Impacto da infecção materna por SARS-CoV-2 nas atividades inflamatória e imunotolerogênica placentárias
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-02032026-162042/ |
Resumo: | Introdução: A infecção pelo vírus SARS-CoV-2 durante a gestação pode comprometer a integridade placentária, o estado inflamatório e os mecanismos de imunotolerância na interface materno-fetal. Marcadores como HLA-G, Galectina-1 e HSP70 estão envolvidos na regulação da resposta tolerogênica, enquanto macrófagos e citocinas pró e anti-inflamatórias modulam o perfil inflamatório placentário. Alterações na expressão local desses mediadores podem impactar a homeostase placentária e o desfecho gestacional. Material e Métodos: Foram analisadas 71 placentas oriundas de gestantes cujos partos ocorreram nos anos de 2020 e 2021. As amostras foram distribuídas em três grupos: CONTROLE (n = 31) - placentas oriundas de gestantes sem infecção pelo SARS-CoV-2; G+P- (n = 26) - placentas oriundas de gestantes com infecção pelo SARS-CoV-2 confirmada por RT-PCR nasofaríngeo, embora a pesquisa do genoma e/ou proteínas virais (nucleocapsídeo e spike) na placenta tenha sido negativa; G+P+ (n = 14) - placentas oriundas de gestantes com infecção pelo SARS-CoV-2 confirmada por RT-PCR nasofaríngeo, e que exibiram positividade para o genoma e/ou proteínas virais na placenta. Foram avaliadas as alterações histomorfológicas, a expressão das proteínas HLA-G, Gal-1, CD163, NCAM-1 e HSP70, além dos níveis das citocinas TNF-α, IL-1β, IL-6, IL-10 e IFN-γ nas placentas. Resultados: Foram observadas alterações como deposição de fibrina e necrose de vilosidades nas placentas dos grupos G+P- e G+P+. No grupo G+P+, houve redução significativa na expressão placentária das proteínas HLA-G, Gal-1 e CD163, acompanhada de aumento nas concentrações das citocinas IL-6 e TNF-α. As expressões de HSP70 e NCAM-1 não apresentaram diferenças significativas entre os grupos. Conclusão: As alterações histopatológicas refletem o comprometimento da microcirculação materna e a menor perfusão sanguínea placentária. A redução da expressão de proteínas ligadas à imunotolerância aliada ao aumento nos níveis de citocinas pró-inflamatórias na placenta denotam a existência de um ambiente inflamatório exacerbado menos permissivo à infecção viral, o que explicaria a baixa taxa de detecção do SARS-CoV-2 na placenta e a reduzida prevalência de transmissão vertical. |
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Impacto da infecção materna por SARS-CoV-2 nas atividades inflamatória e imunotolerogênica placentáriasImpact of maternal SARS-CoV-2 infection on placental inflammatory and immunotolerogenic activitiesGalectin-1Galectina-1HLA-GHLA-GHSP70HSP70NCAM-1NCAM-1PlacentaPlacentaSARS-CoV-2SARS-CoV-2Introdução: A infecção pelo vírus SARS-CoV-2 durante a gestação pode comprometer a integridade placentária, o estado inflamatório e os mecanismos de imunotolerância na interface materno-fetal. Marcadores como HLA-G, Galectina-1 e HSP70 estão envolvidos na regulação da resposta tolerogênica, enquanto macrófagos e citocinas pró e anti-inflamatórias modulam o perfil inflamatório placentário. Alterações na expressão local desses mediadores podem impactar a homeostase placentária e o desfecho gestacional. Material e Métodos: Foram analisadas 71 placentas oriundas de gestantes cujos partos ocorreram nos anos de 2020 e 2021. As amostras foram distribuídas em três grupos: CONTROLE (n = 31) - placentas oriundas de gestantes sem infecção pelo SARS-CoV-2; G+P- (n = 26) - placentas oriundas de gestantes com infecção pelo SARS-CoV-2 confirmada por RT-PCR nasofaríngeo, embora a pesquisa do genoma e/ou proteínas virais (nucleocapsídeo e spike) na placenta tenha sido negativa; G+P+ (n = 14) - placentas oriundas de gestantes com infecção pelo SARS-CoV-2 confirmada por RT-PCR nasofaríngeo, e que exibiram positividade para o genoma e/ou proteínas virais na placenta. Foram avaliadas as alterações histomorfológicas, a expressão das proteínas HLA-G, Gal-1, CD163, NCAM-1 e HSP70, além dos níveis das citocinas TNF-α, IL-1β, IL-6, IL-10 e IFN-γ nas placentas. Resultados: Foram observadas alterações como deposição de fibrina e necrose de vilosidades nas placentas dos grupos G+P- e G+P+. No grupo G+P+, houve redução significativa na expressão placentária das proteínas HLA-G, Gal-1 e CD163, acompanhada de aumento nas concentrações das citocinas IL-6 e TNF-α. As expressões de HSP70 e NCAM-1 não apresentaram diferenças significativas entre os grupos. Conclusão: As alterações histopatológicas refletem o comprometimento da microcirculação materna e a menor perfusão sanguínea placentária. A redução da expressão de proteínas ligadas à imunotolerância aliada ao aumento nos níveis de citocinas pró-inflamatórias na placenta denotam a existência de um ambiente inflamatório exacerbado menos permissivo à infecção viral, o que explicaria a baixa taxa de detecção do SARS-CoV-2 na placenta e a reduzida prevalência de transmissão vertical.Introduction: SARS-CoV-2 infection during pregnancy can compromise placental integrity, inflammatory status, and immunotolerance mechanisms at the maternal-fetal interface. Markers such as HLA-G, Galectin-1, and HSP70 are involved in regulating the tolerogenic response, while macrophages and pro- and anti-inflammatory cytokines modulate the placental inflammatory profile. Alterations in the local expression of these mediators may impact placental homeostasis and pregnancy outcomes. Methods: Seventy-one placentas from pregnant women who delivered during 2020 and 2021 were analyzed. Samples were divided into three groups: CONTROL (n = 31) - placentas from pregnant women without SARS-CoV-2 infection; G+P- (n = 26) - placentas from pregnant women with confirmed SARS-CoV-2 infection by nasopharyngeal RT-PCR but negative for viral genome and/or proteins (nucleocapsid and spike) in the placenta; G+P+ (n = 14) - placentas from pregnant women with confirmed SARS-CoV-2 infection by nasopharyngeal RT-PCR, and positive for viral genome and/or proteins in the placenta. Histomorphological changes, expression of proteins HLA-G, Gal-1, CD163, NCAM-1, and HSP70, as well as cytokine levels of TNF-α, IL-1β, IL-6, IL-10, and IFN-γ in the placentas, were evaluated. Results: Changes such as fibrin deposition and villous necrosis were observed in placentas from the G+P- and G+P+ groups. In the G+P+ group, there was a significant reduction in the placental expression of HLA-G, Gal-1, and CD163 proteins, accompanied by increased concentrations of IL-6 and TNF-α cytokines. Expressions of HSP70 and NCAM-1 did not show significant differences among the groups. Conclusion: The histopathological changes reflect compromised maternal microcirculation and reduced placental blood perfusion. The reduction in the expression of immunotolerance-associated proteins, along with elevated levels of pro-inflammatory cytokines in the placenta, indicate the existence of an exacerbated inflammatory environment less permissive to viral infection, potentially explaining the low detection rate of SARS-CoV-2 in the placenta and the reduced prevalence of vertical transmission.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRamalho, Fernando SilvaLeme, Jessica Cristina2025-10-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-02032026-162042/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-02T20:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-02032026-162042Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-02T20:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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