Avaliação do impacto do transplante de células-tronco hematopoéticas sobre os aspectos vasculares da esclerose sistêmica
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-24062025-103746/ |
Resumo: | A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune crônica caracterizada por processos fisiopatológicos, como disfunção vascular, inflamação e fibrose progressiva, que afetam a pele e órgãos internos. A vasculopatia na ES envolve uma interação complexa de danos endoteliais, inflamação e remodelação vascular, contribuindo para a progressão da doença. Nas últimas décadas, o transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas (TACTH) emergiu como uma opção terapêutica promissora, com evidências de melhora em aspectos cutâneos e funcionais, embora os impactos sobre a microvasculatura ainda sejam pouco explorados. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do TACTH na microvasculatura de pacientes com ES. Realizou-se um estudo longitudinal prospectivo, com pacientes submetidos ao TACTH e acompanhados por até 12 meses. Foram realizadas análises seriadas por capilaroscopia periungueal, imunohistoquímica em biópsias de pele, e avaliação de marcadores séricos relacionados à vasculopatia e inflamação, por meio da tecnologia luminex. Também foram analisados desfechos clínicos, como pontuação do escore modificado de Rodnan, fenômeno de Raynaud e complicações vasculares, como as úlceras digitais, além dos impactos na qualidade de vida dos pacientes. Os resultados demonstraram uma melhora significativa nos padrões vasculares avaliados por capilaroscopia, incluindo aumento no número de capilares e redução de megacapilares aos 180 e 360 dias pós-transplante. Na análise de imunohistoquímica, constatou-se aumento da expressão do VEGFR-2 nas biópsias de pele um ano após o transplante. Na análise sérica, foi observado aumento de VEGF-A e angiopoetina-2 aos 180 dias, acompanhado por redução de endotelina-1 e VEGF-C em períodos específicos. Clinicamente, houve melhora no escore de Rodnan e redução nos sintomas de Raynaud, úlceras digitais e dismotilidade esofágica. Também foi evidenciado uma melhora na qualidade de vida dos pacientes principalmente relacionados aos aspectos físicos da doença. Apesar dessas evidências promissoras, o estudo apresentou limitações, como número reduzido de participantes e impacto da pandemia de COVID-19 no acompanhamento clínico. Concluímos que o TACTH exerce efeitos benéficos nos aspectos vasculares da ES, incluindo regeneração endotelial e melhora clínica, consolidando-se como uma abordagem terapêutica viável para pacientes selecionados. Estudos futuros são necessários para compreender melhor os mecanismos subjacentes e otimizar os protocolos terapêuticos. |
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Avaliação do impacto do transplante de células-tronco hematopoéticas sobre os aspectos vasculares da esclerose sistêmicaEvaluation of the impact of hematopoietic stem cell transplantation on the vascular aspects of systemic sclerosisAutologous hematopoietic stem cell transplantationEndothelial damageEsclerose sistêmicaLesão endotelialSystemic sclerosisTransplante autólogo de células-tronco hematopoiéticasVasculopathyVasculopatiaA esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune crônica caracterizada por processos fisiopatológicos, como disfunção vascular, inflamação e fibrose progressiva, que afetam a pele e órgãos internos. A vasculopatia na ES envolve uma interação complexa de danos endoteliais, inflamação e remodelação vascular, contribuindo para a progressão da doença. Nas últimas décadas, o transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas (TACTH) emergiu como uma opção terapêutica promissora, com evidências de melhora em aspectos cutâneos e funcionais, embora os impactos sobre a microvasculatura ainda sejam pouco explorados. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do TACTH na microvasculatura de pacientes com ES. Realizou-se um estudo longitudinal prospectivo, com pacientes submetidos ao TACTH e acompanhados por até 12 meses. Foram realizadas análises seriadas por capilaroscopia periungueal, imunohistoquímica em biópsias de pele, e avaliação de marcadores séricos relacionados à vasculopatia e inflamação, por meio da tecnologia luminex. Também foram analisados desfechos clínicos, como pontuação do escore modificado de Rodnan, fenômeno de Raynaud e complicações vasculares, como as úlceras digitais, além dos impactos na qualidade de vida dos pacientes. Os resultados demonstraram uma melhora significativa nos padrões vasculares avaliados por capilaroscopia, incluindo aumento no número de capilares e redução de megacapilares aos 180 e 360 dias pós-transplante. Na análise de imunohistoquímica, constatou-se aumento da expressão do VEGFR-2 nas biópsias de pele um ano após o transplante. Na análise sérica, foi observado aumento de VEGF-A e angiopoetina-2 aos 180 dias, acompanhado por redução de endotelina-1 e VEGF-C em períodos específicos. Clinicamente, houve melhora no escore de Rodnan e redução nos sintomas de Raynaud, úlceras digitais e dismotilidade esofágica. Também foi evidenciado uma melhora na qualidade de vida dos pacientes principalmente relacionados aos aspectos físicos da doença. Apesar dessas evidências promissoras, o estudo apresentou limitações, como número reduzido de participantes e impacto da pandemia de COVID-19 no acompanhamento clínico. Concluímos que o TACTH exerce efeitos benéficos nos aspectos vasculares da ES, incluindo regeneração endotelial e melhora clínica, consolidando-se como uma abordagem terapêutica viável para pacientes selecionados. Estudos futuros são necessários para compreender melhor os mecanismos subjacentes e otimizar os protocolos terapêuticos.Systemic sclerosis (SSc) is a chronic autoimmune disease characterized by pathophysiological processes such as vascular dysfunction, inflammation, and progressive fibrosis, affecting the skin and internal organs. Vascular involvement in SSc involves a complex interaction of endothelial damage, inflammation, and vascular remodeling, contributing to disease progression. In recent decades, autologous hematopoietic stem cell transplantation (AHSCT) has emerged as a promising therapeutic option, with evidence of improvement in cutaneous and functional aspects, although its impacts on the microvasculature remain underexplored. This study aimed to evaluate the effects of AHSCT on the microvasculature of SSc patients. A prospective longitudinal study was conducted, including patients who underwent AHSCT and were followed up for up to 12 months. Serial analyses were performed using nailfold capillaroscopy, immunohistochemistry on skin biopsies, and serum markers related to vasculopathy and inflammation using luminex technology. Clinical outcomes were also analyzed, including the modified Rodnan skin score, Raynaud\'s phenomenon, vascular complications such as digital ulcers, and the impact on patients\' quality of life. The results showed significant improvement in vascular patterns assessed by capillaroscopy, including an increase in the number of capillaries and a reduction in megacapillaries at 180 and 360 days post-transplantation. Immunohistochemical analysis revealed increased VEGFR-2 expression in skin biopsies one year after transplantation. Serum analysis showed an increase in VEGF-A and angiopoietin-2 at 180 days, accompanied by a reduction in endothelin-1 and VEGF-C at specific time points. Clinically, there was an improvement in the Rodnan score, a reduction in Raynaud\'s symptoms, digital ulcers, and esophageal dysmotility. An improvement in patients\' quality of life, particularly in physical aspects of the disease, was also observed. Despite these promising findings, the study faced limitations, including a small number of participants and the impact of the COVID-19 pandemic on clinical follow-up. We concluded that AHSCT exerts beneficial effects on the vascular aspects of SSc, including endothelial regeneration and clinical improvement, establishing itself as a viable therapeutic approach for selected patients. Future studies are needed to better understand the underlying mechanisms and optimize therapeutic protocols.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRodrigues, Maria Carolina de OliveiraVasconcelos, Marianna Yumi Kawashima2025-03-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-24062025-103746/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-12T17:33:02Zoai:teses.usp.br:tde-24062025-103746Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-12T17:33:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune crônica caracterizada por processos fisiopatológicos, como disfunção vascular, inflamação e fibrose progressiva, que afetam a pele e órgãos internos. A vasculopatia na ES envolve uma interação complexa de danos endoteliais, inflamação e remodelação vascular, contribuindo para a progressão da doença. Nas últimas décadas, o transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas (TACTH) emergiu como uma opção terapêutica promissora, com evidências de melhora em aspectos cutâneos e funcionais, embora os impactos sobre a microvasculatura ainda sejam pouco explorados. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do TACTH na microvasculatura de pacientes com ES. Realizou-se um estudo longitudinal prospectivo, com pacientes submetidos ao TACTH e acompanhados por até 12 meses. Foram realizadas análises seriadas por capilaroscopia periungueal, imunohistoquímica em biópsias de pele, e avaliação de marcadores séricos relacionados à vasculopatia e inflamação, por meio da tecnologia luminex. Também foram analisados desfechos clínicos, como pontuação do escore modificado de Rodnan, fenômeno de Raynaud e complicações vasculares, como as úlceras digitais, além dos impactos na qualidade de vida dos pacientes. Os resultados demonstraram uma melhora significativa nos padrões vasculares avaliados por capilaroscopia, incluindo aumento no número de capilares e redução de megacapilares aos 180 e 360 dias pós-transplante. Na análise de imunohistoquímica, constatou-se aumento da expressão do VEGFR-2 nas biópsias de pele um ano após o transplante. Na análise sérica, foi observado aumento de VEGF-A e angiopoetina-2 aos 180 dias, acompanhado por redução de endotelina-1 e VEGF-C em períodos específicos. Clinicamente, houve melhora no escore de Rodnan e redução nos sintomas de Raynaud, úlceras digitais e dismotilidade esofágica. Também foi evidenciado uma melhora na qualidade de vida dos pacientes principalmente relacionados aos aspectos físicos da doença. Apesar dessas evidências promissoras, o estudo apresentou limitações, como número reduzido de participantes e impacto da pandemia de COVID-19 no acompanhamento clínico. Concluímos que o TACTH exerce efeitos benéficos nos aspectos vasculares da ES, incluindo regeneração endotelial e melhora clínica, consolidando-se como uma abordagem terapêutica viável para pacientes selecionados. Estudos futuros são necessários para compreender melhor os mecanismos subjacentes e otimizar os protocolos terapêuticos. |
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