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Macroecologia e macroevolução de sinais visuais em anfíbios anuros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Servino, Leonardo Matheus
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-08122025-154001/
Resumo: A comunicação em animais é definida através do envio de sinais codificados de um emissor para um receptor. As modalidades mais estudadas de comunicação animal são sinais acústicos e visuais. Em anfíbios anuros, o estudo da acústica é estabelecido, pois ocorre na maioria das espécies. Apesar disso, exibições visuais vêm sendo registradas com frequência nos últimos anos. Esse comportamento tem sido registrado em contextos agonísticos, como competição intrassexual; e reprodutivos, como atração de fêmeas. No entanto, os padrões espaciais e fatores em larga escala que promovem a evolução desse comportamento ainda são desconhecidos. Mecanismos associados a umidade e heterogeneidade da vegetação podem desempenhar um papel chave nos padrões e diversificações de sinais visuais, uma vez que são recuperados como importantes preditores da variedade de estratégias reprodutivas em anuros. Por outro lado, a evolução de sinais visuais é historicamente associada a espécies de hábitos diurnos e aquelas que se reproduzem em ambientes lóticos. A evolução desses sinais nessas condições se daria pela maior conspicuidade do sinal provida pela luz solar e como um mecanismo alternativo de comunicação em ambientes com intenso ruído ambiental, que gera interferência em sinais acústicos. No entanto, a relação entre esses fatores contribuindo para a evolução de sinais visuais ainda não foi testada. Apesar dos sinais visuais promoverem o aumento do sucesso reprodutivo, esse comportamento também possui custos associados, como maior exposição a predadores e parasitas, interações que podem influenciar diretamente a capacidade de dispersão de linhagens. Por exemplo, anuros da família Hylodidae realizam sinais visuais expostos sob pedras ao longo de riachos durante o dia. Portanto, os sinais visuais em anuros emergem como um modelo ideal para a compreensão fatores ambientais em diferentes escalas influenciando a evolução de mecanismos de comunicação e como essas adaptações podem incumbir custos na dispersão de linhagens. Neste estudo, buscamos compreender os padrões de diversidade dos sinais visuais e quais fatores estão envolvidos na evolução deste comportamento nos anfíbios anuros. No primeiro capítulo, propomos avaliar a influência da umidade e heterogeneidade da vegetação na riqueza de espécies que realizam sinais visuais e a riqueza de sinais visuais em anfíbios anuros da região Neotropical, mostrando que variáveis ambientais em escalas regionais não exercem influência na evolução de sinais visuais. Sugerimos que análises em escalas mais refinadas podem fornecer resultados mais robustos acerca das pressões ambientais promovendo a evolução desse comportamento. No segundo capítulo, avaliamos como a presença de sinais visuais está associada a diversificação dos anfíbios anuros e se a estrutura do habitat e o período de atividade estão associados à evolução deste comportamento. Encontramos que os sinais visuais não promovem o aumento na diversificação dos anuros. Além disso, a evolução de sinais visuais não foi relacionada a estrutura do habitat e período de atividade. Fatores alternativos, como adaptações morfológicas e interações intraespecíficas devem ser explorados em estudos futuros como possíveis preditores da evolução de sinais visuais. No terceiro capítulo, avaliamos os padrões biogeográficos e como a evolução de sinais visuais está associada a dispersão de linhagens da família Hylodidae (Anura). Encontramos que Hylodidae provavelmente iniciou sua diversificação na região da Serra do Mar, sendo essa diversificação independente da evolução de sinais visuais. Dessa forma, fatores alternativos, como eventos geoclimáticos durante o Neónego podem ter sido determinantes para a radiação deste grupo. No entanto, a evolução de atributos morfológicos e comportamentais podem ter contribuído para a persistência de sinais visuais ao longo de um mosaico de paisagens. Juntos, nossos resultados mostram evidências de que a fatores abióticos em escalas regionais e locais não exercem pressão seletiva nos sinais visuais em anfíbios anuros, enquanto a evolução desse comportamento parece não influenciar a dispersão e diversificação de linhagens. Juntos, nossos resultados contribuíram para uma maior compreensão dos padrões e processos macroecológicos e macroevolutivos de sinais visuais em anfíbios anuros neotropicais.
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Mecanismos associados a umidade e heterogeneidade da vegetação podem desempenhar um papel chave nos padrões e diversificações de sinais visuais, uma vez que são recuperados como importantes preditores da variedade de estratégias reprodutivas em anuros. Por outro lado, a evolução de sinais visuais é historicamente associada a espécies de hábitos diurnos e aquelas que se reproduzem em ambientes lóticos. A evolução desses sinais nessas condições se daria pela maior conspicuidade do sinal provida pela luz solar e como um mecanismo alternativo de comunicação em ambientes com intenso ruído ambiental, que gera interferência em sinais acústicos. No entanto, a relação entre esses fatores contribuindo para a evolução de sinais visuais ainda não foi testada. Apesar dos sinais visuais promoverem o aumento do sucesso reprodutivo, esse comportamento também possui custos associados, como maior exposição a predadores e parasitas, interações que podem influenciar diretamente a capacidade de dispersão de linhagens. Por exemplo, anuros da família Hylodidae realizam sinais visuais expostos sob pedras ao longo de riachos durante o dia. Portanto, os sinais visuais em anuros emergem como um modelo ideal para a compreensão fatores ambientais em diferentes escalas influenciando a evolução de mecanismos de comunicação e como essas adaptações podem incumbir custos na dispersão de linhagens. Neste estudo, buscamos compreender os padrões de diversidade dos sinais visuais e quais fatores estão envolvidos na evolução deste comportamento nos anfíbios anuros. No primeiro capítulo, propomos avaliar a influência da umidade e heterogeneidade da vegetação na riqueza de espécies que realizam sinais visuais e a riqueza de sinais visuais em anfíbios anuros da região Neotropical, mostrando que variáveis ambientais em escalas regionais não exercem influência na evolução de sinais visuais. Sugerimos que análises em escalas mais refinadas podem fornecer resultados mais robustos acerca das pressões ambientais promovendo a evolução desse comportamento. No segundo capítulo, avaliamos como a presença de sinais visuais está associada a diversificação dos anfíbios anuros e se a estrutura do habitat e o período de atividade estão associados à evolução deste comportamento. Encontramos que os sinais visuais não promovem o aumento na diversificação dos anuros. Além disso, a evolução de sinais visuais não foi relacionada a estrutura do habitat e período de atividade. Fatores alternativos, como adaptações morfológicas e interações intraespecíficas devem ser explorados em estudos futuros como possíveis preditores da evolução de sinais visuais. No terceiro capítulo, avaliamos os padrões biogeográficos e como a evolução de sinais visuais está associada a dispersão de linhagens da família Hylodidae (Anura). Encontramos que Hylodidae provavelmente iniciou sua diversificação na região da Serra do Mar, sendo essa diversificação independente da evolução de sinais visuais. Dessa forma, fatores alternativos, como eventos geoclimáticos durante o Neónego podem ter sido determinantes para a radiação deste grupo. No entanto, a evolução de atributos morfológicos e comportamentais podem ter contribuído para a persistência de sinais visuais ao longo de um mosaico de paisagens. Juntos, nossos resultados mostram evidências de que a fatores abióticos em escalas regionais e locais não exercem pressão seletiva nos sinais visuais em anfíbios anuros, enquanto a evolução desse comportamento parece não influenciar a dispersão e diversificação de linhagens. Juntos, nossos resultados contribuíram para uma maior compreensão dos padrões e processos macroecológicos e macroevolutivos de sinais visuais em anfíbios anuros neotropicais.Animal communication is defined by the transmission of encoded signals from a sender to a receiver. The most studied modalities of animal communication are acoustic and visual signals. In anuran amphibians, the study of acoustic communication is well established, as it occurs in most species. However, visual signals have been increasingly documented in recent years. This behavior has been recorded in agonistic contexts, such as intrasexual competition, and reproductive contexts, such as female attraction. Nevertheless, the spatial patterns and large-scale factors driving the evolution of this behaviour remain unknown. Mechanisms associated with humidity and vegetation heterogeneity may play a key role in the patterns and diversification of visual signals, as they are known predictors of several reproductive strategies in anurans. On the other hand, the evolution of visual signals has historically been linked to diurnal and stream-breeding species. Under these conditions, visual signals would evolve due to the greater conspicuousness provided by sunlight and as an alternative communication mechanism in environments with intense background noise, which interferes with acoustic signals. However, the relationship between these factors contributing to the evolution of visual signals has yet to be tested. Although visual signals enhance reproductive success, this behavior also incur costs, such as increased exposure to predators and parasites, interactions that may directly influence lineage dispersal. For example, frogs of the family Hylodidae perform visual signals while exposed on rocks along streams during the day. Thus, visual signalling in anurans emerges as an ideal model for understanding how environmental factors at different scales influence the evolution of communication mechanisms and how these adaptations may impose costs on lineage dispersal. In this study, we aim to understand the diversity patterns of visual signals and the factors involved in the evolution of this behaviour in anuran amphibians. In the first chapter, we assessed the influence of humidity and vegetation heterogeneity on the richness of species exhibiting visual signals and the diversity of visual signals in neotropical anurans. Our findings indicated that regional-scale environmental variables do not influence the evolution of visual signals. We suggest that finer-scale analyses may provide more robust insights into the environmental pressures driving this behavior. In the second chapter, we evaluated how the presence of visual signals is associated with anuran diversification and whether habitat structure and activity patterns are linked to the evolution of this behavior. We found that visual signals were not associated with increased diversification in anurans. Moreover, the evolution of visual signals was not related to habitat structure or activity patterns. Alternative factors, such as morphological adaptations and intraspecific interactions should be explored in future studies as potential predictors of visual signal evolution. In the third chapter, we examined the biogeographic patterns and how the evolution of visual signals associates with lineage dispersal in the family Hylodidae (Anura). We found that Hylodidae likely began its diversification in the Serra do Mar region, with this diversification being independent of the evolution of visual signals. Thus, alternative factors, such as geoclimatic events during the Neogene, may have been decisive in the radiation of this group. However, the evolution of morphological and behavioral traits may have contributed to the persistence of visual signals across a mosaic of landscapes. Together, our results provide evidence that abiotic factors at regional and local scales do not exert selective pressure on visual signals in anurans, while the evolution of this behaviour does not appear to influence lineage dispersal and diversification. Our findings contribute to a better understanding of the macroecological and macroevolutionary patterns and processes of visual signals in neotropical anurans.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBrasileiro, Cinthia AguirreServino, Leonardo Matheus2025-10-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-08122025-154001/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-06T18:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-08122025-154001Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-06T18:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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