Trajetos e apagamentos de deslocamentos compulsórios
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8164/tde-27052025-105329/ |
Resumo: | A partir da perspectiva de seis irmãos da família Hamam, palestinos que vivenciaram a nakba, e apoiada na historiografia palestina e na nova historiografia israelense, em seus quatro capítulos esta dissertação busca dar escuta a essas vozes e amplificá-las no âmbito acadêmico a fim de contribuir com a questão da Palestina e os problemas irresolutos desde os acordos de Oslo. Como metodologia, a pesquisa organizou-se em duas etapas distintas: a primeira, em que foram realizadas as entrevistas baseada em pesquisa bibliográfica; e a segunda em que foram selecionados trechos dos relatos para a composição textual, o qual consiste em um estudo comparado entre a historiografia e os depoimentos registrados em vídeo. Conclui-se que em todas as narrativas foi possível notar, com maior ou menor ênfase que a maior parte dos palestinos estava alheia a qualquer plano de expulsão; que a partir dos eventos de 1948 a vida dos palestinos transformou-se drasticamente, de uma vida próspera e conectada à terra, à condição degradante de refúgio nos países árabes vizinhos; e, a mais tautológica das conclusões, que sim, havia um povo na terra palestina, o povo palestino. A pesquisa é inspirada em outros trabalhos de escuta e percepção, como de Sayigh (1979), Masalha (2012) e Said (1999) que no livro, composto de fotografias, recobra representativamente a humanitude dos palestinos retratados por Mohr. Suas fotografias aliadas ao texto de Said (1999) reconstroem a particularidade das vidas palestinas, dando visibilidade ao universo que constitui cada subjetividade de modo a alimentar o sonho de uma formação nacional palestina; sonho que vinha se desenhando durante a queda do Império Otomano, intensificou-se durante o Mandato Britânico e tornou-se urgente com a instituição unilateral de Israel, um país sobre terras com povo. Outro trabalho inspirador sobre o tema é o livro editado por Abdulhadi (2017), que reúne depoimentos de seis palestinos originários de Gaza, Cisjordânia e territórios de 48 (Israel) que sofreram com a despossessão palestina de 1948. É por compreender a fragilidade palestina em se debruçar sobre o registro de sua memória e refletir sobre sua despossessão, seu exílio e seu refúgio, que se revisitaram essas histórias. O desejo é de que essas vozes constelem outras histórias tardiamente gravadas em texto, a fim de contribuir para uma paz justa, com uma gotícula, no sentido de uma solução política para a expatriação, que proponha igualdade de valor narrativo entre a história palestina e a história judaica na Palestina, sem privilégios para nenhuma das partes, porque, afinal, o enfrentamento que se pretende é contra as deformações informativas e ideológicas dos discursos hegemônicos que se propagam alimentando o conflito em suas múltiplas formas |
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Trajetos e apagamentos de deslocamentos compulsóriosRoutes and erasures of compulsory displacement1948 Palestinian diasporaNakbaNakbaDiáspora palestina de 1948Família HamamHamam familyHistórias de vidaLife storiesPalestinaPalestineA partir da perspectiva de seis irmãos da família Hamam, palestinos que vivenciaram a nakba, e apoiada na historiografia palestina e na nova historiografia israelense, em seus quatro capítulos esta dissertação busca dar escuta a essas vozes e amplificá-las no âmbito acadêmico a fim de contribuir com a questão da Palestina e os problemas irresolutos desde os acordos de Oslo. Como metodologia, a pesquisa organizou-se em duas etapas distintas: a primeira, em que foram realizadas as entrevistas baseada em pesquisa bibliográfica; e a segunda em que foram selecionados trechos dos relatos para a composição textual, o qual consiste em um estudo comparado entre a historiografia e os depoimentos registrados em vídeo. Conclui-se que em todas as narrativas foi possível notar, com maior ou menor ênfase que a maior parte dos palestinos estava alheia a qualquer plano de expulsão; que a partir dos eventos de 1948 a vida dos palestinos transformou-se drasticamente, de uma vida próspera e conectada à terra, à condição degradante de refúgio nos países árabes vizinhos; e, a mais tautológica das conclusões, que sim, havia um povo na terra palestina, o povo palestino. A pesquisa é inspirada em outros trabalhos de escuta e percepção, como de Sayigh (1979), Masalha (2012) e Said (1999) que no livro, composto de fotografias, recobra representativamente a humanitude dos palestinos retratados por Mohr. Suas fotografias aliadas ao texto de Said (1999) reconstroem a particularidade das vidas palestinas, dando visibilidade ao universo que constitui cada subjetividade de modo a alimentar o sonho de uma formação nacional palestina; sonho que vinha se desenhando durante a queda do Império Otomano, intensificou-se durante o Mandato Britânico e tornou-se urgente com a instituição unilateral de Israel, um país sobre terras com povo. Outro trabalho inspirador sobre o tema é o livro editado por Abdulhadi (2017), que reúne depoimentos de seis palestinos originários de Gaza, Cisjordânia e territórios de 48 (Israel) que sofreram com a despossessão palestina de 1948. É por compreender a fragilidade palestina em se debruçar sobre o registro de sua memória e refletir sobre sua despossessão, seu exílio e seu refúgio, que se revisitaram essas histórias. O desejo é de que essas vozes constelem outras histórias tardiamente gravadas em texto, a fim de contribuir para uma paz justa, com uma gotícula, no sentido de uma solução política para a expatriação, que proponha igualdade de valor narrativo entre a história palestina e a história judaica na Palestina, sem privilégios para nenhuma das partes, porque, afinal, o enfrentamento que se pretende é contra as deformações informativas e ideológicas dos discursos hegemônicos que se propagam alimentando o conflito em suas múltiplas formasFrom the perspective of six brothers of the Hamam family, Palestinians who experienced nakba, and supported by Palestinian historiography and new Israeli historiography, in its four chapters this dissertation seeks to listen to these voices and amplify them in the academic sphere in order to contribute to the issue Palestine and the irresolute problems since the Oslo accords. As methodology, the research was organized in two distinct stages: the first, in which the interviews were conducted based on bibliographic research; and the second in which excerpts from the reports were selected for the textual composition, which consists of a comparative study between historiography and the testimonies recorded on video. It is concluded that in all the narratives it was possible to notice, with greater or lesser emphasis, that most of the Palestinians were unaware of any expulsion plan; that since the events of 1948 the life of Palestinians has drastically changed from a prosperous and land-connected life to the degrading condition of refuge in neighboring Arab countries; and, the most tautological of conclusions, that yes, there was a people in the Palestinian land, the Palestinian people. The research is inspired by other works of listening and perception, such as Sayigh (1979), Masalha (2012) and Said (1999), which in the book, composed of photographs, represents the humanitude of the Palestinians portrayed by Mohr in a representative way. His photographs combined with the text by Said (1999) reconstruct the particularity of Palestinian lives, giving visibility to the universe that constitutes each subjectivity, in order to feed the dream of a Palestinian national formation; a dream that had been taking shape during the fall of the Ottoman Empire, intensified during the British Mandate and became urgent with the unilateral institution of Israel, a country on lands with people. Another inspiring work on the subject is the book edited by Abdulhadi (2017), which gathers testimonies from six Palestinians from Gaza, the West Bank and the territories of 48 (Israel) who suffered from the Palestinian dispossession of 1948. It is by understanding the Palestinian fragility in dwelling on the record of his memory and reflecting on his dispossession, his exile and his refuge, that these stories were revisited. The desire is for these voices to constellate other stories belatedly recorded in text, in order to contribute to a just peace, with a droplet, in the sense of a political solution for expatriation, which proposes an equal narrative value between Palestinian history and Jewish history in Palestine, without privileges for either party, after all, the intended confrontation is against the informative and ideological deformations of the hegemonic discourses that spread, feeding the conflict in its multiple formsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPClemesha, Arlene ElizabethJubran, Safa Alferd Abou ChahlaHaman, Aminah Bárbara2021-08-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8164/tde-27052025-105329/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-27T14:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-27052025-105329Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-27T14:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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