A imbricação do abortamento na doutrina espírita: a percepção da progressividade no espiritismo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ribeiro Filho, Sebastião Antunes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-13032026-110159/
Resumo: O espiritismo se apresenta como uma doutrina progressiva, prometendo assimilar atualizações de acordo com as novas descobertas da ciência e nos ramos da economia social. Para verificar se essa progressividade se confirma nos âmbitos de prática doutrinária, foi feito um recorte sobre um tema de interesse social, o abortamento. O que se verificará é se a doutrina espírita acompanhou os desdobramentos realizados pelas súmulas legais e pelas demandas das mulheres no âmbito social. A pesquisa abrangeu a visão do aborto ao longo da história e no Brasil. Dedicou espaço para a legislação correlata e as discussões suscitadas. Foram verificados os relatos públicos das mulheres que abortaram, os casos de abortos em jovens e crianças, autorizados ou negados por lei, e as histórias de vida de mulheres que recorreram ao aborto. A moral, a ética e a bioética foram destacadas nas situações inerentes. E, por fim, foram realçadas as posições doutrinárias do espiritismo, as manifestações pós-doutrinárias, bem como as orientações oferecidas por dirigentes mulheres nos centros espíritas. O que se obteve foi o choque entre os que condenam o aborto, em sua maioria homens, e as que defendem o direito ao aborto, as mulheres. A mulher tem a maternidade em potência e em direito, mas deseja decidir se quer, quando quer e o quanto quer ter filhos. E, como direito, a possibilidade de interromper a gravidez quando a circunstância exigir. Na contramão do direito das mulheres, os espíritas, em sua grande maioria, condenam o aborto nas duas possibilidades previstas em lei: estupro e anencefalia. O aborto, quando existe o risco de morte para a gestante, previsto na doutrina espírita, é parcialmente aceito. Foi possível inferir que os espíritas não se dedicaram a tornar a doutrina espírita progressista. Nas obras espíritas pós-Kardec, nos ambientes espíritas e nas orientações oferecidas, o que se percebe é um espiritismo extremamente conservador. A progressividade filosófica e científica idealizada e preconizada pelo seu fundador não se realizou
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Foram verificados os relatos públicos das mulheres que abortaram, os casos de abortos em jovens e crianças, autorizados ou negados por lei, e as histórias de vida de mulheres que recorreram ao aborto. A moral, a ética e a bioética foram destacadas nas situações inerentes. E, por fim, foram realçadas as posições doutrinárias do espiritismo, as manifestações pós-doutrinárias, bem como as orientações oferecidas por dirigentes mulheres nos centros espíritas. O que se obteve foi o choque entre os que condenam o aborto, em sua maioria homens, e as que defendem o direito ao aborto, as mulheres. A mulher tem a maternidade em potência e em direito, mas deseja decidir se quer, quando quer e o quanto quer ter filhos. E, como direito, a possibilidade de interromper a gravidez quando a circunstância exigir. Na contramão do direito das mulheres, os espíritas, em sua grande maioria, condenam o aborto nas duas possibilidades previstas em lei: estupro e anencefalia. O aborto, quando existe o risco de morte para a gestante, previsto na doutrina espírita, é parcialmente aceito. Foi possível inferir que os espíritas não se dedicaram a tornar a doutrina espírita progressista. Nas obras espíritas pós-Kardec, nos ambientes espíritas e nas orientações oferecidas, o que se percebe é um espiritismo extremamente conservador. A progressividade filosófica e científica idealizada e preconizada pelo seu fundador não se realizouSpiritism presents itself as a progressive doctrine, thus promising to assimilate updates in accordance with new scientific discoveries and advancements in social economics. To verify whether this progressiveness is confirmed in the realms of doctrinal practice, a specific focus was placed on a topic of social interest: abortion. It will be verified whether the Spiritist doctrine has kept pace with the developments brought about by legal precedents and the demands of women in the social context. The research covered the view of abortion throughout history and in Brazil. It dedicated space to related legislation and the discussions it raised. Public accounts of women who had abortions, cases of abortions in young girls and children, authorized or denied by law, and the life stories of women who made use of abortion were examined. Morality, ethics, and bioethics were highlighted in inherent situations. And, finally, the doctrinal positions of Spiritism, post-doctrinal manifestations, as well as the guidance offered by female leaders in Spiritist centers, were emphasized. The result was a clash between those who condemn abortion, mostly men, and those who defend the right to abortion, women. Women have the potency and the right to motherhood, but they wish to decide if they want, when they want, and how much they want to have children. And, as a right, the possibility of interrupting pregnancy when circumstances demand it. Contrary to women\'s rights, Spiritists, for the most part, condemn abortion in the two possibilities provided by law: rape and anencephaly. Abortion, when there is a risk of death for the pregnant woman, as provided for in Spiritist doctrine, is partially accepted. It was possible to infer that Spiritists have not dedicated themselves to making the Spiritist doctrine progressive. In post-Kardec Spiritist works, in Spiritist environments, and in the guidance offered, it is perceived an extremely conservative Spiritism. The philosophical and scientific progressiveness idealized and advocated by its founder has not been realizedBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoura, Margarida MariaRibeiro Filho, Sebastião Antunes2025-08-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-13032026-110159/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-13T16:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-13032026-110159Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-13T16:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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