Escala de risco de depressão na gravidez: construção e validação
| Ano de defesa: | 2019 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-24092025-150234/ |
Resumo: | A depressão é um transtorno mental altamente prevalente na gravidez. Sua ocorrência está associada a graves consequências para a saúde materna e fetal. Este estudo teve por objetivo construir e investigar as propriedades psicométricas de uma escala para identificar o risco de depressão na gravidez, tendo em vista a inexistência de um instrumento específico e validado para essa finalidade. Trata-se de um estudo metodológico fundamentado no referencial teórico da Teoria da Psicometria e no referencial metodológico proposto por Pasquali e o Grupo DISABKIDS®. Foram realizadas sete etapas: Etapa 1- Elaboração da teoria sobre o construto; Etapa 2 - Elaboração dos itens da escala: revisão da literatura, grupo focal com gestantes e entrevistas com profissionais de saúde especialistas na área de obstetrícia e saúde mental; Etapa 3 - Validação de conteúdo realizada pelo comitê de especialistas; Etapa 4 - Pré-teste: validação semântica dos itens com amostra composta por 24 gestantes; Etapa 5 - Definição das dimensões da escala: amostra composta por 350 gestantes; Etapa 6 - Estudo piloto: teste das propriedades psicométricas com amostra composta por 100 gestantes; Etapa 7 - Estudo de campo: teste das propriedades psicométricas e estrutura fatorial da escala com amostra composta por 500 gestantes. A coleta de dados referentes ao grupo focal, entrevista individual com especialistas e gestantes foi realizada pela pesquisadora no Ambulatório de Pré-natal de risco habitual de uma maternidade pública e no Ambulatório de Gestação de Alto Risco de um hospital público universitário. A amostra de gestantes foi composta por participantes com e sem diagnóstico de depressão. Para o recrutamento, utilizou-se uma amostragem não probabilística consecutiva. Os dados foram inseridos em uma planilha no programa Microsoft Excel®. Foram realizadas análises descritivas de frequência simples para variáveis categóricas e, de medidas de tendência central e variabilidade para as variáveis quantitativas. Para as análises estatísticas foi utilizado o software Statistical Package for Social Science (SPSS) versão 24, sua extensão AMOS 25 e MedCalc Statistical Software. A elaboração da teoria sobre o construto risco de depressão na gravidez abrangeu a concepção de seus elementos conceituais e a definição de depressão, risco e fator de risco. A elaboração dos itens da escala foi subsidiada pela revisão da literatura, grupos focais com gestantes e entrevistas com experts da área de saúde mental e obstetrícia, que permitiram a identificação de 39 fatores de risco para a depressão na gravidez, a partir dos quais foram formulados 32 itens que deram origem à primeira versão da escala denominada Escala de Risco de Depressão na Gravidez (ERDEG). Os itens foram elaborados na forma de sentença interrogativa com respostas dicotômicas representativas da presença e a ausência do fator de risco. Posteriormente, procedeu-se a validação de conteúdo com a participação de um comitê formado por seis especialistas entre eles, médicos, enfermeiros, psicólogos e docentes experientes na área de obstetrícia e saúde mental ou na metodologia de construção e validação de instrumentos, cujo perfil acadêmico revelou expertise no construto que o instrumento pretende mensurar. A avaliação dos especialistas culminou com a indicação de manutenção de todos os itens, pois apresentaram Índice de Validade de Conteúdo satisfatórios (IVC-I= 0,83 - 1,00), assim como para a escala de modo geral (IVC-S=0,94). Porém em 27 itens foram sugeridas alterações, sendo os mesmos readequados. Em seguida, foi realizada a validação semântica inicialmente com 18 gestantes, distribuídas conforme o grupo de questões e o grau de escolaridade. Nessa etapa, três itens foram readequados e reavaliados por outras seis gestantes, a fim de tornar os itens da escala mais claros, simples e facilitar a sua compreensão pela população-alvo. Na etapa seguinte foi realizada a definição das dimensões da escala. Na Análise Fatorial Exploratória, oito itens foram eliminados e os resultados evidenciaram uma estrutura composta por 24 itens, distribuídos em cinco fatores ou dimensões: socioeconômica, psicossocial, psíquica, uso de substâncias psicoativas e saúde materna. Ao final dessa etapa, o processo de construção resultou na versão final da escala ERDEG. As evidências psicométricas no estudo piloto, demonstraram que para a validade convergente, a maioria dos itens apresentou correlações maiores ou iguais a 0,30 e, para a validade divergente todas as dimensões apresentaram ajustes satisfatórios. A consistência interna foi satisfatória para a escala total (KR-20= 0,77) e para três dimensões (KR-20= 0,70-0,86). No estudo de campo, as propriedades psicométricas evidenciaram validade convergente satisfatória com correlações maiores ou iguais a 0,30 para a maioria dos itens (18). Quanto à validade divergente, todas as dimensões apresentaram ajustes satisfatórios. A consistência interna para a escala total (KR-20= 0,76) e a confiabilidade teste-reteste (CCI= 0,81 - 1,00) foram satisfatórias. Na Análise Fatorial Confirmatória foram alcançados índices de ajuste satisfatórios (GFI= 0,96; AGFI= 0,96; NFI= 0,91; RMR= 0,007) e evidenciados correlações fracas ou ausentes, moderadas e fortes entre as dimensões. A ERDEG se mostrou capaz de discriminar as gestantes com e sem risco de desenvolver depressão na gravidez, atestando sua validade discriminativa. De acordo com a análise da Curva ROC, o ponto de corte que melhor equilibra os índices de sensibilidade e especificidade é o quatro. Diante dos resultados obtidos, conclui-se que A ERDEG cumpriu os requisitos de construção e apresentou evidências psicométricas satisfatórias, sendo o modelo proposto apropriado, válido e fidedigno e estando disponível para uso na prática clínica e em pesquisas. |
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Escala de risco de depressão na gravidez: construção e validaçãoScale of risk of depression in pregnancy: construction and validationDepressãoDepressionEnfermagemEnfermagem obstétricaEstudos de validaçãoGravidezNursingObstetric nursingPregnancyPsicometriaPsychometrysValidation studiesA depressão é um transtorno mental altamente prevalente na gravidez. Sua ocorrência está associada a graves consequências para a saúde materna e fetal. Este estudo teve por objetivo construir e investigar as propriedades psicométricas de uma escala para identificar o risco de depressão na gravidez, tendo em vista a inexistência de um instrumento específico e validado para essa finalidade. Trata-se de um estudo metodológico fundamentado no referencial teórico da Teoria da Psicometria e no referencial metodológico proposto por Pasquali e o Grupo DISABKIDS®. Foram realizadas sete etapas: Etapa 1- Elaboração da teoria sobre o construto; Etapa 2 - Elaboração dos itens da escala: revisão da literatura, grupo focal com gestantes e entrevistas com profissionais de saúde especialistas na área de obstetrícia e saúde mental; Etapa 3 - Validação de conteúdo realizada pelo comitê de especialistas; Etapa 4 - Pré-teste: validação semântica dos itens com amostra composta por 24 gestantes; Etapa 5 - Definição das dimensões da escala: amostra composta por 350 gestantes; Etapa 6 - Estudo piloto: teste das propriedades psicométricas com amostra composta por 100 gestantes; Etapa 7 - Estudo de campo: teste das propriedades psicométricas e estrutura fatorial da escala com amostra composta por 500 gestantes. A coleta de dados referentes ao grupo focal, entrevista individual com especialistas e gestantes foi realizada pela pesquisadora no Ambulatório de Pré-natal de risco habitual de uma maternidade pública e no Ambulatório de Gestação de Alto Risco de um hospital público universitário. A amostra de gestantes foi composta por participantes com e sem diagnóstico de depressão. Para o recrutamento, utilizou-se uma amostragem não probabilística consecutiva. Os dados foram inseridos em uma planilha no programa Microsoft Excel®. Foram realizadas análises descritivas de frequência simples para variáveis categóricas e, de medidas de tendência central e variabilidade para as variáveis quantitativas. Para as análises estatísticas foi utilizado o software Statistical Package for Social Science (SPSS) versão 24, sua extensão AMOS 25 e MedCalc Statistical Software. A elaboração da teoria sobre o construto risco de depressão na gravidez abrangeu a concepção de seus elementos conceituais e a definição de depressão, risco e fator de risco. A elaboração dos itens da escala foi subsidiada pela revisão da literatura, grupos focais com gestantes e entrevistas com experts da área de saúde mental e obstetrícia, que permitiram a identificação de 39 fatores de risco para a depressão na gravidez, a partir dos quais foram formulados 32 itens que deram origem à primeira versão da escala denominada Escala de Risco de Depressão na Gravidez (ERDEG). Os itens foram elaborados na forma de sentença interrogativa com respostas dicotômicas representativas da presença e a ausência do fator de risco. Posteriormente, procedeu-se a validação de conteúdo com a participação de um comitê formado por seis especialistas entre eles, médicos, enfermeiros, psicólogos e docentes experientes na área de obstetrícia e saúde mental ou na metodologia de construção e validação de instrumentos, cujo perfil acadêmico revelou expertise no construto que o instrumento pretende mensurar. A avaliação dos especialistas culminou com a indicação de manutenção de todos os itens, pois apresentaram Índice de Validade de Conteúdo satisfatórios (IVC-I= 0,83 - 1,00), assim como para a escala de modo geral (IVC-S=0,94). Porém em 27 itens foram sugeridas alterações, sendo os mesmos readequados. Em seguida, foi realizada a validação semântica inicialmente com 18 gestantes, distribuídas conforme o grupo de questões e o grau de escolaridade. Nessa etapa, três itens foram readequados e reavaliados por outras seis gestantes, a fim de tornar os itens da escala mais claros, simples e facilitar a sua compreensão pela população-alvo. Na etapa seguinte foi realizada a definição das dimensões da escala. Na Análise Fatorial Exploratória, oito itens foram eliminados e os resultados evidenciaram uma estrutura composta por 24 itens, distribuídos em cinco fatores ou dimensões: socioeconômica, psicossocial, psíquica, uso de substâncias psicoativas e saúde materna. Ao final dessa etapa, o processo de construção resultou na versão final da escala ERDEG. As evidências psicométricas no estudo piloto, demonstraram que para a validade convergente, a maioria dos itens apresentou correlações maiores ou iguais a 0,30 e, para a validade divergente todas as dimensões apresentaram ajustes satisfatórios. A consistência interna foi satisfatória para a escala total (KR-20= 0,77) e para três dimensões (KR-20= 0,70-0,86). No estudo de campo, as propriedades psicométricas evidenciaram validade convergente satisfatória com correlações maiores ou iguais a 0,30 para a maioria dos itens (18). Quanto à validade divergente, todas as dimensões apresentaram ajustes satisfatórios. A consistência interna para a escala total (KR-20= 0,76) e a confiabilidade teste-reteste (CCI= 0,81 - 1,00) foram satisfatórias. Na Análise Fatorial Confirmatória foram alcançados índices de ajuste satisfatórios (GFI= 0,96; AGFI= 0,96; NFI= 0,91; RMR= 0,007) e evidenciados correlações fracas ou ausentes, moderadas e fortes entre as dimensões. A ERDEG se mostrou capaz de discriminar as gestantes com e sem risco de desenvolver depressão na gravidez, atestando sua validade discriminativa. De acordo com a análise da Curva ROC, o ponto de corte que melhor equilibra os índices de sensibilidade e especificidade é o quatro. Diante dos resultados obtidos, conclui-se que A ERDEG cumpriu os requisitos de construção e apresentou evidências psicométricas satisfatórias, sendo o modelo proposto apropriado, válido e fidedigno e estando disponível para uso na prática clínica e em pesquisas.Depression is a highly prevalent mental disorder in pregnancy. Its occurrence is associated with serious consequences for maternal and fetal health. This study aimed to construct and investigate the psychometric properties of a scale to identify the risk of depression in pregnancy due to the inexistence of a specific and validated instrument for this purpose. This is a methodological study based on the theoretical reference of Theory of Psychometry and the methodological reference proposed by Pasquali and the DISABKIDS® Group. Seven steps were performed: Step 1- Elaboration of the theory on the construct; Step 2 - Elaboration of the scale items: literature review, focus group with pregnant women and interviews with health professionals specialized in the area of obstetrics and mental health; Step 3 - Validation of content made by the committee of experts; Step 4 - Pre-test: semantic validation of the items with a sample composed of 24 pregnant women; Step 5 - Definition of scale dimensions: sample composed of 350 pregnant women; Step 6 - Pilot study: psychometric properties test with a sample composed of 100 pregnant women; Step 7 - Field study: psychometric properties test and factorial structure scale with a sample composed of 500 pregnant women. Data collection for the focus group, individual interview with specialists and pregnant women was performed by the researcher at the Prenatal Outpatient Clinic of usual risk of a public maternity and at the High Risk Pregnancy Clinic of a public university hospital. The sample of pregnant women was composed of participants with and without diagnosis of depression. For recruitment, non-probabilistic consecutive sampling was used. The data was entered into a worksheet in the Microsoft Excel® program. Descriptive analyzes of simple frequency were performed for categorical variables, and measures of central tendency and variability for quantitative variables. Statistical analyzes were performed using the Statistical Package for Social Science (SPSS) version 24, its extension AMOS 25 and MedCalc Statistical Software. The development of the construct theory risk of depression in pregnancy covered the conception of its conceptuais elements and the definition of depression, risk and risk factor. The elaboration of the scale items was supported by a review of the literature, focus groups with pregnant women and interviews with experts from the mental health and obstetrics areas, which allowed the identification of 39 risk factors for depression in pregnancy, from which they were formulated 32 items that gave rise to the first version of the Scale of Risk of Depression in Pregnancy Scale (ERDEG). The items were elaborated in the form of interrogative sentences with dichotomic responses representative of the presence and absence of the risk factor. Subsequently, the content was validated with the participation of a committee composed of six specialists including physicians, nurses, psychologists and teachers with experience in the field of obstetrics and mental health or in the methodology of construction and validation of instruments whose academic profile revealed specialization in the construct that the instrument intends to measure. The evaluation of the specialists culminated in the indication of remain of all items, since they presented satisfactory Content Validity Index (IVC-I = 0,83 -1,00), as well as for the global scale (IVC-S = 0, 94). However, in 27 items, changes were suggested and they were readapted. Then, the semantic validation was performed initially with 18 pregnant women, distributed according to the groups of questions and the level of educational. At this stage, three items were readjusted and reassessed by six other pregnant women in order to make the scale items clearer, simpler and easier to understand by the target population. The next step was to define the dimensions of the scale. In the Exploratory Factor Analysis, eight items were eliminated and the results showed a structure composed by 24 items, distributed in five factors or dimensions: socioeconomic, psychosocial, psychic, use of psychoactive substances and maternal health. At the end of this phase, the construction process resulted in the final version of the ERDEG. The psychometric evidence in the pilot study showed that, for convergent validity, most of the items had correlations greater than or equal to 0,30 and, for the divergent validity, all dimensions presented satisfactory adjustments. The internal consistency was satisfactory for full scale (KR-20 = 0,77) and for three dimensions (KR-20 = 0,70-0,86). In the field study, the psychometric properties showed satisfactory convergent validity with correlations greater than or equal to 0,30 for most items (18). Regarding the divergent validity, all dimensions presented satisfactory adjustments. The internal consistency for the full scale (KR-20 = 0,76) and the test-retest reliability (ICC = 0,81 - 1,00) were satisfactory. In the Factorial Confirmatory Analysis, satisfactory adjustment indexes were obtained (GFI = 0,96; AGFI = 0,96; NFI = 0,91; RMR = 0,007), showing weak or absent, moderate and strong correlations between the dimensions. ERDEG was able to discriminate pregnant women with and without risk of developing pregnancy depression, attesting to their discriminative validity. According to the ROC curve analysis, the cutoff point that best balances sensitivity and specificity indices is four. In view of the obtained results, it was concluded that ERDEG fulfilled the construction requirements and presented satisfactory psychometric evidence, the proposed model being appropriate, valid and reliable and being available for use in clinical practice and research.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPClapis, Maria JoséSilva, Mônica Maria de Jesus2019-04-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-24092025-150234/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-24T18:28:09Zoai:teses.usp.br:tde-24092025-150234Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-24T18:28:09Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A depressão é um transtorno mental altamente prevalente na gravidez. Sua ocorrência está associada a graves consequências para a saúde materna e fetal. Este estudo teve por objetivo construir e investigar as propriedades psicométricas de uma escala para identificar o risco de depressão na gravidez, tendo em vista a inexistência de um instrumento específico e validado para essa finalidade. Trata-se de um estudo metodológico fundamentado no referencial teórico da Teoria da Psicometria e no referencial metodológico proposto por Pasquali e o Grupo DISABKIDS®. Foram realizadas sete etapas: Etapa 1- Elaboração da teoria sobre o construto; Etapa 2 - Elaboração dos itens da escala: revisão da literatura, grupo focal com gestantes e entrevistas com profissionais de saúde especialistas na área de obstetrícia e saúde mental; Etapa 3 - Validação de conteúdo realizada pelo comitê de especialistas; Etapa 4 - Pré-teste: validação semântica dos itens com amostra composta por 24 gestantes; Etapa 5 - Definição das dimensões da escala: amostra composta por 350 gestantes; Etapa 6 - Estudo piloto: teste das propriedades psicométricas com amostra composta por 100 gestantes; Etapa 7 - Estudo de campo: teste das propriedades psicométricas e estrutura fatorial da escala com amostra composta por 500 gestantes. A coleta de dados referentes ao grupo focal, entrevista individual com especialistas e gestantes foi realizada pela pesquisadora no Ambulatório de Pré-natal de risco habitual de uma maternidade pública e no Ambulatório de Gestação de Alto Risco de um hospital público universitário. A amostra de gestantes foi composta por participantes com e sem diagnóstico de depressão. Para o recrutamento, utilizou-se uma amostragem não probabilística consecutiva. Os dados foram inseridos em uma planilha no programa Microsoft Excel®. Foram realizadas análises descritivas de frequência simples para variáveis categóricas e, de medidas de tendência central e variabilidade para as variáveis quantitativas. Para as análises estatísticas foi utilizado o software Statistical Package for Social Science (SPSS) versão 24, sua extensão AMOS 25 e MedCalc Statistical Software. A elaboração da teoria sobre o construto risco de depressão na gravidez abrangeu a concepção de seus elementos conceituais e a definição de depressão, risco e fator de risco. A elaboração dos itens da escala foi subsidiada pela revisão da literatura, grupos focais com gestantes e entrevistas com experts da área de saúde mental e obstetrícia, que permitiram a identificação de 39 fatores de risco para a depressão na gravidez, a partir dos quais foram formulados 32 itens que deram origem à primeira versão da escala denominada Escala de Risco de Depressão na Gravidez (ERDEG). Os itens foram elaborados na forma de sentença interrogativa com respostas dicotômicas representativas da presença e a ausência do fator de risco. Posteriormente, procedeu-se a validação de conteúdo com a participação de um comitê formado por seis especialistas entre eles, médicos, enfermeiros, psicólogos e docentes experientes na área de obstetrícia e saúde mental ou na metodologia de construção e validação de instrumentos, cujo perfil acadêmico revelou expertise no construto que o instrumento pretende mensurar. A avaliação dos especialistas culminou com a indicação de manutenção de todos os itens, pois apresentaram Índice de Validade de Conteúdo satisfatórios (IVC-I= 0,83 - 1,00), assim como para a escala de modo geral (IVC-S=0,94). Porém em 27 itens foram sugeridas alterações, sendo os mesmos readequados. Em seguida, foi realizada a validação semântica inicialmente com 18 gestantes, distribuídas conforme o grupo de questões e o grau de escolaridade. Nessa etapa, três itens foram readequados e reavaliados por outras seis gestantes, a fim de tornar os itens da escala mais claros, simples e facilitar a sua compreensão pela população-alvo. Na etapa seguinte foi realizada a definição das dimensões da escala. Na Análise Fatorial Exploratória, oito itens foram eliminados e os resultados evidenciaram uma estrutura composta por 24 itens, distribuídos em cinco fatores ou dimensões: socioeconômica, psicossocial, psíquica, uso de substâncias psicoativas e saúde materna. Ao final dessa etapa, o processo de construção resultou na versão final da escala ERDEG. As evidências psicométricas no estudo piloto, demonstraram que para a validade convergente, a maioria dos itens apresentou correlações maiores ou iguais a 0,30 e, para a validade divergente todas as dimensões apresentaram ajustes satisfatórios. A consistência interna foi satisfatória para a escala total (KR-20= 0,77) e para três dimensões (KR-20= 0,70-0,86). No estudo de campo, as propriedades psicométricas evidenciaram validade convergente satisfatória com correlações maiores ou iguais a 0,30 para a maioria dos itens (18). Quanto à validade divergente, todas as dimensões apresentaram ajustes satisfatórios. A consistência interna para a escala total (KR-20= 0,76) e a confiabilidade teste-reteste (CCI= 0,81 - 1,00) foram satisfatórias. Na Análise Fatorial Confirmatória foram alcançados índices de ajuste satisfatórios (GFI= 0,96; AGFI= 0,96; NFI= 0,91; RMR= 0,007) e evidenciados correlações fracas ou ausentes, moderadas e fortes entre as dimensões. A ERDEG se mostrou capaz de discriminar as gestantes com e sem risco de desenvolver depressão na gravidez, atestando sua validade discriminativa. De acordo com a análise da Curva ROC, o ponto de corte que melhor equilibra os índices de sensibilidade e especificidade é o quatro. Diante dos resultados obtidos, conclui-se que A ERDEG cumpriu os requisitos de construção e apresentou evidências psicométricas satisfatórias, sendo o modelo proposto apropriado, válido e fidedigno e estando disponível para uso na prática clínica e em pesquisas. |
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