Tolerância ao lipopolissacarídeo e produtos de glicação avançada regulam a inflamação e o efluxo de colesterol em macrófagos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-10022026-151904/ |
Resumo: | O acúmulo de colesterol em macrófagos na íntima arterial é acompanhado pela infiltração de células imunológicas e secreção de citocinas inflamatórias. Nessas células, a elevada expressão de receptores para produtos de glicação avançada (RAGE) e receptor símile ao toll 4 (TLR-4) deflagra vias inflamatórias, após sinalização por lipopolissacarídeos (LPS) e produtos de glicação avançada (AGEs), o que se vincula à evolução da lesão, ruptura da placa e eventos cardiovasculares agudos. A albumina modificada por glicação avançada (albumina-AGE) sensibiliza macrófagos, por longos períodos, à estimulação inflamatória por LPS, com incremento na secreção de citocinas inflamatórias. Este efeito de sensibilização ou priming pode ser contrabalanceado pela tolerância ao LPS. Avaliou-se, em macrófagos, o efeito da tolerância ao LPS, induzida in vitro e in vivo, sobre a sensibilização inflamatória promovida pelos AGEs em macrófagos e seu reflexo sobre a remoção de colesterol. Macrófagos derivados de células da medula óssea (BMDM) de camundongos e da linhagem RAW 264.7 foram incubados com LPS (24 h), tratados com albumina controle (C) ou AGE (48 h), seguindo-se novo insulto com LPS (24 h). Pequenas e repetidas doses de LPS foram injetadas de forma subcutânea em camundongos por cinco dias e, após dois dias, foram obtidos BMDM, os quais foram tratados com LDL acetilada, seguido de tratamento com albumina controle (C) ou AGE (24 h), seguindo-se novo insulto com LPS (24 h). A concentração de citocinas foi determinada no meio de cultura por ELISA e a expressão de genes inflamatórios envolvidos no eixo AGE- RAGE-TLR-4 foi avaliada por RT-qPCR. O meio condicionado, advindo dessas incubações, foi utilizado para tratamento de macrófagos não estimulados para determinação do efluxo de 14C-colesterol, mediado por lipoproteínas de densidade alta (HDL). As comparações foram feitas pelo teste Mann Whitney. Em BMDM in vitro, a indução de tolerância ao LPS não houve diferença para valores de TNF. Em macrófagos RAW, observou-se que tolerância ao LPS, tanto em células tratadas com albumina-C como albumina-AGE, reduziu a secreção de TNF. Em BMDM, isolados de animais tolerantes ao LPS, observou-se redução de 35 % na secreção de TNF em comparação às células isoladas de animais não tolerantes, ambos tratados com albumina-AGE. O tratamento de macrófagos ingênuos com meio condicionado advindo das incubações de macrófagos tolerantes aumentou a remoção de 14C-colesterol em duas vezes para albumina-C e três vezes para albumina-AGE, em comparação ao tratamento com meio advindo das células não tolerantes. Os resultados apontam para uma ação célula específica da tolerência ao LPS em modular a resposta inflamatória elicitada pela albumina-AGE. A interação entre as vias de sinalização dos AGEs e tolerância ao LPS regula a inflamação e o efluxo de colesterol em macrófagos podendo contribuir para modular a evolução da doença macrovascular aterosclerótica. |
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Tolerância ao lipopolissacarídeo e produtos de glicação avançada regulam a inflamação e o efluxo de colesterol em macrófagosTolerance to lipopolysaccharides and advanced glycation end products regulate inflammation and cholesterol efflux in macrophagesAteroscleroseAtherosclerosisGlycation end products advancedHDLHDLInflamaçãoInflammationLipopolissacarídeosLipopolysaccharidesProdutos finais de glicação avançadaO acúmulo de colesterol em macrófagos na íntima arterial é acompanhado pela infiltração de células imunológicas e secreção de citocinas inflamatórias. Nessas células, a elevada expressão de receptores para produtos de glicação avançada (RAGE) e receptor símile ao toll 4 (TLR-4) deflagra vias inflamatórias, após sinalização por lipopolissacarídeos (LPS) e produtos de glicação avançada (AGEs), o que se vincula à evolução da lesão, ruptura da placa e eventos cardiovasculares agudos. A albumina modificada por glicação avançada (albumina-AGE) sensibiliza macrófagos, por longos períodos, à estimulação inflamatória por LPS, com incremento na secreção de citocinas inflamatórias. Este efeito de sensibilização ou priming pode ser contrabalanceado pela tolerância ao LPS. Avaliou-se, em macrófagos, o efeito da tolerância ao LPS, induzida in vitro e in vivo, sobre a sensibilização inflamatória promovida pelos AGEs em macrófagos e seu reflexo sobre a remoção de colesterol. Macrófagos derivados de células da medula óssea (BMDM) de camundongos e da linhagem RAW 264.7 foram incubados com LPS (24 h), tratados com albumina controle (C) ou AGE (48 h), seguindo-se novo insulto com LPS (24 h). Pequenas e repetidas doses de LPS foram injetadas de forma subcutânea em camundongos por cinco dias e, após dois dias, foram obtidos BMDM, os quais foram tratados com LDL acetilada, seguido de tratamento com albumina controle (C) ou AGE (24 h), seguindo-se novo insulto com LPS (24 h). A concentração de citocinas foi determinada no meio de cultura por ELISA e a expressão de genes inflamatórios envolvidos no eixo AGE- RAGE-TLR-4 foi avaliada por RT-qPCR. O meio condicionado, advindo dessas incubações, foi utilizado para tratamento de macrófagos não estimulados para determinação do efluxo de 14C-colesterol, mediado por lipoproteínas de densidade alta (HDL). As comparações foram feitas pelo teste Mann Whitney. Em BMDM in vitro, a indução de tolerância ao LPS não houve diferença para valores de TNF. Em macrófagos RAW, observou-se que tolerância ao LPS, tanto em células tratadas com albumina-C como albumina-AGE, reduziu a secreção de TNF. Em BMDM, isolados de animais tolerantes ao LPS, observou-se redução de 35 % na secreção de TNF em comparação às células isoladas de animais não tolerantes, ambos tratados com albumina-AGE. O tratamento de macrófagos ingênuos com meio condicionado advindo das incubações de macrófagos tolerantes aumentou a remoção de 14C-colesterol em duas vezes para albumina-C e três vezes para albumina-AGE, em comparação ao tratamento com meio advindo das células não tolerantes. Os resultados apontam para uma ação célula específica da tolerência ao LPS em modular a resposta inflamatória elicitada pela albumina-AGE. A interação entre as vias de sinalização dos AGEs e tolerância ao LPS regula a inflamação e o efluxo de colesterol em macrófagos podendo contribuir para modular a evolução da doença macrovascular aterosclerótica.The infiltration of immune cells and the secretion of inflammatory cytokines accompany the accumulation of cholesterol in macrophages in the arterial intima. In these cells, high expression of receptors for advanced glycation end-products (RAGE) and Toll-like receptor 4 (TLR-4) activates inflammatory signaling pathways in response to stimulation by lipopolysaccharides (LPS) and advanced glycation end-products (AGEs), contributing to lesion progression, plaque rupture, and acute cardiovascular events. Glycated albumin (AGE-albumin) sensitizes macrophages to LPS-induced inflammatory stimulation over prolonged periods, enhancing cytokine secretion. This priming effect may be counterbalanced by LPS tolerance. This study investigated the impact of LPS tolerance, induced both in vitro and in vivo, on AGE-mediated inflammatory priming in macrophages and its effect on cholesterol efflux. Bone marrow-derived macrophages (BMDMs) and RAW 264.7 cells were first incubated with acetylated LDL (24 h), followed by LPS stimulation (24 h), treatment with control or AGE-albumin (48 h), and a second LPS challenge (24 h). In vivo, mice received small, repeated subcutaneous doses of LPS to induce tolerance. After two days, BMDMs were isolated and treated similarly with control or AGE-albumin and then re-exposed to LPS. Cytokine levels in cell media were quantified by ELISA, and the expression of inflammatory genes related to the AGERAGETLR-4 axis was assessed by RT-qPCR. Conditioned media from these incubations were used to treat naïve macrophages for evaluating high-density lipoprotein (HDL)-mediated 14C-cholesterol efflux. Statistical comparisons were made using the Mann-Whitney test. In BMDMs in vitro, LPS tolerance did not significantly alter TNF levels. In RAW macrophages, LPS tolerance reduced cytokine secretion in cells treated with both control and AGE-albumin. In BMDMs from LPS-tolerant mice, TNF secretion was reduced by 35% compared to cells from non-tolerant animals, both treated with AGE-albumin. Treatment of naïve macrophages with conditioned media from tolerant macrophages increased 14C-cholesterol efflux twofold (C-albumin) and threefold (AGE-albumin) compared to media from non-tolerant cells. These findings indicate a cell-specific role of LPS tolerance in modulating the inflammatory response elicited by AGE-albumin. The crosstalk between AGE signaling pathways and LPS tolerance regulates inflammation and cholesterol efflux in macrophages, potentially contributing to the modulation of atherosclerotic macrovascular disease progression.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPassarelli, MarisaSantos, Danielle Ribeiro2025-09-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-10022026-151904/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-10T20:29:06Zoai:teses.usp.br:tde-10022026-151904Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-10T20:29:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O acúmulo de colesterol em macrófagos na íntima arterial é acompanhado pela infiltração de células imunológicas e secreção de citocinas inflamatórias. Nessas células, a elevada expressão de receptores para produtos de glicação avançada (RAGE) e receptor símile ao toll 4 (TLR-4) deflagra vias inflamatórias, após sinalização por lipopolissacarídeos (LPS) e produtos de glicação avançada (AGEs), o que se vincula à evolução da lesão, ruptura da placa e eventos cardiovasculares agudos. A albumina modificada por glicação avançada (albumina-AGE) sensibiliza macrófagos, por longos períodos, à estimulação inflamatória por LPS, com incremento na secreção de citocinas inflamatórias. Este efeito de sensibilização ou priming pode ser contrabalanceado pela tolerância ao LPS. Avaliou-se, em macrófagos, o efeito da tolerância ao LPS, induzida in vitro e in vivo, sobre a sensibilização inflamatória promovida pelos AGEs em macrófagos e seu reflexo sobre a remoção de colesterol. Macrófagos derivados de células da medula óssea (BMDM) de camundongos e da linhagem RAW 264.7 foram incubados com LPS (24 h), tratados com albumina controle (C) ou AGE (48 h), seguindo-se novo insulto com LPS (24 h). Pequenas e repetidas doses de LPS foram injetadas de forma subcutânea em camundongos por cinco dias e, após dois dias, foram obtidos BMDM, os quais foram tratados com LDL acetilada, seguido de tratamento com albumina controle (C) ou AGE (24 h), seguindo-se novo insulto com LPS (24 h). A concentração de citocinas foi determinada no meio de cultura por ELISA e a expressão de genes inflamatórios envolvidos no eixo AGE- RAGE-TLR-4 foi avaliada por RT-qPCR. O meio condicionado, advindo dessas incubações, foi utilizado para tratamento de macrófagos não estimulados para determinação do efluxo de 14C-colesterol, mediado por lipoproteínas de densidade alta (HDL). As comparações foram feitas pelo teste Mann Whitney. Em BMDM in vitro, a indução de tolerância ao LPS não houve diferença para valores de TNF. Em macrófagos RAW, observou-se que tolerância ao LPS, tanto em células tratadas com albumina-C como albumina-AGE, reduziu a secreção de TNF. Em BMDM, isolados de animais tolerantes ao LPS, observou-se redução de 35 % na secreção de TNF em comparação às células isoladas de animais não tolerantes, ambos tratados com albumina-AGE. O tratamento de macrófagos ingênuos com meio condicionado advindo das incubações de macrófagos tolerantes aumentou a remoção de 14C-colesterol em duas vezes para albumina-C e três vezes para albumina-AGE, em comparação ao tratamento com meio advindo das células não tolerantes. Os resultados apontam para uma ação célula específica da tolerência ao LPS em modular a resposta inflamatória elicitada pela albumina-AGE. A interação entre as vias de sinalização dos AGEs e tolerância ao LPS regula a inflamação e o efluxo de colesterol em macrófagos podendo contribuir para modular a evolução da doença macrovascular aterosclerótica. |
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