Potencial terapêutico da saliva de Aedes aegypti na inflamação intestinal experimental
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60135/tde-04052017-155140/ |
Resumo: | As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são caracterizadas por resposta inflamatória exacerbada na mucosa intestinal, com desbalanço entre mecanismos pró-inflamatórios e reguladores. Entretanto, até o momento, nenhuma terapia é curativa e vários pacientes são refratários ou intolerantes a elas, necessitando de intervenções cirúrgicas para combater as complicações da doença. Sendo assim, é evidente que novas terapias são necessárias para o controle da progressão das DII. Dessa forma, como a saliva de insetos hematófagos constitui uma fonte importante de moléculas com potencial farmacológico, o objetivo desse trabalho foi avaliar a atividade terapêutica do extrato de glândula salivar (EGS) do Aedes aegypti e suas frações na colite experimental. Para tal, camundongos C57BL/6 foram submetidos à indução de colite pela administração de água contendo 3% de dextran sulfato de sódio (DSS). Os resultados demonstraram melhora na condição clínica e no escore pós-morte dos camundongos tratados com o EGS i.v. ou i.p. Essa melhora foi acompanhada de redução de leucócitos no sangue periférico, principalmente quando os animais foram tratados i.v. Além disso, redução do infiltrado inflamatório e das citocinas patogênicas IL-12, IFN-?, TNF-?, IL- 1? e IL-5, no intestino, foi também associada ao tratamento. Ademais, houve diminuição da frequência de linfócitos TCD4+ produtores de IFN-?, IL-17 e IL-4 no baço e nos linfonodos mesentéricos (LNM) dos animais tratados com EGS. Ainda, uma menor frequência de células CD11b+ no baço e CD49b+ nos LNM também foi detectada nos animais com inflamação intestinal tratados com o EGS. De forma interessante, quando expostos por dois ciclos ao DSS, o tratamento precoce com EGS (1o ciclo) protegeu os camundongos do desenvolvimento da colite após nova indução da inflamação intestinal (2o ciclo), sugerindo que a saliva do A. aegypti possui componentes com capacidade de retardar o aparecimento e a gravidade da recidiva da doença. A melhora na condição clínica associada ao tratamento com EGS parece também estar associada à modulação de populações bacterianas no intestino com características supostamente colitogênicas (Pseudomonas monteilii) e protetoras (Ruminococus champanelensis e Turicibacter sanguinis). De fato, o transplante de microbiota de camundongos tratados com EGS para animais que sofreram indução da colite levou à aparente melhora do escore pós-morte e à redução de leucócitos circulantes. Além disso, o transplante diminuiu a expressão de RNAm das citocinas inflamatórias IFN-? e IL-1?, indicando que alterações na microbiota intestinal podem ser um dos mecanismos pelos quais o EGS modula a colite experimental. Finalmente, experimentos utilizando a cromatografia líquida de alta performance (HPLC) sugerem que uma fração (F3) do extrato bruto da saliva, pode ser a responsável pela melhora observada nos sinais clínicos da doença. De forma geral, o EGS e seus componentes parecem representar uma fonte importante de moléculas imunomoduladoras com potencial terapêutico no tratamento da inflamação intestinal induzida experimentalmente |
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Potencial terapêutico da saliva de Aedes aegypti na inflamação intestinal experimentalTherapeutic activity of Aedes aegypti saliva in experimental colitisDoença inflamatória intestinal experimental. Colite. Aedes aegypti. Tratamento. Terapia alternativa.Inflammatory Bowel Disease. Experimental Colitis. Aedes aegypti. Therapy. Alternative therapiesAs Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são caracterizadas por resposta inflamatória exacerbada na mucosa intestinal, com desbalanço entre mecanismos pró-inflamatórios e reguladores. Entretanto, até o momento, nenhuma terapia é curativa e vários pacientes são refratários ou intolerantes a elas, necessitando de intervenções cirúrgicas para combater as complicações da doença. Sendo assim, é evidente que novas terapias são necessárias para o controle da progressão das DII. Dessa forma, como a saliva de insetos hematófagos constitui uma fonte importante de moléculas com potencial farmacológico, o objetivo desse trabalho foi avaliar a atividade terapêutica do extrato de glândula salivar (EGS) do Aedes aegypti e suas frações na colite experimental. Para tal, camundongos C57BL/6 foram submetidos à indução de colite pela administração de água contendo 3% de dextran sulfato de sódio (DSS). Os resultados demonstraram melhora na condição clínica e no escore pós-morte dos camundongos tratados com o EGS i.v. ou i.p. Essa melhora foi acompanhada de redução de leucócitos no sangue periférico, principalmente quando os animais foram tratados i.v. Além disso, redução do infiltrado inflamatório e das citocinas patogênicas IL-12, IFN-?, TNF-?, IL- 1? e IL-5, no intestino, foi também associada ao tratamento. Ademais, houve diminuição da frequência de linfócitos TCD4+ produtores de IFN-?, IL-17 e IL-4 no baço e nos linfonodos mesentéricos (LNM) dos animais tratados com EGS. Ainda, uma menor frequência de células CD11b+ no baço e CD49b+ nos LNM também foi detectada nos animais com inflamação intestinal tratados com o EGS. De forma interessante, quando expostos por dois ciclos ao DSS, o tratamento precoce com EGS (1o ciclo) protegeu os camundongos do desenvolvimento da colite após nova indução da inflamação intestinal (2o ciclo), sugerindo que a saliva do A. aegypti possui componentes com capacidade de retardar o aparecimento e a gravidade da recidiva da doença. A melhora na condição clínica associada ao tratamento com EGS parece também estar associada à modulação de populações bacterianas no intestino com características supostamente colitogênicas (Pseudomonas monteilii) e protetoras (Ruminococus champanelensis e Turicibacter sanguinis). De fato, o transplante de microbiota de camundongos tratados com EGS para animais que sofreram indução da colite levou à aparente melhora do escore pós-morte e à redução de leucócitos circulantes. Além disso, o transplante diminuiu a expressão de RNAm das citocinas inflamatórias IFN-? e IL-1?, indicando que alterações na microbiota intestinal podem ser um dos mecanismos pelos quais o EGS modula a colite experimental. Finalmente, experimentos utilizando a cromatografia líquida de alta performance (HPLC) sugerem que uma fração (F3) do extrato bruto da saliva, pode ser a responsável pela melhora observada nos sinais clínicos da doença. De forma geral, o EGS e seus componentes parecem representar uma fonte importante de moléculas imunomoduladoras com potencial terapêutico no tratamento da inflamação intestinal induzida experimentalmenteInflammatory Bowel Disease (IBD) is an inflammatory disorder characterized by an imbalance between inflammatory and regulatory immune responses at the gut mucosa. However, current therapies are not totally effective and a plenty of patients require repeated surgeries to control disease complications. So, it is clear that novel therapies are still needed to control IBD progression. Thereby, since saliva from bloodsucking arthropods is a rich source of pharmacologically bioactive molecules, the aim of this study was to evaluate the therapeutic activity of Aedes aegypti total (SGE) and fractionated saliva in the treatment of experimental colitis. For this purpose, C57BL/6 male mice were exposed to 3% dextran sulfate sodium (DSS) in drinking water. The results showed an improvement in clinical disease outcome and postmortem scores after SGE treatment, regardless the route of administration used (i.p. or i.v.). This amelioration was accompanied by the systemic reduction in peripheral blood lymphocytes, especially when the i.v route was used. Furthermore, a reduction in the inflammatory area together with a local diminishment of IFN- ?, TNF-?, IL-1? and IL-5 cytokines were observed in the colon of SGE-treated mice. Similarly, a reduction of the frequency of TCD4+ lymphocytes producing IFN-?, IL-17 and IL-4 was observed in spleen and mesenteric lymph nodes (MLN) of SGE-treated mice. A lower frequency of CD11b+ cells in spleen and CD49b+ in MLN was also observed after SGE treatment. Interestingly, early treatment with SGE led to mice protection from a late DSS rechallenging, indicating that the mosquito saliva may present components able to prevent disease relapse. Clinical improvement due to SGE therapy seems to be also related to the modulation of intestinal bacterial population with different characteristics. Thus, SGE-therapy managed to a diminishment of colitogenic (Pseudomonas monteilii) and improvement of protective (Ruminococus champanelensis e Turicibacter sanguinis) bacteria. In fact, microbiota transplantation from SGE-tretaed mice to mice exposed to DSS-colitis improved postmortem scores and induced systemic diminishment in peripheral blood lymphocytes. Additionally, a reduced mRNA levels for the inflammatory cytokines IFN-? and IL-1?, was observed in transplanted mice, pointing to the effects of SGE-therapy in the modulation of gut microbes as one of the mechanisms related to the improvement of disease outcome. Finally, high performance liquid chromatography (HPLC) experiments suggested a major SGE pool fraction (F3) able to ameliorate disease signs. In conclusion, SGE and its components might represent a source of important immunomodulatory molecules with promising therapeutic activity for experimentally induced intestinal inflammation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCardoso, Cristina Ribeiro de BarrosCampos, Helioswilton Sales de2015-12-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60135/tde-04052017-155140/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2018-07-17T16:38:18Zoai:teses.usp.br:tde-04052017-155140Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212018-07-17T16:38:18Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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