Diferenças, dengo e território: uma etnografia das relações de pessoas negras sexo-gênero diversas na cidade de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santana, Alef Diôgo da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-21112024-162226/
Resumo: As experiências emocionais vivenciadas pelos sujeitos são produtos das relações ocorridas entre indivíduos, cultura e sociedade. Assim, as emoções são tomadas nesta Tese como fenômenos sociais que surgem a partir do contexto em que são mobilizados. O objetivo central é analisar as formas como pessoas negras sexo-gênero-diversas produzem, vivenciam e constroem suas relações afetivas em espaços-territórios da cidade de São Paulo. Defende-se a tese de que os modos de produção das relações das pessoas interlocutoras são territorialmente localizados e interseccionalmente marcados, notoriamente por raça, gênero e sexualidade. Para alcançar o objetivo foi adotado o referencial teórico-metodológico etnográfico a partir de uma perspectiva engajada, na qual o etnógrafo produz descrições resultantes das afetações e observações do mundo de maneira descentrada, levando as pessoas a sério. O trabalho de campo ocorreu durante dois anos na cidade de São Paulo e o material etnográfico foi produzido a partir de intensos engajamentos e imersões com as pessoas interlocutoras, utilizando a observação-participante, o que resultou em uma etnografia com intimidade. A etnografia realizada permitiu observar que as relações produzidas, vivenciadas e experienciadas pelas pessoas interlocutoras estão intrinsicamente relacionadas com os territórios afetivos por elas frequentados. Estes territórios, nesta Tese, são agentes que participam e modelam a materialidade das experiências das pessoas interlocutoras, sendo ele mesmo um ator, destacando os complexos vínculos que são formados nesses espaços. Essa perspectiva permite adensar etnograficamente a compreensão de território enquanto relação vivida, dinâmica, ancestral em um sentido, inclusive, de aquilombamento e cosmoconfluente, de modo que possibilita tensionar conceitos tão comuns na área da saúde, como rede social de apoio e territorialidades em saúde.
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