Fatores preditivos associados à melhora da acuidade visual após refração e à reabilitação para leitura em pacientes com baixa visão atendidos por um serviço especializado em baixa visão e cegueira
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-05052025-133107/ |
Resumo: | Objetivos: Identificar fatores preditivos da melhora da acuidade visual apresentada após refração e da reabilitação para leitura de textos com optotipos de 1,5 M em pacientes com baixa visão. Material e Métodos: Foi realizado estudo observacional, retrospectivo e analítico. Foram analisados prontuários médicos de pacientes com 50 anos ou mais de um serviço de reabilitação para pacientes com baixa visão e cegueira em Ribeirão Preto, SP, Brasil, de 2009 a 2019. A melhora na acuidade visual apresentada foi considerada positiva quando houve melhora ≥2 linhas logMAR após a refração. A reabilitação da leitura foi considerada positiva se o paciente conseguisse ler textos de 1,5 M. Os seguintes preditores foram avaliados: idade, sexo, acuidade visual apresentada, acuidade visual melhor corrigida para longe, região anatômica que levou à baixa visão, nível educacional e equivalente esférico. Regressão logística foi usada para análise e associação dos dados, sendo considerados significativos aqueles com p-valor < 0,05. Resultados: Foram avaliados prontuários de 558 pacientes com média de idade de 67 anos; envolvimento predominante da retina; acuidade visual apresentada melhorou após refração em 20,3%; acuidade visual apresentada (OR 1,13, IC95% 1,06-1,21, p 0,000) e equivalente esférico (OR 1,07, IC95% 1,0 0-1,14, p 0,035) são preditores para melhorar acuidade visual apresentada após refração. Dentre os 346 pacientes alfabetizados, 253 (73,1%) conseguiram ler textos de 1,5 M após a reabilitação. Os preditores de reabilitação de leitura foram acuidade visual melhor corrigida para longe (OR 0,69, IC95% 0,62-0,77, p 0,000), idade (OR 0,95, IC95% 0,92-0,97, p 0,000), região anatômica retina (OR 3,24, IC95% 1,18-8,87, p 0,022) melhor nível educacional (OR 3,90, IC95% 1,90-8,01, p 0,000) e sexo masculino (OR 0,54, IC95% 0,31-0,94, p 0,028). Pior acuidade visual melhor corrigida para longe, idade avançada e sexo masculino dificultam a reabilitação da leitura. Conclusões: Os preditores para melhora da acuidade visual após refração e para reabilitação da leitura em pacientes com baixa visão revelam a complexidade das condições e a importância de vários fatores. Enquanto idade e nível educacional não se associam à melhora da acuidade visual após refração, a acuidade visual apresentada e o equivalente esférico se destacam. Maior nível educacional, sexo feminino e ter retina como região anatômica aumentam a chance de reabilitação da leitura, enquanto o aumento da idade e a diminuição da acuidade visual melhor corrigida para longe diminuem a chance de reabilitação da leitura. Esses achados destacam a importância de considerar aspectos clínicos, demográficos e socioeconômicos na reabilitação de pessoas com baixa visão |
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Fatores preditivos associados à melhora da acuidade visual após refração e à reabilitação para leitura em pacientes com baixa visão atendidos por um serviço especializado em baixa visão e cegueiraPredictive factors associated with improvement in visual acuity after refraction and rehabilitation for reading in patients with low vision being followed up at a specialized service for low vision and blindnessAcuidade visualBaixa visãoErros de refraçãoLow visionOftalmologiaOphthalmologyRefractive errorsVisual acuityObjetivos: Identificar fatores preditivos da melhora da acuidade visual apresentada após refração e da reabilitação para leitura de textos com optotipos de 1,5 M em pacientes com baixa visão. Material e Métodos: Foi realizado estudo observacional, retrospectivo e analítico. Foram analisados prontuários médicos de pacientes com 50 anos ou mais de um serviço de reabilitação para pacientes com baixa visão e cegueira em Ribeirão Preto, SP, Brasil, de 2009 a 2019. A melhora na acuidade visual apresentada foi considerada positiva quando houve melhora ≥2 linhas logMAR após a refração. A reabilitação da leitura foi considerada positiva se o paciente conseguisse ler textos de 1,5 M. Os seguintes preditores foram avaliados: idade, sexo, acuidade visual apresentada, acuidade visual melhor corrigida para longe, região anatômica que levou à baixa visão, nível educacional e equivalente esférico. Regressão logística foi usada para análise e associação dos dados, sendo considerados significativos aqueles com p-valor < 0,05. Resultados: Foram avaliados prontuários de 558 pacientes com média de idade de 67 anos; envolvimento predominante da retina; acuidade visual apresentada melhorou após refração em 20,3%; acuidade visual apresentada (OR 1,13, IC95% 1,06-1,21, p 0,000) e equivalente esférico (OR 1,07, IC95% 1,0 0-1,14, p 0,035) são preditores para melhorar acuidade visual apresentada após refração. Dentre os 346 pacientes alfabetizados, 253 (73,1%) conseguiram ler textos de 1,5 M após a reabilitação. Os preditores de reabilitação de leitura foram acuidade visual melhor corrigida para longe (OR 0,69, IC95% 0,62-0,77, p 0,000), idade (OR 0,95, IC95% 0,92-0,97, p 0,000), região anatômica retina (OR 3,24, IC95% 1,18-8,87, p 0,022) melhor nível educacional (OR 3,90, IC95% 1,90-8,01, p 0,000) e sexo masculino (OR 0,54, IC95% 0,31-0,94, p 0,028). Pior acuidade visual melhor corrigida para longe, idade avançada e sexo masculino dificultam a reabilitação da leitura. Conclusões: Os preditores para melhora da acuidade visual após refração e para reabilitação da leitura em pacientes com baixa visão revelam a complexidade das condições e a importância de vários fatores. Enquanto idade e nível educacional não se associam à melhora da acuidade visual após refração, a acuidade visual apresentada e o equivalente esférico se destacam. Maior nível educacional, sexo feminino e ter retina como região anatômica aumentam a chance de reabilitação da leitura, enquanto o aumento da idade e a diminuição da acuidade visual melhor corrigida para longe diminuem a chance de reabilitação da leitura. Esses achados destacam a importância de considerar aspectos clínicos, demográficos e socioeconômicos na reabilitação de pessoas com baixa visãoObjectives: To identify predictive factors for the improvement in visual acuity after refraction and for rehabilitation enabling reading of 1.5 M optotype texts in patients with low vision. Material and Methods: This is an observational, retrospective, and analytical study. Medical records of patients aged 50 years or older from a rehabilitation service for patients with low vision and blindness in Ribeirão Preto, SP, Brazil, from 2009 to 2019 were analyzed. An improvement of ≥2 logMAR lines in presenting visual acuity after refraction was considered positive. Reading rehabilitation was considered positive if the patient was able to read 1.5 M texts. The following predictors were evaluated: age, sex, presenting visual acuity, best- corrected distance visual acuity, anatomical region leading to low vision, educational level, and spherical equivalent. Logistic regression was used for data analysis and association, with a p-value < 0.05 considered significant. Results: Medical records of 558 patients with a mean age of 67 years were evaluated; the retina was the predominant anatomical region involved. Presenting visual acuity improved after refraction in 20.3% of patients. Presenting visual acuity (OR 1.13, 95%CI 1.06-1.21, p 0.000) and spherical equivalent (OR 1.07, 95%CI 1.00-1.14, p 0.035) were predictors of improved visual acuity after refraction. Among 346 literate patients, 253 (73.1%) were able to read 1.5 M texts after rehabilitation. Predictors for reading rehabilitation were best-corrected distance visual acuity (OR 0.69, 95%CI 0.62-0.77, p 0.000), age (OR 0.95, 95%CI 0.92-0.97, p 0.000), retina as the anatomical region (OR 3.24, 95%CI 1.18-8.87, p 0.022), higher educational level (OR 3.90, 95%CI 1.90-8.01, p 0.000), and male sex (OR 0.54, 95%CI 0.31-0.94, p 0.028). Poorer best-corrected distance visual acuity, advanced age, and male sex hinder reading rehabilitation. Conclusions: The predictors for improved visual acuity after refraction and for reading rehabilitation in low vision patients reveal the complexity of these conditions and the importance of multiple factors. While age and educational level are not associated with improved visual acuity after refraction, presenting visual acuity and spherical equivalent are significant. Higher educational level, female sex, and retina as the anatomical region increase the likelihood of reading rehabilitation, while advanced age and reduced best-corrected distance visual acuity decrease this likelihood. These findings underscore the importance of considering clinical, demographic, and socioeconomic aspects in the rehabilitation of individuals with low vision.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFoschini, Rosália Maria Simões AntunesCabal, Daniel Martins2025-01-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-05052025-133107/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-17T19:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-05052025-133107Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-17T19:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Objetivos: Identificar fatores preditivos da melhora da acuidade visual apresentada após refração e da reabilitação para leitura de textos com optotipos de 1,5 M em pacientes com baixa visão. Material e Métodos: Foi realizado estudo observacional, retrospectivo e analítico. Foram analisados prontuários médicos de pacientes com 50 anos ou mais de um serviço de reabilitação para pacientes com baixa visão e cegueira em Ribeirão Preto, SP, Brasil, de 2009 a 2019. A melhora na acuidade visual apresentada foi considerada positiva quando houve melhora ≥2 linhas logMAR após a refração. A reabilitação da leitura foi considerada positiva se o paciente conseguisse ler textos de 1,5 M. Os seguintes preditores foram avaliados: idade, sexo, acuidade visual apresentada, acuidade visual melhor corrigida para longe, região anatômica que levou à baixa visão, nível educacional e equivalente esférico. Regressão logística foi usada para análise e associação dos dados, sendo considerados significativos aqueles com p-valor < 0,05. Resultados: Foram avaliados prontuários de 558 pacientes com média de idade de 67 anos; envolvimento predominante da retina; acuidade visual apresentada melhorou após refração em 20,3%; acuidade visual apresentada (OR 1,13, IC95% 1,06-1,21, p 0,000) e equivalente esférico (OR 1,07, IC95% 1,0 0-1,14, p 0,035) são preditores para melhorar acuidade visual apresentada após refração. Dentre os 346 pacientes alfabetizados, 253 (73,1%) conseguiram ler textos de 1,5 M após a reabilitação. Os preditores de reabilitação de leitura foram acuidade visual melhor corrigida para longe (OR 0,69, IC95% 0,62-0,77, p 0,000), idade (OR 0,95, IC95% 0,92-0,97, p 0,000), região anatômica retina (OR 3,24, IC95% 1,18-8,87, p 0,022) melhor nível educacional (OR 3,90, IC95% 1,90-8,01, p 0,000) e sexo masculino (OR 0,54, IC95% 0,31-0,94, p 0,028). Pior acuidade visual melhor corrigida para longe, idade avançada e sexo masculino dificultam a reabilitação da leitura. Conclusões: Os preditores para melhora da acuidade visual após refração e para reabilitação da leitura em pacientes com baixa visão revelam a complexidade das condições e a importância de vários fatores. Enquanto idade e nível educacional não se associam à melhora da acuidade visual após refração, a acuidade visual apresentada e o equivalente esférico se destacam. Maior nível educacional, sexo feminino e ter retina como região anatômica aumentam a chance de reabilitação da leitura, enquanto o aumento da idade e a diminuição da acuidade visual melhor corrigida para longe diminuem a chance de reabilitação da leitura. Esses achados destacam a importância de considerar aspectos clínicos, demográficos e socioeconômicos na reabilitação de pessoas com baixa visão |
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