Avaliação do complexo ferro-peptídeo como fonte alternativa de fornecimento de ferro para gestantes
| Ano de defesa: | 1999 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60131/tde-06012026-105528/ |
Resumo: | A anemia ferropriva é ainda hoje, um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo, especialmente, nos países em desenvolvimento. Devido à freqüência e à severidade da anemia durante a gravidez, tem sido recomendada pela WHO (1992) a suplementação medicamentosa com ferro (60 mg Fe/dia), a partir do 2° trimestre de gestação. Os programas de suplementação com ferro tem baixa aderência ao tratamento devido aos efeitos adversos. Dessa maneira, torna-se necessário o desenvolvimento de novas estratégias, compostos ou sistemas de liberação, que apresentem alta biodisponibilidade do ferro e minimizem ou eliminem os efeitos adversos. Nosso estudo visou avaliar a eficácia da suplementação em gestantes com o complexo ferro peptídeo e com o sulfato ferroso. O acompanhamento clínico e nutricional foi realizado no Hospital das Clínicas e Centro Saúde Escola, ambos da Faculdade de Medicina Ribeirão Preto-USP. Oitenta e duas (82) gestantes, entre 14ª-18ª semanas de gestação iniciaram o estudo voluntariamente em esquema duplo cego. Apenas 50 pacientes (27 do sulfato ferroso e 23 do complexo ferro peptídeo) concluíram o estudo. Na primeira entrevista foram avaliados o estado nutricional, sócio-econômico e foram solicitados os exames hematológicos e bioquímicos antes da suplementação (1ª amostra). Os retornos foram mensais até 35ª semana de gestação e semanais até o final da gestação. A partir da 20ª semana de gestação foram oferecidos os suplementos medicamentosos com ferro, investigados os possíveis efeitos adversos, aderência ao tratamento, ingestão alimentar e foram solicitados novos os exames hematológicos e bioquímicos, entorno da 25ª e 35ª semana de gestação. Podemos concluir que ambos os tratamentos preveniram o desenvolvimento da deficiência de ferro, a julgar pelos parâmetros avaliados. No entanto, o grupo que recebeu o sulfato ferroso apresentou mais efeitos adversos, principalmente azia (63%) e queimação gástrica (85%) e apenas 7% das pacientes apresentaram anemia. O grupo que recebeu o complexo ferro peptídeo apresentou maior adesão ao tratamento (96%) e menores efeitos adversos como azia (22%) e queimação gástrica (17,5%), tendo uma maior eficácia ao tratamento, e na prevenção da anemia. |
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O acompanhamento clínico e nutricional foi realizado no Hospital das Clínicas e Centro Saúde Escola, ambos da Faculdade de Medicina Ribeirão Preto-USP. Oitenta e duas (82) gestantes, entre 14ª-18ª semanas de gestação iniciaram o estudo voluntariamente em esquema duplo cego. Apenas 50 pacientes (27 do sulfato ferroso e 23 do complexo ferro peptídeo) concluíram o estudo. Na primeira entrevista foram avaliados o estado nutricional, sócio-econômico e foram solicitados os exames hematológicos e bioquímicos antes da suplementação (1ª amostra). Os retornos foram mensais até 35ª semana de gestação e semanais até o final da gestação. A partir da 20ª semana de gestação foram oferecidos os suplementos medicamentosos com ferro, investigados os possíveis efeitos adversos, aderência ao tratamento, ingestão alimentar e foram solicitados novos os exames hematológicos e bioquímicos, entorno da 25ª e 35ª semana de gestação. Podemos concluir que ambos os tratamentos preveniram o desenvolvimento da deficiência de ferro, a julgar pelos parâmetros avaliados. No entanto, o grupo que recebeu o sulfato ferroso apresentou mais efeitos adversos, principalmente azia (63%) e queimação gástrica (85%) e apenas 7% das pacientes apresentaram anemia. O grupo que recebeu o complexo ferro peptídeo apresentou maior adesão ao tratamento (96%) e menores efeitos adversos como azia (22%) e queimação gástrica (17,5%), tendo uma maior eficácia ao tratamento, e na prevenção da anemia.lron deficiency anemia is still an important nutritional and public health problem worldwide, and specially in developing countries. Pregnant women and children are the special risk categories. Due to the frequency and severity of anemia during the pregnancy the therapeutic supplementation with iron (60 mg Fe/day) has been recommended, starting at 2nd trimester of pregnancy. ln general, the supplementation programs carried out in other countries presented reduced adherence due to the gastrointestinal side effects related to oral iron administration. Thus the development of new strategies, compounds or delivery systems, with high iron bioavailability, are important to eliminate or minimize the side effects of therapeutic iron administration. The present study evaluated the effectiveness of pregnant women supplementation with iron peptide complex and compared it with iron sulfate, using hematological and biochemical parameters. The clinical and nutritional evaluation were carried out at Hospital das Clínicas and Centro de Saúde Escola, both of Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Eighty two (82) women at 14-18 w of pregnancy started and 50 (27 from iron sulfate group and 23 from iron complex group) finished the study. At the first women\'s visit a questionnaire was applied to evaluate the social, economical, and nutritional status and the biochemical data were booked. The women were booked for monthly visits until 35 wk of pregnancy and for weekly visits before their delivery. Random, double-blind allocation of two treatment groups was done, and the daily iron supplementation started at 20 weeks of pregnancy (beginning of the 2nd trimester of pregnancy) and finished at delivery. Side effects of supplementation, adherence to treatment and nutritional ingestion were investigated in each visit. Blood samples were collected before starting supplementation, after 7 and 17 weeks. Some evasions occurred during the study. The group which received iron peptide complex presented higher adherence to treatment and lower side effects than the group which received iron sulfate. Both treatments prevented the iron deficiency, on basis of utilized parameters. However, the group which received iron sulfate presented more subjects with iron deficiency in stage 3. The iron peptide complex group did not present any subject in this stage. Thus, our results indicated that however both supplements were effective in the iron deficiency anemia in pregnant women, the iron peptide complex could be more effective than iron sulfate.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFreitas, Osvaldo deAmbrósio, Valéria Laguna Salomão1999-11-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60131/tde-06012026-105528/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-06T13:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-06012026-105528Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-06T13:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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