Carrapatos duros parasitando animais silvestres no estado do Paraná: novos registros de hospedeiros e identificação de riquétsias

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Stammer, Laura Melissa Dallagnol
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-16122025-104954/
Resumo: Carrapatos duros (Acari: Ixodidae) são ectoparasitas hematófagos obrigatórios que parasitam uma variedade de hospedeiros vertebrados. Possuem distribuição mundial e, na América do Sul, o Brasil apresenta a maior diversidade de espécies. São responsáveis pela transmissão de uma série de agentes causadores de doenças não apenas para humanos, mas também para animais silvestres, de companhia e de produção. Entre as doenças endêmicas mais relevantes transmitidas por esses parasitas no território nacional estão as rickettsioses, causadas por bactérias do gênero Rickettsia. Animais, tanto silvestres quanto domésticos, podem servir como hospedeiros de carrapatos, desempenhando, assim, um papel importante na dispersão desses vetores e, consequentemente, na transmissão de possíveis patógenos que possam carregar. O objetivo do presente trabalho foi relatar algumas relações carrapato-hospedeiro silvestre no estado do Paraná, incluindo novos registros no Brasil, além de investigar a presença de riquétsias nesses ectoparasitas. Os carrapatos foram coletados de animais silvestres provenientes de doze localidades do estado, recebidos por dois Centros de Triagem de Animais Silvestres, entre 1999 e 2025. No total, foram realizadas 78 coletas, em 24 diferentes gêneros de hospedeiros, incluindo répteis, aves e mamíferos. Foram coletados 516 carrapatos pertencentes a 12 espécies diferentes: Amblyomma aureolatum, Amblyomma brasiliense, Amblyomma calcaratum, Amblyomma dissimile, Amblyomma dubitatum, Amblyomma longirostre, Amblyomma ovale, Amblyomma parkeri, Ixodes loricatus, Ixodes rio, Haemaphysalis juxtakochi e Rhipicephalus microplus. No presente estudo, foram registrados novos relatos de associações carrapato-hospedeiro: larvas de A. brasiliense em Subulo gouazoubira; ninfa de A. brasiliense em Procyon cancrivorus; ninfas de A. longirostre em Cyanocorax caeruleus e Sporophila frontalis; larvas e ninfa de A. longirostre em Pteroglossus bailoni; macho de A. longirostre em Ramphastos dicolorus; larvas de A. longirostre em Megascops choliba; e fêmeas de Ixodes rio e ninfas do complexo Ixodes auritulus em Caracara plancus. Por fim, Rickettsia amblyommatis foi detectada em A. longirostre; Candidatus Rickettsia paranaensis em A. dubitatum; Rickettsia parkeri cepa Atlantic Rainforest em A. parkeri; e Rickettsia rhipicephali em H. juxtakochi.
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Animais, tanto silvestres quanto domésticos, podem servir como hospedeiros de carrapatos, desempenhando, assim, um papel importante na dispersão desses vetores e, consequentemente, na transmissão de possíveis patógenos que possam carregar. O objetivo do presente trabalho foi relatar algumas relações carrapato-hospedeiro silvestre no estado do Paraná, incluindo novos registros no Brasil, além de investigar a presença de riquétsias nesses ectoparasitas. Os carrapatos foram coletados de animais silvestres provenientes de doze localidades do estado, recebidos por dois Centros de Triagem de Animais Silvestres, entre 1999 e 2025. No total, foram realizadas 78 coletas, em 24 diferentes gêneros de hospedeiros, incluindo répteis, aves e mamíferos. Foram coletados 516 carrapatos pertencentes a 12 espécies diferentes: Amblyomma aureolatum, Amblyomma brasiliense, Amblyomma calcaratum, Amblyomma dissimile, Amblyomma dubitatum, Amblyomma longirostre, Amblyomma ovale, Amblyomma parkeri, Ixodes loricatus, Ixodes rio, Haemaphysalis juxtakochi e Rhipicephalus microplus. No presente estudo, foram registrados novos relatos de associações carrapato-hospedeiro: larvas de A. brasiliense em Subulo gouazoubira; ninfa de A. brasiliense em Procyon cancrivorus; ninfas de A. longirostre em Cyanocorax caeruleus e Sporophila frontalis; larvas e ninfa de A. longirostre em Pteroglossus bailoni; macho de A. longirostre em Ramphastos dicolorus; larvas de A. longirostre em Megascops choliba; e fêmeas de Ixodes rio e ninfas do complexo Ixodes auritulus em Caracara plancus. Por fim, Rickettsia amblyommatis foi detectada em A. longirostre; Candidatus Rickettsia paranaensis em A. dubitatum; Rickettsia parkeri cepa Atlantic Rainforest em A. parkeri; e Rickettsia rhipicephali em H. juxtakochi.Hard ticks (Acari: Ixodidae) are obligate hematophagous ectoparasites that parasitize a range of vertebrate hosts. They have a worldwide distribution and in South America, Brazil has the greatest diversity of species. They are responsible for transmitting a series of disease-causing agents not only to humans, but also to wild, companion and farm animals. Among the most relevant endemic diseases transmitted by these parasites in the national territory are rickettsioses, caused by bacteria of the genus Rickettsia. Animals, both wild and domestic, can serve as hosts for ticks, thus playing an important role in the dispersion of these vectors, and consequently, in the transmission of possible pathogens that they may be carrying. The objective of the present work was to report some tick-wild host relationships in the state of Paraná, including new records in Brazil, in addition to researching rickettsiae in these ectoparasites. Ticks were collected from wild animals from twelve locations in the state, received by two Wild Animal Screening Center, between 1999 and 2025. In total, 78 collections were carried out, in 24 different host genera, including reptiles, birds and mammals. A total of 516 ticks from 12 different species were collected: Amblyomma aureolatum, Amblyomma brasiliense, Amblyomma calcaratum, Amblyomma dissimile, Amblyomma dubitatum, Amblyomma longirostre, Amblyomma ovale, Amblyomma parkeri, Ixodes loricatus, Ixodes rio, Haemaphysalis juxtakochi and Rhipicephalus microplus. In the present study, new reports of tick-host associations were found: larvae of A. brasiliense on Subulo gouazoubira; nymph of A. brasiliense on Procyon cancrivorus; nymphs of A. longirostre on Cyanocorax caeruleus and Sporophila frontalis; larvae and nymph of A. longirostre on Pteroglossus bailoni; male of A. longirostre on Ramphastos dicolorus; larvae of A. longirostre on Megascops choliba; and females of Ixodes rio and nymphs of Ixodes auritulus complex on Caracara plancus. Finally, Rickettsia amblyommatis was detected in A. longirostre; Candidatus Rickettsia paranaensis in A. dubitatum; Rickettsia parkeri strain Atlantic RainForest in A. parkeri; and Rickettsia riphicephali in H. juxtakochi.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSantos, Adriano Pinter dosStammer, Laura Melissa Dallagnol2025-10-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-16122025-104954/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-16T13:25:17Zoai:teses.usp.br:tde-16122025-104954Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-16T13:25:17Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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