Potencial visual evocado por flashes de luz em cães diabéticos com catarata

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Lustoza, Adriana Cabral
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10137/tde-23012009-140119/
Resumo: Os cães têm apresentado uma maior prevalência de DM nos últimos anos, sendo uma das endocrinopatias mais comuns. As complicações a curto e longo prazo incluem alterações retinianas, renais e neurológicas. Dentre as alterações mais evidentes podemos citar o desenvolvimento de cataratas e alterações nas vias visuais. As alterações das vias visuais são detectadas precocemente por testes eletrofisiológicos, métodos objetivos que independem da informação do paciente e necessitam de pouca colaboração para serem executados. Neste estudo utilizamos o PVE-F, que consiste em potenciais de baixa amplitude registrados quando a retina é submetida à estimulação visual adequada em uma cúpula de campo total, e avalia a integridade das vias ópticas desde a retina até o córtex occipital. Com este estudo objetivamos avaliar as alterações das vias visuais do PVE-F em cães diabéticos portadores de catarata, consoante os critérios da ISCEV. Para o projeto foram utilizados 59 cães, selecionados quanto aos melhores registros e com menor interferência, com idade variando entre 5 e 14 anos, de pequeno à médio porte (até 20kg) de diferentes raças, 46 fêmeas e 13 machos, encaminhados ao Serviço de Oftalmologia do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Os animais foram divididos em 3 grupos: grupo normal (GN) cães adultos hígidos; grupo catarata (GC) cães apresentando catarata madura ou hipermadura; grupo diabético (GD) cães apresentando catarata madura ou hipermadura, com diabetes mellitus. Todos os grupos foram analisados quanto à latência (ms) e quanto à amplitude (V). O registro do PVE foi obtido por eletrodos de contato superficial utilizando o Sistema Eletrodiagnóstico Computadorizado Veris 2000 com frequência de 2Hz totalizando 180 estímulos. Os animais permaneceram com a cabeça introduzida no interior da cúpula geradora dos flashes de luz branca (Ganzfeld) durante todo o exame. Os potenciais foram registrados em ambos os olhos, no olho direito (ocluindo olho esquerdo) e posteriormente no olho esquerdo (ocluindo olho direito). Em relação ao pico P2 houve semelhança entre os olhos examinados, porém os valores das médias do GD foram maiores que os demais, com significância estatística ao GN (p=0,001) e ao GC (p=0,000). O GD apresentou valores de médias: AO 97,72ms; OD 98,10ms e OE 97,21ms. O GC apresentou valores de médias: AO 86,73ms; OD 86,27ms e OE 86,87ms. O GN apresentou valores de médias: AO 73,20ms; OD 74,53ms e OE 74,33ms. A amplitude (µV) dos intervalos N1-P1, P1-N2 e P2-N2 mostrou semelhança entre os grupos estudados (GN, GC e GD). Porém, os intervalos P1-N2 e N2-P2 apresentaram diferenças entre os olhos, com valores de médias de AO maiores em relação ao OD e OE estatísticamente significantes (p=0,000). No estudo realizado, os valores de glicemia estavam maiores no GD, com uma média de 202,79 mg/dl, enquanto que o GN apresentou média de 78,47 mg/dl e o GC 74,80 mg/dl. Conclui-se que as alterações nas vias visuais estão presentes nos cães diabéticos independentemente do tempo de DM, idade e controle glicêmico, e o PVE-F é um teste útil e importante capaz de detectar estas alterações.
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Neste estudo utilizamos o PVE-F, que consiste em potenciais de baixa amplitude registrados quando a retina é submetida à estimulação visual adequada em uma cúpula de campo total, e avalia a integridade das vias ópticas desde a retina até o córtex occipital. Com este estudo objetivamos avaliar as alterações das vias visuais do PVE-F em cães diabéticos portadores de catarata, consoante os critérios da ISCEV. Para o projeto foram utilizados 59 cães, selecionados quanto aos melhores registros e com menor interferência, com idade variando entre 5 e 14 anos, de pequeno à médio porte (até 20kg) de diferentes raças, 46 fêmeas e 13 machos, encaminhados ao Serviço de Oftalmologia do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Os animais foram divididos em 3 grupos: grupo normal (GN) cães adultos hígidos; grupo catarata (GC) cães apresentando catarata madura ou hipermadura; grupo diabético (GD) cães apresentando catarata madura ou hipermadura, com diabetes mellitus. Todos os grupos foram analisados quanto à latência (ms) e quanto à amplitude (V). O registro do PVE foi obtido por eletrodos de contato superficial utilizando o Sistema Eletrodiagnóstico Computadorizado Veris 2000 com frequência de 2Hz totalizando 180 estímulos. Os animais permaneceram com a cabeça introduzida no interior da cúpula geradora dos flashes de luz branca (Ganzfeld) durante todo o exame. Os potenciais foram registrados em ambos os olhos, no olho direito (ocluindo olho esquerdo) e posteriormente no olho esquerdo (ocluindo olho direito). Em relação ao pico P2 houve semelhança entre os olhos examinados, porém os valores das médias do GD foram maiores que os demais, com significância estatística ao GN (p=0,001) e ao GC (p=0,000). O GD apresentou valores de médias: AO 97,72ms; OD 98,10ms e OE 97,21ms. O GC apresentou valores de médias: AO 86,73ms; OD 86,27ms e OE 86,87ms. O GN apresentou valores de médias: AO 73,20ms; OD 74,53ms e OE 74,33ms. A amplitude (µV) dos intervalos N1-P1, P1-N2 e P2-N2 mostrou semelhança entre os grupos estudados (GN, GC e GD). Porém, os intervalos P1-N2 e N2-P2 apresentaram diferenças entre os olhos, com valores de médias de AO maiores em relação ao OD e OE estatísticamente significantes (p=0,000). No estudo realizado, os valores de glicemia estavam maiores no GD, com uma média de 202,79 mg/dl, enquanto que o GN apresentou média de 78,47 mg/dl e o GC 74,80 mg/dl. Conclui-se que as alterações nas vias visuais estão presentes nos cães diabéticos independentemente do tempo de DM, idade e controle glicêmico, e o PVE-F é um teste útil e importante capaz de detectar estas alterações.Dogs have been frequently affected by Diabetes mellitus; nowadays, one of the commonest endocrinopathy in this specie. It causes short and long term complications in different organs, such as eyes, kidneys and nervous system. The most evident complication seen in DM dogs is the diabetic cataract and the alterations of the visual pathway. Most of the visual pathway alterations are early diagnosed by electrophysiological tests, objective methods which doesn´t need patient information and requires minimal co-operation to be performed. The aim of this study was to evaluate the integrity of the optic pathway, from the retina to the occipital cortex, in diabetic dogs with cataracts using the PVE-F test and the ISCEV standards. PVE-F is an electrophysiological test based on the registration of low amplitude potentials urged from the retina when stimulated by full field dome. The exam was performed at the Ophthalmology Service, of the Veterinary Hospital of the Veterinary College University of São Paulo in fifty-nine animals, including 46 female and 13 male dogs, with ages varying from 5 to 14 years and weighting less than 20kg. Dogs were divided in 3 groups: healthy dogs without ocular alterations (GN); healthy dogs with mature or hyper mature cataract (GC); diabetic dogs presenting mature or hyper mature cataract (GD). PVE-F was realized using Veris 2000 Computerized Electrodiagnostic System, adjusted for 2Hz flashes (180 flashes) while dogs, with superficial contact electrodes, were kept with their heads inside the generator dome of white light flashes (Ganzfeld). Registers were obtained from both eyes - AO; right eye - OD (occluding left eye) and left eye - OE (occluding right eye) and those with less interference were chosen. Latencies (ms) and amplitudes (V) in each group were analyzed separately. Similarity at peak P2 was observed in every examined eye, but mean values on GD were higher when compared to other groups, with statistically significance on GN (p=0,001) and GC (p=0,000) as shown: (GD): AO 97,72ms, OD 98,10ms and OE 97,21ms; (GC): AO 86,73ms, OD 86,27ms and OE 86,87ms; (GN) AO 73,20ms, OD 74,53ms and OE 74,33ms. Similarity at amplitude (µV) intervals N1-P1, P1-N2 and P2-N2 was observed in every studied group (GN, GC and GD). On the other hand, difference in P1-N2 and N2-P2 intervals registers were observed when comparing eyes: both eyes mean values were higher than OD and OE values, with statistically significance (p=0,000). Glycemic values were higher in GD, with mean values of 202,79 mg/dl, whereas GN was 78,47 mg/dl and GC 74,80 mg/dl. These study demonstrates that diabetic dogs presents alterations at the visual pathway function, independent of the DM time, age and glycemic control and that PVE-F is an important and useful test able to detect such alterations.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBarros, Paulo Sergio de MoraesLustoza, Adriana Cabral2008-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10137/tde-23012009-140119/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:09:59Zoai:teses.usp.br:tde-23012009-140119Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:09:59Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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