Efeitos neuroprotetores do canabidiol isolado em modelos preditivos da Doença de Parkinson
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-04042025-102829/ |
Resumo: | A Doença de Parkinson (DP) é caracterizada pela degeneração progressiva de neurônios dopaminérgicos na Substância Nigra pars compacta (SNpc) e no estriado, resultando em sintomas motores significativos, como bradicinesia, acinesia e tremores, que culminam na perda da autonomia e na redução da qualidade de vida do paciente. Trata-se da segunda doença neurodegenerativa mais prevalente em indivíduos com mais de 60 anos, assumindo grande relevância no contexto da saúde pública global devido ao seu impacto negativo, não apenas na vida dos pacientes, mas também na de seus familiares e cuidadores, além das severas implicações econômicas associadas. O tratamento farmacológico disponível para a DP é essencialmente sintomático, promovendo uma restauração temporária da sinalização dopaminérgica envolvido no controle motor. No entanto, nenhuma das drogas atualmente disponíveis é capaz de impedir a morte neuronal ou reverter os sintomas, tornando urgente a busca por novos alvos terapêuticos. Neste contexto, os fitocanabinoides, compostos derivados da Cannabis sativa, surgem como potenciais agentes terapêuticos, uma vez que componentes do sistema endocanabinoide têm sido associados à regulação de vias dopaminérgicas envolvidas na patogênese da DP. Um exemplo notável dessa relação é a expressão abundante de receptores CB1 pré-sinápticos nos núcleos da base em indivíduos saudáveis, cuja redução é observada em pacientes com DP. Diante disso, propusemos a hipótese de que o tratamento com canabidiol (CBD) e canabigerol (CBG) em um modelo in vitro de cultura de células embrionárias dopaminérgicas mesencefálicas exerce efeito neuroprotetor, prevenindo a morte neuronal. Além disso, investigamos se o tratamento com CBD em animais expostos à neurotoxina 6-OHDA seria capaz de evitar a morte neuronal e restaurar o comportamento motor. Nossos achados no modelo animal indicam que o CBD pode prevenir a morte de neurônios dopaminérgicos, reduzir a ativação microglial e, paralelamente, reverter os déficits motores decorrentes da lesão. Resultados in vitro demonstraram que o CBD exerce neuroproteção por um mecanismo independente dos receptores CB1, CB2 e PPARγ, atuando predominantemente como um potente antioxidante. Observamos também que a combinação de CBD e CBG proporciona neuroproteção semelhante, prevenindo a morte celular induzida em nosso modelo. Concluímos que, embora sejam necessários estudos adicionais para elucidar seu mecanismo de ação, o CBD representa uma promissora ferramenta farmacológica para o tratamento da DP. |
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Efeitos neuroprotetores do canabidiol isolado em modelos preditivos da Doença de ParkinsonNeuroprotective effects of isolated cannabidiol in predictive models of Parkinson\'s DiseaseAntioxidantAntioxidanteCanabidiolCanabigerolCannabidiolCannabigerolDoença de ParkinsonNeuroproteçãoNeuroprotectionParkinson's diseaseA Doença de Parkinson (DP) é caracterizada pela degeneração progressiva de neurônios dopaminérgicos na Substância Nigra pars compacta (SNpc) e no estriado, resultando em sintomas motores significativos, como bradicinesia, acinesia e tremores, que culminam na perda da autonomia e na redução da qualidade de vida do paciente. Trata-se da segunda doença neurodegenerativa mais prevalente em indivíduos com mais de 60 anos, assumindo grande relevância no contexto da saúde pública global devido ao seu impacto negativo, não apenas na vida dos pacientes, mas também na de seus familiares e cuidadores, além das severas implicações econômicas associadas. O tratamento farmacológico disponível para a DP é essencialmente sintomático, promovendo uma restauração temporária da sinalização dopaminérgica envolvido no controle motor. No entanto, nenhuma das drogas atualmente disponíveis é capaz de impedir a morte neuronal ou reverter os sintomas, tornando urgente a busca por novos alvos terapêuticos. Neste contexto, os fitocanabinoides, compostos derivados da Cannabis sativa, surgem como potenciais agentes terapêuticos, uma vez que componentes do sistema endocanabinoide têm sido associados à regulação de vias dopaminérgicas envolvidas na patogênese da DP. Um exemplo notável dessa relação é a expressão abundante de receptores CB1 pré-sinápticos nos núcleos da base em indivíduos saudáveis, cuja redução é observada em pacientes com DP. Diante disso, propusemos a hipótese de que o tratamento com canabidiol (CBD) e canabigerol (CBG) em um modelo in vitro de cultura de células embrionárias dopaminérgicas mesencefálicas exerce efeito neuroprotetor, prevenindo a morte neuronal. Além disso, investigamos se o tratamento com CBD em animais expostos à neurotoxina 6-OHDA seria capaz de evitar a morte neuronal e restaurar o comportamento motor. Nossos achados no modelo animal indicam que o CBD pode prevenir a morte de neurônios dopaminérgicos, reduzir a ativação microglial e, paralelamente, reverter os déficits motores decorrentes da lesão. Resultados in vitro demonstraram que o CBD exerce neuroproteção por um mecanismo independente dos receptores CB1, CB2 e PPARγ, atuando predominantemente como um potente antioxidante. Observamos também que a combinação de CBD e CBG proporciona neuroproteção semelhante, prevenindo a morte celular induzida em nosso modelo. Concluímos que, embora sejam necessários estudos adicionais para elucidar seu mecanismo de ação, o CBD representa uma promissora ferramenta farmacológica para o tratamento da DP.Parkinson\'s Disease (PD) is characterized by the progressive degeneration of dopaminergic neurons in the Substantia Nigra pars compacta (SNpc) and the striatum, resulting in significant motor symptoms such as bradykinesia, akinesia, and tremors, which ultimately lead to loss of autonomy and reduced quality of life for the patient. It is the second most prevalent neurodegenerative disease in individuals over 60 years old, holding great relevance in the context of global public health due to its negative impact not only on patients\' lives but also on their families and caregivers, in addition to the severe associated economic implications. The currently available pharmacological treatment for PD is essentially symptomatic, providing only temporary restoration of dopaminergic signaling involved in motor control. However, none of the existing drugs can prevent neuronal death or reverse symptoms, making the search for new therapeutic targets urgent. In this context, phytocannabinoids, compounds derived from Cannabis sativa, have emerged as potential therapeutic agents, as components of the endocannabinoid system have been linked to the regulation of dopaminergic pathways involved in PD pathogenesis. A notable example of this relationship is the abundant expression of presynaptic CB1 receptors in the basal ganglia of healthy individuals, which is found to be reduced in PD patients. Based on this, we hypothesized that treatment with cannabidiol (CBD) and cannabigerol (CBG) in an in vitro model of cultured embryonic midbrain dopaminergic cells would exert a neuroprotective effect, preventing neuronal death. Furthermore, we investigated whether CBD treatment in animals exposed to the neurotoxin 6-OHDA could prevent neuronal death and restore motor behavior. Our findings in the animal model indicate that CBD can prevent dopaminergic neuron death, reduce microglial activation, and simultaneously reverse motor deficits caused by the lesion. In vitro results demonstrated that CBD exerts neuroprotection through a mechanism independent of CB1, CB2, and PPARγ receptors, acting predominantly as a potent antioxidant. We also observed that the combination of CBD and CBG provides similar neuroprotection, preventing cell death in our model. We conclude that, although further studies are needed to elucidate its mechanism of action, CBD represents a promising pharmacological tool for the treatment of PD.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCampos, Alline Cristina deAraujo, Melissa Ribeiro de2024-12-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-04042025-102829/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-14T18:12:02Zoai:teses.usp.br:tde-04042025-102829Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-14T18:12:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A Doença de Parkinson (DP) é caracterizada pela degeneração progressiva de neurônios dopaminérgicos na Substância Nigra pars compacta (SNpc) e no estriado, resultando em sintomas motores significativos, como bradicinesia, acinesia e tremores, que culminam na perda da autonomia e na redução da qualidade de vida do paciente. Trata-se da segunda doença neurodegenerativa mais prevalente em indivíduos com mais de 60 anos, assumindo grande relevância no contexto da saúde pública global devido ao seu impacto negativo, não apenas na vida dos pacientes, mas também na de seus familiares e cuidadores, além das severas implicações econômicas associadas. O tratamento farmacológico disponível para a DP é essencialmente sintomático, promovendo uma restauração temporária da sinalização dopaminérgica envolvido no controle motor. No entanto, nenhuma das drogas atualmente disponíveis é capaz de impedir a morte neuronal ou reverter os sintomas, tornando urgente a busca por novos alvos terapêuticos. Neste contexto, os fitocanabinoides, compostos derivados da Cannabis sativa, surgem como potenciais agentes terapêuticos, uma vez que componentes do sistema endocanabinoide têm sido associados à regulação de vias dopaminérgicas envolvidas na patogênese da DP. Um exemplo notável dessa relação é a expressão abundante de receptores CB1 pré-sinápticos nos núcleos da base em indivíduos saudáveis, cuja redução é observada em pacientes com DP. Diante disso, propusemos a hipótese de que o tratamento com canabidiol (CBD) e canabigerol (CBG) em um modelo in vitro de cultura de células embrionárias dopaminérgicas mesencefálicas exerce efeito neuroprotetor, prevenindo a morte neuronal. Além disso, investigamos se o tratamento com CBD em animais expostos à neurotoxina 6-OHDA seria capaz de evitar a morte neuronal e restaurar o comportamento motor. Nossos achados no modelo animal indicam que o CBD pode prevenir a morte de neurônios dopaminérgicos, reduzir a ativação microglial e, paralelamente, reverter os déficits motores decorrentes da lesão. Resultados in vitro demonstraram que o CBD exerce neuroproteção por um mecanismo independente dos receptores CB1, CB2 e PPARγ, atuando predominantemente como um potente antioxidante. Observamos também que a combinação de CBD e CBG proporciona neuroproteção semelhante, prevenindo a morte celular induzida em nosso modelo. Concluímos que, embora sejam necessários estudos adicionais para elucidar seu mecanismo de ação, o CBD representa uma promissora ferramenta farmacológica para o tratamento da DP. |
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