Avaliação experimental da pressão de colapso em tubulação de aço inoxidável austenítico contendo defeitos planares longitudinais e aplicação de diagramas de análise de falhas.
| Ano de defesa: | 2005 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3135/tde-31072024-082323/ |
Resumo: | Ligas de aços inoxidáveis austeníticos são extensivamente utilizadas em componentes estruturais resistentes ao calor em indústrias de geração de energia e em indústrias químicas devido à sua estabilidade metalúrgica, excelente resistência à corrosão, assim como sua boa resistência à fluência e boa ductilidade. Códigos atuais e padrões de projeto para equipamentos pressurizados fornecem regras para, fabricação, inspeção e testes de estruturas fabricadas com esta classe de ligas, incluindo vasos de pressão e sistemas de tubulação. Embora estes códigos forneçam critérios simples para aceitação para defeitos de fabricação (tais como inclusão de escória e porosidade em componentes soldados) baseados em padrões de fabricação e testes hidrostáticos, não contemplam especificamente a avaliação em serviço de trincas como defeitos que se formam em operação. A abordagem da mecânica da fratura, também referida como procedimentos de Avaliação Crítica de Engenharia Engineering Critical Assessment (ECA), recai essencialmente em decisões de reparos e programas de extensão de vida de componentes estruturais em serviço. Procedimentos atuais de avaliação de integridade estrutural baseados em Diagramas de Análise de Falhas Failure Assessment Diagrams (FAD), tais como os procedimentos BS 7910 e API 579, são bem estabelecidos para avaliarem a severidade de defeitos como trincas em componentes estruturais fabricados em aços ferríticos.Conseqüentemente a aplicação (e validação) destes procedimentos em análise de componentes estruturais fabricados em aços inoxidáveis austeníticos permanece em aberto. A alta capacidade de deformação e encruamento e alta ductilidade dos aços inoxidáveis austeníticos fazem com que estes procedimentos sejam inaplicáveis para a avaliação de integridade destes materiais. ) Este trabalho estende a aplicabilidade de diagramas de análise de falha para análise de falha em tubos fabricados em aços inoxidáveis contendo trincas axiais e contemplando os efeitos das propriedades de deformação, encruamento e ductilidade. Testes de ruptura foram conduzidos em tubos de diâmetro nominal 6\" fabricados em ASTM A 312 TP 304 contendo diferentes trincas axiais para a medição da pressão de colapso. A aplicação direta dos procedimentos da API 579 e BS 7910 indicaram uma larga margem entre os resultados de pressão de colapso medidos e esperados pela aplicação dos procedimentos. Embora este conservadorismo seja um fator extra de segurança, resultados pessimistas de avaliação de defeitos podem levar a reparos ou substituição de tubos em serviço e provocar um elevado custo da operação. Estes resultados fornecem suporte para o desenvolvimento e refinamento de procedimentos mais aplicáveis aos aços inoxidáveis austeníticos. |
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Avaliação experimental da pressão de colapso em tubulação de aço inoxidável austenítico contendo defeitos planares longitudinais e aplicação de diagramas de análise de falhas.Untitled in englishAço inoxidável austeníticoAustenitic stainless steelImperfeições e falhas dos materiaisMaterial imperfections and failuresMaterial resistancePipingResistência dos materiaisTubulaçõesLigas de aços inoxidáveis austeníticos são extensivamente utilizadas em componentes estruturais resistentes ao calor em indústrias de geração de energia e em indústrias químicas devido à sua estabilidade metalúrgica, excelente resistência à corrosão, assim como sua boa resistência à fluência e boa ductilidade. Códigos atuais e padrões de projeto para equipamentos pressurizados fornecem regras para, fabricação, inspeção e testes de estruturas fabricadas com esta classe de ligas, incluindo vasos de pressão e sistemas de tubulação. Embora estes códigos forneçam critérios simples para aceitação para defeitos de fabricação (tais como inclusão de escória e porosidade em componentes soldados) baseados em padrões de fabricação e testes hidrostáticos, não contemplam especificamente a avaliação em serviço de trincas como defeitos que se formam em operação. A abordagem da mecânica da fratura, também referida como procedimentos de Avaliação Crítica de Engenharia Engineering Critical Assessment (ECA), recai essencialmente em decisões de reparos e programas de extensão de vida de componentes estruturais em serviço. 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Testes de ruptura foram conduzidos em tubos de diâmetro nominal 6\" fabricados em ASTM A 312 TP 304 contendo diferentes trincas axiais para a medição da pressão de colapso. A aplicação direta dos procedimentos da API 579 e BS 7910 indicaram uma larga margem entre os resultados de pressão de colapso medidos e esperados pela aplicação dos procedimentos. Embora este conservadorismo seja um fator extra de segurança, resultados pessimistas de avaliação de defeitos podem levar a reparos ou substituição de tubos em serviço e provocar um elevado custo da operação. Estes resultados fornecem suporte para o desenvolvimento e refinamento de procedimentos mais aplicáveis aos aços inoxidáveis austeníticos.Austenitic stainless steel alloys are used extensively in heat-resistant structural components in power generating and chemical industries due to metallurgical stability, excellent corrosion resistance as well as good creep and ductility properties. Current design codes and standards for pressurized equipments provide rules for design, fabrication, inspection and testing of critical structures made of this class of alloys, including pressure vessels and piping systems. While these codes provide simplified acceptance criteria for fabrication defects (such as slag inclusions and porosity in weldments) based upon workmanship standards and full-scale hydrostatic testing, they not specifically address fitness-for-service (FFS) assessment of crack-like defects that form during in-service operation. Fracture mechanics based approaches, also referred to as Engineering Critical Assessment (ECA) procedures, remain essential in repair decisions and life-extension programs of in-service structural components. Current structural integrity assessment procedures based on failure analysis diagram (FAD), such as BS7910 and API 579 procedures, are now well established to evaluate the severity of crack-like defects in structural components made of ferritic steels. However, the application (and validation) of these procedures in defect assessments of structural components made of austenitic stainless steel still remains an open issue. The high strain hardening capacity ofaustenitic stainless steel most often make these procedures unsuitable for integrity assessment of these materials. This work extends the applicability of failure analysis diagrams for failure assessment of austenitic steel pipes with axial flaws to include the effects of strain hardening properties and ductility. ) Full-scale burst tests are conducted on a 6 inch pipe made of ASTM A 312 Type 304 steel containing different axial cracks to measure the failure pressure. The direct application of the API 579 and BS 7910 procedures indicate large margins between the predicted and the actual (measured) failures pressures. While such conservatism represents an extra factor of safety, excessive pessimism in defect assessment can lead to unwarranted repairs or replacement of in-service pipelines at great operational costs. These results provide support to develop more refined FAD procedures which are more applicable to austenitic stainless steels.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRuggieri, ClaudioFerraboli Júnior, Roberto 2005-08-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3135/tde-31072024-082323/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-13T13:30:44Zoai:teses.usp.br:tde-31072024-082323Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-13T13:30:44Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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