O Impacto da Pandemia da COVID-19 sobre o diagnóstico e o tratamento das pacientes com neoplasia maligna da mama e carcinoma ductal in situ da mama em um centro público de referência
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Resumo: | No Brasil, os sistemas de notificação em oncologia apresentam falhas e a organização de políticas públicas para o tratamento oncológico enfrenta dificuldades, impactando o rastreamento e o acesso ao serviço terciário de saúde, o que causa atrasos no tratamento. Trabalhos publicados evidenciaram um aumento de casos em estadios avançados de câncer de mama durante a pandemia de COVID-19. Assim, propusemos este estudo com o objetivo de analisar o fluxo de navegação das pacientes durante o primeiro ano da pandemia, a fim de identificar as diferenças no cenário de saúde em meio à crise sanitária em um serviço de saúde terciário. Métodos: Trata-se de uma coorte retrospectiva e unicêntrica, seguindo as diretrizes do STROBE para estudos de coorte, que compara dados clínicos e aspectos relacionados à navegação das pacientes diagnosticadas com câncer de mama. Foram incluídas 1.306 pacientes, divididas em dois grupos: 551 tratadas durante o primeiro ano da pandemia de COVID-19 (2020/2021), denominado grupo pandemia, e 755 tratadas antes da pandemia (2018/2019), denominado grupo pré-pandemia. As variáveis clínicas analisadas incluíram idade, estadiamento e os tipos de tratamento, como cirúrgico, quimioterápico, radioterápico e hormonoterapia. A navegação foi avaliada por meio das medidas de tempo entre a data do diagnóstico e a admissão no serviço, a primeira consulta e o início do tratamento, além do tempo para a realização do tratamento adjuvante. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do HCFMUSP (CAAE: 52378521.8.0000.0068). O objetivo principal foi identificar se a pandemia de COVID-19 interferiu na navegação oncológica de pacientes com câncer de mama atendidas no ICESP. Resultados: Os resultados mostraram que houve uma redução de 32% dos casos atendidos no serviço. A média de idade foi de 48,28 anos (23,5 92,2) no grupo pandemia, enquanto no grupo pré-pandemia foi de 53,6 anos (22,1 98,2), com p < 0,001. Em relação ao estadiamento clínico, observou-se maior incidência de estadios II e III no grupo pandemia, com distribuição por estadio de 27,50% para o estadio I, 26,20% para o estadio II, 29,10% para o estadio III e 13,40% para o estadio IV. No grupo pré-pandemia, os valores foram de 28,30%, 23,90%, 26,00% e 13,30%, respectivamente, com p < 0,001. No que diz respeito ao tratamento inicial, no grupo pandemia, 49% das pacientes iniciaram pela neoadjuvância, 38,1% pela cirurgia upfront e 12,9% iniciaram com tratamento paliativo. No grupo pré-pandemia, as taxas foram de 36,8%, 50,3% e 12,8%, respectivamente. Os tempos médios observados também indicaram diferenças relevantes. Entre a biópsia e a admissão no serviço, a mediana foi de 36 dias (26 47) no grupo pandemia, comparada a 40 dias (27 55) no grupo pré-pandemia, p < 0,001. O intervalo entre a primeira consulta no serviço de mastologia do ICESP e o início da quimioterapia neoadjuvante apresentou uma mediana de 29 dias (16 49,75) no grupo pandemia, enquanto no grupo pré-pandemia foi de 24 dias (15 41,25), com p = 0,04. O tempo entre a primeira consulta e a realização de cirurgia upfront foi de 77 dias (51 110) no grupo pandemia, comparado a 51 dias (38 71) no grupo pré-pandemia, p < 0,001. Para completar o tratamento adjuvante, a cirurgia após neoadjuvância apresentou uma mediana de 224 dias (199 247,5) no grupo pandemia, comparado a 210 dias (191 232) no grupo pré-pandemia, com p = 0,007. A quimioterapia adjuvante após cirurgia upfront teve uma mediana de 127 dias (105 163) no grupo pandemia, em contraste com 108 dias (85,5 368) no grupo pré-pandemia, com p = 0,001. Por fim, o intervalo para conclusão da radioterapia adjuvante, considerando a data da primeira consulta institucional, foi de 282 dias (72 763) no grupo pandemia, comparado a 259 dias (14 1.031) no grupo pré-pandemia, com p < 0,001. Conclusões: A pandemia resultou na redução de 32% no número de casos atendidos durante o primeiro ano, com aumento na incidência de casos em estadios avançados. Esse cenário foi associado a um aumento na indicação de tratamentos neoadjuvantes nos estadios II e III, bem como ao aumento do tempo de navegação desde o início até a conclusão dos tratamentos adjuvantes. |
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O Impacto da Pandemia da COVID-19 sobre o diagnóstico e o tratamento das pacientes com neoplasia maligna da mama e carcinoma ductal in situ da mama em um centro público de referênciaAssessment of navigation of breast cancer patients in the first year of the COVID-19 Pandemic. What is the influence of the pandemic on the treatment of breast cancer?Breast CancerCâncer de MamaCOVID-19COVID-19NavegaçãoNavigationOncologiaOncologyNo Brasil, os sistemas de notificação em oncologia apresentam falhas e a organização de políticas públicas para o tratamento oncológico enfrenta dificuldades, impactando o rastreamento e o acesso ao serviço terciário de saúde, o que causa atrasos no tratamento. Trabalhos publicados evidenciaram um aumento de casos em estadios avançados de câncer de mama durante a pandemia de COVID-19. Assim, propusemos este estudo com o objetivo de analisar o fluxo de navegação das pacientes durante o primeiro ano da pandemia, a fim de identificar as diferenças no cenário de saúde em meio à crise sanitária em um serviço de saúde terciário. Métodos: Trata-se de uma coorte retrospectiva e unicêntrica, seguindo as diretrizes do STROBE para estudos de coorte, que compara dados clínicos e aspectos relacionados à navegação das pacientes diagnosticadas com câncer de mama. Foram incluídas 1.306 pacientes, divididas em dois grupos: 551 tratadas durante o primeiro ano da pandemia de COVID-19 (2020/2021), denominado grupo pandemia, e 755 tratadas antes da pandemia (2018/2019), denominado grupo pré-pandemia. As variáveis clínicas analisadas incluíram idade, estadiamento e os tipos de tratamento, como cirúrgico, quimioterápico, radioterápico e hormonoterapia. A navegação foi avaliada por meio das medidas de tempo entre a data do diagnóstico e a admissão no serviço, a primeira consulta e o início do tratamento, além do tempo para a realização do tratamento adjuvante. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do HCFMUSP (CAAE: 52378521.8.0000.0068). O objetivo principal foi identificar se a pandemia de COVID-19 interferiu na navegação oncológica de pacientes com câncer de mama atendidas no ICESP. Resultados: Os resultados mostraram que houve uma redução de 32% dos casos atendidos no serviço. A média de idade foi de 48,28 anos (23,5 92,2) no grupo pandemia, enquanto no grupo pré-pandemia foi de 53,6 anos (22,1 98,2), com p < 0,001. Em relação ao estadiamento clínico, observou-se maior incidência de estadios II e III no grupo pandemia, com distribuição por estadio de 27,50% para o estadio I, 26,20% para o estadio II, 29,10% para o estadio III e 13,40% para o estadio IV. No grupo pré-pandemia, os valores foram de 28,30%, 23,90%, 26,00% e 13,30%, respectivamente, com p < 0,001. No que diz respeito ao tratamento inicial, no grupo pandemia, 49% das pacientes iniciaram pela neoadjuvância, 38,1% pela cirurgia upfront e 12,9% iniciaram com tratamento paliativo. No grupo pré-pandemia, as taxas foram de 36,8%, 50,3% e 12,8%, respectivamente. Os tempos médios observados também indicaram diferenças relevantes. Entre a biópsia e a admissão no serviço, a mediana foi de 36 dias (26 47) no grupo pandemia, comparada a 40 dias (27 55) no grupo pré-pandemia, p < 0,001. O intervalo entre a primeira consulta no serviço de mastologia do ICESP e o início da quimioterapia neoadjuvante apresentou uma mediana de 29 dias (16 49,75) no grupo pandemia, enquanto no grupo pré-pandemia foi de 24 dias (15 41,25), com p = 0,04. O tempo entre a primeira consulta e a realização de cirurgia upfront foi de 77 dias (51 110) no grupo pandemia, comparado a 51 dias (38 71) no grupo pré-pandemia, p < 0,001. Para completar o tratamento adjuvante, a cirurgia após neoadjuvância apresentou uma mediana de 224 dias (199 247,5) no grupo pandemia, comparado a 210 dias (191 232) no grupo pré-pandemia, com p = 0,007. A quimioterapia adjuvante após cirurgia upfront teve uma mediana de 127 dias (105 163) no grupo pandemia, em contraste com 108 dias (85,5 368) no grupo pré-pandemia, com p = 0,001. Por fim, o intervalo para conclusão da radioterapia adjuvante, considerando a data da primeira consulta institucional, foi de 282 dias (72 763) no grupo pandemia, comparado a 259 dias (14 1.031) no grupo pré-pandemia, com p < 0,001. Conclusões: A pandemia resultou na redução de 32% no número de casos atendidos durante o primeiro ano, com aumento na incidência de casos em estadios avançados. Esse cenário foi associado a um aumento na indicação de tratamentos neoadjuvantes nos estadios II e III, bem como ao aumento do tempo de navegação desde o início até a conclusão dos tratamentos adjuvantes.In Brazil, oncology notification systems are deficient, resulting in challenges for the organization of public policies regarding oncology treatment, which adversely affects the monitoring and accessibility to tertiary health services, leading to delays in treatment processes. Studies published indicated a rise in advanced breast cancer cases during the COVID-19 pandemic. Consequently, we conducted this study to evaluate the navigation patterns of breast cancer patients across the first year of the pandemic, aiming to identify differences in the health landscape under the crisis at a tertiary center. Methods: This is a retrospective, single-center cohort study following the STROBE guidelines for cohort studies. It compares clinical data and navigation aspects of patients diagnosed with breast cancer. A total of 1,306 patients were included and categorized into two groups: 551 treated during the first year of the COVID-19 pandemic (2020/2021), designated as the pandemic group, and 755 treated before the pandemic (2018/2019), designated as the pre-pandemic group. The clinical variables examined comprised age, stage, and treatment modalities, including surgery, chemotherapy, radiation, and hormone therapy. Navigation was evaluated by assessing the time intervals between diagnosis and admission, the first visit at the breast cancer center and the starting point of treatment, as well as the conclusion of adjuvant therapies. The Ethics and Research Committee of HCFMUSP approved the study (CAAE: 52378521.8.0000.0068). The main aim was to figure out if the COVID-19 pandemic affected the oncological navigation of breast cancer patients undergoing care at ICESP. Results: A total of 1,306 patients were included in the study, with 551 in the pandemic group and 755 in the pre-pandemic group. The average age was 48.28 years (23.592.2) in the pandemic group and 53.6 years (22.198.2) in the pre-pandemic group (p < 0.001). Regarding clinical staging, a higher incidence of stages II and III was observed in the pandemic group, with stage distributions of 27.50% (stage I), 26.20% (stage II), 29.10% (stage III), and 13.40% (stage IV). In the pre-pandemic group, these values were 28.30%, 23.90%, 26.00%, and 13.30%, respectively (p < 0.001). Regarding initial treatments, in the pandemic group, 49% of patients began with neoadjuvant therapy, 38.1% with upfront surgery, and 12.9% with palliative care. In the pre-pandemic group, the rates were 36.8%, 50.3%, and 12.8%, respectively. The median time between biopsy and admission was 36 days (2647) in the pandemic group, compared to 40 days (27-55) in the pre-pandemic group (p < 0.001). The interval between the first appointment at ICESPs Breast unit and the start of neoadjuvant chemotherapy was 29 days (1649.75) in the pandemic group versus 24 days (1541.25) in the pre-pandemic group (p = 0.040). Time to complete adjuvant treatments, excluding radiotherapy, was also significantly longer in the pandemic group. Conclusion: The pandemic resulted in a 32% decrease in the number of cases treated in the first year, alongside an increase in advanced-stage cases. This was linked to an increase in neoadjuvant therapies for stages II and III, together with longer intervals from start treatment to the conclusion of adjuvant therapies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMota, Bruna SalaniNascimento, Diego Wallace2025-09-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-27022026-112709/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-27T18:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-27022026-112709Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-27T18:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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No Brasil, os sistemas de notificação em oncologia apresentam falhas e a organização de políticas públicas para o tratamento oncológico enfrenta dificuldades, impactando o rastreamento e o acesso ao serviço terciário de saúde, o que causa atrasos no tratamento. Trabalhos publicados evidenciaram um aumento de casos em estadios avançados de câncer de mama durante a pandemia de COVID-19. Assim, propusemos este estudo com o objetivo de analisar o fluxo de navegação das pacientes durante o primeiro ano da pandemia, a fim de identificar as diferenças no cenário de saúde em meio à crise sanitária em um serviço de saúde terciário. Métodos: Trata-se de uma coorte retrospectiva e unicêntrica, seguindo as diretrizes do STROBE para estudos de coorte, que compara dados clínicos e aspectos relacionados à navegação das pacientes diagnosticadas com câncer de mama. Foram incluídas 1.306 pacientes, divididas em dois grupos: 551 tratadas durante o primeiro ano da pandemia de COVID-19 (2020/2021), denominado grupo pandemia, e 755 tratadas antes da pandemia (2018/2019), denominado grupo pré-pandemia. As variáveis clínicas analisadas incluíram idade, estadiamento e os tipos de tratamento, como cirúrgico, quimioterápico, radioterápico e hormonoterapia. A navegação foi avaliada por meio das medidas de tempo entre a data do diagnóstico e a admissão no serviço, a primeira consulta e o início do tratamento, além do tempo para a realização do tratamento adjuvante. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do HCFMUSP (CAAE: 52378521.8.0000.0068). O objetivo principal foi identificar se a pandemia de COVID-19 interferiu na navegação oncológica de pacientes com câncer de mama atendidas no ICESP. Resultados: Os resultados mostraram que houve uma redução de 32% dos casos atendidos no serviço. A média de idade foi de 48,28 anos (23,5 92,2) no grupo pandemia, enquanto no grupo pré-pandemia foi de 53,6 anos (22,1 98,2), com p < 0,001. Em relação ao estadiamento clínico, observou-se maior incidência de estadios II e III no grupo pandemia, com distribuição por estadio de 27,50% para o estadio I, 26,20% para o estadio II, 29,10% para o estadio III e 13,40% para o estadio IV. No grupo pré-pandemia, os valores foram de 28,30%, 23,90%, 26,00% e 13,30%, respectivamente, com p < 0,001. No que diz respeito ao tratamento inicial, no grupo pandemia, 49% das pacientes iniciaram pela neoadjuvância, 38,1% pela cirurgia upfront e 12,9% iniciaram com tratamento paliativo. No grupo pré-pandemia, as taxas foram de 36,8%, 50,3% e 12,8%, respectivamente. Os tempos médios observados também indicaram diferenças relevantes. Entre a biópsia e a admissão no serviço, a mediana foi de 36 dias (26 47) no grupo pandemia, comparada a 40 dias (27 55) no grupo pré-pandemia, p < 0,001. O intervalo entre a primeira consulta no serviço de mastologia do ICESP e o início da quimioterapia neoadjuvante apresentou uma mediana de 29 dias (16 49,75) no grupo pandemia, enquanto no grupo pré-pandemia foi de 24 dias (15 41,25), com p = 0,04. O tempo entre a primeira consulta e a realização de cirurgia upfront foi de 77 dias (51 110) no grupo pandemia, comparado a 51 dias (38 71) no grupo pré-pandemia, p < 0,001. Para completar o tratamento adjuvante, a cirurgia após neoadjuvância apresentou uma mediana de 224 dias (199 247,5) no grupo pandemia, comparado a 210 dias (191 232) no grupo pré-pandemia, com p = 0,007. A quimioterapia adjuvante após cirurgia upfront teve uma mediana de 127 dias (105 163) no grupo pandemia, em contraste com 108 dias (85,5 368) no grupo pré-pandemia, com p = 0,001. Por fim, o intervalo para conclusão da radioterapia adjuvante, considerando a data da primeira consulta institucional, foi de 282 dias (72 763) no grupo pandemia, comparado a 259 dias (14 1.031) no grupo pré-pandemia, com p < 0,001. Conclusões: A pandemia resultou na redução de 32% no número de casos atendidos durante o primeiro ano, com aumento na incidência de casos em estadios avançados. Esse cenário foi associado a um aumento na indicação de tratamentos neoadjuvantes nos estadios II e III, bem como ao aumento do tempo de navegação desde o início até a conclusão dos tratamentos adjuvantes. |
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