O tempo como componente de classes de estímulos equivalentes
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-02062025-112102/ |
Resumo: | Este estudo investiga se durações e propriedades temporais do responder podem compor classes de estímulos equivalentes. Quatro experimentos foram realizados. No Experimento 1, oito participantes realizaram um procedimento MTS (matching-to-sample) para o ensino das classes de equivalência A1B1C1D1E1F1 e A2B2C2D2E2F2 em estrutura de treino de one-to-many (OTM). Os estímulos A1 e A2 eram durações (0,4 s e 1,2 s, respectivamente) e os demais figuras abstratas coloridas. A formação de classes foi avaliada por três medidas: emergência de relações condicionais entre os estímulos B, C, D, E e F; sorting dos estímulos conforme as classes de equivalência; estimativa de tempo associado às figuras. Quatro participantes demonstraram equivalência, porém sem correspondência plena entre as medidas. Nos Experimentos 2, 3 e 4, investigou-se a transferência das propriedades temporais do responder entre estímulos equivalentes por duas medidas: IRTs (inter-response time) e estimativas de tempo. Como procedimento geral desses experimentos, foram ensinadas relações condicionais entre figuras abstratas associadas a esquemas de DRH e DRL. A formação de classes foi avaliada pela emergência da relação de equivalência, transferência dos IRTs das tentativas de treino para tentativas de teste e estimativa de tempo. No Experimento 2, cinco participantes treinaram as relações AB e BC associando A1B1C1 a DRH 1 s e A2B2C2 a DRL 3 s e testaram a relação CA. Somente P21 respondeu conforme os esquemas no treino, porém não mostrou emergência no teste CA ou transferência dos IRTs, embora tenha diferenciado as classes na estimativa de tempo. No Experimento 3, instruções sobre os padrões de responder e prompts visuais, i.e., contornos que sinalizavam quando responder seria reforçado, foram adicionados para favorecer o aprendizado dos esquemas. Cinco participantes treinaram AB e BC em FR 2, seguidas por C1D1 em DRH 1 s e C2D2 em DRL 2 s. Quatro participantes concluíram treinos e testes, sugerindo efeito positivo da instrução e dos prompts. Todavia, apenas P35 demonstrou emergência da relação DA e P34 demonstrou transferência dos IRTs entre treino e teste. No Experimento 4, para favorecer o estabelecimento de equivalência, alterou-se a estrutura de treino para OTM e reduziu-se o número de termos das classes para três. Cinco participantes treinaram AB em FR 2, A1C1 em DRH 1 s, A2C2 em DRL 2 s, e testaram CB. Somente P41 apresentou formação de classes a partir do teste CB, transferência dos IRTs e estimativas de tempo. P42 mostrou emergência de CB. P42 e P43 transferiram IRTs parcialmente, com médias e medianas inferiores para tentativas de C1B1, e superiores para C2B2, porém com grande variabilidade. P42 e P43 diferenciaram parcialmente as classes nas estimativas de tempo, com estimativas mais baixas para A1 e B1 e mais altas para A2 e B2, embora inconsistentes para C1 e C2. Em conjunto, os experimentos sugerem que durações e propriedades temporais do responder podem compor classes de equivalência, contudo, é preciso identificar mais precisamente os parâmetros de controle experimental para que a formação de classes nessas condições seja mais consistente. |
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O tempo como componente de classes de estímulos equivalentesTime as a Component of Stimulus Equivalence Classesconditional discriminationdiscriminação condicionaldiscriminação temporalemparelhamento com o modelo (MTS)equivalência de estímulosmatching-to-sample (MTS)stimulus equivalencetemporal discriminationtransfer of functiontransferência de funçãoEste estudo investiga se durações e propriedades temporais do responder podem compor classes de estímulos equivalentes. Quatro experimentos foram realizados. No Experimento 1, oito participantes realizaram um procedimento MTS (matching-to-sample) para o ensino das classes de equivalência A1B1C1D1E1F1 e A2B2C2D2E2F2 em estrutura de treino de one-to-many (OTM). Os estímulos A1 e A2 eram durações (0,4 s e 1,2 s, respectivamente) e os demais figuras abstratas coloridas. A formação de classes foi avaliada por três medidas: emergência de relações condicionais entre os estímulos B, C, D, E e F; sorting dos estímulos conforme as classes de equivalência; estimativa de tempo associado às figuras. Quatro participantes demonstraram equivalência, porém sem correspondência plena entre as medidas. Nos Experimentos 2, 3 e 4, investigou-se a transferência das propriedades temporais do responder entre estímulos equivalentes por duas medidas: IRTs (inter-response time) e estimativas de tempo. Como procedimento geral desses experimentos, foram ensinadas relações condicionais entre figuras abstratas associadas a esquemas de DRH e DRL. A formação de classes foi avaliada pela emergência da relação de equivalência, transferência dos IRTs das tentativas de treino para tentativas de teste e estimativa de tempo. No Experimento 2, cinco participantes treinaram as relações AB e BC associando A1B1C1 a DRH 1 s e A2B2C2 a DRL 3 s e testaram a relação CA. Somente P21 respondeu conforme os esquemas no treino, porém não mostrou emergência no teste CA ou transferência dos IRTs, embora tenha diferenciado as classes na estimativa de tempo. No Experimento 3, instruções sobre os padrões de responder e prompts visuais, i.e., contornos que sinalizavam quando responder seria reforçado, foram adicionados para favorecer o aprendizado dos esquemas. Cinco participantes treinaram AB e BC em FR 2, seguidas por C1D1 em DRH 1 s e C2D2 em DRL 2 s. Quatro participantes concluíram treinos e testes, sugerindo efeito positivo da instrução e dos prompts. Todavia, apenas P35 demonstrou emergência da relação DA e P34 demonstrou transferência dos IRTs entre treino e teste. No Experimento 4, para favorecer o estabelecimento de equivalência, alterou-se a estrutura de treino para OTM e reduziu-se o número de termos das classes para três. Cinco participantes treinaram AB em FR 2, A1C1 em DRH 1 s, A2C2 em DRL 2 s, e testaram CB. Somente P41 apresentou formação de classes a partir do teste CB, transferência dos IRTs e estimativas de tempo. P42 mostrou emergência de CB. P42 e P43 transferiram IRTs parcialmente, com médias e medianas inferiores para tentativas de C1B1, e superiores para C2B2, porém com grande variabilidade. P42 e P43 diferenciaram parcialmente as classes nas estimativas de tempo, com estimativas mais baixas para A1 e B1 e mais altas para A2 e B2, embora inconsistentes para C1 e C2. Em conjunto, os experimentos sugerem que durações e propriedades temporais do responder podem compor classes de equivalência, contudo, é preciso identificar mais precisamente os parâmetros de controle experimental para que a formação de classes nessas condições seja mais consistente.This study investigates whether durations and temporal properties of responding can form equivalent stimulus classes. Four experiments were conducted. In Experiment 1, eight participants performed a matching-to-sample (MTS) procedure to teach the equivalence classes A1B1C1D1E1F1 and A2B2C2D2E2F2 using a one-to-many (OTM) training structure. The stimuli A1 and A2 were durations (0.4 s and 1.2 s, respectively), and the others were colored abstract figures. Class formation was assessed by three measures: emergence of conditional relations between the stimuli B, C, D, E, and F; sorting of stimuli according to equivalence classes; and time estimates associated with the figures. Four participants showed equivalence, but without full correspondence between the measures. In Experiments 2, 3, and 4, the transfer of temporal properties of responding between equivalent stimuli was investigated through two measures: inter-response times (IRTs) and time estimates. The general procedure for these experiments involved teaching conditional relations between abstract figures associated with DRH and DRL schedules. Class formation was assessed by the emergence of equivalence relations, transfer of IRTs from training trials to test trials, and time estimates. In Experiment 2, five participants trained AB and BC relations by associating A1B1C1 with DRH 1 s and A2B2C2 with DRL 3 s, and tested the CA relation. Only P21 responded according to the schedules in training, but did not show emergence in the CA test or transfer of IRTs, although it differentiated the classes in the time estimate. In Experiment 3, instructions about responding patterns and visual prompts (i.e., outlines signaling when a response would be reinforced) were added to favor learning the schedules. Five participants trained AB and BC on FR 2, followed by C1D1 on DRH 1 s and C2D2 on DRL 2 s. Four participants completed the training and tests, suggesting a positive effect of the instruction and prompts. However, only P35 showed emergence of the DA relation, and P34 demonstrated transfer of IRTs between training and test. In Experiment 4, to favor the establishment of equivalence, the training structure was changed to OTM and the number of terms in the classes was reduced to three. Five participants trained AB on FR 2, A1C1 on DRH 1 s, A2C2 on DRL 2 s, and tested CB. Only P41 demonstrated class formation from the CB test, transfer of IRTs, and time estimates. P42 showed emergence of CB. P42 and P43 partially transferred IRTs, with lower means and medians for C1B1 trials, and higher for C2B2 trials, but with high variability. P42 and P43 partially differentiated the classes in time estimates, with lower estimates for A1 and B1, and higher for A2 and B2, but inconsistently for C1 and C2. Taken together, the experiments suggest that durations and temporal properties of responding can form equivalence classes, but more precise experimental control parameters need to be identified to make class formation in these conditions more consistent.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTomanari, Gerson Aparecido YukioVilela, Eduardo Cunha2025-03-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-02062025-112102/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-28T14:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-02062025-112102Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-28T14:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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