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Caracterização das formas de vida e trabalho das cuidadoras familiares do programa de assistência domiciliária do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Sportello, Elisabete Finzch
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-22112019-092031/
Resumo: Esta pesquisa estudou as forma de trabalhar e viver das famílias e das cuidadoras familiares dos pacientes do PAD-HU/USP sob a perspectiva da Determinação Social do Processo saúde-doença e de Gênero. A população foi constituída por 38 cuidadoras familiares principais, com média de 51,68 anos de idade. Os dados foram coletados através de entrevistas domiciliárias. Verificou-se a predominância de famílias reduzidas, com até 3 membros, residindo em casa própria, com boas condições de salubridade. A maioria das cuidadoras realizava atividades domésticas e algumas estavam inseridas no mercado formal de trabalho. Utilizavam principalmente os serviços públicos de saúde, em especial o HU, hospital de referência da região da Subprefeitura do Butantã. Os pacientes que demandavam os cuidados eram dependentes para as atividades da vida diária, na maioria idosos e com doenças crônico-degenerativas, com média de 66,54 anos de idade e aposentados. A média de tempo como cuidadora foi de 56,63 meses, na maioria prestando cuidados ininterruptamente (24 horas/dia), o que limitava o tempo disponível para o autocuidado, e tornando-as mais vulneráveis ao adoecimento. As cargas de trabalho das cuidadoras resultavam em desgaste e desencadeavam problemas de saúde. Vários foram os sintomas físicos e manifestações psicológicas referidos pelas cuidadoras, entre eles as dores lombares, o cansaço e a depressão foram os mais significativos, requerendo o uso de algum tipo de medicamento. Referiram ter recebido orientações, materiais e equipamentos do PAD e ajuda dos familiares, principalmente. Relataram sentimentos ambíguos como sofrimento x prazer, facilidades x dificuldades no cuidado e ser mulher na perspectiva de gênero como algo naturalizado na vida das mulheres.
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