Estudo cinético da fermentação butileno-glicólica de sacarose por Klebsiella pneumoniae NRRL B199.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1991
Autor(a) principal: Silveira, Mauricio Moura da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-23092025-095844/
Resumo: Este trabalho teve como objetivo o estudo da fermentação butileno-glicólica, a partir de sacarose, por Klebsiella pneumoniae NRRL B199. Nesta fermentação 2,3-butanodiol é o principal produto, sendo o etanol e o acetil-metil-car binol (acetoina) os produtos secundários. Acetoina é um intermediário bioquímico na formação de 2,3-butanodiol. Durante a fermentação, principalmente nos tempos finais, parte do 2,3-butanodiol formado e reoxidado a acetoina. A formação de acetoina é incrementada com o aumento do suprimento de oxigênio ao meio. Concentrações iniciais de sacarose de 100 g/l não provocam grande inibição sobre k. Pneumoniae, ao contrário do que ocorre com concentrações da ordem de 200 g/l. Em batelada, com concentração de sacarose de 203,6 g/l, é possível a obtenção de uma concentração final de 2,3-butanodiol somado a acetil-metil-carbinol (acetoina) de 84,3 g/l, com produtividade de 1,05 g/l.H e conversão de 0,41 g de produtos por g de sacarose consumida. A concentração de etanol, neste caso, supera 10 g/l. Evitando-se a inibição pelo substrato, em batelada alimentada e com maior suprimento de oxigênio, alcançam-se concentrações de 2,3-butanodiol/acetoina acima de 80 g/l, com produtividade próxima a 3 g/l.H e conversão em torno de 0,35 g/g. A formação de etanol é prejudicada, sendo sua concentração final inferior a 2 g/l.
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