Utopia, feminismo e resignação em The left hand of darkness e The handmaid\'s tale

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Rüsche, Ana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-09092015-164853/
Resumo: Os romances norte-americanos The left Hand of Darkness de Usula Le Guin (1969) e The Handmaids Tale de Margaret Atwood (1985) traduzem os anseios dos ideários políticos e feministas em seus momentos de publicação. As obras são consideradas, respectivamente, u m romance utópico do gênero ficção científica e um romance distópico que se tornou best seller. The left Hand of Darkness coloca, em fragmentos, a questão do planeta Gethen, que se vê diante de uma ginada histórica: ingressar ou não, figurando como uma nação periférica, no Ekumen, uma liga interplanetária. O planeta é habitado por seres ambissexuais e recebe a visita do Enviado, um homem, o incumbindo em trazer esta questão. The Handmaids Tale traz relatos da Aia Offred, residente de Gilead, nação que seria um fantasmagórico duplo dos Estados Unidos dos anos de 1980, onde se instituiu um governo teocrático, abolindo os direitos mais básicos de todas as mulheres, embora restem mantidas a propriedade privada e a produção capitalista. Offred é uma Aia, o seu útero é tutelado por este Estado e seus relatos foram reconstituídos por dois professores em um simpósio acadêmico no ano de 2195. No trabalho, discute-se a impossibilidade da configuração da utopia nos romances, observando-se as teorias feministas e estudos de gênero na segunda metade do século XX; as formas literárias dentro da noção do que seria o romance no pós - modernismo; a crítica da representação e suas funções ideológicas e a emergência de impulsos utópicos em produtos da cultura de massa, tendo em vista a medologia desenvolvida pela crítica materialista, com ênfase nas análises de Fredric Jameson na obra Archaeologies of the future: the desire called utopia and other science fictions.
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