Análise do papel de LABCG1 na virulência de L. (L.) amazonensis usando silenciamento por CRISPR-Cas9.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Barbosa, Gustavo Rolim
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
PH8
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42135/tde-06112025-184003/
Resumo: As leishmanioses constituem um complexo de doenças causadas por protozoários parasitos do gênero Leishmania. A doença é classificada em duas formas clínicas principais: leishmaniose tegumentar ou leishmaniose visceral. Nosso grupo tem trabalhado com as cepas LV79 e PH8 de Leishmania (Leishmania) amazonensis, uma das espécies dermotrópicas predominantes no Brasil. A cepa PH8 é mais infectiva in vitro e virulenta in vivo em relação a cepa LV79. A análise da composição da membrana de promastigotas das duas cepas demonstrou que proteínas como enolase e LABCG1 estavam 1.98x e 23.57x mais abundantes em PH8 em comparação a LV79, respectivamente. Para avaliar se o transportador LABCG1 é um importante fator de virulência em PH8, utilizamos a tecnologia de CRISPR-Cas9 para gerar mutantes knockout deste gene. Em paralelo, etiquetamos enolase e LABCG1 em ambas as cepas com o intuito de avaliar localização e abundância dessas proteínas nas diferentes fases de desenvolvimento do parasito. A criação de linhagens knockout de LABCG1 foi realizada com sucesso e nossos resultados mostraram que a perda de LABCG1 não altera a metaciclogênese, a fagocitose e a resistência a lise por complemento. O knockout de LABCG1 apresentou uma redução em sua infectividade. No entanto, a deleção de LABCG1 não impacta na virulência do parasito em camundongos BALB/c. O etiquetamento do LABCG1 não foi bem-sucedido em nenhuma das cepas e, embora tenhamos conseguido etiquetar a enolase, a análise dessas linhagens não foi possível principalmente devido à falta de estabilidade da proteína fluorescente. Nossos resultados demonstraram que a deleção do LABCG1 afeta a infectividade da cepa PH8, apesar de não ser importante para a sua virulência.
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