Biorremediação de áreas contaminadas por plastificantes: caso do ftalato de di-2etilhexila.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Carrara, Silvia Marta Castelo de Moura
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Escola Politécnica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3147/tde-06052026-113756/
Resumo: O ftalato de di-2-etilhexila- DEHP- é um plastificante utilizado como matéria-prima na fabricação do PVC e um aditivo de vários produtos, como resinas para tintas e vernizes, adesivos e plásticos em geral. O DEHP faz parte da lista dos 126 poluentes prioritários definidos pelo órgão de proteção ambiental dos Estados Unidos e de uma classe de compostos que causa disfunções endócrinas ao ser humano, considerado como um \"endocrine disrupting compound\"- EDC. Dentre os ftalatos existentes, o DEHP é um dos mais difíceis de serem biodegradados. No Brasil, ainda não existem leis que regulamentem o lançamento dos ftalatos no meio ambiente. O presente trabalho teve por objetivos avaliar a mobilidade e a adsorção do DEHP em um solo saprolítico; verificar sua biodegradação neste solo em meio aeróbio em escala de microcosmos, com e sem a introdução de bactérias adaptadas a ftalatos, e estudar a biodegradação do DEHP no solo por microrganismos adaptados em escala piloto, num reator em batelada e em uma betoneira. Os estudos de infiltração do DEHP no solo mostraram que este composto adsorveu fortemente nas primeiras camadas, apresentando pequena mobilidade ao longo do perfil. Os resultados dos estudos de respirometria indicaram que bactérias indígenas da camada inferior do perfil do solo não foram capazes de biodegradar o DEHP em nenhum dos teores estudados (1, 10 e 100 mg/kg). No entanto, bactérias adaptadas degradaram 100% e 96% do DEHP nos solos contaminadoscom 10 e 100 mg/kg, respectivamente, em 71 e 40 dias de incubação. Nos estudos de biodegradação realizados na betoneira com solo contaminado com 100 mg DEHP/kg, obteve-se remoção de 99%, em 49 dias de tratamento, com bactérias adaptadas. ) A agitação e a aeração proporcionada pela betoneira mostraram-se eficientes no tratamento do solo contaminado com o DEHP e a utilização deste equipamento provou ser uma alternativa para o tratamento de solos contaminados com poluentes perigosos de baixa volatilidade, por apresentar fácil operação e baixo custo.
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