Eventos adversos a medicamentos em idosos de unidades de terapia intensiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Gomes, Vanessa Rossato
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-27042018-143325/
Resumo: Introdução: Eventos adversos a medicamentos (EAM) representam um importante problema de saúde pública, sendo associados à morbimortalidade, maior taxa de permanência hospitalar e elevação de custos. Os idosos e os pacientes de unidade de terapia intensiva (UTI) são grupos de risco para a ocorrência desses eventos. O uso de rastreadores, que representam situações indicativas de potenciais EAM, simplifica a detecção de EAM por meio do screening sistemático de prontuários, possibilitando a mensuração da taxa dessas adversidades continuamente e permitindo avançar na prática de segurança do paciente crítico. Objetivo: Analisar os eventos adversos a medicamentos e fatores associados em pacientes idosos de UTI. Método: Coorte retrospectiva conduzida com idosos internados em UTI do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A amostra consecutiva foi composta por prontuários de idosos, hospitalizados por no mínimo 24 horas para tratamento clínico ou cirúrgico e que tenham recebido pelo menos um medicamento. Os pacientes foram acompanhados da internação até a saída da UTI por alta ou óbito. Para a identificação dos EAM utilizou-se o instrumento do Institute for Healthcare Improvement (IHI) adaptado para a realidade local, que inclui rastreadores medicamentosos, bioquímicos e clínicos. Foram coletadas variáveis demográfico-clínicas, relativas ao regime terapêutico, exames laboratoriais, intervenções durante a internação e sinais/sintomas clínicos. A variável dependente foi a ocorrência de EAM. Os dados foram analisados por meio dos testes Qui-quadrado, Exato de Fisher, Correlação de Pearson e regressão logística multivariada, com significância de p0,05. Resultados: A incidência de pacientes com EAM foi 22,3% e o número de EAM por 100 pacientes foi 32,3, média de 1,4 EAM. A amostra foi composta predominantemente por homens (54,6%), idosos jovens (68,8%), internados para procedimentos clínicos (67,4%) e sujeitos a polifarmácia (70,6%). Sangramento (21,7%), injúria renal aguda (20%), hipotensão (18,3%), náusea/vômito (15%) e hipoglicemia (13,3%) foram os EAM mais frequentes. Identificou-se correlação positiva entre EAM e as variáveis comorbidades (r=0,189), tempo de internação (r=0,288) e número de medicamentos prescritos (r=0,282). Os fatores de risco para EAM em UTI foram ventilação mecânica (OR= 2,614; IC95% 1,393 4,906; p= 0,003), injúria renal aguda (OR= 3,794; IC95% 1,688 8,527; p=0,001) e diabetes mellitus (OR= 3,280; IC 95% 1,703 6,315; p= 0,000). Conclusão: A ocorrência dos EAM mostrou-se correlacionada positivamente com atributos que são muito característicos de idosos admitidos em UTI, aspecto que pode servir de alerta aos profissionais que realizam o monitoramento desses eventos.
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Objetivo: Analisar os eventos adversos a medicamentos e fatores associados em pacientes idosos de UTI. Método: Coorte retrospectiva conduzida com idosos internados em UTI do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A amostra consecutiva foi composta por prontuários de idosos, hospitalizados por no mínimo 24 horas para tratamento clínico ou cirúrgico e que tenham recebido pelo menos um medicamento. Os pacientes foram acompanhados da internação até a saída da UTI por alta ou óbito. Para a identificação dos EAM utilizou-se o instrumento do Institute for Healthcare Improvement (IHI) adaptado para a realidade local, que inclui rastreadores medicamentosos, bioquímicos e clínicos. Foram coletadas variáveis demográfico-clínicas, relativas ao regime terapêutico, exames laboratoriais, intervenções durante a internação e sinais/sintomas clínicos. A variável dependente foi a ocorrência de EAM. Os dados foram analisados por meio dos testes Qui-quadrado, Exato de Fisher, Correlação de Pearson e regressão logística multivariada, com significância de p0,05. Resultados: A incidência de pacientes com EAM foi 22,3% e o número de EAM por 100 pacientes foi 32,3, média de 1,4 EAM. A amostra foi composta predominantemente por homens (54,6%), idosos jovens (68,8%), internados para procedimentos clínicos (67,4%) e sujeitos a polifarmácia (70,6%). Sangramento (21,7%), injúria renal aguda (20%), hipotensão (18,3%), náusea/vômito (15%) e hipoglicemia (13,3%) foram os EAM mais frequentes. Identificou-se correlação positiva entre EAM e as variáveis comorbidades (r=0,189), tempo de internação (r=0,288) e número de medicamentos prescritos (r=0,282). Os fatores de risco para EAM em UTI foram ventilação mecânica (OR= 2,614; IC95% 1,393 4,906; p= 0,003), injúria renal aguda (OR= 3,794; IC95% 1,688 8,527; p=0,001) e diabetes mellitus (OR= 3,280; IC 95% 1,703 6,315; p= 0,000). Conclusão: A ocorrência dos EAM mostrou-se correlacionada positivamente com atributos que são muito característicos de idosos admitidos em UTI, aspecto que pode servir de alerta aos profissionais que realizam o monitoramento desses eventos.Introduction: Adverse drug events (ADE) represent an important public health problem, being associated with morbidity and mortality, a higher hospital stay rate and higher costs. The elderly and intensive care patients (ICU) are at risk groups for the occurrence of these events. The use of trackers, which represent situations indicative of potential ADE, simplifies the detection of ADE through the systematic screening of medical records, making it possible to measure the rate of these adversities continuously and to advance in the practice of critical patient safety. Objective: To analyze adverse drug events and associated factors in elderly ICU patients. Method: Retrospective cohort conducted with elderly patients admitted to ICU at Hospital das Clínicas, Medical School, University of São Paulo. The consecutive sample consisted of records of the elderly, hospitalized for at least 24 hours for clinical or surgical treatment and who received at least one medication. Patients were followed up for ICU discharge or discharge. The Institute for Healthcare Improvement (IHI) instrument adapted to the local reality, which includes drug, biochemical and clinical trackers, was used to identify the ADE. Demographic and clinical variables related to the therapeutic regimen and laboratory tests, therapeutic interventions during hospitalization, clinical signs and symptoms were collected. The dependent variable was the occurrence of ADE. Data were analyzed using the Chi-square test, Fisher\'s exact test, Pearson\'s correlation and multivariate logistic regression, with significance of p0.05. Results: The incidence of ADE patients was 22.3% and the number of ADE per 100 patients was 32.3, a mean of 1.4 ADE. Men (54.6%), young adults (68.8%), hospitalized for clinical procedures (67.4%) and polypharmacy (70.6%). Bleeding (21.7%), acute renal injury (20%), hypotension (18.3%), nausea / vomiting (15%) and hypoglycaemia (13.3%) were the most frequent events. A positive correlation between EAM and comorbidities (r = 0.189), length of hospital stay (r = 0.288), and number of drugs prescribed (r=0.282) were identified. The risk factors for EAM in the ICU were mechanical ventilation (OR= 2,614; IC95%, 1,393 4,906; p= 0,003), acute renal injury (OR= 3,794; IC95% 1,688 8,527; p=0,001) and diabetes mellitus (OR= 3,280; IC 95% 1,703 6, 315; p= 0,000). Conclusion: The occurrence of ADE was positively correlated with attributes that are very characteristic of the elderly admitted to the ICU, an aspect that can serve as an alert to the professionals who perform the monitoring of these events.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSecoli, Silvia ReginaGomes, Vanessa Rossato2017-06-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-27042018-143325/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2018-07-19T20:50:39Zoai:teses.usp.br:tde-27042018-143325Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212018-07-19T20:50:39Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description Introdução: Eventos adversos a medicamentos (EAM) representam um importante problema de saúde pública, sendo associados à morbimortalidade, maior taxa de permanência hospitalar e elevação de custos. Os idosos e os pacientes de unidade de terapia intensiva (UTI) são grupos de risco para a ocorrência desses eventos. O uso de rastreadores, que representam situações indicativas de potenciais EAM, simplifica a detecção de EAM por meio do screening sistemático de prontuários, possibilitando a mensuração da taxa dessas adversidades continuamente e permitindo avançar na prática de segurança do paciente crítico. Objetivo: Analisar os eventos adversos a medicamentos e fatores associados em pacientes idosos de UTI. Método: Coorte retrospectiva conduzida com idosos internados em UTI do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A amostra consecutiva foi composta por prontuários de idosos, hospitalizados por no mínimo 24 horas para tratamento clínico ou cirúrgico e que tenham recebido pelo menos um medicamento. Os pacientes foram acompanhados da internação até a saída da UTI por alta ou óbito. Para a identificação dos EAM utilizou-se o instrumento do Institute for Healthcare Improvement (IHI) adaptado para a realidade local, que inclui rastreadores medicamentosos, bioquímicos e clínicos. Foram coletadas variáveis demográfico-clínicas, relativas ao regime terapêutico, exames laboratoriais, intervenções durante a internação e sinais/sintomas clínicos. A variável dependente foi a ocorrência de EAM. Os dados foram analisados por meio dos testes Qui-quadrado, Exato de Fisher, Correlação de Pearson e regressão logística multivariada, com significância de p0,05. Resultados: A incidência de pacientes com EAM foi 22,3% e o número de EAM por 100 pacientes foi 32,3, média de 1,4 EAM. A amostra foi composta predominantemente por homens (54,6%), idosos jovens (68,8%), internados para procedimentos clínicos (67,4%) e sujeitos a polifarmácia (70,6%). Sangramento (21,7%), injúria renal aguda (20%), hipotensão (18,3%), náusea/vômito (15%) e hipoglicemia (13,3%) foram os EAM mais frequentes. Identificou-se correlação positiva entre EAM e as variáveis comorbidades (r=0,189), tempo de internação (r=0,288) e número de medicamentos prescritos (r=0,282). Os fatores de risco para EAM em UTI foram ventilação mecânica (OR= 2,614; IC95% 1,393 4,906; p= 0,003), injúria renal aguda (OR= 3,794; IC95% 1,688 8,527; p=0,001) e diabetes mellitus (OR= 3,280; IC 95% 1,703 6,315; p= 0,000). Conclusão: A ocorrência dos EAM mostrou-se correlacionada positivamente com atributos que são muito característicos de idosos admitidos em UTI, aspecto que pode servir de alerta aos profissionais que realizam o monitoramento desses eventos.
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