Efeitos da suplementação com castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa H.B.K.) sobre o estresse oxidativo em mulheres obesas e sua relação com o polimorfismo Pro198Leu no gene da glutationa peroxidase 1

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Cominetti, Cristiane
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9132/tde-31052010-140506/
Resumo: Indivíduos obesos apresentam níveis elevados de estresse oxidativo quando comparados com controles de peso eutrófico. Isto pode ser atribuído a uma série de fatores, com destaque para a ingestão reduzida de substâncias antioxidantes. Outro aspecto a ser considerado é a presença de polimorfismos em genes que codificam para enzimas antioxidantes, como é o caso do Pro198Leu no gene da enzima glutationa peroxidase 1 (GPx 1). Portanto, este trabalho teve como objetivos estudar as relações entre obesidade, marcadores de estresse oxidativo e o polimorfismo Pro198Leu no gene da GPx1, além de verificar as respostas destes parâmetros à ingestão de castanhas-do-brasil como fonte de selênio (Se). Participaram do estudo 37 mulheres em idade reprodutiva, que não apresentavam diabetes mellitus, doenças da tireóide; não ingeriam suplementos de minerais e vitaminas, medicamentos para redução de peso ou hipolipemiantes, e não eram tabagistas. Foram utilizados os seguintes marcadores bioquímicos: concentrações de Se plasmático, eritrocitário e nas unhas; atividade eritrocitária total da GPx; concentrações urinárias de 8-isoprostanos; concentrações plasmática de TBARS; avaliação de danos em DNA; perfil lipídico sérico; além da determinação dos genótipos relativos àquele polimorfismo. Cada unidade de castanha forneceu, em média, 290 &#181;g do mineral. Na fase pré-suplementação, 100% das pacientes estavam deficientes em Se. As concentrações eritrocitárias (60,5±22,6 x 205,9±42,0 &#181;g/L; p=0.000) e plasmáticas (55,7±13,3 x 132,5±34,9 &#181;g/L; p=0.000) deste mineral aumentaram significativamente na fase pós-suplementação. O mesmo perfil foi observado para a atividade eritrocitária total de GPx (36,6±17,1 x 53,6±20,4 U/gHb; p=0.000) e para as concentrações plasmáticas de TBARS (5,0±3,7 x 7,6±3,3 &#181;mol/L; p=0.000). As concentrações urinárias de 8-isoprostanos não apresentaram alterações significativas após a ingestão das castanhas (25,1±14,2 x 21,8±15,6 ng/mmol creat.). E o mesmo ocorreu com os níveis de danos em DNA (77,3±21,6 x 72,2±28,1 &#181;m). Com relação ao perfil lipídico sérico, não foram observadas mudanças significativas nas concentrações de colesterol total (171,0±28,8 x 175,5±26,6 mg/dL), LDL-c (114,0±29,6 x 109,3±22,8 mg/dL), VLDL-c (19,6±9,4 x 21,7±8,3 mg/dL) e triacilgliceróis (110,3±87,9 x 108,6±41,5 mg/dL). Entretanto, as concentrações de HDL-c apresentaram elevação significativa após o consumo das castanhas (37,6±13,6 x 44,5±13,4 mg/dL; p<0.00001). Este aumento também promoveu uma redução significativa nos valores dos índices de Castelli I (5,0±1,8 x 4,2±1,1; p<0.0002) e II (3,4±1,7 x 2,7±1,0; p<0.0004), preditores do risco cardiovascular. A frequência dos genótipos foi de 48,7% para Pro/Pro, 37,8% para Pro/Leu e 13,5% para Leu/Leu. Não foram verificadas diferenças estatisticamente significativas nos níveis de Se e na atividade da GPx entre os genótipos, nas duas fases. Entretanto, houve correlação positiva entre as concentrações eritrocitárias de Se e a atividade da GPx em ambas as fases apenas para o grupo Pro/Pro. Os resultados obtidos no ensaio do cometa foram significativamente diferentes entre os genótipos e revelaram que participantes Pro/Pro apresentaram redução na quantidade de danos em DNA após a ingestão das castanhas, o que não ocorreu naquelas Pro/Leu e Leu/Leu agrupadas. Além disso, aquelas Leu/Leu apresentaram valores de danos significativamente maiores em relação às Pro/Pro. As alterações observadas nos níveis de TBARS e lipídeos séricos não foram relacionadas aos genótipos. Também não foram verificadas alterações nas concentrações urinárias de 8-isoprostanos entre os diferentes genótipos. Estes dados sugerem um efeito benéfico do consumo de castanha-do-brasil como fonte de Se e também de ácidos graxos mono e poliinsaturados. Demonstrou-se também a influência do polimorfismo Pro198Leu no gene que codifica para a GPx1 sobre as concentrações sanguíneas de Se e a atividade eritrocitária total da GPx. Pode-se concluir que há uma interação entre este polimorfismo e o status de Se, bem como dos níveis antioxidantes.
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Outro aspecto a ser considerado é a presença de polimorfismos em genes que codificam para enzimas antioxidantes, como é o caso do Pro198Leu no gene da enzima glutationa peroxidase 1 (GPx 1). Portanto, este trabalho teve como objetivos estudar as relações entre obesidade, marcadores de estresse oxidativo e o polimorfismo Pro198Leu no gene da GPx1, além de verificar as respostas destes parâmetros à ingestão de castanhas-do-brasil como fonte de selênio (Se). Participaram do estudo 37 mulheres em idade reprodutiva, que não apresentavam diabetes mellitus, doenças da tireóide; não ingeriam suplementos de minerais e vitaminas, medicamentos para redução de peso ou hipolipemiantes, e não eram tabagistas. Foram utilizados os seguintes marcadores bioquímicos: concentrações de Se plasmático, eritrocitário e nas unhas; atividade eritrocitária total da GPx; concentrações urinárias de 8-isoprostanos; concentrações plasmática de TBARS; avaliação de danos em DNA; perfil lipídico sérico; além da determinação dos genótipos relativos àquele polimorfismo. Cada unidade de castanha forneceu, em média, 290 &#181;g do mineral. Na fase pré-suplementação, 100% das pacientes estavam deficientes em Se. As concentrações eritrocitárias (60,5±22,6 x 205,9±42,0 &#181;g/L; p=0.000) e plasmáticas (55,7±13,3 x 132,5±34,9 &#181;g/L; p=0.000) deste mineral aumentaram significativamente na fase pós-suplementação. O mesmo perfil foi observado para a atividade eritrocitária total de GPx (36,6±17,1 x 53,6±20,4 U/gHb; p=0.000) e para as concentrações plasmáticas de TBARS (5,0±3,7 x 7,6±3,3 &#181;mol/L; p=0.000). As concentrações urinárias de 8-isoprostanos não apresentaram alterações significativas após a ingestão das castanhas (25,1±14,2 x 21,8±15,6 ng/mmol creat.). E o mesmo ocorreu com os níveis de danos em DNA (77,3±21,6 x 72,2±28,1 &#181;m). Com relação ao perfil lipídico sérico, não foram observadas mudanças significativas nas concentrações de colesterol total (171,0±28,8 x 175,5±26,6 mg/dL), LDL-c (114,0±29,6 x 109,3±22,8 mg/dL), VLDL-c (19,6±9,4 x 21,7±8,3 mg/dL) e triacilgliceróis (110,3±87,9 x 108,6±41,5 mg/dL). Entretanto, as concentrações de HDL-c apresentaram elevação significativa após o consumo das castanhas (37,6±13,6 x 44,5±13,4 mg/dL; p<0.00001). Este aumento também promoveu uma redução significativa nos valores dos índices de Castelli I (5,0±1,8 x 4,2±1,1; p<0.0002) e II (3,4±1,7 x 2,7±1,0; p<0.0004), preditores do risco cardiovascular. A frequência dos genótipos foi de 48,7% para Pro/Pro, 37,8% para Pro/Leu e 13,5% para Leu/Leu. Não foram verificadas diferenças estatisticamente significativas nos níveis de Se e na atividade da GPx entre os genótipos, nas duas fases. Entretanto, houve correlação positiva entre as concentrações eritrocitárias de Se e a atividade da GPx em ambas as fases apenas para o grupo Pro/Pro. Os resultados obtidos no ensaio do cometa foram significativamente diferentes entre os genótipos e revelaram que participantes Pro/Pro apresentaram redução na quantidade de danos em DNA após a ingestão das castanhas, o que não ocorreu naquelas Pro/Leu e Leu/Leu agrupadas. Além disso, aquelas Leu/Leu apresentaram valores de danos significativamente maiores em relação às Pro/Pro. As alterações observadas nos níveis de TBARS e lipídeos séricos não foram relacionadas aos genótipos. Também não foram verificadas alterações nas concentrações urinárias de 8-isoprostanos entre os diferentes genótipos. Estes dados sugerem um efeito benéfico do consumo de castanha-do-brasil como fonte de Se e também de ácidos graxos mono e poliinsaturados. Demonstrou-se também a influência do polimorfismo Pro198Leu no gene que codifica para a GPx1 sobre as concentrações sanguíneas de Se e a atividade eritrocitária total da GPx. Pode-se concluir que há uma interação entre este polimorfismo e o status de Se, bem como dos níveis antioxidantes.Obese subjects present high oxidative stress levels when compared to those with normal weight. This characteristic can be attributed to several factors, mainly the low intake of antioxidant compounds. Another aspect to be taken into account is the presence of polimorphisms in genes of antioxidant enzymes, such as the Pro198Leu in the glutathione peroxidase 1 (GPx1) gene. The objectives of this work were to study the relations among obesity, oxidative stress markers, and the GPx1 Pro198Leu polymorphism, and to verify the responses of these parameters to the intake of Brazil nuts as a selenium (Se) source. Thirty seven women in reproductive age have participated in the study. They did not present diabetes mellitus, thyroid diseases, intake of vitamins and minerals supplements, medicines for weight loss or for cholesterol levels management, and smoking habit. The following biochemical markers were determined: plasma, erythrocyte and nails Se concentrations; total erythrocyte GPx activity, urine 8-isoprostanes concentration; plasma TBARS concentration; DNA damage; serum lipid profile; and genotyping of the polymorphism. Each unit of Brazil nut was estimated to provide &#8776; 290 &#181;g of Se. In the pre-supplementation phase, 100% of the subjects presented Se deficiency. The erythrocyte (60.5±22.6 x 205.9±42.0 &#181;g/L; p=0.000) and plasma (55.7±13.3 x 132.5±34.9 &#181g/L; p=0.000) concentrations of this mineral had presented a significant raise in the post-supplementation phase. The same profile was observed for the GPx activity (36.6±17.1 x 53.6±20.4 U/gHb; p=0.000) and for the plasma TBARS (5.0±3.7 x 7.6±3.3 &#181;mol/L; p=0.000) concentrations. There were no significant changes in the urinary 8-isoprostanes (25.1±14.2 x 21.8±15.6 ng/mmol creat.) concentration. The same pattern was observed in relation to the DNA damage levels (77.3±21.6 x 72.2±28.1 &#181;m). Regarding the serum lipid profile, it was not found significant changes in the total cholesterol (171.0±28.8 x 175.5±26.6 mg/dL) concentrations, LDL-c (114.0±29.6 x 109.3±22.8 mg/dL), VLDL-c (19.6±9.4 x 21.7±8.3 mg/dL) and triglycerides (110.3±87.9 x 108.6±41.5 mg/dL). However, there was a significant increase in the HDL-c (37.6±13.6 x 44.5±13.4 mg/dL; p<0.00001) concentrations after the Brazil nuts intake. This increase also had promoted a significant reduction in the Castelli I (5.0±1.8 x 4.2±1.1; p<0.0002) and II (3.4±1.7 x 2.7±1.0; p<0.0004) indexes, which are predictors of cardiovascular risk. The genotype frequency was 48.7% for Pro/Pro, 37.8% for Pro/Leu, and 13.5% for Leu/Leu. Se levels and GPx activity were not significantly different between the genotypes, in both pre and post-supplementation phases. However, there was a positive correlation between Se erythrocyte concentrations and GPx activity in both phases only in the Pro/Pro group. The results from the comet assay were significantly different between the genotypes and showed that subjects who were Pro/Pro presented a reduction in the levels of DNA damage after the Brazil nuts intake, which did not happen in those Pro/Leu and Leu/Leu grouped. Moreover, the Leu/Leu group showed higher damage levels when compared to that Pro/Pro. The changes in the plasma TBARS levels and in the serum lipid profile were unrelated to the genotypes. The urinary 8-isoprostanes concentrations also did not present any change regarding the genotypes. The data suggest a beneficial effect of the Brazil nut intake as a source of Se and possibly of mono and polyunsaturated fatty acid. The influence of the GPx1 Pro198Leu polymorphism on the blood Se concentration and GPx activity could be demonstrated. It could be concluded that there is an interaction between that polymorphism and the Se status, as well as the antioxidant levels.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCozzolino, Silvia Maria FranciscatoCominetti, Cristiane2010-05-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9132/tde-31052010-140506/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-07-08T21:30:41Zoai:teses.usp.br:tde-31052010-140506Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-07-08T21:30:41Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Cominetti, Cristiane
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description Indivíduos obesos apresentam níveis elevados de estresse oxidativo quando comparados com controles de peso eutrófico. Isto pode ser atribuído a uma série de fatores, com destaque para a ingestão reduzida de substâncias antioxidantes. Outro aspecto a ser considerado é a presença de polimorfismos em genes que codificam para enzimas antioxidantes, como é o caso do Pro198Leu no gene da enzima glutationa peroxidase 1 (GPx 1). Portanto, este trabalho teve como objetivos estudar as relações entre obesidade, marcadores de estresse oxidativo e o polimorfismo Pro198Leu no gene da GPx1, além de verificar as respostas destes parâmetros à ingestão de castanhas-do-brasil como fonte de selênio (Se). Participaram do estudo 37 mulheres em idade reprodutiva, que não apresentavam diabetes mellitus, doenças da tireóide; não ingeriam suplementos de minerais e vitaminas, medicamentos para redução de peso ou hipolipemiantes, e não eram tabagistas. Foram utilizados os seguintes marcadores bioquímicos: concentrações de Se plasmático, eritrocitário e nas unhas; atividade eritrocitária total da GPx; concentrações urinárias de 8-isoprostanos; concentrações plasmática de TBARS; avaliação de danos em DNA; perfil lipídico sérico; além da determinação dos genótipos relativos àquele polimorfismo. Cada unidade de castanha forneceu, em média, 290 &#181;g do mineral. Na fase pré-suplementação, 100% das pacientes estavam deficientes em Se. As concentrações eritrocitárias (60,5±22,6 x 205,9±42,0 &#181;g/L; p=0.000) e plasmáticas (55,7±13,3 x 132,5±34,9 &#181;g/L; p=0.000) deste mineral aumentaram significativamente na fase pós-suplementação. O mesmo perfil foi observado para a atividade eritrocitária total de GPx (36,6±17,1 x 53,6±20,4 U/gHb; p=0.000) e para as concentrações plasmáticas de TBARS (5,0±3,7 x 7,6±3,3 &#181;mol/L; p=0.000). As concentrações urinárias de 8-isoprostanos não apresentaram alterações significativas após a ingestão das castanhas (25,1±14,2 x 21,8±15,6 ng/mmol creat.). E o mesmo ocorreu com os níveis de danos em DNA (77,3±21,6 x 72,2±28,1 &#181;m). Com relação ao perfil lipídico sérico, não foram observadas mudanças significativas nas concentrações de colesterol total (171,0±28,8 x 175,5±26,6 mg/dL), LDL-c (114,0±29,6 x 109,3±22,8 mg/dL), VLDL-c (19,6±9,4 x 21,7±8,3 mg/dL) e triacilgliceróis (110,3±87,9 x 108,6±41,5 mg/dL). Entretanto, as concentrações de HDL-c apresentaram elevação significativa após o consumo das castanhas (37,6±13,6 x 44,5±13,4 mg/dL; p<0.00001). Este aumento também promoveu uma redução significativa nos valores dos índices de Castelli I (5,0±1,8 x 4,2±1,1; p<0.0002) e II (3,4±1,7 x 2,7±1,0; p<0.0004), preditores do risco cardiovascular. A frequência dos genótipos foi de 48,7% para Pro/Pro, 37,8% para Pro/Leu e 13,5% para Leu/Leu. Não foram verificadas diferenças estatisticamente significativas nos níveis de Se e na atividade da GPx entre os genótipos, nas duas fases. Entretanto, houve correlação positiva entre as concentrações eritrocitárias de Se e a atividade da GPx em ambas as fases apenas para o grupo Pro/Pro. Os resultados obtidos no ensaio do cometa foram significativamente diferentes entre os genótipos e revelaram que participantes Pro/Pro apresentaram redução na quantidade de danos em DNA após a ingestão das castanhas, o que não ocorreu naquelas Pro/Leu e Leu/Leu agrupadas. Além disso, aquelas Leu/Leu apresentaram valores de danos significativamente maiores em relação às Pro/Pro. As alterações observadas nos níveis de TBARS e lipídeos séricos não foram relacionadas aos genótipos. Também não foram verificadas alterações nas concentrações urinárias de 8-isoprostanos entre os diferentes genótipos. Estes dados sugerem um efeito benéfico do consumo de castanha-do-brasil como fonte de Se e também de ácidos graxos mono e poliinsaturados. Demonstrou-se também a influência do polimorfismo Pro198Leu no gene que codifica para a GPx1 sobre as concentrações sanguíneas de Se e a atividade eritrocitária total da GPx. Pode-se concluir que há uma interação entre este polimorfismo e o status de Se, bem como dos níveis antioxidantes.
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