Efeito da suplementação oral de vitamina D3 em dose alta comparada à dose de rotina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico grave após pulsoterapia endovenosa com metilprednisolona: ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Aguila, Lisbeth Arancibia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-10092025-161532/
Resumo: Objetivo: Avaliar o efeito da suplementação oral de vitamina D3 em dose alta comparada à dose de rotina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) com elevado grau de atividade da doença após pulsoterapia endovenosa com glicocorticoide. Métodos: Um ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo incluiu pacientes hospitalizados com lúpus que receberam pulsoterapia intravenosa com metilprednisolona. Os pacientes foram selecionados consecutivamente e divididos em dois grupos: o grupo \"dose alta (DA)\" recebeu suplementação oral de vitamina D3 (100.000 UI mais 7.000 UI por semana, n=20), enquanto o grupo \"dose de rotina (DR) recebeu placebo mais vitamina D3 (7.000 UI por semana, n=20) durante 24 semanas. Dados clínicos e laboratoriais foram analisados no início do estudo e ao final do período de seguimento. Os desfechos de interesse foram as mudanças significativas nos parâmetros relacionados à atividade da doença, calculados como delta ( = valor final - valor inicial). Resultados: Um total de 39 pacientes foram incluídos na análise final. No início do estudo, as medianas do escore de atividade de doença Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index-2K (SLEDAI-2K) foram semelhantes nos grupos DA e DR [19 (14-22,3) vs. 14,5 (11,8-21), p=0,230]. Ao final de 24 semanas de suplementação, as variações nas concentrações séricas de 25-hidroxivitamina D (25OHD) foram significativamente maiores no grupo DA em comparação com o grupo DR [15,4 (IQ 31,0-6,5) vs. 8,0 (IQ 15,0-3,0) ng/ml, p=0,028]. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em relação ao escore SLEDAI-2K e parâmetros laboratoriais (valores de complemento sérico C3 e C4 e títulos de anticorpos anti-dsDNA) [p>0,05]; no entanto, houve uma tendência para um maior aumento no C4 no grupo DA (7,38 vs. 3,27, p=0,093). Na coorte total, o 25OHD mostrou uma correlação positiva com o valor de todos os parâmetros de atividade da doença: anti-dsDNA (rho=-0,35, p=0,026), C3 (rho=+0,48, p=0,001) e C4 (rho=+0,35, p=0,025). A análise de curva ROC mostrou que os melhores pontos de corte estimados para 25OHD, a fim de prever a normalização de C3 e C4, foram 12,9 ng/ml [área sob a curva (AUC)=0,741] e 11,7 ng/ml (AUC=0,757), respectivamente. Portanto, um aumento nas concentrações de 25OHD acima desses limiares foi associado a uma maior probabilidade de alcançar níveis normais de C3 e C4. Conclusão: Houve uma melhora nos marcadores de atividade da doença em pacientes com LES de alta atividade, tratados com altas doses de glicocorticoides, após a suplementação de vitamina D3, independentemente do tratamento imunossupressor concomitante e do regime específico de dose de vitamina D. Observou-se, contudo, uma tendência de maior aumento nos valores de C4 no grupo que recebeu a dose mais alta de colecalciferol. Além disso, as doses elevadas foram mais eficazes em manter concentrações séricas adequadas de vitamina D ao final das 24 semanas. Esses resultados indicam que doses mais altas de vitamina D3 podem representar uma estratégia de suplementação mais eficaz em pacientes com LES, particularmente naqueles com doença em alta atividade e em tratamento com doses elevadas de glicocorticoides. Além disso, a administração de suplementos de vitamina D em doses de até 100.000 UI por semana mostrou-se segura
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spelling Efeito da suplementação oral de vitamina D3 em dose alta comparada à dose de rotina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico grave após pulsoterapia endovenosa com metilprednisolona: ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placeboEffect of high-dose compared to routine-dose oral vitamin D3 supplementation in patients with severe active systemic lupus erythematosus after intravenous methylprednisolone pulse therapy: a randomized placebo-controlled trial25 hidroxivitamin D25 hidroxivitamina DCholecalciferolColecalciferolComplement C4Complemento C4Drug Pulse TherapyGlicocorticoidesGlucocorticoidsInpatientsLúpus eritematoso sistêmicoPacientes internadosPulsoterapiaSystemic lupus erythematosusObjetivo: Avaliar o efeito da suplementação oral de vitamina D3 em dose alta comparada à dose de rotina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) com elevado grau de atividade da doença após pulsoterapia endovenosa com glicocorticoide. Métodos: Um ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo incluiu pacientes hospitalizados com lúpus que receberam pulsoterapia intravenosa com metilprednisolona. Os pacientes foram selecionados consecutivamente e divididos em dois grupos: o grupo \"dose alta (DA)\" recebeu suplementação oral de vitamina D3 (100.000 UI mais 7.000 UI por semana, n=20), enquanto o grupo \"dose de rotina (DR) recebeu placebo mais vitamina D3 (7.000 UI por semana, n=20) durante 24 semanas. Dados clínicos e laboratoriais foram analisados no início do estudo e ao final do período de seguimento. Os desfechos de interesse foram as mudanças significativas nos parâmetros relacionados à atividade da doença, calculados como delta ( = valor final - valor inicial). Resultados: Um total de 39 pacientes foram incluídos na análise final. No início do estudo, as medianas do escore de atividade de doença Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index-2K (SLEDAI-2K) foram semelhantes nos grupos DA e DR [19 (14-22,3) vs. 14,5 (11,8-21), p=0,230]. Ao final de 24 semanas de suplementação, as variações nas concentrações séricas de 25-hidroxivitamina D (25OHD) foram significativamente maiores no grupo DA em comparação com o grupo DR [15,4 (IQ 31,0-6,5) vs. 8,0 (IQ 15,0-3,0) ng/ml, p=0,028]. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em relação ao escore SLEDAI-2K e parâmetros laboratoriais (valores de complemento sérico C3 e C4 e títulos de anticorpos anti-dsDNA) [p>0,05]; no entanto, houve uma tendência para um maior aumento no C4 no grupo DA (7,38 vs. 3,27, p=0,093). Na coorte total, o 25OHD mostrou uma correlação positiva com o valor de todos os parâmetros de atividade da doença: anti-dsDNA (rho=-0,35, p=0,026), C3 (rho=+0,48, p=0,001) e C4 (rho=+0,35, p=0,025). 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Esses resultados indicam que doses mais altas de vitamina D3 podem representar uma estratégia de suplementação mais eficaz em pacientes com LES, particularmente naqueles com doença em alta atividade e em tratamento com doses elevadas de glicocorticoides. Além disso, a administração de suplementos de vitamina D em doses de até 100.000 UI por semana mostrou-se seguraObjective: To investigate the effects of high-dose versus routine-dose oral vitamin D3 supplementation in systemic lupus erythematosus (SLE) patients with high disease activity receiving glucocorticoid pulse therapy. Methods: A prospective, randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trial included hospitalized patients with lupus who received intravenous pulse therapy with methylprednisolone. The patients were consecutively selected and divided into two groups: the high-dose group received oral supplementation of vitamin D3 at 100,000 IU, plus 7,000 IU per week (n=20), while the routine-dose group received a placebo along with vitamin D3 at 7,000 IU per week (n=20) for 24 weeks. Clinical and laboratory data were analyzed at baseline and at the end of the follow-up period. The primary outcomes were significant changes in parameters related to disease activity, calculated as delta ( = final value - initial value). Results: A total of 39 patients were included in the final analysis. At the beginning of the study, the median Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index-2K (SLEDAI-2K) scores were similar in the high-dose (HD) and routine-dose (RD) groups [19 (14-22.3) vs. 14.5 (11.8-21), p=0.230]. After 24 weeks of supplementation, the variations in serum 25-hydroxyvitamin D concentrations (25OHD) were significantly greater in the HD group compared to the RD group [15.4 (IQR 31.0-6.5) vs. 8.0 (IQR 15.0-3.0) ng/ml, p=0.028]. No significant differences were observed between the groups regarding SLEDAI-2K scores and laboratory parameters (serum complement levels C3 and C4 and anti-dsDNA antibody titers) [p>0.05]; however, there was a trend towards a greater increase in C4 in the HD group (7.38 vs. 3.27, p=0.093]. In the entire cohort, 25OHD showed a positive correlation with the value of all disease activity parameters: anti-dsDNA (rho=-0.35, p=0.026), C3 (rho=+0.48, p=0.001), and C4 (rho=+0.35, p=0.025). ROC curve analysis indicated that the best estimated cut-offs for 25OHD to predict C3 and C4 normalization were 12.9 ng/ml [area under the curve (AUC)=0.741] and 11.7 ng/ml (AUC=0.757), respectively. Therefore, an increase in 25OHD concentrations above these thresholds was associated with a higher probability of achieving normal C3 and C4 levels. Conclusion: An amelioration in disease activity markers was observed in severe SLE patients undergoing high-dose glucocorticoid therapy following vitamin D3 supplementation, irrespective of concurrent immunosuppressive treatment and the specific oral vitamin D dose regimen. However, a trend toward a greater increase in C4 levels was observed in the group that received the highest dose of cholecalciferol. Additionally, the higher doses were more effective in maintaining adequate serum concentrations of vitamin D at the end of 24 weeks. These results indicate that higher doses of vitamin D3 may represent a more effective supplementation strategy in patients with SLE, particularly in those with high disease activity and receiving high doses of glucocorticoids. Furthermore, the administration of vitamin D supplements at doses of up to 100,000 IU per week was deemed completely safeBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBorba Neto, Eduardo FerreiraDomiciano, Diogo SouzaAguila, Lisbeth Arancibia2025-02-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-10092025-161532/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-12T18:18:06Zoai:teses.usp.br:tde-10092025-161532Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-12T18:18:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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