Imunoterapia oral com mandioca em pacientes alérgicos à mandioca e ao látex
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-03122024-160018/ |
Resumo: | A mandioca é uma importante fonte de carboidrato e com a globalização os seus substratos têm sido utilizados tanto na indústria alimentícia, quanto na indústria farmacêutica em todo o mundo. A alergia a mandioca tem sua prevalência desconhecida, mas sua homologia com látex já foi demonstrada em relatos da literatura. O tratamento de imunoterapia oral (ITO) com alimento é uma estratégia que devemos considerar, uma vez que a alergia à mandioca comprometa a qualidade de vida do paciente. O objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta clínica a um protocolo original de ITO para mandioca, em pacientes alérgicos à mandioca e ao látex, além de conhecer o perfil de segurança e as possíveis mudanças na resposta imunológica quanto a alergia à mandioca e ao látex. Quatorze pacientes com alergia à mandioca foram triados, nove preencheram os critérios de inclusão e, destes, cinco foram submetidos ao protocolo de ITO com mandioca. Na fase de indução a taxa de sucesso alcançada foi de 100%, uma vez que os cinco pacientes alcançaram a dose alvo de 100g de mandioca cozida. Nesta fase as reações tiveram sintomas leves como: prurido leve em orofaringe e tosse sem broncoespasmo, todos responderam ao anti-histamínico oral, e a adrenalina não foi necessária. Na fase de manutenção três pacientes mantiveram o consumo diário de 100g e dois pacientes necessitaram reduzir a dose para 10g de mandioca cozida, um por dor abdominal e outro por dificuldade no acesso a mandioca, reduzindo a taxa de sucesso para 80%. Os testes cutâneos de leitura imediata (TCLI) com extrato de mandioca titulado apresentaram uma redução do tamanho das pápulas ao final dos 6 meses da fase de manutenção. Os cofatores associados às reações, em ambas as fases, foram a privação de sono e infecções virais. Quanto ao látex, um paciente apresentou queda significativa nos valores das IgEs específicas séricas da ITO e após 6 meses da fase de manutenção, já a IgG4 específica para o látex não variou. O use test com luvas de látex foi realizado em quatro pacientes após 6 meses da fase de manutenção resultando, três negativos e um com diminuição da reatividade clínica. Como um dos pacientes teve exposição ao látex em procedimentos médico-odontológicos nos sugere a possibilidade de codessensibilização. Os resultados obtidos indicam que o protocolo se mostrou eficaz e seguro em ambas as fases, com alta taxa de sucesso |
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Imunoterapia oral com mandioca em pacientes alérgicos à mandioca e ao látexOral immunotherapy with cassava in patients allergic to cassava and latexAlergia alimentarCassavaDessensibilização imunológicaFood allergyImmunological desensitizationImmunotherapyImunoterapiaLatexLátexMandiocaQualidade de vidaQuality of lifeA mandioca é uma importante fonte de carboidrato e com a globalização os seus substratos têm sido utilizados tanto na indústria alimentícia, quanto na indústria farmacêutica em todo o mundo. A alergia a mandioca tem sua prevalência desconhecida, mas sua homologia com látex já foi demonstrada em relatos da literatura. O tratamento de imunoterapia oral (ITO) com alimento é uma estratégia que devemos considerar, uma vez que a alergia à mandioca comprometa a qualidade de vida do paciente. O objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta clínica a um protocolo original de ITO para mandioca, em pacientes alérgicos à mandioca e ao látex, além de conhecer o perfil de segurança e as possíveis mudanças na resposta imunológica quanto a alergia à mandioca e ao látex. Quatorze pacientes com alergia à mandioca foram triados, nove preencheram os critérios de inclusão e, destes, cinco foram submetidos ao protocolo de ITO com mandioca. Na fase de indução a taxa de sucesso alcançada foi de 100%, uma vez que os cinco pacientes alcançaram a dose alvo de 100g de mandioca cozida. Nesta fase as reações tiveram sintomas leves como: prurido leve em orofaringe e tosse sem broncoespasmo, todos responderam ao anti-histamínico oral, e a adrenalina não foi necessária. Na fase de manutenção três pacientes mantiveram o consumo diário de 100g e dois pacientes necessitaram reduzir a dose para 10g de mandioca cozida, um por dor abdominal e outro por dificuldade no acesso a mandioca, reduzindo a taxa de sucesso para 80%. Os testes cutâneos de leitura imediata (TCLI) com extrato de mandioca titulado apresentaram uma redução do tamanho das pápulas ao final dos 6 meses da fase de manutenção. Os cofatores associados às reações, em ambas as fases, foram a privação de sono e infecções virais. Quanto ao látex, um paciente apresentou queda significativa nos valores das IgEs específicas séricas da ITO e após 6 meses da fase de manutenção, já a IgG4 específica para o látex não variou. O use test com luvas de látex foi realizado em quatro pacientes após 6 meses da fase de manutenção resultando, três negativos e um com diminuição da reatividade clínica. Como um dos pacientes teve exposição ao látex em procedimentos médico-odontológicos nos sugere a possibilidade de codessensibilização. Os resultados obtidos indicam que o protocolo se mostrou eficaz e seguro em ambas as fases, com alta taxa de sucessoCassava is an important source of carbohydrates, and with globalization, its byproducts have been used in both the food and pharmaceutical industries worldwide. The prevalence of cassava allergy is unknown, but its homology with latex has been demonstrated in literature reports. Oral immunotherapy (OIT) with food is a strategy that should be considered when cassava allergy compromises the patient\'s quality of life. The objective of this study was to evaluate the clinical response to an original OIT protocol for cassava in patients allergic to cassava and latex, in addition to understanding the safety profile and possible changes in the immunological response to cassava and latex allergy. Fourteen patients with cassava allergy were screened, nine met the inclusion criteria, and of these, five underwent the OIT protocol with cassava. In the induction phase, the success rate achieved was 100%, as all five patients reached the target dose of 100g of cooked cassava. In this phase, the reactions had mild symptoms such as: mild pruritus in the oropharynx and cough without bronchospasm, all responded to oral antihistamine, and adrenaline was not necessary. In the maintenance phase, three patients maintained a daily intake of 100g and two patients needed to reduce the dose to 10g of cooked cassava, one due to abdominal pain and the other due to difficulty in accessing cassava, reducing the success rate to 80%. Skin prick tests (SPT) with titrated cassava extract showed a reduction in the size of the wheals at the end of the 6 months of the maintenance phase. The cofactors associated with the reactions, in both phases, were sleep deprivation and viral infections. Regarding latex, one patient showed a significant drop in serum-specific IgE values during OIT and after 6 months of the maintenance phase, while latex-specific IgG4 did not change. The use test with latex gloves was performed in four patients after 6 months of the maintenance phase, resulting in three negatives and one with a decrease in clinical reactivity. As one of the patients had exposure to latex in medical-dental procedures, it suggests the possibility of co-desensitization. The results obtained indicate that the protocol was effective and safe in both phases, with a high success rateBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCastro, Fabio Fernandes MoratoAraújo, Roberta Almeida Castro2024-08-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-03122024-160018/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-12-17T19:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-03122024-160018Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-12-17T19:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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