Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-26032026-142941/ |
Resumo: | As sequelas agudas pós-infecção por SARS-CoV-2 e o impacto na vida de mulheres grávidas ou que passaram por uma gestação, ou doença do coronavírus 2019 (COVID-19), continuam sendo uma preocupação crescente. Nossos objetivos foram determinar a prevalência, a duração e os fatores de risco da fadiga pós-viral em gestantes com SARS-CoV-2, por meio de um estudo de coorte comparativo longitudinal, que envolveu 588 gestantes no Brasil. Três grupos foram investigados: G1 (n = 259, infecção sintomática durante a gravidez); G2 ( n = 131, gestantes assintomáticas na gestação, porém com sorologia positiva no parto); G3 ( n = 198, sorologia negativa no parto). Foram aplicados questionários de fadiga personalizados em vários momentos: 6 semanas, 3 meses, 6 meses após a infecção para o G1) e, 6 semanas, 3 meses, 6 meses após o parto para as mulheres dos 3 grupos. A regressão de Cox foi usada para estimar a razão de risco (HR) e o IC de 95% de permanecer com fadiga após a infecção no G1. A prevalência geral de fadiga no G1 em seis semanas, três meses e seis meses foi de 40,6%, 33,6% e 27,8%, respectivamente. O risco cumulativo de permanecer com fadiga aumentou ao longo do tempo, com HR de 1,69 (IC 95%: 0,89-3,20) e 2,43 (IC 95%: 1,49-3,95) para mulheres com sintomas moderados e graves, respectivamente. A análise multivariada mostrou tosse e mialgia como fatores de risco independentes para a presença de fadiga no G1. Houve maior prevalência de fadiga em mulheres sintomáticas (G1) em comparação com G2 e G3 em todos os momentos; e risco aumentado em pacientes com doença aguda grave. |
| id |
USP_5a86b0ece853d6ec63c3dcbc5110e7c9 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-26032026-142941 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidezFatigue after SARS-CoV-2 infection during pregnancyCOVID-19COVID-19Fatigue syndrome chronicGestaçãoPost-acute COVID-19 syndromePregnancySARS CoV-2SARS CoV-2Síndrome de fadiga crônicaSíndrome de pós-COVID-19 AgudaAs sequelas agudas pós-infecção por SARS-CoV-2 e o impacto na vida de mulheres grávidas ou que passaram por uma gestação, ou doença do coronavírus 2019 (COVID-19), continuam sendo uma preocupação crescente. Nossos objetivos foram determinar a prevalência, a duração e os fatores de risco da fadiga pós-viral em gestantes com SARS-CoV-2, por meio de um estudo de coorte comparativo longitudinal, que envolveu 588 gestantes no Brasil. Três grupos foram investigados: G1 (n = 259, infecção sintomática durante a gravidez); G2 ( n = 131, gestantes assintomáticas na gestação, porém com sorologia positiva no parto); G3 ( n = 198, sorologia negativa no parto). Foram aplicados questionários de fadiga personalizados em vários momentos: 6 semanas, 3 meses, 6 meses após a infecção para o G1) e, 6 semanas, 3 meses, 6 meses após o parto para as mulheres dos 3 grupos. A regressão de Cox foi usada para estimar a razão de risco (HR) e o IC de 95% de permanecer com fadiga após a infecção no G1. A prevalência geral de fadiga no G1 em seis semanas, três meses e seis meses foi de 40,6%, 33,6% e 27,8%, respectivamente. O risco cumulativo de permanecer com fadiga aumentou ao longo do tempo, com HR de 1,69 (IC 95%: 0,89-3,20) e 2,43 (IC 95%: 1,49-3,95) para mulheres com sintomas moderados e graves, respectivamente. A análise multivariada mostrou tosse e mialgia como fatores de risco independentes para a presença de fadiga no G1. Houve maior prevalência de fadiga em mulheres sintomáticas (G1) em comparação com G2 e G3 em todos os momentos; e risco aumentado em pacientes com doença aguda grave.The acute sequelae of SARS-CoV-2 infection and its impact on the lives of pregnant women or women who have experienced pregnancy or coronavirus disease 2019 (COVID-19) remain a growing concern. Our objectives were to determine the prevalence, duration, and risk factors of post-viral fatigue in pregnant women with SARS-CoV-2 through a longitudinal comparative cohort study involving 588 pregnant women in Brazil. Three groups were investigated: G1 (n = 259, symptomatic infection during pregnancy); G2 (n = 131, asymptomatic pregnant women during pregnancy but with positive serology at delivery); G3 (n = 198, negative serology at delivery). Customized fatigue questionnaires were administered at various time points: 6 weeks, 3 months, and 6 months after infection for G1 and 6 weeks, 3 months, and 6 months after delivery for women in all three groups. Cox regression was used to estimate the hazard ratio (HR) and 95% CI of persistent fatigue after infection in G1. The overall prevalence of fatigue in G1 at six weeks, three months, and six months was 40.6%, 33.6%, and 27.8%, respectively. The cumulative risk of persistent fatigue increased over time, with HRs of 1.69 (95% CI: 0.89-3.20) and 2.43 (95% CI: 1.49-3.95) for women with moderate and severe symptoms, respectively. Multivariate analysis showed cough and myalgia as independent risk factors for the presence of fatigue in G1. There was a higher prevalence of fatigue in symptomatic women (G1) compared with G2 and G3 at all time points, and an increased risk in patients with severe acute illness.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFrancisco, Rossana Pulcineli VieiraOliveira, Ana Maria da Silva Sousa2025-12-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-26032026-142941/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-26T17:36:03Zoai:teses.usp.br:tde-26032026-142941Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-26T17:36:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez Fatigue after SARS-CoV-2 infection during pregnancy |
| title |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez |
| spellingShingle |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez Oliveira, Ana Maria da Silva Sousa COVID-19 COVID-19 Fatigue syndrome chronic Gestação Post-acute COVID-19 syndrome Pregnancy SARS CoV-2 SARS CoV-2 Síndrome de fadiga crônica Síndrome de pós-COVID-19 Aguda |
| title_short |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez |
| title_full |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez |
| title_fullStr |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez |
| title_full_unstemmed |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez |
| title_sort |
Fadiga após infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez |
| author |
Oliveira, Ana Maria da Silva Sousa |
| author_facet |
Oliveira, Ana Maria da Silva Sousa |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Francisco, Rossana Pulcineli Vieira |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Oliveira, Ana Maria da Silva Sousa |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
COVID-19 COVID-19 Fatigue syndrome chronic Gestação Post-acute COVID-19 syndrome Pregnancy SARS CoV-2 SARS CoV-2 Síndrome de fadiga crônica Síndrome de pós-COVID-19 Aguda |
| topic |
COVID-19 COVID-19 Fatigue syndrome chronic Gestação Post-acute COVID-19 syndrome Pregnancy SARS CoV-2 SARS CoV-2 Síndrome de fadiga crônica Síndrome de pós-COVID-19 Aguda |
| description |
As sequelas agudas pós-infecção por SARS-CoV-2 e o impacto na vida de mulheres grávidas ou que passaram por uma gestação, ou doença do coronavírus 2019 (COVID-19), continuam sendo uma preocupação crescente. Nossos objetivos foram determinar a prevalência, a duração e os fatores de risco da fadiga pós-viral em gestantes com SARS-CoV-2, por meio de um estudo de coorte comparativo longitudinal, que envolveu 588 gestantes no Brasil. Três grupos foram investigados: G1 (n = 259, infecção sintomática durante a gravidez); G2 ( n = 131, gestantes assintomáticas na gestação, porém com sorologia positiva no parto); G3 ( n = 198, sorologia negativa no parto). Foram aplicados questionários de fadiga personalizados em vários momentos: 6 semanas, 3 meses, 6 meses após a infecção para o G1) e, 6 semanas, 3 meses, 6 meses após o parto para as mulheres dos 3 grupos. A regressão de Cox foi usada para estimar a razão de risco (HR) e o IC de 95% de permanecer com fadiga após a infecção no G1. A prevalência geral de fadiga no G1 em seis semanas, três meses e seis meses foi de 40,6%, 33,6% e 27,8%, respectivamente. O risco cumulativo de permanecer com fadiga aumentou ao longo do tempo, com HR de 1,69 (IC 95%: 0,89-3,20) e 2,43 (IC 95%: 1,49-3,95) para mulheres com sintomas moderados e graves, respectivamente. A análise multivariada mostrou tosse e mialgia como fatores de risco independentes para a presença de fadiga no G1. Houve maior prevalência de fadiga em mulheres sintomáticas (G1) em comparação com G2 e G3 em todos os momentos; e risco aumentado em pacientes com doença aguda grave. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-12-03 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-26032026-142941/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-26032026-142941/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492449270431744 |