Adolescentes e acidentes de trabalho. De quem é a culpa?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Nagai, Roberta
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-09052022-174137/
Resumo: É objetivo desse estudo avaliar conhecimentos e práticas adotados por estudantes adolescentes trabalhadores e não trabalhadores na prevenção de riscos no trabalho. Os participantes foram alunos do Ensino Médio da rede estadual de ensino, do período noturno, no município de São Paulo. Foram convidados a participar da pesquisa todos os adolescentes dentro da faixa etária de 14-21 anos. Trezentos e oitenta estudantes responderam ao questionário de condições de vida a fim de obter informações sobre dados sócio-demográficos e atividade funcional (adolescentes com experiência no mercado de trabalho - trabalhadores e desempregados; e adolescentes sem experiência no mercado de trabalho - não trabalhadores). Em seguida, os adolescentes com experiência no mercado de trabalho (84%) responderam a um questionário com questões sobre condições de trabalho e acidentes de trabalho. Na etapa seguinte, 32 adolescentes com experiência no mercado de trabalho e 21 adolescentes sem experiência no mercado de trabalho foram entrevistados. Nas entrevistas os estudantes foram questionados sobre conhecimentos e práticas adotados na prática de prevenção de riscos no trabalho. Todas as entrevistas foram gravadas e transcritas. As análises foram feitas utilizando-se o software \"Qualiquanti\". Através desse software foi possível a construção dos discursos do sujeito coletivo. A percepção dos adolescentes sobre a segurança no local de trabalho é diferente de acordo com a experiência de trabalho: o ambiente de trabalho seguro para 38,5% adolescentes com experiência de trabalho (cexp) e para 68,3% o ambiente de trabalho seria inseguro (sexp). Entre os que consideram o ambiente de trabalho inseguro, 41,0% (cexp) e 22,7% (sexp) consideram inseguro devido ao ambiente fisico, químico e biológico, 12,8% (cexp) e 4,5% (sexp) consideram inseguro devido às questões organizacionais; 5,1% (cexp) e 4,5% (sexp) consideram inseguro devido à falta de cuidados dos trabalhadores. Nunca pensaram nesse assunto 2,6% dos adolescentes com experiência no mercado de trabalho. Em relação às causas de acidente de trabalho, os adolescentes com experiência no mercado de trabalho relataram que acidentes de trabalho ocorrem devido a: falta de cuidados do trabalhador (45,7%), irresponsabilidade do patrão (26,1%), falta de sorte do empregado (13,0%), falta de treinamento (6,5%), ambiente de trabalho inseguro (6,5%) ou nunca pensou nesse assunto (2,2%). Os adolescentes sem experiência no mercado de trabalho relataram que acidentes de trabalho ocorrem devido a: falta de cuidados do empregado (59,1%), irresponsabilidade do patrão (22,7%); 18,2% nunca pensou no assunto. Em relação à questão \"O que você faz pra evitar que ocorram acidentes de trabalho com você?\", os adolescentes com e sem experiência no mercado de trabalho relataram que: prestam (prestariam) atenção no que estão fazendo [28,6% (cexp) e 50,0% (sexp)], usam (usariam) equipamentos de segurança [14,3% (cexp) e 13,0% (sexp)], evitam (evitariam) chegar perto das áreas de risco [8,5% (cexp) e 6,0% (sexp)], não fazem (fariam) nada [34,4% (cexp) e 9,0% (sexp)] ou nunca pensaram no assunto [14,3% (cexp) e 22,0% (sexp)]. Comparando os adolescentes que sofreram acidentes de trabalho (suf) e não sofreram acidentes de trabalho (nsuf), quando questionados sobre a segurança no local de trabalho, 35,3% (suf) e 40,9% (nsuf) acreditam que o local de trabalho é seguro. Entre os que acreditam que o local de trabalho é inseguro: 47,0 (suf) e 36,5% (nsuf) acreditam que é devido ao ambiente físico, químico e biológico, 11,8% (suf) e 13,6 (nsuf) problemas organizacionais, 5,9 (suf) e 4,5% (nsuf) descuido do funcionário. Ninguém se preocupa com esse assunto 4,5% dos adolescentes que já sofreram acidentes de trabalho. Sobre as causa dos acidentes de trabalho os adolescentes que sofreram acidentes de trabalho e não sofreram relataram que os acidentes de trabalho ocorrem devido a: descuido do funcionário [13,6% (suf) e 37,5% (nsuf)], irresponsabilidade do patrão [13,6% (suf) e 12,5% (nsuf)], falta de sorte do funcionário [54,5% (suf) e 37,5% (nsuf)], falta de treinamento [9,1% (suf) e 4,2% (nsuf)], ambiente de trabalho inseguro (relatado por 4,6% dos adolescentes que sofreram acidente de trabalho) ou nunca pensaram no assunto [8,3% (suf) e 4,6% (nsuf)]. Em relação à questão \"O que você faz para evitar que ocorram acidentes de trabalho com você?\", os adolescentes que sofreram acidentes de trabalho e não sofreram acidentes de trabalho relataram que: prestam atenção no trabalho [38,9% (suf) e 16,7% (nsuf)], usam equipamento de segurança [11,1% (suf) e 16,7% (nsuf)], evitam chegar perto das áreas de risco [11,1% (suf) e 5,5% (nsuf)], evitam fazer esforço fisico fora do (relatado por 5,5% dos adolescentes que sofreram acidentes de trabalho), não fazem nada [27,9% (suf) e 38,9% (nsuf)] ou nunca pensaram no assunto [5,5% (suf) e 22,2% (nsuf)]. Os resultados mostraram que os adolescentes com experiência no mercado de trabalho são capazes de contruir um discurso mais rico e robusto do que os adolescentes sem experiência no mercado de trabalho. Entretanto, os adolescentes dos dois grupos estudados mostraram ter pouco conhecimento sobre riscos ocupacionais e métodos de prevenção. E necessário incluir no currículo das escolas, programas de saúde dos trabalhadores, para que os adolescentes possam conhecer os direitos e riscos no trabalho, além dos métodos de prevenção.
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Trezentos e oitenta estudantes responderam ao questionário de condições de vida a fim de obter informações sobre dados sócio-demográficos e atividade funcional (adolescentes com experiência no mercado de trabalho - trabalhadores e desempregados; e adolescentes sem experiência no mercado de trabalho - não trabalhadores). Em seguida, os adolescentes com experiência no mercado de trabalho (84%) responderam a um questionário com questões sobre condições de trabalho e acidentes de trabalho. Na etapa seguinte, 32 adolescentes com experiência no mercado de trabalho e 21 adolescentes sem experiência no mercado de trabalho foram entrevistados. Nas entrevistas os estudantes foram questionados sobre conhecimentos e práticas adotados na prática de prevenção de riscos no trabalho. Todas as entrevistas foram gravadas e transcritas. As análises foram feitas utilizando-se o software \"Qualiquanti\". Através desse software foi possível a construção dos discursos do sujeito coletivo. A percepção dos adolescentes sobre a segurança no local de trabalho é diferente de acordo com a experiência de trabalho: o ambiente de trabalho seguro para 38,5% adolescentes com experiência de trabalho (cexp) e para 68,3% o ambiente de trabalho seria inseguro (sexp). Entre os que consideram o ambiente de trabalho inseguro, 41,0% (cexp) e 22,7% (sexp) consideram inseguro devido ao ambiente fisico, químico e biológico, 12,8% (cexp) e 4,5% (sexp) consideram inseguro devido às questões organizacionais; 5,1% (cexp) e 4,5% (sexp) consideram inseguro devido à falta de cuidados dos trabalhadores. Nunca pensaram nesse assunto 2,6% dos adolescentes com experiência no mercado de trabalho. Em relação às causas de acidente de trabalho, os adolescentes com experiência no mercado de trabalho relataram que acidentes de trabalho ocorrem devido a: falta de cuidados do trabalhador (45,7%), irresponsabilidade do patrão (26,1%), falta de sorte do empregado (13,0%), falta de treinamento (6,5%), ambiente de trabalho inseguro (6,5%) ou nunca pensou nesse assunto (2,2%). Os adolescentes sem experiência no mercado de trabalho relataram que acidentes de trabalho ocorrem devido a: falta de cuidados do empregado (59,1%), irresponsabilidade do patrão (22,7%); 18,2% nunca pensou no assunto. Em relação à questão \"O que você faz pra evitar que ocorram acidentes de trabalho com você?\", os adolescentes com e sem experiência no mercado de trabalho relataram que: prestam (prestariam) atenção no que estão fazendo [28,6% (cexp) e 50,0% (sexp)], usam (usariam) equipamentos de segurança [14,3% (cexp) e 13,0% (sexp)], evitam (evitariam) chegar perto das áreas de risco [8,5% (cexp) e 6,0% (sexp)], não fazem (fariam) nada [34,4% (cexp) e 9,0% (sexp)] ou nunca pensaram no assunto [14,3% (cexp) e 22,0% (sexp)]. Comparando os adolescentes que sofreram acidentes de trabalho (suf) e não sofreram acidentes de trabalho (nsuf), quando questionados sobre a segurança no local de trabalho, 35,3% (suf) e 40,9% (nsuf) acreditam que o local de trabalho é seguro. Entre os que acreditam que o local de trabalho é inseguro: 47,0 (suf) e 36,5% (nsuf) acreditam que é devido ao ambiente físico, químico e biológico, 11,8% (suf) e 13,6 (nsuf) problemas organizacionais, 5,9 (suf) e 4,5% (nsuf) descuido do funcionário. Ninguém se preocupa com esse assunto 4,5% dos adolescentes que já sofreram acidentes de trabalho. Sobre as causa dos acidentes de trabalho os adolescentes que sofreram acidentes de trabalho e não sofreram relataram que os acidentes de trabalho ocorrem devido a: descuido do funcionário [13,6% (suf) e 37,5% (nsuf)], irresponsabilidade do patrão [13,6% (suf) e 12,5% (nsuf)], falta de sorte do funcionário [54,5% (suf) e 37,5% (nsuf)], falta de treinamento [9,1% (suf) e 4,2% (nsuf)], ambiente de trabalho inseguro (relatado por 4,6% dos adolescentes que sofreram acidente de trabalho) ou nunca pensaram no assunto [8,3% (suf) e 4,6% (nsuf)]. Em relação à questão \"O que você faz para evitar que ocorram acidentes de trabalho com você?\", os adolescentes que sofreram acidentes de trabalho e não sofreram acidentes de trabalho relataram que: prestam atenção no trabalho [38,9% (suf) e 16,7% (nsuf)], usam equipamento de segurança [11,1% (suf) e 16,7% (nsuf)], evitam chegar perto das áreas de risco [11,1% (suf) e 5,5% (nsuf)], evitam fazer esforço fisico fora do (relatado por 5,5% dos adolescentes que sofreram acidentes de trabalho), não fazem nada [27,9% (suf) e 38,9% (nsuf)] ou nunca pensaram no assunto [5,5% (suf) e 22,2% (nsuf)]. Os resultados mostraram que os adolescentes com experiência no mercado de trabalho são capazes de contruir um discurso mais rico e robusto do que os adolescentes sem experiência no mercado de trabalho. Entretanto, os adolescentes dos dois grupos estudados mostraram ter pouco conhecimento sobre riscos ocupacionais e métodos de prevenção. E necessário incluir no currículo das escolas, programas de saúde dos trabalhadores, para que os adolescentes possam conhecer os direitos e riscos no trabalho, além dos métodos de prevenção.It\' s the aim of this study to evaluate knowledge and practices adopted by students with job experience and without job experience to prevent work injuries. High school students, age brachet 14-21 years old, from a public school of São Paulo were invited to participate. Three hundred and eighty students answered a comprehensive questionnaire about demographic data and work status (adolescents with job experience - current working or unemployed, and adolescents without job experience - non workers). Those with and without job experience were interwied (32 and 21 adolescents respectively). During the interviews they were asked about perception of job risks and injury prevention practices. All interviews were recorded and transcript. Analysis were performed using the software \"Quali-quanti\". This software allowed to build a collective discourse of the central ideas. The perception of adolescents on safety in their workplace were different according to their job experience: the workplace is safe to 38,5% [with job experience - w] and 68,3% [without job experience - wth]. The workplace is unsafe due to physical, chemical or biological environment [41,0% (w) and 22,7% (wth)], organizational issues [12,8% (w) and 4,5%(wth)] and employee carelessness [5,1% (w) and 4,5% (wth). 2,6% of adolescents with job experience don\' t think on this subject. Adolescents with job experience reported that work injuries are due to: employee carelessness (45,7%), employer irresponsibility (26,1%), bad luck of the employee (13,0%), lack of training (6,5%), unsafe workplaces (6,5%) or never thought about this subject (2,2%). Adolescents without job experience said injuries at work are due: employee carelessness (59,1 %) or/and employer irresponsibility (22,7%); 18,2% never thought about this subject. Regarding the question \"What would you do to protect yourself against work injuries?\" adolescents with and without work experience respectively reported: they would pay attention to what they are doing (28,6% and 50,0%), would wear personal safety equipment (14,3% and 13,0%), avoid to come close to risky areas (8,5% and 6,0%), would do nothing (34,4% and 9,0%) or never thought on this subject (14,3% and 22,0%). Comparing those who suffered (suf) or not (nsuf) work injuries, inquiries about their safety in workplace were reported: 35,3% (suf) and 40,9% (nsuf) think the workplace is safe, 64,7% (suf) and 54,6% (nsuf) think the workplace is unsafe due to: physical, chemical or biological environment [47,0% (suf) and 36,5% (nsuf)], organizational issues [11,8% (suf) and 13,6% (nsuf)] and workplace is unsafe due to employee carelessness [5,9% (suf) and 4,5% (nsuf)]. Nobody think on this subject 4,5% of those who suffered work injuries. Comparing those who suffered (suf) or not (nsuf) work injuries, inquiries about injury causes, were reported: employee carelessness [13,6% (suf) and 37,5% (nsuf)], employer irresponsibility [13,6% (suf) and 12,5% (nsuf)], bad luck of the employee [54,5% (suf) and 37,5% (nsuf)], lack of training [9,1% (suf) and 4,2% (nsuf)], unsafe workplaces (reported by 4,6% of adolescents who suffered work injuries) or never thought about this subject [8,3% (suf) and 4,6% (nsuf). Regarding the question \"What would you do to protect yourself against work injuries\" adolescents who suffered work injuries or not reported: they would pay attention to what they are doing [38,9% (suf) and 16,7% (nsuf), would wear personal safety equipment [11,1% (suf) and 16,7% (nsuf)], avoid to come close to risky areas [11,1% (suf) and 5,5% (nsuf)], avoid to make physical effort outside the job (reported by 5,5% ofthe adolescents who suffered work injuries), would do nothing [27,9% (suf) and 38,9% (nsuf) or never thought on this subject [5,5% (suf) and 22,2% (nsuf)]. Adolescents with job experience were able to build a richer and robust than those without job experience. However, these two groups showed a lack of knowledge about occupational hazards and methods of injury prevention.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFischer, Frida MarinaNagai, Roberta2005-08-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-09052022-174137/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-05-09T20:53:41Zoai:teses.usp.br:tde-09052022-174137Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-05-09T20:53:41Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description É objetivo desse estudo avaliar conhecimentos e práticas adotados por estudantes adolescentes trabalhadores e não trabalhadores na prevenção de riscos no trabalho. Os participantes foram alunos do Ensino Médio da rede estadual de ensino, do período noturno, no município de São Paulo. Foram convidados a participar da pesquisa todos os adolescentes dentro da faixa etária de 14-21 anos. Trezentos e oitenta estudantes responderam ao questionário de condições de vida a fim de obter informações sobre dados sócio-demográficos e atividade funcional (adolescentes com experiência no mercado de trabalho - trabalhadores e desempregados; e adolescentes sem experiência no mercado de trabalho - não trabalhadores). Em seguida, os adolescentes com experiência no mercado de trabalho (84%) responderam a um questionário com questões sobre condições de trabalho e acidentes de trabalho. Na etapa seguinte, 32 adolescentes com experiência no mercado de trabalho e 21 adolescentes sem experiência no mercado de trabalho foram entrevistados. Nas entrevistas os estudantes foram questionados sobre conhecimentos e práticas adotados na prática de prevenção de riscos no trabalho. Todas as entrevistas foram gravadas e transcritas. As análises foram feitas utilizando-se o software \"Qualiquanti\". Através desse software foi possível a construção dos discursos do sujeito coletivo. A percepção dos adolescentes sobre a segurança no local de trabalho é diferente de acordo com a experiência de trabalho: o ambiente de trabalho seguro para 38,5% adolescentes com experiência de trabalho (cexp) e para 68,3% o ambiente de trabalho seria inseguro (sexp). Entre os que consideram o ambiente de trabalho inseguro, 41,0% (cexp) e 22,7% (sexp) consideram inseguro devido ao ambiente fisico, químico e biológico, 12,8% (cexp) e 4,5% (sexp) consideram inseguro devido às questões organizacionais; 5,1% (cexp) e 4,5% (sexp) consideram inseguro devido à falta de cuidados dos trabalhadores. Nunca pensaram nesse assunto 2,6% dos adolescentes com experiência no mercado de trabalho. Em relação às causas de acidente de trabalho, os adolescentes com experiência no mercado de trabalho relataram que acidentes de trabalho ocorrem devido a: falta de cuidados do trabalhador (45,7%), irresponsabilidade do patrão (26,1%), falta de sorte do empregado (13,0%), falta de treinamento (6,5%), ambiente de trabalho inseguro (6,5%) ou nunca pensou nesse assunto (2,2%). Os adolescentes sem experiência no mercado de trabalho relataram que acidentes de trabalho ocorrem devido a: falta de cuidados do empregado (59,1%), irresponsabilidade do patrão (22,7%); 18,2% nunca pensou no assunto. Em relação à questão \"O que você faz pra evitar que ocorram acidentes de trabalho com você?\", os adolescentes com e sem experiência no mercado de trabalho relataram que: prestam (prestariam) atenção no que estão fazendo [28,6% (cexp) e 50,0% (sexp)], usam (usariam) equipamentos de segurança [14,3% (cexp) e 13,0% (sexp)], evitam (evitariam) chegar perto das áreas de risco [8,5% (cexp) e 6,0% (sexp)], não fazem (fariam) nada [34,4% (cexp) e 9,0% (sexp)] ou nunca pensaram no assunto [14,3% (cexp) e 22,0% (sexp)]. Comparando os adolescentes que sofreram acidentes de trabalho (suf) e não sofreram acidentes de trabalho (nsuf), quando questionados sobre a segurança no local de trabalho, 35,3% (suf) e 40,9% (nsuf) acreditam que o local de trabalho é seguro. 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