Predição de risco para dificuldades motoras em prematuros de 3 a 5 anos de idade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Daloia, Lígia Maria Tezo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-14102024-142510/
Resumo: Introdução: O nascimento prematuro atinge mais que 11% da população global e está associado às alterações do desenvolvimento infantil, sendo o principal fator de risco para o Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC). A detecção precoce das dificuldades motoras é fundamental para intervir em um período de intensa neuroplasticidade e minimizar danos funcionais futuros. Entretanto, não há avaliação padronizada antes dos 3 anos de idade. Objetivo: Identificar se o neurodesenvolvimento de prematuros aos 2 anos está relacionado com as dificuldades motoras observadas aos 3 anos de idade. Métodos: 22 crianças (50% meninos), nascidas com menos de 37 semanas de idade gestacional, sem lesões motoras ou sensoriais que possam interferir no desempenho motor foram avaliadas. Aos 2 anos de idade foram utilizadas as Escalas Bayley de Desenvolvimento Infantil, 3ª Edição (Bayley-III) para avaliar desenvolvimento cognitivo, motor e de linguagem, e aos 3 anos de idade foi utilizada a Bateria de Avaliação de Movimento para Crianças, 2ª Edição (MABC-2) para análise de sinais indicativos de TDC. Foi realizada análise descritiva, de regressão e correlação e calculados os valores preditivos positivos e negativos, sensibilidade e especificidade da Bayley-III em relação à MABC-2. Resultados: 36% apresentou atraso motor aos 2 anos e 50% apresentou dificuldade em tarefas motoras finas aos 3 anos. Os domínios de linguagem da Bayley-III apresentaram correlação com a destreza manual (p= 0,003), habilidades com bola (p < 0,001) e total da MABC-2 (p < 0,001). Já o domínio motor correlacionou-se com a destreza manual (p<0,001) da MABC-2 e o domínio cognitivo apresentou correlação com o total da MABC-2 (p= 0,004). Conclusão: A Bayley-III pode ser usada aos 2 anos como preditora da MABC-2 aos 3 anos de idade em crianças nascidas prematuras sem lesões neurológicas
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