As dimensões do Superego: A instância (in)viabilizadora da função psicanalítica da personalidade
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-03092025-093833/ |
Resumo: | A construção da capacidade de observação e autoobservação, exigida ao analista pela prática da psicanálise, é uma tarefa árdua por ser diretamente influenciada pelas operações das diferentes dimensões superegoicas, fato esse que nos aponta para a interferência do estado psíquico do observador em sua observação. Considerando tais interferências, elucidaremos, nesta pesquisa, a partir das vinhetas clínicas, os movimentos da mente do analista e o quanto suas dimensões superegoicas podem viabilizar ou inviabilizar sua função psicanalítica da personalidade. No primeiro capítulo, serão apresentadas algumas condições psíquicas necessárias, e também alguns empecilhos para a prática do psicanalista. Admitimos que o amor à verdade e a familiaridade com o próprio desamparo são condições fundamentais para a operação da função psicanalítica da personalidade. Por outro lado, um estado de mente arrogante e intelectualizado nos indica uma postura defensiva por parte do analista que é prejudicial ao encontro analítico. Posteriormente, no capítulo 2, por se tratar de um mecanismo essencial que (in)viabiliza a análise, será feita uma exploração de alguns desdobramentos do conceito de identificação projetiva. No capítulo 3, será proposta uma possível interlocução entre a postura empática do analista, defendida por Ferenczi (1928 [2011]), e o estado de mente denominado por Bion (1970 [2006]) de uníssono de estar-uno-a, at-one-ment uma vez que pensamos que essa postura só é possível se as dimensões superegoicas continentes e criativas do analista estiverem operando em primeiro plano. No capítulo 4, evidenciaremos os pontos centrais deste trabalho: faremos uma exposição das dimensões superegoicas, principalmente das noções de superego cruel e de superego invejoso, e apresentaremos o modelo da noção espectral do superego como um instrumento para o analista observar e cuidar de suas oscilações psíquicas, favorecendo-lhe um estado psíquico propício à análise. Por fim, no capítulo 5, evidenciaremos as nuances das manifestações superegoicas tirânicas operantes no mundo interno de dois analisandos e suas consequências para ambos, e, por último, nas expansões finais, apresentaremos as inquietações e digressões surgidas no decorrer deste trabalho que se remetem às manifestações da tirania no campo social atualmente. |
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As dimensões do Superego: A instância (in)viabilizadora da função psicanalítica da personalidadeThe Dimensions of the Superego: The (in)validating Instance of the Psychoanalytic Function of PersonalityClínica psicanalíticaFunção Psicanalítica da PersonalidadeIntersubjectivityIntersubjetividadePsicanálisePsychoanalysisPsychoanalytic ClinicPsychoanalytic Function of the PersonalitySuperegoSuperegoA construção da capacidade de observação e autoobservação, exigida ao analista pela prática da psicanálise, é uma tarefa árdua por ser diretamente influenciada pelas operações das diferentes dimensões superegoicas, fato esse que nos aponta para a interferência do estado psíquico do observador em sua observação. Considerando tais interferências, elucidaremos, nesta pesquisa, a partir das vinhetas clínicas, os movimentos da mente do analista e o quanto suas dimensões superegoicas podem viabilizar ou inviabilizar sua função psicanalítica da personalidade. No primeiro capítulo, serão apresentadas algumas condições psíquicas necessárias, e também alguns empecilhos para a prática do psicanalista. Admitimos que o amor à verdade e a familiaridade com o próprio desamparo são condições fundamentais para a operação da função psicanalítica da personalidade. Por outro lado, um estado de mente arrogante e intelectualizado nos indica uma postura defensiva por parte do analista que é prejudicial ao encontro analítico. Posteriormente, no capítulo 2, por se tratar de um mecanismo essencial que (in)viabiliza a análise, será feita uma exploração de alguns desdobramentos do conceito de identificação projetiva. No capítulo 3, será proposta uma possível interlocução entre a postura empática do analista, defendida por Ferenczi (1928 [2011]), e o estado de mente denominado por Bion (1970 [2006]) de uníssono de estar-uno-a, at-one-ment uma vez que pensamos que essa postura só é possível se as dimensões superegoicas continentes e criativas do analista estiverem operando em primeiro plano. No capítulo 4, evidenciaremos os pontos centrais deste trabalho: faremos uma exposição das dimensões superegoicas, principalmente das noções de superego cruel e de superego invejoso, e apresentaremos o modelo da noção espectral do superego como um instrumento para o analista observar e cuidar de suas oscilações psíquicas, favorecendo-lhe um estado psíquico propício à análise. Por fim, no capítulo 5, evidenciaremos as nuances das manifestações superegoicas tirânicas operantes no mundo interno de dois analisandos e suas consequências para ambos, e, por último, nas expansões finais, apresentaremos as inquietações e digressões surgidas no decorrer deste trabalho que se remetem às manifestações da tirania no campo social atualmente.The development of the capacity for observation and self-observation, required of the analyst in practicing psychoanalysis, is a tough task due to being directly influenced by the operations of the different superegoic dimensions, and this fact points to the interference of the psychic state of the observer in their observations. Considering such interference, well elucidate in this work based on clinical vignettes, the analysts mind transitions and how their superegoic dimensions can enable or hinder their psychoanalytic function of personality. In the first chapter some necessary psychic conditions will be presented as well as some obstacles to the psychoanalyst practice. We admit that love for truth and the familiarity with ones own helplessness are fundamental conditions for operating the psychoanalysts function of personality. On the other hand, an arrogant and pseudo-intellectual state of mind indicates a defensive stance of the analyst, which sounds harmful to the analytical encounter. Later, in chapter two well explore some developments of the concept of projective identification, given its role as an essential mechanism that can either facilitate or hinder analysis. In the third chapter a possible dialogue will be proposed between the analysts empathetic stance advocated by Ferenczi (1928/2001) and the state of mind termed by Bion (1997/2006) as unison at-one-ment , since we believe this stance is only achievable if the containing and creative superegoic dimensions of the analyst are operating in the foreground. Next, in chapter four, well stand out the key point of this work: the superegoic dimensions, mainly related to the notions of cruel and envious superego, and introduce the model of spectral concept of the superego as a tool for the analyst to observe and manage their psychic oscillations, fostering a psychic state suitable to analysis. Finally in chapter five, well highlight the nuances of the tyrannical superegoic manifestations operating in the inner world of two case analysands and the consequences for both. Lastly, in the final expansions we will present the inquietude and digressions that arose in us throughout this work, which relate to manifestations of the tyranny in the social field nowadays.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRibeiro, Marina Ferreira da RosaMarte, Bruno Ottati2025-05-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-03092025-093833/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-11T17:57:02Zoai:teses.usp.br:tde-03092025-093833Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-11T17:57:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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