Regulação do splicing alternativo do gene MIR17HG
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42134/tde-13102025-152114/ |
Resumo: | Em eucariotos, os genes são transcritos como pré-mRNAs, os quais são compostos por exons, sequências que serão mantidas no mRNA maduro, intercalados por sequências intermediárias denominadas introns. O splicing é um processo co-transcricional que catalisa a junção dos exons e a remoção dos introns, permitindo a formação de transcritos maduros funcionais (mRNAs). Esse processo é realizado por uma complexa maquinaria ribonucleoproteica denominada spliceossomo, a qual é composta por cinco snRNPs e mais de 100 proteínas. Além de proteínas do núcleo central do complexo, algumas podem associar-se a componentes do spliceossomo ou aos pré-mRNAs, como por exemplo, as proteínas da família das hnRNPs. Essas proteínas podem interferir na seleção dos sítios de splicing presentes em pré-mRNAs e, consequentemente, modular o processo de splicing. Algumas hnRNPs já foram associadas a transcritos contendo microRNAs (miRNAs) nos introns, sugerindo um possível envolvimento na regulação do splicing desses transcritos. Aproximadamente 70% dos miRNAs humanos possuem localização intrônica e, nesse contexto, é possível que o processo de splicing seja importante para sua biogênese. O cluster intrônico de miRNAs miR-17-92 está localizado no intron 3 do gene MIR17HG. A superexpressão do cluster foi observada em diversos tipos de câncer, incluindo carcinoma de tireoide e câncer de mama. Resultados prévios obtidos por nosso grupo de pesquisa revelaram a associação de hnRNP A1, hnRNP K e hnRNP M aos miRNAs miR-18a e miR-19a, assim como demonstraram que a hnRNP A1 é importante para a maturação desses miRNAs. A hipótese deste trabalho é de que as proteínas hnRNP A1, hnRNP K e hnRNP M regulam o splicing de MIR17HG, interferindo diretamente na síntese dos miRNAs do cluster miR-17-92 e no fenótipo celular. Neste trabalho, investigamos a regulação executada pelas proteínas hnRNP A1 e hnRNP K no splicing do gene MIR17HG, bem como na síntese dos miRNAs pertencentes ao cluster miR-17-92. Os níveis de expressão desses miRNAs foram avaliados por RT-qPCR. Em seguida, foram analisados os perfis de splicing dos genes BCL2L1 e CD44, ambos associados ao desenvolvimento tumoral, em células HEK-293T e BCPAP superexpressando hnRNP A1 e hnRNP K. Por fim, experimentos para verificar a proliferação celular foram conduzidos em células superexpressando as proteínas hnRNP A1 e hnRNP K. Em conjunto, os resultados obtidos corroboram a hipótese inicial do estudo, revelando que o aumento de hnRNP A1 e hnRNP K em linhagem HEK-293T pode modular o splicing do gene MIR17HG, promovendo o aumento da isoforma MIR17HG-203, que abriga o cluster miR-17-92. Além disso, o aumento de hnRNP A1 nessa linhagem também foi capaz de modular o splicing do gene BCL2L1, interferindo nas isoformas produzidas. Em contrapartida, a superexpressão de hnRNP A1 e hnRNP K não impactou na isoforma canônica de CD44. Finalmente, os experimentos de proliferação celular indicaram que hnRNP A1 e hnRNP K podem promover o aumento da proliferação em linhagem HEK-293T. |
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Regulação do splicing alternativo do gene MIR17HGRegulation of MIR17HG alternative splicingmiR-17-92miR-17-92MIR17HGMIR17HGSplicingCancerCâncerhnRNPhnRNPSplicingEm eucariotos, os genes são transcritos como pré-mRNAs, os quais são compostos por exons, sequências que serão mantidas no mRNA maduro, intercalados por sequências intermediárias denominadas introns. O splicing é um processo co-transcricional que catalisa a junção dos exons e a remoção dos introns, permitindo a formação de transcritos maduros funcionais (mRNAs). Esse processo é realizado por uma complexa maquinaria ribonucleoproteica denominada spliceossomo, a qual é composta por cinco snRNPs e mais de 100 proteínas. Além de proteínas do núcleo central do complexo, algumas podem associar-se a componentes do spliceossomo ou aos pré-mRNAs, como por exemplo, as proteínas da família das hnRNPs. Essas proteínas podem interferir na seleção dos sítios de splicing presentes em pré-mRNAs e, consequentemente, modular o processo de splicing. Algumas hnRNPs já foram associadas a transcritos contendo microRNAs (miRNAs) nos introns, sugerindo um possível envolvimento na regulação do splicing desses transcritos. Aproximadamente 70% dos miRNAs humanos possuem localização intrônica e, nesse contexto, é possível que o processo de splicing seja importante para sua biogênese. O cluster intrônico de miRNAs miR-17-92 está localizado no intron 3 do gene MIR17HG. A superexpressão do cluster foi observada em diversos tipos de câncer, incluindo carcinoma de tireoide e câncer de mama. Resultados prévios obtidos por nosso grupo de pesquisa revelaram a associação de hnRNP A1, hnRNP K e hnRNP M aos miRNAs miR-18a e miR-19a, assim como demonstraram que a hnRNP A1 é importante para a maturação desses miRNAs. A hipótese deste trabalho é de que as proteínas hnRNP A1, hnRNP K e hnRNP M regulam o splicing de MIR17HG, interferindo diretamente na síntese dos miRNAs do cluster miR-17-92 e no fenótipo celular. Neste trabalho, investigamos a regulação executada pelas proteínas hnRNP A1 e hnRNP K no splicing do gene MIR17HG, bem como na síntese dos miRNAs pertencentes ao cluster miR-17-92. Os níveis de expressão desses miRNAs foram avaliados por RT-qPCR. Em seguida, foram analisados os perfis de splicing dos genes BCL2L1 e CD44, ambos associados ao desenvolvimento tumoral, em células HEK-293T e BCPAP superexpressando hnRNP A1 e hnRNP K. Por fim, experimentos para verificar a proliferação celular foram conduzidos em células superexpressando as proteínas hnRNP A1 e hnRNP K. Em conjunto, os resultados obtidos corroboram a hipótese inicial do estudo, revelando que o aumento de hnRNP A1 e hnRNP K em linhagem HEK-293T pode modular o splicing do gene MIR17HG, promovendo o aumento da isoforma MIR17HG-203, que abriga o cluster miR-17-92. Além disso, o aumento de hnRNP A1 nessa linhagem também foi capaz de modular o splicing do gene BCL2L1, interferindo nas isoformas produzidas. Em contrapartida, a superexpressão de hnRNP A1 e hnRNP K não impactou na isoforma canônica de CD44. Finalmente, os experimentos de proliferação celular indicaram que hnRNP A1 e hnRNP K podem promover o aumento da proliferação em linhagem HEK-293T.In eukaryotes, genes are transcribed as pre-mRNAs, which are composed of exons, sequences that will be retained in the mature mRNA, interspersed with intermediate sequences called introns. Splicing is a co-transcriptional process that catalyzes the joining of exons and the removal of introns, allowing the formation of functional mature transcripts (mRNAs). This process is carried out by a complex ribonucleoprotein machinery called spliceosome, which is composed of five snRNPs and more than 100 proteins. In addition to proteins from the central nucleus of the complex, some can associate with components of the spliceosome or pre-mRNAs, such as the proteins from the hnRNP family. These proteins may interfere with the selection of splicing sites present in pre-mRNAs and, consequently, modulate the splicing process. Some hnRNPs have already been associated with transcripts containing microRNAs (miRNAs) within their introns, suggesting a possible involvement in the regulation of splicing of these transcripts. Approximately 70% of human miRNAs are located in intronic regions, and in this context, the splicing process may be important for their biogenesis. The intronic miRNA cluster miR-17-92 is located in intron 3 of the MIR17HG gene. Overexpression of this cluster has been observed in various types of cancer, including thyroid carcinoma and breast cancer. Previous results obtained by our research group revealed the association of hnRNP A1, hnRNP K, and hnRNP M with the miRNAs miR-18a and miR-19a and also demonstrated that hnRNP A1 is important for the maturation of these miRNAs. The hypothesis of this study is that the hnRNP A1, hnRNP K, and hnRNP M proteins regulate the splicing of MIR17HG, directly interfering with the synthesis of miRNAs from the miR-17-92 cluster and with cellular phenotype. In this study, we investigated the regulatory role of hnRNP A1 and hnRNP K in the splicing of the MIR17HG gene, as well as in the synthesis of the miRNAs belonging to the miR-17-92 cluster. The expression levels of these miRNAs were evaluated by RT-qPCR. Subsequently, the splicing profiles of the BCL2L1 and CD44 genes, both associated with tumor development, were analyzed in HEK-293T and BCPAP cells overexpressing hnRNP A1 and hnRNP K. Finally, experiments to assess cell proliferation were conducted in cells overexpressing hnRNP A1 and hnRNP K. Taken together, the results support the initial hypothesis of the study, revealing that increased levels of hnRNP A1 and hnRNP K in the HEK-293T cell line can modulate the splicing of the MIR17HG gene, promoting the upregulation of the MIR17HG-203 isoform, which harbors the miR-17-92 cluster. Additionally, increased hnRNP A1 levels in this cell line were also able to modulate the splicing of the BCL2L1 gene, affecting the isoforms produced. In contrast, overexpression of hnRNP A1 and hnRNP K did not impact the canonical isoform of CD44. Finally, the cell proliferation experiments indicated that hnRNP A1 and hnRNP K may promote increased proliferation in the HEK-293T cell line.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPColtri, Patricia PereiraMunhoz, Vivian Maltese2025-08-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42134/tde-13102025-152114/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-16T12:50:02Zoai:teses.usp.br:tde-13102025-152114Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-16T12:50:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Em eucariotos, os genes são transcritos como pré-mRNAs, os quais são compostos por exons, sequências que serão mantidas no mRNA maduro, intercalados por sequências intermediárias denominadas introns. O splicing é um processo co-transcricional que catalisa a junção dos exons e a remoção dos introns, permitindo a formação de transcritos maduros funcionais (mRNAs). Esse processo é realizado por uma complexa maquinaria ribonucleoproteica denominada spliceossomo, a qual é composta por cinco snRNPs e mais de 100 proteínas. Além de proteínas do núcleo central do complexo, algumas podem associar-se a componentes do spliceossomo ou aos pré-mRNAs, como por exemplo, as proteínas da família das hnRNPs. Essas proteínas podem interferir na seleção dos sítios de splicing presentes em pré-mRNAs e, consequentemente, modular o processo de splicing. Algumas hnRNPs já foram associadas a transcritos contendo microRNAs (miRNAs) nos introns, sugerindo um possível envolvimento na regulação do splicing desses transcritos. Aproximadamente 70% dos miRNAs humanos possuem localização intrônica e, nesse contexto, é possível que o processo de splicing seja importante para sua biogênese. O cluster intrônico de miRNAs miR-17-92 está localizado no intron 3 do gene MIR17HG. A superexpressão do cluster foi observada em diversos tipos de câncer, incluindo carcinoma de tireoide e câncer de mama. Resultados prévios obtidos por nosso grupo de pesquisa revelaram a associação de hnRNP A1, hnRNP K e hnRNP M aos miRNAs miR-18a e miR-19a, assim como demonstraram que a hnRNP A1 é importante para a maturação desses miRNAs. A hipótese deste trabalho é de que as proteínas hnRNP A1, hnRNP K e hnRNP M regulam o splicing de MIR17HG, interferindo diretamente na síntese dos miRNAs do cluster miR-17-92 e no fenótipo celular. Neste trabalho, investigamos a regulação executada pelas proteínas hnRNP A1 e hnRNP K no splicing do gene MIR17HG, bem como na síntese dos miRNAs pertencentes ao cluster miR-17-92. Os níveis de expressão desses miRNAs foram avaliados por RT-qPCR. Em seguida, foram analisados os perfis de splicing dos genes BCL2L1 e CD44, ambos associados ao desenvolvimento tumoral, em células HEK-293T e BCPAP superexpressando hnRNP A1 e hnRNP K. Por fim, experimentos para verificar a proliferação celular foram conduzidos em células superexpressando as proteínas hnRNP A1 e hnRNP K. Em conjunto, os resultados obtidos corroboram a hipótese inicial do estudo, revelando que o aumento de hnRNP A1 e hnRNP K em linhagem HEK-293T pode modular o splicing do gene MIR17HG, promovendo o aumento da isoforma MIR17HG-203, que abriga o cluster miR-17-92. Além disso, o aumento de hnRNP A1 nessa linhagem também foi capaz de modular o splicing do gene BCL2L1, interferindo nas isoformas produzidas. Em contrapartida, a superexpressão de hnRNP A1 e hnRNP K não impactou na isoforma canônica de CD44. Finalmente, os experimentos de proliferação celular indicaram que hnRNP A1 e hnRNP K podem promover o aumento da proliferação em linhagem HEK-293T. |
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