Gravidade das vítimas de trauma admitidas em Unidades de Terapia Intensiva: estudo comparativo entre diferentes índices

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Nogueira, Lilia de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-15052008-164335/
Resumo: A importância da aplicação de índices de gravidade em vítimas de trauma admitidas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para comunicar a gravidade das lesões e avaliar a assistência prestada, motivou este estudo que teve como objetivos: caracterizar essas vítimas quanto aos dados demográficos e clínicos, incluindo as informações relacionadas aos índices prognósticos; comparar o desempenho do Injury Severity Score (ISS) perante ao New Injury Severity Score (NISS) e, também do Simplified Acute Physiology Score II (SAPS II) perante o Logistic Organ Dysfunction System (LODS) para predizer a mortalidade, o tempo de permanência em UTIs, e, identificar quais índices foram os mais efetivos para estimar esses desfechos. Foram estudadas, retrospectivamente, vítimas de trauma, maiores de 18 anos, admitidas nas UTIs do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo entre, junho a dezembro de 2006, pela análise dos prontuários. A casuística compôs-se de 185 vítimas. Os resultados mostraram maior freqüência de indivíduos jovens (idade média de 38,95 anos), do sexo masculino (76,76%), procedentes do Centro Cirúrgico (57,84%) e submetidos a algum tipo de tratamento cirúrgico (79,46%). As causas externas predominantes foram os acidentes de transporte (63,79%), quedas (15,13%) e agressões (11,90%). A taxa de mortalidade na UTI foi de 21,08% e no hospital, 21,62%. Dos que receberam alta da UTI, a maior parte foi encaminhada à unidade de internação. A média de tempo de internação na UTI foi de 16,55 dias e, no hospital, 21,71 dias. Um total de 14,60% das vítimas permaneceu internado por mais de 30 dias na UTI e, 21,08%, no hospital. Na análise dos indicadores de gravidade, a pontuação média do risco de morte calculado pelo SAPS II foi de 22,85% e, pelo LODS, 21,14%. O LODS superou o SAPS II nessa pontuação em 106 vítimas (57,30%). De acordo com o ISS e o NISS, vítimas com escore >= 16 totalizaram 61,62% e 84,33%, respectivamente. A pontuação NISS foi superior a ISS em 127 vítimas (68,65%). A maior parte das vítimas teve três regiões corpóreas lesadas (27,02%), sendo a região da cabeça/pescoço a mais atingida (61,08%). Quanto aos resultados do LODS, a maior parte apresentou dois sistemas comprometidos (29,72%), sendo o pulmonar o mais afetado (70,81%). ISS e NISS apresentaram desempenho semelhante e não mostraram boa capacidade discriminatória para ocorrência de óbito e tempo de permanência em UTIs. SAPS II e LODS, também, foram semelhantes em seu desempenho e não discriminaram adequadamente os pacientes, segundo o tempo de internação, embora mostrassem boa capacidade discriminatória para ocorrência de óbito nas UTIs. Ao comparar os quatro índices, identificou-se que SAPS II e LODS estimaram melhor a mortalidade em UTIs, porém, quanto ao tempo de permanência nas unidades, não houve diferenças entre os índices. Como conclusão, os resultados apontaram para o uso preferencial do SAPS II e do LODS quando vítimas de trauma são internadas em UTI
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spelling Gravidade das vítimas de trauma admitidas em Unidades de Terapia Intensiva: estudo comparativo entre diferentes índicesSeverity of trauma victims admitted in the Intensive Care Units: a comparative study among different indexesFerimentos e lesõesÍndice de gravidade de doençaÍndices de gravidade do traumaIntensive Care UnitsMortalidadeMortalitySeverity of illness indexesSeverity trauma indexesUnidades de Terapia IntensivaWounds and injuriesA importância da aplicação de índices de gravidade em vítimas de trauma admitidas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para comunicar a gravidade das lesões e avaliar a assistência prestada, motivou este estudo que teve como objetivos: caracterizar essas vítimas quanto aos dados demográficos e clínicos, incluindo as informações relacionadas aos índices prognósticos; comparar o desempenho do Injury Severity Score (ISS) perante ao New Injury Severity Score (NISS) e, também do Simplified Acute Physiology Score II (SAPS II) perante o Logistic Organ Dysfunction System (LODS) para predizer a mortalidade, o tempo de permanência em UTIs, e, identificar quais índices foram os mais efetivos para estimar esses desfechos. Foram estudadas, retrospectivamente, vítimas de trauma, maiores de 18 anos, admitidas nas UTIs do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo entre, junho a dezembro de 2006, pela análise dos prontuários. A casuística compôs-se de 185 vítimas. Os resultados mostraram maior freqüência de indivíduos jovens (idade média de 38,95 anos), do sexo masculino (76,76%), procedentes do Centro Cirúrgico (57,84%) e submetidos a algum tipo de tratamento cirúrgico (79,46%). As causas externas predominantes foram os acidentes de transporte (63,79%), quedas (15,13%) e agressões (11,90%). A taxa de mortalidade na UTI foi de 21,08% e no hospital, 21,62%. Dos que receberam alta da UTI, a maior parte foi encaminhada à unidade de internação. A média de tempo de internação na UTI foi de 16,55 dias e, no hospital, 21,71 dias. Um total de 14,60% das vítimas permaneceu internado por mais de 30 dias na UTI e, 21,08%, no hospital. Na análise dos indicadores de gravidade, a pontuação média do risco de morte calculado pelo SAPS II foi de 22,85% e, pelo LODS, 21,14%. O LODS superou o SAPS II nessa pontuação em 106 vítimas (57,30%). De acordo com o ISS e o NISS, vítimas com escore >= 16 totalizaram 61,62% e 84,33%, respectivamente. A pontuação NISS foi superior a ISS em 127 vítimas (68,65%). A maior parte das vítimas teve três regiões corpóreas lesadas (27,02%), sendo a região da cabeça/pescoço a mais atingida (61,08%). Quanto aos resultados do LODS, a maior parte apresentou dois sistemas comprometidos (29,72%), sendo o pulmonar o mais afetado (70,81%). ISS e NISS apresentaram desempenho semelhante e não mostraram boa capacidade discriminatória para ocorrência de óbito e tempo de permanência em UTIs. SAPS II e LODS, também, foram semelhantes em seu desempenho e não discriminaram adequadamente os pacientes, segundo o tempo de internação, embora mostrassem boa capacidade discriminatória para ocorrência de óbito nas UTIs. Ao comparar os quatro índices, identificou-se que SAPS II e LODS estimaram melhor a mortalidade em UTIs, porém, quanto ao tempo de permanência nas unidades, não houve diferenças entre os índices. Como conclusão, os resultados apontaram para o uso preferencial do SAPS II e do LODS quando vítimas de trauma são internadas em UTIThe importance of the application of severity indexes for trauma victims admitted to Intensive Care Units (ICU), to communicate the severity of the injuries and evaluate the assistance rendered, motivated this study which had as its objective; to characterize these victims according to demographic and clinical data including information related to the prognostic indexes; to compare the performance of the Injury Severity Score (ISS) against the New Injury Severity Score (NISS) and also the Simplified Acute Physiology Score II (SAPS II) against the Logistic Organ Dysfunction System (LODS) to predict mortality and the Length of Stay (LOS) in the ICUs, and to identify which of these indexes were more effective in estimating the outcomes. This retrospective study included 185 trauma victims, over the age of 18, admitted to Intensive Care Units of the \"Hospital das Clinicas\" of the Medical School of the University of Sao Paulo, between the months of June to December 2006 through the use of patient records. The results showed that the largest frequency was young adults (average age 38.95 years) male gender (76.76%) coming from operating rooms (57.84%) who underwent some type of surgical treatment (79.46%). The external causes were predominantly from motor vehicle accidents (63.79%), falls (15.13%) and acts of aggression (11.90%). The mortality rate in the ICU and in the hospital was 21.08% and 21.62% respectively. Of those who were discharged from the ICU, the majority were transferred to other units of the hospital. The average LOS in the ICU and in the hospital was 16.55 days and 21.71 days respectively. A total of 14.60% of the victims remained in the ICU for more than 30 days and 21.08% remained in the hospital. During analysis of the severity indexes, the average score for risk of mortality, calculated by SAPS II, was 22.85% and by LODS 21.14% which surpassed SAPS II in 106 of the victims (57.30%). According to ISS and NISS, the victims with scores equal to or greater than 16 totaled 61.62% and 84.33 % respectively. NISS scores were superior to ISS in 127 of the victims (68.65%). The majority of the victims had 3 corporal regions with injuries (27.02%) with the head/neck being the most prevalent (61.08%). According to the LODS results, the majority showed 2 systems compromised (29.72%), with the lungs being the most affected (70.81%). ISS and NISS presented a similar performance and did not present a good capacity to discriminate mortality and LOS in the ICUs. SAPS II and LODS were also similar in their performance and did not adequately discriminate the patients in reference to LOS, although it did show a good capacity to discriminate mortality in the ICUs. When comparing the 4 indexes, SAPS II and LODS better estimated the mortality in the ICUs however, regarding the LOS; there were no differences between the indexes. In conclusion, the results indicate a preferential use of SAPS II and LODS when trauma victims are interned in the ICUBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSousa, Regina Marcia Cardoso deNogueira, Lilia de Souza2008-04-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-15052008-164335/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:09:55Zoai:teses.usp.br:tde-15052008-164335Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:09:55Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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