Estudo da emissão não-rérmica em bolhas estelares
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14131/tde-10122025-142851/ |
Resumo: | Há décadas se propõe que estrelas massivas sejam possíveis fontes de raios cósmicos galácticos. Essas estrelas tem ventos muito poderosos, e ondas de choque fortes são formadas na interação com o meio interestelar, formando estruturas conhecidas como bolhas estelares. Estudos recentes sugerem que ventos de estrelas massivas contribuem para a produção galáctica de raios cósmicos, ainda que em menor escala que remanescentes de supernovas. Uma maneira de estudar a aceleração de partículas em fontes astrofísicas é por meio da emissão não-térmica que elas produzem. Em 2019, foi reportada a primeira detecção de emissão não-térmica em rádio de uma bolha estelar, G2.4+1.4, associada a uma estrela Wolf-Rayet WO2. A emissão observada é consistente com radiação síncrotron produzida por elétrons relativísticos. Essas mesmas partículas podem produzir emissão não-térmica em outros comprimentos de onda, em particular na faixa dos raios gama. Assumindo que as partículas sejam aceleradas nos choques produzidos na bolha, desenvolvemos dois modelos para estimar a emissão não-térmica produzida por elétrons e prótons: um modelo homogêneo e um modelo espacialmente estendido, seguindo a formulação clássica para bolhas estelares. Estimamos energias máximas da ordem de TeVs para elétrons e centenas de TeVs para prótons. A partir do ajuste das observações, obtemos um campo magnético elevado (250 µG). Ambos modelos preveem emissão na faixa dos raios gama. Há uma injeção de elétrons não-térmicos no meio circundante com eficiência ~3% e ~0,2%, nos modelos homogêneo e estendido, respectivamente. Também desenvolvemos um modelo geral para explorar o potencial de bolhas de estrelas de tipo O e B em acelerar partículas até altas energias. Nossos resultados indicam que os intensos ventos dessas estrelas podem acelerar partículas até centenas de TeVs e, em alguns casos, tem-se emissão potencialmente observável em raios gama. |
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Estudo da emissão não-rérmica em bolhas estelaresStudy of Non-Thermal Emission in Stellar BubblesAceleração de partículasMIE: bolhasMIE: BubblesParticle AccelerationProcessos Radiativos: não térmicosRadiative Processes: Non-ThermalHá décadas se propõe que estrelas massivas sejam possíveis fontes de raios cósmicos galácticos. Essas estrelas tem ventos muito poderosos, e ondas de choque fortes são formadas na interação com o meio interestelar, formando estruturas conhecidas como bolhas estelares. Estudos recentes sugerem que ventos de estrelas massivas contribuem para a produção galáctica de raios cósmicos, ainda que em menor escala que remanescentes de supernovas. Uma maneira de estudar a aceleração de partículas em fontes astrofísicas é por meio da emissão não-térmica que elas produzem. Em 2019, foi reportada a primeira detecção de emissão não-térmica em rádio de uma bolha estelar, G2.4+1.4, associada a uma estrela Wolf-Rayet WO2. A emissão observada é consistente com radiação síncrotron produzida por elétrons relativísticos. Essas mesmas partículas podem produzir emissão não-térmica em outros comprimentos de onda, em particular na faixa dos raios gama. Assumindo que as partículas sejam aceleradas nos choques produzidos na bolha, desenvolvemos dois modelos para estimar a emissão não-térmica produzida por elétrons e prótons: um modelo homogêneo e um modelo espacialmente estendido, seguindo a formulação clássica para bolhas estelares. Estimamos energias máximas da ordem de TeVs para elétrons e centenas de TeVs para prótons. A partir do ajuste das observações, obtemos um campo magnético elevado (250 µG). Ambos modelos preveem emissão na faixa dos raios gama. Há uma injeção de elétrons não-térmicos no meio circundante com eficiência ~3% e ~0,2%, nos modelos homogêneo e estendido, respectivamente. Também desenvolvemos um modelo geral para explorar o potencial de bolhas de estrelas de tipo O e B em acelerar partículas até altas energias. Nossos resultados indicam que os intensos ventos dessas estrelas podem acelerar partículas até centenas de TeVs e, em alguns casos, tem-se emissão potencialmente observável em raios gama.For decades it has been proposed that massive stars may be potential sources of Galactic cosmic rays. As their powerful stellar winds expand and interact with the interstellar medium, strong shock waves are generated. Recent studies indicate that winds from massive stars play an important role in the galactic production of cosmic rays, although their expected contribution is smaller than that of supernova remnants. A useful way to probe particle acceleration in astrophysical environments is through their non-thermal emission. In 2019, the first detection of non-thermal radio emission from the stellar bubble G2.4+1.4, associated with the Wolf-Rayet star WO2, was reported. The observed signal is consistent with synchrotron radiation produced by relativistic electrons, which are also expected to generate non-thermal emission at higher energies, particularly in the gamma-ray domain. Assuming that the particles are accelerated in the shocks produced in the bubble, we developed two models to estimate the non-thermal emission from electrons and protons: a homogeneous model and a spatially extended model, based on the classical theory for stellar bubbles. Our estimates yield maximum energies up to the TeV range for electrons and around hundred TeVs for protons. From the fitting of the observational data, a relatively strong magnetic field of 250 µG is required. Both models predict gamma-ray emission, with non-thermal electrons injected into the surrounding medium at efficiencies of 3% and 0.2% in the homogeneous and extended cases, respectively. Finally, we developed a general model to investigate the potential of bubbles from O and B-type stars to accelerate particles up to higher energies. Our findings indicate that the powerful winds of massive stars can accelerate particles up to hundreds of TeVs, in some cases, producing potentially observable gamma-ray emission.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPValle, María Victoria DelEspinosa, Luna Costa Lacerda2025-10-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14131/tde-10122025-142851/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-16T12:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-10122025-142851Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-16T12:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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