A linha da subordinação: trabalho da mulher e sobrevivência da pequena produção agrícola no agreste pernambucano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1994
Autor(a) principal: Silva, Marlene Maria da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-31072025-114038/
Resumo: O presente trabalho tem como objeto a análise da inserção da mulher, também trabalhadora rural, na atividade remunerada praticada no domicílio, como estratégia de reprodução de produtores de subsistência do Agreste Pernambucano. Norteia o estudo o pressuposto de que tal inserção, sem mudança na divisão sexual do trabalho vigente na unidade familiar, implica em aumento da exploração do trabalho da mulher e, conseqüentemente, na ampliação do sobretrabalho que esses produtores transferem para outros setores da sociedade. Objetiva. portanto, a pesquisa, analisar o modo como o capital se serve da desvalorização social da mulher para recriar as condições de sua produção. O estudo abrange produtores de subsistência dos municípios pernambucanos de Passira, Caruaru e Toritama cujos familiares do sexo feminino trabalham como bordadeiras para comerciantes de Passira e de outras cidades da região ou como costureiras para a pequena indústria de confecção de Toritama ou para comerciantes de roupas prontas da cidade e adjacências. Utilizando, basicamente, pesquisa direta, foram coletadas informações relativas às atividades que contribuem para a formação da renda das famílias pesquisadas bem como informações referentes à divisão sexual do trabalho na unidade familiar e às relações nela apoiadas. O estudo mostra que, ao somar à exploração inerente a sua condição social aquela decorrente da prática da atividade remunerada no domicílio. as mulheres pesquisadas não somente confirmam e reforçam sua subordinação enquanto gênero como contribuem para ampliar a subordinação ao capital do segmento social ao qual pertencem
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