Caracterização microestrutural e eletroquímica de produtos de corrosão naturais e artificiais de cobre e ligas de cobre.
| Ano de defesa: | 2004 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-28012026-084241/ |
Resumo: | O trabalho voltou-se ao estudo de produtos de corrosão naturais e artificiais em cobre e ligas de cobre. Os produtos de corrosão naturais foram estudados em duas peças da coleção africana do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Os produtos de corrosão artificiais, usualmente denominados \"pátinas\" artificiais, foram produzidos por umedecimento de amostras de cobre e bronze com soluções contendo cloretos e nitratos, em temperatura ambiente. As ligas e produtos de corrosão das peças etnológicas foram analisados por fluorescência de raios X, PIXE (Particle Induced X-ray Emission) e espectroscopia Raman. Pequenas amostras de seus produtos de corrosão foram observadas em microscópio eletrônico de varredura com análise química localizada e por difração de raios X. As ligas eram compostas, respectivamente, por Cu-Zn e Cu-Pb-Zn, e os produtos de corrosão apresentavam relações Cu:Zn e Cu:Pb muito inferiores às das ligas, caracterizando-se assim corrosão seletiva em ambas as peças. As técnicas analíticas utilizadas permitiram a identificação de diversos elementos minoritários nas ligas e produtos de corrosão, importantes para determinação da origem das peças e dos processos de corrosão e contaminação a que elas estiveram sujeitas. As pátinas artificiais obtidas por uma das soluções estudadas, denominada S1, apresentaram aparência homogênea e boa aderência, mesmo após exposição ao ar e a uma solução com NaCl 0,5M. As obtidas com a outra solução, denominada S2, adquiriram aparência heterogênea ao ar e perderam aderência na solução de NaCl. As pátinas foram caracterizadas por microscopia eletrônica de varredura e por difração de raios X. Observou-se que as pátinas S1 apresentavam duas camadas, uma interna, formada por cloretos, e outra externa, mais porosa, formada por nitratos. No bronze, as camadas eram mais espessas que no cobre. As pátinas S2 apresentavam também nitratos e cloretos. ) O comportamento das pátinas em soluções de NaCl 0,5M foi estudado por ensaios de polarização e de espectroscopia de impedância eletroquímica. Observaram-se reações anódicas controladas por difusão possivelmente do complexo [CuCl\']¯. Estas reações provavelmente ocorrem nos poros das camadas de pátina. Após cerca de três dias, observou-se aumento do caráter capacitivo das camadas, provavelmente associado a bloqueio dos poros pelos produtos de corrosão formados, aumentando a capacidade de proteção das pátinas. O bronze se mostrou mais protegido contra corrosão que o cobre e as pátinas S1 mostraram maior capacidade de proteção que as pátinas S2. |
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The natural ones were studied in two pieces of the African collection of the Archeology and Ethnology Museum of the University of São Paulo. The artificial ones, usually denominated artificial \"patinas\", were obtained by dabbing copper and bronze samples with chloride and nitrate-containing solutions, at room temperature. The alloys and corrosion products of the ethnological pieces were analyzed by X ray fluorescence, PIXE (Particle Induced X-ray Emission) and Raman spectroscopy. Small samples of their corrosion products were observed by scanning electron microscopy with EDXA (Energy Dispersive X-ray Analysis) and by X-ray diffraction. The alloys were composed by Cu-Zn and Cu-Pb-Zn, respectively, and their corrosion products presented smaller Cu:Zn and Cu:Pb ratios than those observed in the alloys. This can be attributed to selective corrosion in both pieces. Several minor elements in the alloys and corrosion products were identified, which is important for the determination of the origin of the pieces and of the corrosion and contamination processes they have been submitted to. The artificial patinas obtained by one of the studied solutions, called S1, had homogeneous appearance and good adherence even after exposition to air or to a 0,5M NaCl solution. Those obtained with the other solution, called S2, acquired an heterogeneous appearance after exposed to air, and lost their adherence after exposed to the NaCl solution. The patinas were characterized by scanning electron microscopy and X ray diffraction. The S1 patinas presented two layers. The inner one was formed by chlorides and the outer one, more porous, was formed by nitrates. The layers formed on bronze were thicker than those formed on copper. The S2 patinas also presented chlorides and nitrates. ) The behavior of the patina layers in 0,5M NaCl solutions was studied by polarization curves and by electrochemical impedance spectroscopy. Diffusion-controlled anodic reactions were observed. The controlling species possibly was the complex [CuCl\']¯. These reactions probably occurred in the patina pores. After around three days, an increase of the capacitive character of the layers was observed. Probably it was due to the blocking of the pores with corrosion products, which should increase the resistance to corrosion. Bronze was observed to be more resistant to corrosion than copper, and S1 patinas to be more protective than S2 patinas.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNeiva, Augusto CamaraBendezú Hernández, Rocio Del Pilar 2004-03-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-28012026-084241/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-28T10:49:02Zoai:teses.usp.br:tde-28012026-084241Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-28T10:49:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O trabalho voltou-se ao estudo de produtos de corrosão naturais e artificiais em cobre e ligas de cobre. Os produtos de corrosão naturais foram estudados em duas peças da coleção africana do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Os produtos de corrosão artificiais, usualmente denominados \"pátinas\" artificiais, foram produzidos por umedecimento de amostras de cobre e bronze com soluções contendo cloretos e nitratos, em temperatura ambiente. As ligas e produtos de corrosão das peças etnológicas foram analisados por fluorescência de raios X, PIXE (Particle Induced X-ray Emission) e espectroscopia Raman. Pequenas amostras de seus produtos de corrosão foram observadas em microscópio eletrônico de varredura com análise química localizada e por difração de raios X. As ligas eram compostas, respectivamente, por Cu-Zn e Cu-Pb-Zn, e os produtos de corrosão apresentavam relações Cu:Zn e Cu:Pb muito inferiores às das ligas, caracterizando-se assim corrosão seletiva em ambas as peças. As técnicas analíticas utilizadas permitiram a identificação de diversos elementos minoritários nas ligas e produtos de corrosão, importantes para determinação da origem das peças e dos processos de corrosão e contaminação a que elas estiveram sujeitas. As pátinas artificiais obtidas por uma das soluções estudadas, denominada S1, apresentaram aparência homogênea e boa aderência, mesmo após exposição ao ar e a uma solução com NaCl 0,5M. As obtidas com a outra solução, denominada S2, adquiriram aparência heterogênea ao ar e perderam aderência na solução de NaCl. As pátinas foram caracterizadas por microscopia eletrônica de varredura e por difração de raios X. Observou-se que as pátinas S1 apresentavam duas camadas, uma interna, formada por cloretos, e outra externa, mais porosa, formada por nitratos. No bronze, as camadas eram mais espessas que no cobre. As pátinas S2 apresentavam também nitratos e cloretos. ) O comportamento das pátinas em soluções de NaCl 0,5M foi estudado por ensaios de polarização e de espectroscopia de impedância eletroquímica. Observaram-se reações anódicas controladas por difusão possivelmente do complexo [CuCl\']¯. Estas reações provavelmente ocorrem nos poros das camadas de pátina. Após cerca de três dias, observou-se aumento do caráter capacitivo das camadas, provavelmente associado a bloqueio dos poros pelos produtos de corrosão formados, aumentando a capacidade de proteção das pátinas. O bronze se mostrou mais protegido contra corrosão que o cobre e as pátinas S1 mostraram maior capacidade de proteção que as pátinas S2. |
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