e eram seguidos por 16 semanas. Os pacientes passavam por avaliações clínicas e laboratoriais com 0, 4 e 16 semanas, e eram submetidos a teste cardiopulmonar de exercício no começo e ao final do estudo. Resultados: Foram incluídos 41 pacientes, 22 no grupo alopurinol e 19 no grupo placebo. Houve uma predominância de participantes do sexo masculino no grupo alopurinol (86,4% contra 47,4% no grupo placebo, p = 0,007). Não houve diferença em relação aos demais dados demográficos e aspectos clínicos entre ambos os grupos. Não houve diferença entre os grupos na avaliação do tempo final de exercício (591,1 segundos no grupo alopurinol contra 596,8 segundos no grupo placebo; p = 0,990), bem como nos parâmetros metabólicos do teste cardiopulmonar. A variação do limiar de isquemia foi de 72,1 segundos no grupo alopurinol contra 16,1 segundos no grupo placebo, sem diferença estatística (p=0,379). Na avaliação clínica dos pacientes houve uma melhora da classificação CCS média (1,36 no grupo alopurinol contra 1,89 no grupo placebo) e redução do consumo de nitrato (87,5% contra 53,8%; p = 0,044) no grupo alopurinol. Os eventos adversos foram raros, igualmente distribuídos entre os grupos, de baixa gravidade, e não demandaram interrupção do protocolo. Conclusão: O alopurinol não demonstrou impacto sobre a melhora do tempo de exercício no teste ergoespirométrico em pacientes com angina refratária. No entanto ele esteve relacionado a uma redução na classe funcional de angina e menor uso de nitratos de ação rápida quando comparado ao placebo. |
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Estudo clínico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo da segurança e eficácia do alopurinol em pacientes com angina refratária na melhora dos sintomas isquêmicosThe ARAMIS Trial (Allopurinol in Patients with Refractory Angina to Improve Ischemic Symptoms)AllopurinolAlopurinolAngina pectorisAngina pectorisCoronary artery diseaseDoença da artéria coronarianaExercise testIsquemia miocárdicaMyocardial ischemiaTeste de esforçoIntrodução: O alopurinol tem sido considerado como uma opção terapêutica a pacientes portadores de doença arterial coronariana (DAC) que seguem sintomáticos mesmo após otimização do tratamento clínico e esgotadas possibilidades de revascularização. Os dois principais mecanismos que explicam o possível benefício seriam a redução do estresse oxidativo e a melhora na função endotelial. No entanto, desconhece-se a contribuição do alopurinol no manuseio de pacientes com angina refratária. Objetivos: Avaliar a eficácia e a segurança do alopurinol na melhora da capacidade de exercício em pacientes com angina refratária. Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, controlado por placebo, duplo-cego, que incluiu pacientes com mais de 18 anos e diagnóstico de angina estável, pela classificação da Canadian Cardiovascular Society (CCS) 2 há pelo menos 3 meses, secundária à DAC obstrutiva confirmada por coronariografia invasiva, em uso de pelo menos 3 classes de antianginosos e com documentação de isquemia. Os pacientes foram randomizados para receber alopurinol 300 mg/dia por 4 semanas, posteriormente aumentado para 600 mg/dia, ou placebo, e eram seguidos por 16 semanas. Os pacientes passavam por avaliações clínicas e laboratoriais com 0, 4 e 16 semanas, e eram submetidos a teste cardiopulmonar de exercício no começo e ao final do estudo. Resultados: Foram incluídos 41 pacientes, 22 no grupo alopurinol e 19 no grupo placebo. Houve uma predominância de participantes do sexo masculino no grupo alopurinol (86,4% contra 47,4% no grupo placebo, p = 0,007). Não houve diferença em relação aos demais dados demográficos e aspectos clínicos entre ambos os grupos. Não houve diferença entre os grupos na avaliação do tempo final de exercício (591,1 segundos no grupo alopurinol contra 596,8 segundos no grupo placebo; p = 0,990), bem como nos parâmetros metabólicos do teste cardiopulmonar. A variação do limiar de isquemia foi de 72,1 segundos no grupo alopurinol contra 16,1 segundos no grupo placebo, sem diferença estatística (p=0,379). Na avaliação clínica dos pacientes houve uma melhora da classificação CCS média (1,36 no grupo alopurinol contra 1,89 no grupo placebo) e redução do consumo de nitrato (87,5% contra 53,8%; p = 0,044) no grupo alopurinol. Os eventos adversos foram raros, igualmente distribuídos entre os grupos, de baixa gravidade, e não demandaram interrupção do protocolo. Conclusão: O alopurinol não demonstrou impacto sobre a melhora do tempo de exercício no teste ergoespirométrico em pacientes com angina refratária. No entanto ele esteve relacionado a uma redução na classe funcional de angina e menor uso de nitratos de ação rápida quando comparado ao placebo.Introduction: Allopurinol has been considered as a therapeutic option for patients with coronary artery disease who remain symptomatic despite optimisation of clinical treatment and with no more revascularization possibilities. The two main mechanisms explaining the potential benefit are the reduction of oxidative stress and improvement in endothelial function. However, the role of allopurinol in the management of patients with refractory angina remains unknown. Objectives: To assess the efficacy and safety of allopurinol in improving exercise capacity in patients with refractory angina. Methods: A prospective, randomized, placebo-controlled, double-blind study, including patients over 18 years of age with a diagnosis of stable angina, as classified by the Canadian Cardiovascular Society (CCS) grading of angina 2 for at least 3 months, secondary to obstructive coronary artery disease confirmed by invasive coronary angiography, taking at least three classes of antianginal drugs, and with documented ischemia. Patients were randomized to receive allopurinol 300 mg/day for 4 weeks, subsequently increased to 600 mg/day, or placebo, and were followed for 16 weeks. Clinical and laboratory assessments were performed at 0, 4, and 16 weeks, and patients were submitted to a cardiopulmonary exercise test at the start and at the end of the study follow up. Results: A total of 41 patients were included, 22 in the allopurinol group and 19 in the placebo group. There was a predominance of male participants in the allopurinol group (86.4% vs. 47.4% in the placebo group, p = 0.007). There were no differences in other demographic data or clinical aspects between the two groups. No significant difference was observed between the two groups in the final total exercise time (591.1 seconds in the allopurinol group vs. 596.8 seconds in the placebo group; p = 0.990), nor in the metabolic parameters of the cardiopulmonary test. The ischemic threshold variation was 72.1 seconds in the allopurinol group vs. 16.1 seconds in the placebo group, with no statistical difference (p = 0.379). In the clinical evaluation of patients, there was an improvement in the mean CCS classification (1.36 in the allopurinol group vs. 1.89 in the placebo group) and a reduction in nitrate consumption (87.5% vs. 53.8%; p = 0.044) in the allopurinol group. Adverse events were rare, equally distributed between groups, of low severity, and did not require protocol interruption. Conclusion: Allopurinol did not demonstrate an impact on improving exercise duration in the cardiopulmonary exercise test in patients with refractory angina. However, it was associated with an improvement in CCS functional angina class and a reduction in the use of short-acting nitrates compared to placebo.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGowdak, Luís Henrique WolffAzevedo, Renato Palácio de2025-06-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-13102025-151557/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-13T18:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-13102025-151557Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-13T18:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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