Amostragem de macrófitas aquáticas flutuantes por método destrutivo com prognóstico de imageamento orbital
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-08102024-132443/ |
Resumo: | A infestação de macrófitas aquáticas flutuantes é um problema recorrente em todo o mundo, resultado da ação antrópica nos ecossistemas aquáticos. No Brasil, diversos locais como os reservatórios de abastecimento público se tornaram propícios para a infestação devido ao mau uso e eutrofização. Desse modo, o crescimento descontrolado se torna um impasse para os gestores, exigindo constantes ações de monitoramento e de mitigação. Um dos recursos que têm se mostrado eficaz para o estudo e monitoramento da vegetação e de corpos dágua extensos é o sensoriamento remoto orbital. Através desta ferramenta, é possível analisar grandezas mensuráveis de maneira indireta, alternativa às exaustivas e constantes coletas de dados em campo. Assim, o presente estudo realizou diversas coletas em campo ao longo de um ano, com o objetivo de desenvolver propostas de medição das variáveis bioquímicas de macrófitas aquáticas flutuantes de maneira indireta através de equações alométricas e do uso da reflectância espectral medida em laboratório, servindo como prognóstico para o uso futuro do sensoriamento remoto orbital na observação dessas espécies. Para isso, foram escolhidas as espécies de macrófitas aquáticas flutuantes mais presentes em situações de infestação nos corpos dágua brasileiros: Salvinia auriculata, Eicchornia crassipes, E. azurea e Pistia stratiotes. Em laboratório, foram determinadas a biomassa, concentração de nitrogênio foliar e reflectância espectral através de um espectroradiômetro. Com isso, foram desenvolvidas equações alométricas que relacionam as variáveis bioquímicas com a área de infestação, como também testados índices de vegetação revistos na literatura que utilizam os intervalos da reflectância espectral de cada espécie. Os intervalos de bandas do satélite Sentinel-2 foram escolhidos para simulação devido por apresentar bandas estreitas utilizadas na observação da vegetação. Foi utilizada regressão linear para relacionar os dados de campo com a reflectância das espécies, e as equações mostraram R² = 0,64 para a biomassa e R² = 0,60 para nitrogênio foliar utilizando todo o espectro. Os principais índices descritos na literatura foram testados com diferentes bandas do Sentinel-2, mas sem resultados significativos. Os índices de biomassa NDVI e RVI mostraram separação entre as espécies utilizando a banda red edge e vermelho, assim como os índices de nitrogênio NI_Tian e NI_Wang que utilizaram a banda azul. Além disso, uma imagem orbital Sentinel-2 da represa Paraitinga com infestação da espécie S. auriculata foi avaliada para comparar os dados coletados em campo com os valores obtidos em imagens índices para biomassa e concentração de nitrogênio, e verificou-se que é possível identificar a área de infestação e utilizar os índices de vegetação para macrófitas aquáticas flutuantes, principalmente o índice NDVI. As propostas de medição indireta das variáveis bioquímicas através da medida de reflectância mostrou ser um prognóstico importante para o uso do sensoriamento remoto orbital para observação de macrófitas aquáticas, já muito utilizada para a vegetação terrestre. Com isso, espera-se obter informações precisas e constantes de locais de infestação de maneira indireta, diminuindo os custos e tempo para visitas e monitoramento diretos em campo. |
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Amostragem de macrófitas aquáticas flutuantes por método destrutivo com prognóstico de imageamento orbitalFloating macrophytes sampling by destructive method with orbital imaging prognosisAquatic plantAssinatura espectralField measurementsÍndices de vegetaçãoMedidas de campoPlanta aquáticaReflectanceReflectânciaSpectral signatureVegetation indexA infestação de macrófitas aquáticas flutuantes é um problema recorrente em todo o mundo, resultado da ação antrópica nos ecossistemas aquáticos. No Brasil, diversos locais como os reservatórios de abastecimento público se tornaram propícios para a infestação devido ao mau uso e eutrofização. Desse modo, o crescimento descontrolado se torna um impasse para os gestores, exigindo constantes ações de monitoramento e de mitigação. Um dos recursos que têm se mostrado eficaz para o estudo e monitoramento da vegetação e de corpos dágua extensos é o sensoriamento remoto orbital. Através desta ferramenta, é possível analisar grandezas mensuráveis de maneira indireta, alternativa às exaustivas e constantes coletas de dados em campo. Assim, o presente estudo realizou diversas coletas em campo ao longo de um ano, com o objetivo de desenvolver propostas de medição das variáveis bioquímicas de macrófitas aquáticas flutuantes de maneira indireta através de equações alométricas e do uso da reflectância espectral medida em laboratório, servindo como prognóstico para o uso futuro do sensoriamento remoto orbital na observação dessas espécies. Para isso, foram escolhidas as espécies de macrófitas aquáticas flutuantes mais presentes em situações de infestação nos corpos dágua brasileiros: Salvinia auriculata, Eicchornia crassipes, E. azurea e Pistia stratiotes. Em laboratório, foram determinadas a biomassa, concentração de nitrogênio foliar e reflectância espectral através de um espectroradiômetro. Com isso, foram desenvolvidas equações alométricas que relacionam as variáveis bioquímicas com a área de infestação, como também testados índices de vegetação revistos na literatura que utilizam os intervalos da reflectância espectral de cada espécie. Os intervalos de bandas do satélite Sentinel-2 foram escolhidos para simulação devido por apresentar bandas estreitas utilizadas na observação da vegetação. Foi utilizada regressão linear para relacionar os dados de campo com a reflectância das espécies, e as equações mostraram R² = 0,64 para a biomassa e R² = 0,60 para nitrogênio foliar utilizando todo o espectro. Os principais índices descritos na literatura foram testados com diferentes bandas do Sentinel-2, mas sem resultados significativos. Os índices de biomassa NDVI e RVI mostraram separação entre as espécies utilizando a banda red edge e vermelho, assim como os índices de nitrogênio NI_Tian e NI_Wang que utilizaram a banda azul. Além disso, uma imagem orbital Sentinel-2 da represa Paraitinga com infestação da espécie S. auriculata foi avaliada para comparar os dados coletados em campo com os valores obtidos em imagens índices para biomassa e concentração de nitrogênio, e verificou-se que é possível identificar a área de infestação e utilizar os índices de vegetação para macrófitas aquáticas flutuantes, principalmente o índice NDVI. As propostas de medição indireta das variáveis bioquímicas através da medida de reflectância mostrou ser um prognóstico importante para o uso do sensoriamento remoto orbital para observação de macrófitas aquáticas, já muito utilizada para a vegetação terrestre. Com isso, espera-se obter informações precisas e constantes de locais de infestação de maneira indireta, diminuindo os custos e tempo para visitas e monitoramento diretos em campo.The infestation of floating aquatic macrophytes is a recurring problem throughout the world, resulting from human action in aquatic ecosystems. In Brazil, several places such as public supply reservoirs have become susceptible to infestation due to misuse and eutrophication. So, uncontrolled growth becomes an impasse for managers, requiring constant monitoring and mitigation actions. One of the resources that have proven effective for studying and monitoring vegetation and extensive water bodies is orbital remote sensing. With this implement, it is possible to analyze measurable variables indirectly, an alternative to exhaustive and constant data collection in the field. Thus, the present study carried out several field collections over a year, with the aim of developing proposals for measuring the biochemical variables of floating aquatic macrophytes indirectly through allometric equations and the use of spectral reflectance measured in the laboratory, serving as prognosis for the future use of orbital remote sensing in these species observation. For this, the floating aquatic macrophyte species most present in infestation situations in Brazilian water bodies were chosen: Salvinia auriculata, Eicchornia crassipes, E. azurea and Pistia stratiotes. In the laboratory, biomass, leaf nitrogen concentration and spectral reflectance were determined using a spectroradiometer. Allometric equations were developed relating the biochemical variables with the area of infestation, as well, vegetation indices reviewed in the literature that use the spectral reflectance ranges of each species. The Sentinel-2 satellite band intervals were chosen for simulation because they present narrow bands used in vegetation observation. Linear regression was used to relate field data to species reflectance, and the equations showed R² = 0.64 for biomass and R² = 0.60 for leaf nitrogen using the entire spectrum. The main indices described in the literature were tested with different Sentinel-2 bands, but without significant results. The biomass indices NDVI and RVI showed separation between species using the red edge and red bands, as well as the nitrogen indices NI_Tian and NI_Wang that used the blue band. Furthermore, a Sentinel-2 orbital image of the Paraitinga dam with infestation of the species S. auriculata was evaluated to compare the data collected in the field with the values obtained in index images for biomass and nitrogen concentration, and it was found that it is possible to identify the infestation area and use vegetation indices for floating aquatic macrophytes, mainly the NDVI index. The proposals for indirect measurement of biochemical variables through reflectance measurement proved to be an important prognosis for the use of orbital remote sensing for the observation of aquatic macrophytes, already widely used for terrestrial vegetation. With this, it is expected to obtain accurate and constant information on infestation sites indirectly, reducing costs and time for direct visits and monitoring in the field.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBitencourt, Marisa DantasPompeo, Marcelo Luiz MartinsMedeiros, Jessica Cristina Carvalho2024-08-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-08102024-132443/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-08T17:08:02Zoai:teses.usp.br:tde-08102024-132443Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-08T17:08:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A infestação de macrófitas aquáticas flutuantes é um problema recorrente em todo o mundo, resultado da ação antrópica nos ecossistemas aquáticos. No Brasil, diversos locais como os reservatórios de abastecimento público se tornaram propícios para a infestação devido ao mau uso e eutrofização. Desse modo, o crescimento descontrolado se torna um impasse para os gestores, exigindo constantes ações de monitoramento e de mitigação. Um dos recursos que têm se mostrado eficaz para o estudo e monitoramento da vegetação e de corpos dágua extensos é o sensoriamento remoto orbital. Através desta ferramenta, é possível analisar grandezas mensuráveis de maneira indireta, alternativa às exaustivas e constantes coletas de dados em campo. Assim, o presente estudo realizou diversas coletas em campo ao longo de um ano, com o objetivo de desenvolver propostas de medição das variáveis bioquímicas de macrófitas aquáticas flutuantes de maneira indireta através de equações alométricas e do uso da reflectância espectral medida em laboratório, servindo como prognóstico para o uso futuro do sensoriamento remoto orbital na observação dessas espécies. Para isso, foram escolhidas as espécies de macrófitas aquáticas flutuantes mais presentes em situações de infestação nos corpos dágua brasileiros: Salvinia auriculata, Eicchornia crassipes, E. azurea e Pistia stratiotes. Em laboratório, foram determinadas a biomassa, concentração de nitrogênio foliar e reflectância espectral através de um espectroradiômetro. Com isso, foram desenvolvidas equações alométricas que relacionam as variáveis bioquímicas com a área de infestação, como também testados índices de vegetação revistos na literatura que utilizam os intervalos da reflectância espectral de cada espécie. Os intervalos de bandas do satélite Sentinel-2 foram escolhidos para simulação devido por apresentar bandas estreitas utilizadas na observação da vegetação. Foi utilizada regressão linear para relacionar os dados de campo com a reflectância das espécies, e as equações mostraram R² = 0,64 para a biomassa e R² = 0,60 para nitrogênio foliar utilizando todo o espectro. Os principais índices descritos na literatura foram testados com diferentes bandas do Sentinel-2, mas sem resultados significativos. Os índices de biomassa NDVI e RVI mostraram separação entre as espécies utilizando a banda red edge e vermelho, assim como os índices de nitrogênio NI_Tian e NI_Wang que utilizaram a banda azul. Além disso, uma imagem orbital Sentinel-2 da represa Paraitinga com infestação da espécie S. auriculata foi avaliada para comparar os dados coletados em campo com os valores obtidos em imagens índices para biomassa e concentração de nitrogênio, e verificou-se que é possível identificar a área de infestação e utilizar os índices de vegetação para macrófitas aquáticas flutuantes, principalmente o índice NDVI. As propostas de medição indireta das variáveis bioquímicas através da medida de reflectância mostrou ser um prognóstico importante para o uso do sensoriamento remoto orbital para observação de macrófitas aquáticas, já muito utilizada para a vegetação terrestre. Com isso, espera-se obter informações precisas e constantes de locais de infestação de maneira indireta, diminuindo os custos e tempo para visitas e monitoramento diretos em campo. |
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