Governança de dados para a sustentabilidade no turismo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100140/tde-24102025-203858/ |
Resumo: | A crescente digitalização das estruturas e das práticas sociais tem contribuído para consolidar a centralidade dos dados na gestão contemporânea, o que faz emergir um novo campo de problematização que diz respeito à governança de dados. Todavia, verifica-se a escassez de investigações sobre a governança de dados no turismo, especialmente quando associadas aos princípios da sustentabilidade. Assim, este estudo objetivou compreender os aspectos envolvidos na governança de dados para a sustentabilidade no turismo. Para tanto, o procedimento metodológico desta investigação consistiu no método de construção de teoria de Eisenhardt (1989, 2021), que consiste em oito passos que possibilitam o preenchimento de lacunas na literatura e uma compreensão aprofundada das dinâmicas relevantes. Inicialmente, foi conduzida uma revisão sistemática da literatura sobre governança de dados para a sustentabilidade, o que permitiu a identificação de códigos e categorias relacionados ao tema: requisitos (cinco categorias), implementação (quatro) e desafios (cinco). Seguidamente, foi desenvolvida uma pesquisa com dez organizações de gestão de destino e outras instituições majoritariamente de São Paulo, que consistiu em entrevistas abertas e semiestruturadas com um total de 11 profissionais da alta administração. As respostas foram interpretadas em duas etapas: análise de conteúdo temática e avaliação da presença e profundidade dos itens na fala dos entrevistados. Assim, foi possível identificar os itens relacionados aos requisitos, implementação e desafios da governança de dados para a sustentabilidade no turismo. Posteriormente, foram utilizados cálculos estatísticos que auxiliaram na compreensão da perspectiva geral dos entrevistados sobre as evidências e fundamentaram o desenvolvimento de nove proposições. A fim de obter a saturação teórica sobre a discussão, as proposições foram contrastadas com os dados da revisão da literatura, em que foram comparados os itens que constituem cada proposição às categorias listadas na revisão. Como implicações teóricas, foi proposto um modelo de governança de dados sustentável para o turismo. Como implicações práticas, discutiu-se as perspectivas futuras e recomendações ao setor, aspectos que constituem um guia orientativo aos atores do turismo quanto às demandas a serem supridas no tocante à discussão. Identificou-se que os atuais requisitos da governança de dados para a sustentabilidade no turismo voltam-se às características, modos de operação e utilização dos dados, ao envolvimento com os atores e à construção de uma consciência e política voltada para a sustentabilidade; a implementação caminha vagarosamente e é influenciada por distintas variáveis, como políticas e jogo de poder; já os principais desafios são a ausência de padrões claros e a dificuldade de articulação entre os envolvidos. Ademais, sugere-se que estudos futuros aprofundem sobre as práticas de implementação da governança de dados para a sustentabilidade, explorem o processo de tomada de decisão a partir dos dados e convidem mais organizações relevantes para participarem da investigação. |
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Para tanto, o procedimento metodológico desta investigação consistiu no método de construção de teoria de Eisenhardt (1989, 2021), que consiste em oito passos que possibilitam o preenchimento de lacunas na literatura e uma compreensão aprofundada das dinâmicas relevantes. Inicialmente, foi conduzida uma revisão sistemática da literatura sobre governança de dados para a sustentabilidade, o que permitiu a identificação de códigos e categorias relacionados ao tema: requisitos (cinco categorias), implementação (quatro) e desafios (cinco). Seguidamente, foi desenvolvida uma pesquisa com dez organizações de gestão de destino e outras instituições majoritariamente de São Paulo, que consistiu em entrevistas abertas e semiestruturadas com um total de 11 profissionais da alta administração. As respostas foram interpretadas em duas etapas: análise de conteúdo temática e avaliação da presença e profundidade dos itens na fala dos entrevistados. Assim, foi possível identificar os itens relacionados aos requisitos, implementação e desafios da governança de dados para a sustentabilidade no turismo. Posteriormente, foram utilizados cálculos estatísticos que auxiliaram na compreensão da perspectiva geral dos entrevistados sobre as evidências e fundamentaram o desenvolvimento de nove proposições. A fim de obter a saturação teórica sobre a discussão, as proposições foram contrastadas com os dados da revisão da literatura, em que foram comparados os itens que constituem cada proposição às categorias listadas na revisão. Como implicações teóricas, foi proposto um modelo de governança de dados sustentável para o turismo. Como implicações práticas, discutiu-se as perspectivas futuras e recomendações ao setor, aspectos que constituem um guia orientativo aos atores do turismo quanto às demandas a serem supridas no tocante à discussão. Identificou-se que os atuais requisitos da governança de dados para a sustentabilidade no turismo voltam-se às características, modos de operação e utilização dos dados, ao envolvimento com os atores e à construção de uma consciência e política voltada para a sustentabilidade; a implementação caminha vagarosamente e é influenciada por distintas variáveis, como políticas e jogo de poder; já os principais desafios são a ausência de padrões claros e a dificuldade de articulação entre os envolvidos. Ademais, sugere-se que estudos futuros aprofundem sobre as práticas de implementação da governança de dados para a sustentabilidade, explorem o processo de tomada de decisão a partir dos dados e convidem mais organizações relevantes para participarem da investigação.The growing digitalization of structures and social practices has contributed to consolidating the centrality of data in contemporary management, giving rise to a new field of inquiry concerning data governance. However, there remains a scarcity of research on data governance in tourism, especially when associated with the principles of sustainability. Thus, this study aimed to understand the aspects involved in data governance for sustainability in tourism. The methodological approach adopted was Eisenhardts theory-building method (1989, 2021), which consists of eight steps that enable the identification of gaps in the literature and a deeper understanding of relevant dynamics. Initially, a systematic literature review on data governance for sustainability was conducted, allowing the identification of codes and categories related to the topic: requirements (five categories), implementation (four), and challenges (five). Subsequently, a qualitative investigation was carried out with ten destination management organizations and other institutions, mostly based in São Paulo, through open and semi-structured interviews with a total of eleven senior-level professionals. The responses were analyzed in two stages: thematic content analysis and assessment of the presence and depth of items in the interviewees discourse. This process made it possible to identify items related to the requirements, implementation, and challenges of data governance for sustainability in tourism. Statistical calculations were then applied to help understand the interviewees overall perspectives on the evidence and to support the development of nine propositions. To achieve theoretical saturation, these propositions were compared with data from the literature review, contrasting the items comprising each proposition with the categories identified in the review. As theoretical implications, the study proposes a model of sustainable data governance for tourism. As practical implications, it discusses future perspectives and recommendations for the sector, providing a guiding framework for tourism stakeholders regarding the key demands of the topic. The study found that current requirements for data governance for sustainability in tourism are related to the characteristics, modes of operation, and use of data, stakeholder engagement, and the development of sustainability-oriented awareness and policy. Implementation, in turn, is progressing slowly and influenced by various factors, such as policies and power dynamics. The main challenges identified are the lack of clear standards and the difficulty of coordination among stakeholders. Moreover, future research is encouraged to further explore data governance implementation practices for sustainability, examine data-driven decision-making processes, and involve a broader range of relevant organizations in the analysis.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFeitosa, Paulo Henrique AssisSilva, Natalya Reis da2025-10-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100140/tde-24102025-203858/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-30T11:16:02Zoai:teses.usp.br:tde-24102025-203858Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-30T11:16:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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